Assoprar a fita, lavar o CD, dividir o joystick com alguém para passar de fase são parte da história de todos os grandes fãs de videogames. O “Qual é a das quintas?” entrevistou alguns players e o resultado, nostálgico, você confere aqui.
Os saudosos Atari, Super Nintendo, Master System, Mega Drive, Nintendo 64 marcaram uma geração que sente falta de certos detalhes como, por exemplo, assoprar, passar borracha, dar aquela inclinada na pontinha das fitas de jogos ou chamar o amigo para colocar o jogo que só pegava com ele (e até cuspir ou lamber as fitas). “Se a fita travasse na última fase do jogo, chorava” (Marcelo Gomes).
Os anos passaram e os videogames foram se atualizando tecnologicamente: os gráficos, a jogabilidade e as funcionalidades evoluíram consideravelmente. “Hoje, por exemplo, os jogos de futebol são cada vez mais reais, as fisionomias dos jogadores, uniformes de times, até erros que jogadores cometem na vida real são retratados nos jogos como erros de passes, controle de bola, domínio de bola entre outros” (Caio Magalhães).
Mas é consenso que os jogos antigos pareciam muito mais interessantes e emocionantes, eles te prendiam muito mais, “Você não esperava nada e eles te surpreendiam” (Guilherme Lucas). “Eu era capaz de ficar horas seguidas jogando sem me cansar, ou sem sentir vontade de fazer outras coisas. E, hoje em dia, isso não acontece” (Ana Souza). Jogos como Zelda, Super Mario Bros, Sonic, Pokemon, O Rei Leão, Super Mario Kart, Michael Jackson: Moonwalker são sempre lembrados com saudade pelos players, a época das locadoras, alguns até definem como os melhores jogos que já jogaram. Claro que isso varia de jogo para jogo.
Então, outros videogames, mais novos, chegaram para competir com os antigos. Os jogos de uma outra geração, já não marcada mais pelas fitas, são vistos por muitos como os melhores. Alguns tiveram seu primeiro contato com um videogame já na era dos CDs. Podemos destacar Spider Man Friend or Foe, Need For Speed, God of War, Winning Eleven, Transfromers, além dos emuladores, por exemplo, para Playstation dos jogos da Nintendo. “Eu trocava o Playstation 2 com um cara por alguns dias e ele me emprestava o Nintendo dele” (Ruyter Júnior, antes de saber da existência dos emuladores). E o que fazer quando os CDs davam problema? “Jogava debaixo d’água, passava detergente ou até deixava o videogame virado de cabeça para baixo” (Ramon Cavalcanti), passava, até mesmo, pasta de dente e casca de banana (o que não dava muito certo).
“Sinto falta de histórias boas nos jogos. Hoje em dia, está meio clichê” (Flávio Massacessi, sobre os jogos da infância). Muitos sentem falta da infância e de como os amigos se reuniam para jogar. Era um evento! Faziam-se campeonatos, tinha comida, até os erros gráficos dos jogos eram motivo de brincadeiras com os amigos. Também sobre as histórias, “não há mais jogos de terror como antigamente” (Nicolas Raline). Há quem prefira jogar sozinho ou em “cooperação” online (apesar de que, quem não estiver muito acostumado pode ter problemas em desafiar os mais “viciados”), mas nada supera a graça de vencer alguém que está ao seu lado.
Esquecer de salvar um jogo, ou perder o save nos memory cards, ou tê-los cheios demais para continuar salvando as evoluções nos jogos eram situações que faziam nossos players chorarem com frequência. Ainda tinham as baterias botão como memória, que faziam com que os jogadores corressem até o camelô mais próximo para comprar nova memória para o videogame.
Cada vez mais os videogames foram evoluindo e então chegaram algumas das grandes revoluções, principalmente no quesito gráfico: FIFA e PES, por exemplo. Os gamers que já são fanáticos por esportes, não deixam de ter nas suas coleções os jogos esportivos. Eles são mais complexos que os antigos, com jogadas e movimentos mais complicados de fazer, o que torna a vida de quem está jogando bem mais interessante.
A emoção de jogar é quase inexplicável! “É felicidade, algumas vezes nostalgia, algumas vezes ansiedade – no caso do PES – (…) Jogar videogame me traz alegria!” (Matheus Bello, sobre a sensação de jogar). Alguns não têm mais muito tempo de jogar por causa das atividades e responsabilidades do dia a dia. Mas sempre que têm um tempo, jogam e se divertem. E você? Que histórias tem para contar sobre seus fins de semana de “jogatina” na casa dos amigos?
Essas e outras histórias você confere nas próximas semanas, no Especial Setembro dos Games. Participe aqui no Qual é a das quintas? e na página do facebook: facebook/qualeadasquintas