Os Desafiantes de Yuvalin estão dentro da mina anã para encontrar os anões desaparecidos. Stroka está com eles e, agora, eles começam a explorar o primeiro andar. Vamos conferir mais uma parte do diário da sereia druida, Helga Iris.
Descendo naquele elevador, sem parar, comecei a ficar um pouco nervosa, um pouco claustrofóbica. Acendi o lampião, pois as luzes das tochas eram fracas na escuridão da caverna e começamos a andar pelo primeiro corredor, parando diante de uma porta.
Stefan nos informou que não havia armadilhas no caminho e chamou nossa atenção para pegadas recentes no chão. Toshinori forçou a entrada da porta, fazendo muito barulho. Quando ele conseguiu abrir, já ouvi sons de gritos e armas e perfuração de corpos – possivelmente o Toshinori acertou alguém.
Observei que haviam anões no final do corredor, do outro lado de onde estávamos. Edward e Kroll começaram a se posicionar em direção a eles. De repente, só vi o Stefan tentando ir até os anões também, mas com aquele olhar que era um prenúncio de problemas.
Toshinori também percebeu, fechou a porta e retornou, para acudir a equipe. Consagrei o espaço com magia e me posicionei para tentar ajudar a controlar o Stefan. Não sei o que deu na cabeça do bardo, mas ele se aproximou do louco, enquanto Edward se juntou ao Kroll contra os anões, mais afastados.
Os machados dos anões estavam bem precisos contra os dois, mas eles também não deixavam por menos. Toshinori desarmou Stefan e eu tentei colocar o inventor para dormir, mas ele louco é bem pior do que eu pensava.
Joseph começou a tocar uma música que atraiu a atenção dos anões e do Stefan, pelo menos isso. Eles ficaram, por um momento, paralisados e não reagiram. Um dos anões que ignorou o bardo começou a fugir, mas Ed e Kroll foram mais rápidos. Segui os meninos para poder ajudar, já que percebi que o crocodilo já começava e perder muito sangue. Com uma prece a Allihanna, curei Kroll.
Senti que o elevador começava a se mover vagarosamente. Um dos anões ativou a alavanca bem na hora que eu segui os meninos elevador a dentro. Foi só o tempo para que passássemos fora do elevador e já encontrássemos mais companhia.
Gritei para o anão dentro do elevador para que ele saísse também, assim, alguém poderia bater nele. Ele só se dignou a responder que não era pago para apanhar e só o vi subindo com o elevador depois disso.
Aquela má companhia que avistamos veio até mim com uma espada que bateu no teto baixo e não me acertou. Mas o companheiro dele conseguiu me acertar na lateral do meu tronco e doeu bastante. Comecei a sangrar e Ed já tentou arrancar a espada daquele imbecil que me acertou. A partir daquele momento, não tinha mais noção completa do que estava acontecendo ao meu redor. Só ouvia gritos e barulhos de armas.
O crocodilo ficou enfurecido e rasgou as costas daquele mercenário que me acertou. Eu estava flanqueada e tonta, mas tentei convencê-lo a ficar parado para que o Kroll conseguisse bater nele com calma. O outro mercenário me viu saindo da direção e veio atrás de mim e me acertou no braço.
Não sei o que o bardo fez e vi uma luz muito forte e, logo depois, ouvi um tiro. Stefan atirou no Joseph outra vez. O anão que estava entre mim e Joseph e a Ràthania ficaram felizes com a ação do inventor. Ezequias ficou desesperado.
Enquanto isso, Kroll e Toshinori me banharam com sangue dos inimigos. Menos dois na batalha. Vendo a cena em que Joseph se encontrava, fiz mais uma prece a Allihanna e o curei. Fiquei esperando que Ezequias me auxiliasse naquele momento, mas só o ouvi seguindo Joseph pra longe de mim e ativando uma engenhoca para cuidar do Stefan.
Isso foi quando tomei outro susto: Stefan atirou de novo contra a parede ao lado do Toshinori. Ele me ajudou e voltei a respirar mais tranquila, quando reparei que não haviam mais inimigos ao redor. Apenas Stefan e Ràthania acordando do transe. E Joseph não quis mais sair de perto de mim o resto do dia.
Eu simplesmente ignorei todo mundo e tudo ao meu redor, puxei o bordão preso nas costas, empurrei o Stefan contra a parede, olhei em seus olhos e fiz um longo sermão questionando o kliren sobre qual seriam as intenções dele no grupo, já que era a segunda vez que víamos a mesma cena em combate.
Juro que prometi a mim mesma que não deixaria ninguém para trás, mas o Stefan sabe ser bem insuportável. Fiquei esperando uma resposta plausível dele enquanto ainda o segurava com força contra a parede. Ele guardou o mosquete e revelou estar sob efeito de um pacto com ninguém mais, ninguém menos que Nimb o deus do caos. Já sabia, mas fiquei esperando o restante da história.
Fez um discurso sobre sorte, azar, caos e poder. Coisas que não faziam muito sentido. Edward, Toshinori e Ezequias também tentaram argumentar contra as escolhas de Stefan. E ele mudou de assunto. É impressionante do que esse cara é capaz! Ele queria continuar a missão sem dar uma resposta minimamente satisfatória ao grupo.
Ràthania, ainda, tentou defender o namorado, o que fez com que Ezequias me olhasse, como que procurando por respostas. Eu só revirei os olhos. Trazendo o grupo à consciência, Ezequias confirmou que realmente tínhamos uma missão ali nas minas e que deveríamos prosseguir. Guardei, então, o bordão outra vez nas costas e, chegando bem próximo do Stefan, outra vez disse que aquilo teria volta.
Finalmente, o inventor resolveu dar uma resposta razoável, dignando-se a dizer que queria provar ao grupo sua confiança. Eu só pedi que ele fosse rápido com isso e que não atrapalhasse mais o grupo. Era o mínimo, não é? Pena que a nossa sorte durou tão pouco.
Toshinori pediu para que Stefan começasse sua tarefa de provar seu valor para prender o elevador de volta ao nosso andar. E nem para isso ele serviu. Enquanto isso, o restante de nós procurava por espólios. Encontrei uma poção de metamorfose e ganhei 30 tibares.
Toshinori sugeriu trancar as outras portas do corredor enquanto seguiríamos pelo caminho que ele abriu. Entramos em uma sala passando por sobre um corpo, provavelmente o que ele acertou. Stefan, pelo menos, descobriu que não tinham armadilhas na porta do outro lado e seguimos adiante.
Na outra sala, minúscula, os meninos decidiram abrir um baú. Stefan estava investigando o baú, mas Toshinori se adiantou e bateu com o bico de corvo no cadeado – que já estava aberto. Lá dentro, haviam papéis bem velhos e tentamos decidir quem puxaria o primeiro papel, mas Stefan foi à frente e começou a analisar os desenhos e escritos.
Toshinori não achou que devíamos perder tempo com aquilo e Edward abriu a próxima porta e caiu em uma armadilha que Stefan não viu. Talvez, porque ele estivesse prestes a ficar doidão outra vez, balbuciando palavras confusas. Ninguém merece!
Continue aqui no Blog para saber o que acontece nos próximos capítulos desta jornada.
Até breve!
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