Mais uma vez o planeta foi salvo graças aos… nerds

A Terra sempre precisa ser salva de alguma coisa. De um robô, de lagartos gigantes, de ETs… E sempre temos ótimos heróis para dar conta do recado, certo? Nem sempre. Alguns heróis primeiro destroem cidades inteiras para depois salvá-las. Já estamos acostumados com isso. Parecem que eles estiveram meio ocupados discutindo alguma coisa muito importante em algum esconderijo secreto quando nossos próprios e saudosos jogos gigantes invadem a Terra. Pois não foram exatamente heróis com superpoderes que tinham o prazer e o dever de salvar a Terra, eram nerds, como eu e você.

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Alguém já te disse que jogar videogame não dá futuro? Ai da Terra se Adam Sandler e sua equipe não tivessem investido seu tempo e dinheiro em jogos de fliperama nos anos 80. A brilhante ideia de compartilhar o que a humanidade adorava fazer com um possível grupo de vida extraterrestre foi desastrosamente interpretado. Ao invés de a comunicação ser “Oi, somos felizes. E vocês?”, foi algo como “Queremos destruir vocês”. Então os ETs resolveram atacar. E nenhum poder militar ou superherói entenderia tão bem como acabar com o ataque de Galaga como os nerds que passaram a infância jogando fliper. Essa equipe seria melhor, inclusive, que os maiores soldados treinados para a guerra. Pois eles, só eles, saberiam como zerar o jogo.

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O filme te faz rir do início ao fim. Tem mais referências que o Capitão América conseguiria pegar (até porque, ele tava meio congelado na época dos videogames). Além de rir e encontrar referências fantásticas, se você já jogou qualquer um desses jogos, você tem aquela sensação de que está em casa. E não tem vontade de parar de jogar, digo, assistir até os créditos acabarem.

A trilha sonora também é espetacular. Tem aquela coisa de ser um filme de “vamos salvar a Terra” (de novo) e, misturando isso com as soundtracks dos próprios games, são a combinação perfeita para os gamers pirarem. É verdade que eu esperava mais sonzinhos de “1up” no decorrer do filme, mas a trilha não deixou a desejar nos demais aspectos.

Pouco mais de 1 hora e meia de pura nostalgia, risadas e uma pitada de “véi, é o Tohru Iwatani??” premiam o espectador. Não há grandes surpresas na história. Ela pode ser clichê, sim. Mas, com toda certeza, mexe com o coraçãozinho dessa galera que sempre amou jogar e quer rever tudo isso, assim como em Detona Halph, lembra?

Aline Gomes
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