Malévola: entre a mocinha e a vilã

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“Ora… ora…” Quem vai ao cinema ver Malévola é surpreendido com, a chamada no próprio filme de, verdadeira história por trás da vilã de A Bela Adormecida. Mesmo sendo fantasiosa, é uma história de vingança e amor que traz reflexões profundas sobre os sentimentos e ações de personagens profundamente humanizados.
A jovem e pura Malévola é iludida por Stefan, um belo jovem que se deixou levar pela ganância de conseguir o trono do rei que desejava a morte da fada por ela tê-lo vencido em uma batalha pelo seu reino. E então vem a história que a gente já conhece: o rei tem uma filha, chamada Aurora, e na sua apresentação ao reino, Malévola aparece e lança uma maldição sobre o bebê que poderia apenas ser revertida com um beijo de amor verdadeiro. Então o rei decide exilar sua filha do convívio com o mundo e a mantém fora do alcance de rocas e qualquer coisa que possa furar o seu dedo.
O filme traz a desconstrução do conceito formado sobre Malévola. E mostra como a personagem tem sentimentos humanizados, uma vez que ela não é má o tempo todo e nem boa. Apenas por vingança ela se torna má. E o contato com a inocência de Aurora fez sua própria natureza não conseguir odiá-la, como odiava seu pai.
Além dos efeitos, cenários fantásticos, a trilha sonora do filme é o toque especial. Sem a trilha sonora não teria tanta graça. As músicas instrumentais criam o ambiente e o clímax de cada cena, não só nas cenas de maior tensão, mas naquelas que, por exemplo, têm graça e nos fazem rir no cinema. Além disso, a clássica “Era uma vez no sonho” (Once upon a dream) na voz de Lana Del Rey nos créditos combinou perfeitamente com o clima do filme.
A clássica história da Bela Adormecida não é mais a mesma. Esse filme, como outros que vieram antes, narra com propriedade a história da vilã que virou a mocinha e encantou a todos na maravilhosa interpretação de Angelina Jolie.
*foto de divulgação da Disney para o filme. Download em: http://movies.disney.com/maleficent/downloads/wallpaper

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