Tem mais aranha no Blog Qual é a das quintas? essa semana! Além de uma resenha sobre o novo filme (Viagem animada através do AranhaVerso), você confere agora mais uma parte do diário da Helga Iris, sereia, druida e membro dos Desafiantes de Yuvalin.
Stefan sabe ser insuportável. Cada hora, esse cara faz uma gracinha diferente. Dessa vez, foi no relatório para a Guilda sobre a Taverna Fim do Mundo. Uma das coisas que notamos na taverna é que ela nunca servia comida e ele disse que comemos uma comida muito boa.
Primeiro erro, porque, se a Guilda sabe o que acontece lá, não acreditaria que comemos alguma coisa. Precisei intervir no relatório e pedir para que ele tirasse essa parte. Toshinori apoiou.
Além disso, Stefan tem a grande audácia de se considerar o melhor investigador do mundo e colocou isso no relatório (não exatamente com essas palavras, mas sim). Ainda disse que eu chamo muito a atenção por aí.
Apresentamos o relatório ao Galyx. Ele aceitou e se colocou como um possível parceiro, caso precisássemos. Foi aí que eu precisei reconhecer que Stefan até que é um bom negociante: ele já pediu logo um adiantamento de uma garantia, conseguindo uma caixa com duas bombas, vinte tibares e uma balinha (meio suspeita).
Saímos de lá para voltar à Guilda e entregar o relatório. Quando chegamos, Toshinori estava tentando recrutar novos aventureiros para a equipe e Stefan e eu entramos na sala da oficial Helena. Ela estava de saída, mas recebeu o relatório, pôs sobre uma pilha de papel e nos dirigiu à palavra para apresentar um crocodilo.
Bom, ele não é um crocodilo, mas meu coração disparou, confesso. Acabamos de perder Noah, que era um trog. De repente, aparece um moreau meio crocodilo na minha frente. Ela disse que ele simplesmente apareceu ali, com ordens superiores para se juntar aos Desafiantes de Yuvalin.
Estranho? Sim. Mas começamos a conversar com Kroll e o recebemos na equipe. Nem preciso dizer o quanto eu fiquei feliz em ter alguém da raça dele no grupo. Eu sou meio peixe, então, ter um meio crocodilo, é ótimo.
Ele costumava caçar e dormir na floresta. Bônus para ele! Encontramos Toshinori e Joseph no salão principal e apresentamos Kroll. Eles também pareceram tomar um susto, mas deram boas-vindas ao novato. Toshinori me olhou com curiosidade pelo meu entusiasmo com Kroll ter chegado na equipe. Acho que eu exagerei mesmo ao me disponibilizar para apresentar o lugar onde costumo dormir.
Aproveitamos para escolher a missão que cumpriríamos no dia seguinte e decidimos comemorar a chegada do novato na Taverna Foice e Martelo. Enquanto nos acomodávamos, Stefan e eu ouvimos uma conversa sobre o presidente da Guilda, o pai do Peter, Rodford Vahrim, ter sido o responsável por colocar o Mestre Himmerzan como chefe da Forja, além dos já conhecidos rumores de que Himmerzan fosse purista.
Toshinori se empolgou um pouco e resolveu começar um campeonato de quem virava mais cervejas. Vexatório. Stefan e eu acompanhamos de longe, Joseph desapareceu, mas Toshinori e Kroll ficaram bem loucos, nem consegui apresentar nada a Kroll fora da cidade.
Felizmente, todos os membros da equipe se encontraram no horário de sempre na Guilda para seguir para a missão. Fomos bem longe, aliás. Chegamos a uma portinha no meio do nada e conhecemos o boticário Rafu, na Poções Promissoras. Ele é bem animado e fala cantando e batendo em seu tamborete preso à cintura.
Nós informamos o motivo de estarmos ali e ele, rapidamente, fechou a loja e nos levou até a floresta, onde encontraríamos aranhas gigantes. Sim, aranhas gigantes são a fonte para extrair o que era necessário para produzir suas poções.
E encontramos as aranhas quando Toshinori ficou preso em uma teia gigante. Kroll já partiu pra cima, pra tirar Toshinori de lá. Eu, pra variar, tive que curar a galera que estava tomando muito dano com o ácido cuspido pela aranha. Eu, inclusive. E, então, Toshinori conseguiu matar a primeira aranha.
Eu tentei deter a outra e consegui fazer ela perder os movimentos por um tempo com magia. Acabei me prendendo a uma teia. Joseph inspirou as armas do pessoal e, depois de eu precisar curá-lo, óbvio, num disparo certeiro, Stefan fez a parte dele, com cara de insuportável, mas fez. Rafu ficou radiante quando conseguiu extrair o que precisava das aranhas gigantes. Kroll me ajudou a sair da teia e retornamos para a cidade.
Levamos o relatório da missão para a Guilda e a oficial Helena nos esperava. Com a cara mais indecifrável ela falou que leu nosso relatório sobre a Taverna Fim do Mundo e que precisava das nossas insígnias. Eu entrei em choque. Mas tirei a insígnia e entreguei.
Qual não foi minha surpresa quando ela nos entregou novas insígnias, de coríndon.
Agora, sim, somos aventureiros reconhecidos e podemos fazer missões mais interessantes. Uma pena Noah não estar conosco, ele ficaria imensamente feliz.
Antes que saíssemos da Guilda, um jovem hynne veio correndo e, esbaforido, nos entregou um bilhete. Não deu nem tempo de agradecer, ele já havia saído correndo da mesma forma que entrou. Eu li para todos: “Desafiantes de Yuvalin, vocês foram notados. Compareçam à loja Minérios Maravilhosos no Distrito da Bigorna. E.H.”
Não sei quem é esse E.H., mas Kroll teve uma leve reação de espanto ao ouvir a sigla. Suspeito, mas fazer o quê? Vamos descobrir o que isso significa. Parei para escrever meu diário enquanto ainda decidimos o que fazer com esse bilhete.
Aguarde o próximo episódio do diário da Helga para descobrir como a equipe vai lidar com as novidades.
Até breve!
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