A batalha ainda não acabou. Helga Iris e seus companheiros têm um novo desafio desde que a rendição dos inimigos ficou incompleta.
Acompanhe o novo capítulo dessa história emocionante da sereia druida sobre os Desafiantes de Yuvalin.
Poderíamos fugir, mas não seria muito útil, com o clérigo e o soldado ali não mais rendidos – depois da ação absurda do Stefan.
Tentei chegar mais perto de nossos inimigos para usar magia e deixá-los paralisados, o que nos daria alguma vantagem. Mas o clérigo estava irredutível. E o soldado queria continuar atacando, só que, estranhamente, não conseguiu atacar Joseph.
Edward avançou feroz, assustando nossos oponentes, e Joseph começou a tocar o seu alaúde élfico, com pouco sucesso porque o clérigo de Arsenal lançou aquela mão mágica gigante outra vez em direção ao bardo, que foi lançado metros para trás. Pousei minhas mãos sobre sua cabeça e o curei, canalizando o poder de Allihanna.
Toshinori avançou para o soldado e o jogou no chão e Edward derrubou o clérigo, mas rapidamente ele se levantou e continuou a praguejar. Diante disso, conjurei uma proteção sobre Ed, uma espécie de armadura, para que ele pudesse investir sem que os nossos oponentes tivessem tanto poder sobre ele.
De trás de Edward, consegui ver o soldado acendendo uma bomba e jogando no chão. Ed, rapidamente, pegou e apagou, antes que mais fogo nos atingisse. Kroll, a distância, lançou sua adaga, que acertou o clérigo no espaço entre as partes da armadura.
O clérigo praguejou contra mim e tentou fazer novamente aquela magia, mas apesar de eu sentir uma enorme pressão sobre a minha cabeça com aquela mão translúcida, resisti. Qualquer dor foi convertida em prazer, quando vi o clérigo perdendo seu sorriso e percebendo que estava enfraquecendo diante dos Desafiantes de Yuvalin.
Kroll provocou a ira dos oponentes, errando sua machadada, mas ao ver seu estado crítico, invoquei magias de cura sobre ele. Como reação, depois de ver Toshinori e Edward derrubarem o soldado e o clérigo, o crocodilo investiu contra nossos inimigos, mas desistiu logo, ao ver as caras feias dos companheiros.
Toshinori amarrou o soldado e o clérigo, Ezequias nos elogiou e conseguiu levantar Stefan e trazer ele para perto de todos nós. O paladino ameaçou tanto Stefan quanto Kroll de atrapalharem o combate. Mas eu dei pouca atenção ao que estava acontecendo ao redor, porque estava horrorizada com o corpo de Zelin estendido e desfigurado no chão.
Fui despertada do meu transe quando Ezequias mandou amarrar Stefan também e me chamou para conversar sobre a condição estranha dele. O inventor não falava coisa com coisa, não se lembrava de nada. Comecei a cuidar dos ferimentos dele, com os itens de minha maleta, afinal, ninguém pode ficar para trás.
Já foi difícil demais perder Noah, mesmo que fosse O STEFAN, não aceitaria perder mais um do grupo. Ele estava diferente, me olhava diferente, parecia realmente outra pessoa. Esse era bem menos insuportável. Mas, ainda assim, eu sussurrava para mim mesma o que havia dito enquanto ele estava caído: isso vai ter volta.

Ezequias explicou para Stefan o que tinha acontecido e, seja lá quem fosse esse novo cara, decidiu apoiar o grupo, convencido pelos argumentos do professor. O lefou orientou, então, que desamarrássemos o Stefan e começássemos uma busca por provas contra os puristas.
Os prisioneiros também acordaram, mas, apesar de o soldado gritar impropérios, o clérigo estava quieto. Era hora de arrancar as informações daqueles puristas imundos. Como o soldado estava agitado, dividimos o grupo com Toshinori, Joseph e Kroll tratando com o soldado, enquanto o restante de nós tentou interrogar o clérigo.
Stefan encontrou uma carta assinada por Zelin, convocando aqueles capangas malditos. Nós tentamos intimidá-lo, mas ele se mostrava resistente e continuava a soltar impropérios sobre nós, mesmo com Stefan apontando uma arma para a cabeça do clérigo.
Finalmente, depois de Stefan jogar o corpo de Zelin sobre ele e Edward ameaçá-lo mais uma vez, cheio de palavras duras, ele começou a chorar e a falar. Ele disse que o Zelin o havia convocado para derrotar um nobre que estava atrapalhando os planos de alguém.
Ao chamar o outro grupo de volta, Ezequias deixou muito claro que o clérigo pegaria prisão perpétua e, se virou para o Kroll, dizendo que ele poderia executar o soldado. Kroll apenas ameaçou e o soldado já confessou que era Rodford quem estava por trás disso.
Então, voltaram a procurar por provas nas roupas de Zelin, encontrando uma carta no fundo falso da bota do purista morto. Carta assinada pelo presidente da Guilda dos Mineradores pedindo que Zelin o ajudasse a eliminar quem o atrapalhava a, como ele disse, “purificar a cidade”.
Ezequias explicou como seria quando voltássemos a Yuvalin, que haveria um julgamento. Então, eu apresentei um plano para todos descansarem para retornarmos fortes o bastante para o que nos esperava na cidade. Afinal, nossa missão ainda não havia terminado. Conversamos sobre quem aceitaria testemunhar contra Rodford e já combinamos que os encontraríamos para convencê-los.
Reparei que o novo e menos insuportável Stefan me observava fazendo os planos e ele logo me perguntou se eu era a líder do grupo. Bom, não deu nem tempo de conversarmos sobre o grupo possuir um líder. Mas, ao ouvir aquilo, todos os demais concordaram com a observação do kliren.
Obviamente, recomendei a todos que, primeiro houvesse o descanso e, depois de tudo aquilo, poderíamos conversar com mais clareza sobre uma possível liderança dos Desafiantes de Yuvalin.
Ezequias, Edward e Kroll haviam armado barracas e cada um de nós começou a se ajeitar para dormir. Eu tomei um banho e me deitei à margem do rio, olhando as estrelas, pensando em tudo o que havia acontecido e o que estava prestes a acontecer, caso esse delírio do inventor sobre a liderança do grupo não fosse apenas um delírio desse novo Stefan.
Tudo pode acontecer nessa noite e nos próximos dias, até a conclusão da missão – se ela for concluída. Por isso, não perca o próximo capítulo deste diário.
Até breve!
Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:
Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG
Aceitei o desafio de jogar, pela primeira vez, um jogo de RPG. Além de ser um desejo antigo, essa ideia…
Épico e aquático – O primeiro dia da Helga
Aceitei o desafio de jogar RPG e, se você não leu ainda o primeiro texto sobre isso, clica aqui. Neste…
Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?
Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu…
Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 1
Depois de uma breve pausa, Helga Iris volta a escrever em seu diário de aventureira da Guilda dos Mineradores de…
Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 2
Ficou na curiosidade no último post, né? Sim! Agora, você vai descobrir como essa história continua depois que a Helga…
Épico e aquático – Acho que temos um problema na missão
Muitas emoções cercam essa última missão que a sereia druida, Helga Iris, junto com os Desafiantes de Yuvalin, precisaram enfrentar.…
Épico e aquático – Consolamos um galanteador
Em sequência à missão de entregar a encomendo do “Senhor P.” para a sra. Ártemis, muita coisa pode acontecer, inclusive,…
Épico e aquático – A Noah, com carinho
Essa é a homenagem que a sereia druida, Helga Iris, deixou em seu diário para o nobre e honrado Noah.…
Épico e aquático – Já não sei mais o que estamos fazendo
Em comemoração ao Dia da Toalha, também conhecido como Dia do Orgulho Nerd, o diário da Helga tem mais um…
Épico e aquático – Sigam as aranhas!
Tem mais aranha no Blog Qual é a das quintas? essa semana! Além de uma resenha sobre o novo filme…
Épico e aquático – Ludibriados e encantados
Tudo está para mudar – como o tempo todo – na vida dos aventureiros conhecidos como Desafiantes de Yuvalin. Confira…
Épico e aquático – Dia de fogo
Ser um aventureiro é estar à beira da morte várias vezes a qualquer momento. E a Helga tem é história…
