E se… a gente viajasse no tempo?

Quando se trata de viagem no tempo, é mais difícil me conter em um único post. Inspirada no tema da última publicação aqui do blog (Dark e algumas reflexões que vão além do tempo), continuo desbravando a ideia falando sobre um livro: A máquina do tempo, de H.G. Wells.

O livro teve sua primeira edição publicada em 1895 e é um dos primeiros do gênero. H.G. Wells é, junto com Júlio Verne, considerado um dos pais da ficção-científica no mundo. Ambos se tornaram responsáveis por iniciar o contato de muitas pessoas leigas com as possibilidades que a ciência poderia trazer para o dia a dia delas. Na mente dos autores brotou um “e se…” e as histórias foram surgindo, cheias de imaginação com uma dose de real possibilidade. Muitas das criações futurísticas de autores e roteiristas de séculos passados já se tornaram realidade e outras, não estão tão distantes mais.

Algo que me chamou a atenção no livro é que o autor não apenas narra uma história que pode acontecer um dia, mas ele faz duras críticas à sociedade em que vive o personagem principal, o Viajante no tempo. São críticas tão atuais que nos dão a ideia de que, de fato, apesar de termos evoluído tecnologicamente, como sociedade não avançamos nem um pouco.

É um livro relativamente pequeno e de fácil leitura. Além disso, se você é tão apaixonado por questões relacionadas ao tempo como eu (ou mais que eu, até), pode se encantar com a riqueza de detalhes. Não há tantos detalhes sobre a máquina em si, mas sobre a viagem, o que ver, o que sentir, as reflexões sobre o futuro da humanidade, os medos. A história é envolvente do começo ao fim e nos estimula a pensar em possibilidades para o presente e para o futuro.

O tema é tão interessante, que já virou enredo de diversos filmes, outros livros, série, como falamos em vários posts aqui do Qual é a das quintas?. Temos heróis que viajam no tempo, advogados, cientistas (claro), estudantes… será que o próximo pode ser eu ou você?

Sem spoilers, o narrador conta a experiência do Viajante (nada de nomes) que desenvolveu e construiu uma máquina que o possibilitou viajar para um futuro bem distante. O cenário, apesar de ser familiar ao personagem, está bem diferente de como ele vê na sua era e a humanidade caminhou para uma realidade de tal evolução (se posso chamar assim ao que teria ocorrido), que há uma separação extremamente clara de classes sociais com distinções físicas, culturais, linguísticas, entre outras diferenças. Não havia um objetivo de, ao viajar para tal período, ter uma visão rápida e geral e retornar, porém, algumas questões se entrepõem e dificultam seu retorno, oferecendo grandes perigos e desgastes físicos e emocionais.

“Mesmo quando a inteligência e a força houverem desaparecido, a gratidão e a ternura mútua sobreviverão no coração do homem” (H.G. Wells, A máquina do tempo).

Se você também se interessa por ficção-científica em todas as suas vertentes, eu te convido a iniciar uma conversa comigo sobre o tema. Estou desenvolvendo um projeto e a primeira fase dele é uma pesquisa bem rápida. Clique aqui para responder. Obrigada.

Aline Gomes

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Dark e algumas reflexões que vão além do tempo

A estreia da última temporada de Dark, da Netflix, já aconteceu há algumas semanas, mas depois de assistir a ela por completo e refletir um pouco, decidi escrever sobre. Não é tão fácil voltar a escrever assim, sobre um tema tão amplo e, alguns diriam, tão complexo (talvez essa seja a melhor palavra para descrever a série), ainda mais depois de tanto tempo sem aparecer por aqui no Qual é a das Quintas?.

Minha intenção com este post não é apenas fazer uma crítica à série, até porque, você já deve ter lido muitas se gosta da produção, principalmente para entendê-la. É bem verdade que você precisa de muita concentração e, talvez, de um mapa visual para descobrir quem é quem, em que ano e (cuidado com o spoiler) em que mundo. A série foi construída para você só entender os porquês no final. Cada episódio são peças de um grande quebra-cabeça e, não necessariamente, estas peças se encaixam uma com a outra cronologicamente.

Não sei se os criadores já haviam planejado tudo desde o começo, mas a história vai se construindo para os espectadores a medida que o tempo vai passando. Cada episódio é uma surpresa atrás de outra e, por vezes, você termina um com três pensamentos possíveis: “Não pode ser!”, “Ele(a) também?” e o famoso “Que?”.

Tempo, aliás, é um dos maiores ativos das pessoas e é mais sobre isso que quero falar neste post do que sobre o que eu penso da série. Trago algumas reflexões que fiz a respeito do desenvolvimento da história e dos personagens que tem, e muito, a ver com a vida real.

Não é incomum ouvirmos, ou até mesmo falarmos, que não há tempo para algo. Não tenho tempo para estudar, não tenho tempo para ir à academia, não tenho tempo nem para respirar… Não somos donos do tempo e, por isso, precisamos aprender a lidar com ele, a aproveitá-lo da melhor forma. Aproveite para ouvir as pessoas, para ler um livro, para escutar uma música, para ver um filme/série, para viver experiências, para entregar ao seu cliente a melhor experiência que ele pode ter, aproveite da melhor forma possível, pois não é possível voltar. Se você faz com o coração, inclusive, talvez nem tenha mais vontade de voltar e mudar.

Outra reflexão que faço sobre a série é que teimosia não é sinônimo de persistência. No geral, os limites entre uma e outra são tênues, mas a teimosia pode trazer consequências drásticas. Na verdade, a teimosia nasce no orgulho, no “eu estou certo”. Ela retrata bem isso: você fica sem saber quem diz a verdade e, no final das contas, ceder um pouco traria menos dor. Pode ser que muita coisa não acontecesse simplesmente se o orgulho não tivesse falado tão alto.

Pessoas diferentes possuem sentimentos e objetivos diferentes. Mesmo que você esteja vivendo no mesmo tempo, no mesmo mundo e até na mesma casa que outra pessoa, vocês vão pensar de formas diferentes, ninguém é igual. Por vezes, em nossos círculos familiares, de amigos ou do trabalho, desempenhamos atividades parecidas, mas as motivações são diferentes, o porquê muda, independente das circunstâncias.

Abrir mão de algo não é muito natural do ser humano e nem sempre estamos prontos para fazê-lo. Isso tem um pouco a ver com a parte de teimosia e orgulho. Não gostamos de perder, seja lá o que for. Essa vontade quase que selvagem que temos de tentar reaver o que perdemos nos leva a agir sem pensar, não raras vezes, prejudicando aos outros e a nós mesmos. É preciso haver um equilíbrio entre o amor próprio e o orgulho que nos cega de fazer o que pode ser o melhor.

Essas são algumas ideias que surgiram enquanto eu assistia à terceira temporada de Dark. Se você não assistiu ainda, assista! Se você parou na primeira temporada porque não entendeu nada, termine, pois você pode entender no final (ou não, mas vale a tentativa).

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Aline Gomes

Marvel recebe sua Capitã com honra

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As expectativas para Vingadores: Ultimato só crescem e estamos diante de um novo filme de herói pré-final desta saga: Capitã Marvel. Daí tiramos que ele não poderia decepcionar. E, a mim, não decepcionou.

Como um bom filme Marvel, a produção tem seus momentos de humor, porém, não é isso o que move a trama. Ao contrário de alguns outros. Ele também não enche linguiça, por assim dizer, mas tem uma história consistente e que só vem somar ao universo.

Capitã Marvel tem aquela pegada no passado em que muitas coisas se esclarecem e começam finalmente a fazer sentido na cabeça dos expectadores que estão indo aos cinemas. Toda a construção com detalhes que nos reportam aos outros longas é fundamental para fazer sentido com o todo. Como aprendi com Dirk Gently, tudo está conectado.

Além de nos remeter a um passado não muito distante, com trilha sonora e objetos nostálgicos (o que é bem feito, muito legal), o filme conta com aquela parte ficção científica, que faz a gente ir para o espaço, lutar com armas laser e voar em naves. Nesse quesito, inclusive, me vi em um daqueles jogos de batalha e perseguição com aviões para videogames em uma cena. Se você ver e entender o que estou dizendo, parabéns! você é mais experiente do que pensa.

O longa ainda oferece um toque de emoção. Aquilo que a Capitã não é tão boa assim de controlar e nossa maior arma e faz a gente ter empatia pela história, por Lee e por cada parte do filme.

Se vale a pena? Vá ao cinema comprovar. As cenas pós-crédito estão lá e revelam situações do passado e do futuro do universo Marvel. Sem mais spoilers!

Aline Gomes

 

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A noite chegou para os Wayne de Gotham

Sabe aqueles livros que a gente compra ou pega sem ter muita certeza se vai ser uma boa ideia ler? Não porque eles não sejam bons, mas porque podem não ser a nossa cara, nosso tipo de leitura que cativa e faz a gente ir até o fim.

Essa foi a sensação que eu tive quando peguei Wayne de Gotham na prateleira da editora Leya, na Bienal do Livro de 2017, no Rio de Janeiro. Pensei: “vou ler primeiro os outros livros que acho que vou gostar mais e deixo esse por último”. Ainda fiz uma votação nos stories do Instagram para ver se leria esse ou outro primeiro. Decidi ler os dois ao mesmo tempo (recomendo a experiência pelo menos uma vez na vida). Terminei Wayne de Gotham primeiro pelos seguintes motivos.

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Primeiro, ele me surpreendeu. Tracy Hickman, o autor, soube montar a trama de um jeito que instiga você a querer saber mais sobre o submundo de Gotham, a família Wayne, os crimes e vilões. Além disso, os detalhes de cada passagem, desde o que os personagens principais pensam até a forma como socos e pontapés foram desferidos contra os antagonistas, são riquíssimos e chamam a atenção. Claro que, se você é do tipo que sofre lendo, por exemplo, O Senhor dos Anéis pela quantidade de detalhes, pode ficar levemente nervoso com isso (fique tranquilo, é bem menos que LOTR).

Segundo, é possível explorar mais que o Batman encurralando vilões e dando fim a grandes crimes na cidade. O livro fica indo e voltando na história da família Wayne que, por vezes, se confunde com a própria história de Gotham. A escuridão é parte integrante de tudo, o passado é obscuro, o presente também, as motivações. Grandes revelações são feitas, gerando aquela levantada de sobrancelha diante de cada uma. Você pode amar e odiar o personagem, mudando de opinião em questão de segundos.

Terceiro, é uma leitura inteligente. Bruce Wayne é um cara inteligente e permite, por seus pensamentos, nos fazer refletir sobre alguns assuntos da nossa própria vida e sociedade. Você pode não concordar com ele, tem total direito de fazê-lo, mas não desmereça suas considerações. Afinal, ele é o Batman! (Desculpa se isso foi um spoiler para você, mas… né?!)

Aquele livro que eu achei que ficaria acumulando poeira na estante se tornou um livrão, a medida que fui me debruçando sobre ele. Não tive muitas oportunidades para ler os quadrinhos do Batman, infelizmente. Apelei mais para o visual nas animações quando era mais nova. Ainda assim, sabendo um pouco mais que o básico, a leitura me permitiu adentrar a história do cruzado encapuzado e compreender seus medos, sua dor e sua vida.

Por isso, digo que você pode ler sem se sentir tão poser e aprender um pouco mais. Principalmente, se você admira o herói de longe, como eu. Boa leitura!

Aline Gomes

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Heróis incríveis retornam às telonas

[PODE CONTER SPOILER] Eu sei que estou há muito tempo sem postar aqui no Qual é a das Quintas?, mas sabe como é a vida de estudante… ou você acaba com a faculdade ou ela acaba com você. Principalmente, depois que você começa a estagiar ou a trabalhar e aí a vida fica mais cheia de coisa para fazer. Entretanto, eu não vim falar sobre mim. Vim falar sobre Os Incríveis 2, um filme incrível, desculpe a piada infame.

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Esse sofrimento todo que os filmes que temos que esperar muito tempo para assistir à continuação, refilmagem ou live-action tem sido recompensado, porque estão sendo, no geral, maravilhosos. Eu acabo indo ao cinema com aquele medo de que vão estragar minhas expectativas, porém, eles [os filmes] têm me surpreendido muito.

Pelo trailer e comentários antes da estreia, a gente sabia mais ou menos de onde ia surgir a história. Mas o que mais surpreende é a riqueza de detalhes. Apesar de a trama ser um pouco previsível e de alguns diálogos no decorrer serem maçantes, o desenvolvimento é claro, objetivo e, acima de tudo, divertido.

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Creio que a maior qualidade dos dois filmes seja os detalhes, tanto no roteiro, como na animação. O The New York Times comenta que os criadores da Disney Pixar levaram 6 meses para deixar o movimento dos cabelos da Violeta perfeitos durante a produção do primeiro longa. E eles não deixaram a peteca cair. Temos marcas de expressão, roupas, acessórios e objetos perfeitamente desenhados.

O final do primeiro filme deixou algumas pontas que esperávamos ver o desenvolvimento no segundo. É o caso do Zezé. Afinal, ele tem poderes? Quais poderes? Será que Helena e Roberto sabiam disso? Outras questões, como desdobramento da vida de todos os personagens, o encontro da Violeta com o Toninho Rodrigues, se ele agora seriam heróis e a sociedade aceitaria novamente tudo isso, que ficaram sem resposta, encheram nossos corações de expectativa.

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Vocês sabem que eu amo referências e Os Incríveis 2 é cheio delas. No primeiro filme, a animação já abusa da contextualização, a começar pelos nomes brasileiros e o sotaque do piloto de avião, na versão brasileira. No segundo, é extremamente divertido ouvir Raul Gil e Evaristo Costa dublando e fazendo comentários que estão diretamente ligados ao trabalho deles. As piadas e a própria história estão cheias de referências a quadrinhos, outros filmes, programas de televisão, movimentos sociais e até política, independente do idioma em que você assista.

Além de tudo isso, estamos falando de uma história que tem ambientação na década de 1960 (observe os aparelhos de TV), mas com total linguagem e tecnologia contemporâneas, talvez até à frente do nosso tempo.

Houve algumas críticas, porém, à contextualização. Já falamos aqui no blog sobre filmes que, apesar de serem animações, não são filmes infantis. A associação é sempre feita, temos incontáveis exemplos, mas nem sempre é real. O lúdico existe, sim, em Os Incríveis 2, contudo, não quer dizer que uma criança entenda algumas situações e piadas e até mesmo não fique assustada com algumas expressões.

O curta da Pixar, apresentado no começo, é muito fofinho. É uma história que já mostra a questão da família (tema super relevante quando se trata de Os Incríveis), do relacionamento, da necessidade de haver amor, parece que para introduzir e ambientar o expectador, contextualizando o primeiro longa e o que vem na sequência.

O Qual é a das Quintas? recomenda Os Incríveis 2 e aguarda ansiosamente uma continuação esperando que ela realmente exista e que não leve mais 14 anos para ser lançada. É bom para assistir com a família toda, desde o mais novo, até o mais velho. Sem arrependimento!

Aline Gomes

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Reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais

Se disserem que os ratos vão dominar o mundo, hoje, eu acredito.

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Já vi brinquedos, carros, aviões, insetos e até sentimentos terem sentimentos.

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Monstros e seres mitológicos ganharem vida e viajei em naves espaciais inúmeras vezes.

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Mas será que seremos capazes de inovar?

Somos seres criativos. Olhando para alguns dos grandes nomes da literatura e do cinema, fico pensando se não estamos produzindo mais do mesmo. Parece que tudo o que tinha que ser imaginado já foi. Será?

Quem serão os próximos J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis, Douglas Adams, Monteiro Lobato, Walt Disney e tantos outros que fazem nossa mente pirar?

Quero acreditar que a criatividade não morreu. Aliás, nos momentos de dor é que alguns dos maiores clássicos foram escritos. Nem o céu é limite. Ao infinito e além!

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Aline Gomes

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Que bom que as pessoas ainda leem (Diário de um Livro)

Em meio ao caos diário e as ofertas tecnológicas que esse mundo nos oferece, ainda é possível encontrar pessoas que ignoram um pouco tudo isso e imergem em outros mundos. Certo dia, no trem, aproveitei para ler um pouco o livro que há muito deixara pela falta de tempo – aquela desculpa que todos acreditam que existe, mas que facilmente prova-se o contrário.

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Interessante que, apresar de estar com tantas pessoas falantes ao redor, vendedores ambulantes é aquele medo de perder a estação, não foi difícil entrar na história, estar em outro lugar e viver todas as emoções que uma boa leitura proporciona. Mais interessante ainda foi notar que eu não era a única ali, naquele vagão. Haviam muitos na minha frente, poderia ser difícil ver. Mas eu vi. Havia uma garota lendo A garota no trem – coincidência? – e um rapaz estava lendo um outro livro, bem ao lado dela.

Tinham, também, pessoas lendo seus livros ou apostilas acadêmicas no celular. O mundo digital, ao contrário do que muitos pensam, não destruiu por completo a necessidade e capacidade das pessoas se interessarem por leitura. Fato é que, se tivermos o mesmo livro nas versões impressa e digital, havendo necessidade, vamos continuar a leitura de uma na outra.

Fiquei feliz por ver pessoas que se interessam pela leitura e aproveitam seu tempo para isso. A literatura nos tira desse caos e nos leva a experimentar um dia menos chato, menos triste, menos sem imaginação. Recursos não faltam! Que tal aproveitar aquele tempo que gastamos olhando qualquer coisa nas redes sociais para ler?

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Aline Gomes

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Os que não morreram contaram novas histórias sobre piratas

~Pode conter spoiler~ A primeira impressão que se tem no trailer de Piratas do Caribe: A vingança de Salazar é que o título era bem melhor no original (Dead men tell no tales) e que poderia, finalmente, ser aquela história. O Qual é a das quintas? conta como foi assistir ao novo filme da série.

Primeiro, se você só assiste Piratas do Caribe (carinhosamente apelidado de POTC) por causa do ~Capitão~ Jack Sparrow, sugiro que ou mude sua motivação, ou não assista. Esse filme foi feito, a partir do meu ponto de vista, para fãs que esperavam por isso há 10 anos. Sim, 10 anos. Mas se você, assim como eu, assiste à série pelo conjunto da obra vale a pena.

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Supera expectativas? Talvez não. É uma nova história, não tem o enredo fantástico da sequência triológica inicial. A esperança era que se resgatasse o prestígio e a honra de ser POTC depois do fiasco que foi o último filme. Talvez, por causa disso, muitos possam criar expectativas muito altas e se decepcionar.

Como fã, apaixonada por POTC, posso dizer que esperei 10 anos por isso (e não me decepcionei). Veria de novo, de novo e de novo. A motivação é boa, apesar de ser bem parecida com a de No fim do mundo, e poder rever nossos amados personagens principais é reconfortante. A trilha sonora passou por mudanças e, mesmo sendo muito boa, me fez refletir sobre não ficar no saudosismo e esperar que tudo seja igual a antes. Como eu disse aqui, não é.

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Jack e Barbossa estão velhos. Isso já é o suficiente pra que eles estejam mais loucos e menos respeitáveis ainda. É mais fácil não dar muito crédito a eles. Em compensação, os novos personagens principais levam bem a história e trazem de volta a magia à trama. Apesar da previsibilidade do filme, ainda é possível se surpreender.

Cheio de referências internas, a produção é uma continuação mais inteligente. É menos comédia e mais outras coisas, ao contrário do filme anterior. Apesar de a sequência ter perdido um pouco o brilho da trilogia, se você esperou por isso como eu, vá assistir. Mesmo que você não ache que valha a pena ir ao cinema, embarque na Netflix, quando for pra lá.

Aline Gomes

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Muita emoção na nova versão de A Bela e a Fera

Sabe aquele medo de estragarem o filme em uma nova versão/adaptação, como falamos anteriormente no post Recordações vs. novas versões? Então… Eu tinha antes de ouvir as críticas de A Bela e a Fera. Mas tudo caiu por terra quando eu assisti ao filme e vou dizer porquê.

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Depois de anos assistindo ao desenho animado, podíamos repetir as falas e cantar as músicas junto com os personagens. As mudanças no roteiro fizeram o filme ter uma harmonia ainda maior, apesar das situações que ficamos pensando “tem algo faltando”. Alguns chegaram até a sugerir teorias para o roteiro.

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Os atores deram vida aos personagens de forma graciosa, fidedigna. Assisti ao desenho 24 horas antes de ir ao cinema para refrescar a memória e já podia imaginar como tudo ia acontecer na nova versão. Me surpreendi com tudo, com a atuação, as canções, os efeitos.

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Apaixonante, emocionante e nostálgico. É bom para todas as idades. Apesar de muitas críticas feitas às sociedades de todos os tempos, o lúdico e o amor são temas que se sobressaem e alcançam a todos. Ainda não viu? Por favor, veja. Cante junto, fale junto, ria, chore. Desperte a criança novamente em você!

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Aline Gomes

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Por que eu não tenho um filme favorito

Você tem algum filme favorito? Existe uma ideia que está na cabeça de muita gente que trata de te dizer que você precisa ter coisas favoritas. Filmes, livros, séries, cantores/bandas… Mas com tanto livro, filme, série, e tanta música boa no mundo, será que você realmente precisa ser super fanático por algo?

http://gph.is/1EtwTXQ

Um exemplo para entender melhor o caso: tinha amigas na pré-adolescência que eram enlouquecidamente apaixonadas por Jonas Brothers (no auge da carreira deles). Eu até ouvia umas músicas, podia curtir ou não, mas não conseguia de forma alguma ser igual às meninas.

http://gph.is/2c2Jb57

Você já se pegou agindo como alguém que não é você mesmo só porque você colocou na sua cabeça que precisava ter um ator favorito? Do tipo de gritar no cinema quando a criatura aparece sem nem saber exatamente o motivo? Bem-vindo ao clube! Há um grupo de pessoas no mundo que só vê filmes e séries pelo prazer de ver, assim como lê livros de diferentes autores e gêneros porque gosta de ler todos eles sem precisar eleger um melhor que o outro.

http://gph.is/19zH9mT

Sim, eu já gritei pelo Johnny Depp e imitei um pirata inúmeras vezes. E não me senti eu. As vezes, a gente entra em brigas idiotas porque não sabemos qual a cor favorita da prima do ator do filme que a gente gosta. Isso é bizarro, não acha?

http://gph.is/12OdoL6

Assistir a um filme ou a uma série, ler um livro, ouvir música precisa ser algo prazeroso. Não se cobre ser quem você não é por achar que porque todo mundo tem uma banda favorita você também precisa ter. Fica a dica.

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Aline Gomes

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