Cyberpunk 2077: Phantom Liberty, a DLC que salvou uma empresa e um universo

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty é uma Downloadable Content (DLC) lançada em setembro de 2023, a primeira e única DLC paga de um dos jogos mais controversos da década em vários aspectos, tanto positivos, quanto negativos que até mesmo prejudicaram a indústria de jogos por inteiro.

Essa DLC envolve conceitos que não foram explorados pelo jogo original, mas foram citados e era algo que os fãs esperavam ver com mais afinco, principalmente após o anime Cyberpunk: Edgerunners.

Com sua trama envolvendo questões político-diplomáticas, além de elevar a um outro patamar de jogos do gênero de RPG, inserindo elementos de terror, e de expandir ainda mais os combates frenéticos com a furtividade como uma das opções mais interessantes para se jogar, traz mais evidências mecânicas que estavam na geladeira, como a perseguição de veículos, uma “polícia do mal” e, até mesmo, poderes que outrora não tínhamos visto no jogo-base.

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty

Essa DLC acompanha a trama de dois personagens muito bem escritos, talvez alguns dos mais complexos do jogo-base. Songbird é uma trilha-redes habilidosa possuindo um poder que, até mesmo pro(s) seu(s) personagem(ns), é algo impensável, como uma guardiã da presidente dos Novos Estados Unidos da América. Solomon Reed, interpretado por ninguém menos que Idris Elba, é um soldado veterano sob um disfarce há 7 anos após o fim da guerra corporativa e que foi dado como morto em ação por sua tropa.

A trama envolve algo muito simples de se entender, porém complexo ao se desenrolar. Como já é sabido, na campanha você (V) adquire um bio-chip capaz de mesclar a sua própria personalidade e memórias com a de um ex-terrorista e ex-rockstar, Johnny Silverhand. Por instantes, isso é jogado fora, porque Songbird simplesmente hackeia esse biochip e entra em contato com você, te oferecendo um serviço irrecusável: salvar a presidente dos NEUA de um acidente aéreo iminente.

No entanto, esse acidente acontece no pior lugar possível, o lugar em que Night City não é como nós a conhecemos no jogo-base e, sim, Dogtown, uma cidade dominada por um desertor que basicamente criou uma ditadura em meio à cidade mais libertária do planeta.

É impressionante como eles não só mantiveram o aspecto cinematográfico das cenas de ação e de impacto do jogo principal, como expandiram mais ainda, principalmente, as cenas de investigação. Quase numa realidade Cyberpunk de 007, você consegue ficar extremamente imerso na história e, a todo instante, se coloca numa rua bifurcada, onde você decide entre se jogar de um vale ou mergulhar numa banheira de tubarões famintos, uma qualidade espetacular deste universo.

Junto desta expansão, tivemos uma atualização de jogabilidade que realizou uma revolução em todo o aspecto mecânico de Cyberpunk, que para mim melhorou ainda mais algo que já era bom e satisfatório. Porém, agora há mais alternativas além das construções já conhecidas do jogo-base.

Além disso, tivemos uma nova árvore de habilidades, com modificações diretamente ao Relic que acrescentaram mecânicas diferentes e que expandem ainda mais como se joga Cyberpunk 2077.

De toda forma, essa é uma expansão que é irrecusável, não só irrecusável como essencial para experiência completa de Cyberpunk 2077. Eu nem chamaria de expansão, mas sim obrigação de consumir esse produto maravilhoso.

Jogue sem medo e sem receios! Definitivamente, o jogo não só está consertado, como está muito melhor. Como no processo de avaliação do Qual é a das quintas? eu preciso indicar um dia da semana e um horário, é óbvio que avalio como uma sexta-feira à noite: maravilhoso e a melhor parte possível da semana.

Escrito por: João Pedro Souza

Deixe um comentário