Épico e aquático – Dia de fogo

Ser um aventureiro é estar à beira da morte várias vezes a qualquer momento. E a Helga tem é história para contar neste post. Confira mais uma parte da aventura da sereia druida Helga Iris e dos Desafiantes de Yuvalin.


Sereias não gostam muito de fogo. Nada contra quem gosta, mas fogo queima, né? Você vai entender, em breve, minha reclamação.

De manhã, voltei à Minérios Maravilhosos para saber se estava tudo certo. Encontrei Edward querendo descobrir um lugar onde pudesse fazer uma boa refeição matutina. Apresentei algumas tavernas que conheço na cidade e ele gostou da ideia de ir à Pombo de Ouro, junto comigo, claro.

Apesar de ter acabado de conhecê-lo, ele despertou meu interesse, por isso, já me tornei logo a velha tagarela. Compartilhamos o café da manhã e tentamos conversar em paz, enquanto Joseph e Toshinori cantavam e dançavam no meio da taverna para ganhar uma grana.

Meu café da manhã na Pombo de Ouro

Saindo da taverna, Edward, Joseph e eu demos uma volta nas proximidades do Parque Normandia, para investigar qualquer coisa suspeita antes do pronunciamento de Ezequias. Havia muita gente falando sobre, mas nada suspeito. Então, nos posicionamentos para aguardar a chegada das pessoas e do “professor”, como Ezequias é conhecido.

De repente, o Parque lotou e vimos chegando um carro em forma pirâmide, de onde saiu Ezequias, escoltado por Kroll, enquanto todos nos posicionamos estrategicamente próximos ao palco. Durante o pronunciamento de Ezequias, observei uma mulher, com capa vermelha, apenas movendo os lábios e as mãos discretamente, provavelmente conjurando magia arcana. Sinalizei para Stefan, próximo a uma árvore, que iria segui-la, mas, depois que ela me viu, sumiu no meio da multidão nesse intervalo. Que grande erro!

Depois que a multidão se dispersou, decidimos que Kroll ficaria de guarda e nos encontraríamos na manhã seguinte atrás da loja Minérios Maravilhosos. Fui para fora da cidade, para descansar confortavelmente e me preparar para a viagem do dia seguinte, meditando e relembrando magias, depois de um mergulho, e dormindo sob as estrelas.

Acordei sorrindo para tudo e rumei para os fundos da loja, onde Ezequias já estava arrumando seu autômato ansioso para partir. Entramos no Ford e deixamos Yuvalin em direção a Zakharin. O vento que entrava pelas janelas era revigorante e me detive pouco na conversa, até Stefan desafiar Ezequias a contar sua origem. O professor estava ávido por conhecer nossas histórias, mas obviamente, não entrei em muitos detalhes.

Stefan sabe ser bem insuportável! E conseguiu arrancar informações de Ezequias quando Edward falou sobre a tempestade rubra. O professor retirou seus óculos, o que mostrou olhos vermelhos, retirou suas luvas e mostrou uma articulação a mais em cada dedo de suas mãos. O lefou também convenceu Stefan a contar parte da sua história.

Durante a longa viagem, a conversa também passou por nossa missão para o “Senhor P.”, o que me fez iniciar uma discussão com Stefan, que não participou direito da missão, só do começo e do final e não sabia os perigos que atravessamos. De acordo com Ezequias, Peter era o oposto do pai, pois não se interessava por política e só se apaixonava por não humanas.

Paramos e descemos do Ford com o cair da tarde. Ezequias preparou suas engenhocas para alarmes e aguardamos. Enquanto isso, Joseph começa a tocar seu alaúde élfico, eu consagrei nosso terreno e Ezequias puxou mais conversa com a equipe.

Um alarme soou e nos preparamos para receber nossos inimigos. Surgiram cinco silhuetas. Zelin ameaçou Ezequias, que lança bombinhas de luz em direção aos cinco. Foi quando vi aquela mulher de capa vermelha que estava no parque.

Zelin foi direto na minha direção, interceptado por Toshinori com o piqueiro, mas não foi o suficiente para pará-lo e o purista me acertou com a espada no flanco e no ombro. Depois disso, tudo o que consegui perceber foi Ed em fúria e a arcanista lançar uma bola de fogo contra nós. Eu não vi mais nada.

Allihanna me concedeu um fôlego surpreendente. Quando levantei, ainda achava que já estava nos braços da deusa, mas me deparei com uma batalha insana à minha frente. Zelin me ameaçou mais uma vez, mas a distância. Os outros aliados de Zelin atacaram Kroll e Edward, mas Toshinori conseguiu apagar um dos soldados supremacistas. E Joseph sangrava ao meu lado, então, eu o curei.

Toshinori e Kroll investiram contra os inimigos, sem muito efeito. Zelin atacou Kroll da mesma forma que fez comigo e o outro supremacista atirou em mim à distância com a besta. Enquanto isso, Edward errava feio seu golpe contra outro soldado. A arcanista, Milla, dissipou minha área consagrada e, finalmente, Stefan fez algo útil, atirando contra um soldado.

Depois de me deixarem sozinha e desprotegida no meio do fogo cruzado (literalmente), sem saber mais o que fazer, conjurei as plantas para segurar os puristas e consegui imobilizar alguns. Pode parecer covardia, mas, diante das ameaças insistentes de Zelin e da maga, minha melhor reação foi correr para a água, em um ato de desespero.

A distância, consegui ver Kroll mordendo Zelin e um soldado atirando contra Joseph, sem muito sucesso, e o bardo encantando os soldados tocando seu alaúde. Assim como Edward acertou apenas um escudo e Stefan, para variar, explodiu a própria arma na cara.

A arcanista jogou setas que se cravaram em minhas costas e, com uma dor excruciante, não consegui mais pensar em nada a não ser conjurar uma armadura arcana sobre mim, para evitar ainda mais danos.

Finalmente, Toshinori acertou Zelin e o matou. Não quis ver exatamente o que ele fez, mas, como resultado, alguns inimigos se renderam e outros fugiram, inclusive a arcanista.

Após a morte de Zelin

Stefan, o insuportável – e por que não idiota -, com um ato absurdo de alguém insano como ele, atirou contra o clérigo inimigo, devoto de Arsenal, que estava rendido, e a bala de sua pistola apenas ricocheteiou na armadura do purista. Com ódio, o soldado se virou em nossa direção e uma mão mágica gigante surgiu dele para revidar o ataque de Stefan. O impacto fez com que ele voasse para trás e começasse a se afogar, no rio ao meu lado.

Instintivamente, eu me abaixei ao lado dele e o curei, canalizando energia de Allihanna, pois prometi a mim mesma que não deixaria ninguém para trás, se tivesse a oportunidade de proteger e curar. Mas, enquanto realizava a magia, sussurrei ao pé do ouvido de Stefan que eu, com certeza, irei cobrar esse pequeno favor de volta. Ele me deve a sua vida!


Aguarde o próximo episódio do diário da Helga para descobrir como essa batalha vai terminar.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG

Aceitei o desafio de jogar, pela primeira vez, um jogo de RPG. Além de ser um desejo antigo, essa ideia também faz parte de um projeto pessoal nos meus estudos de storytelling (se você quiser saber mais sobre isso, sugiro…

Épico e aquático – O primeiro dia da Helga

Aceitei o desafio de jogar RPG e, se você não leu ainda o primeiro texto sobre isso, clica aqui. Neste segundo post da série, vou trazer o diário da Helga do primeiro dia de missão. Em resumo, para entrar na…

Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu estou falando leia os posts anteriores sobre o assunto: Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG e Épico e…

Épico e aquático – Acho que temos um problema na missão

Muitas emoções cercam essa última missão que a sereia druida, Helga Iris, junto com os Desafiantes de Yuvalin, precisaram enfrentar. São tantas que vai ser necessário mais que um post para contar. Veja só o que rolou. Naquela mesma noite,…

Épico e aquático – Consolamos um galanteador

Em sequência à missão de entregar a encomendo do “Senhor P.” para a sra. Ártemis, muita coisa pode acontecer, inclusive, servir de terapeuta. Confira a segunda parte dessa aventura. Perguntamos a muitos anões até descobrir de qual o “Senhor P.”…

Épico e aquático – A Noah, com carinho

Essa é a homenagem que a sereia druida, Helga Iris, deixou em seu diário para o nobre e honrado Noah. A missão foi para um caminho sem volta e todos sentiram, a seu modo, essa dor. Confira tudo o que…

Épico e aquático – Já não sei mais o que estamos fazendo

Em comemoração ao Dia da Toalha, também conhecido como Dia do Orgulho Nerd, o diário da Helga tem mais um episódio lançado (feito inédito aqui no Qual é a das quintas?!). Depois dos últimos acontecimentos, era hora de seguir em…

Épico e aquático – Sigam as aranhas!

Tem mais aranha no Blog Qual é a das quintas? essa semana! Além de uma resenha sobre o novo filme (Viagem animada através do AranhaVerso), você confere agora mais uma parte do diário da Helga Iris, sereia, druida e membro dos…

Épico e aquático – Ludibriados e encantados

Tudo está para mudar – como o tempo todo – na vida dos aventureiros conhecidos como Desafiantes de Yuvalin. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida Helga Iris e seus companheiros em mais uma empreitada. Perguntei ao Kroll…

Deixe um comentário