Recordações vs. novas versões‏

As histórias que crescemos lendo, vendo e ouvindo estão, em sua maioria, reaparecendo nos cinemas. Algumas se destacam pela sua fidelidade, outras por novos efeitos e qualidade de imagem e som, outras pela simples aventura que ela pode apresentar – caracterizando, na cultura pop, uma renovação de fãs que nunca tinham ouvido falar nas histórias.

Há aquelas histórias que, como disse antes, não são exatamente fiéis às originais, como as dezenas de versões de A Branca de Neve e Cinderela. Algumas são mais fantasiosas, outras mais para o gênero da comédia, terror, romance. O que o público ganha com isso? Outras perspectivas da história – não necessariamente a original – e, é claro, o entretenimento.

Por outro lado, muitas pessoas saem do cinema reclamando que a história não se manteve fiel ao quadrinho dos heróis, por exemplo. Mas as superproduções baseadas em livros e quadrinhos têm revelado o interesse de muitos pelas histórias. As remasterizações surpreendem pelos novos contextos, efeitos fantásticos, e levam os antigos fãs dos filmes e seriados à nostalgia.

Os filmes e animações da infância são memórias que ficam registradas durante toda a vida e fazem parte da pessoa que nos tornamos. Lembro uma vez que um professor de história resolveu acabar com o sonho de todos os alunos da turma dizendo que as histórias infantis não tinham acontecido de verdade, nem as que pareciam mais reais. Claro. Houve decepção, mas o riso foi certo, além do precioso momento nostálgico. Anastasia, por exemplo, – animação de sucesso da 20th Century Fox – é uma fantasia baseada na lenda da Grã-duquesa russa que teria sobrevivido à execução de sua família na Revolução Russa. O filme é, até hoje, muito elogiado pelo enredo cheio de aventura, emoção, fantasia e a fantástica trilha sonora, indicada ao Oscar.

Há filmes que se destacam por cativar o público, mesmo que não tenham a ver com as histórias originais. Creio até que o fato de existir mais de um filme, com visões diferentes, sobre a mesma história, que pode trazer aquela discórdia – saudável –, estimula a criatividade de fãs de todo o mundo e os leva a criar teorias que unam (ou não) os mesmos.

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