O Cinema é a minha escola

Desde que foi inventado, em 1895, pelo irmãos Lumière, o cinema funciona como reflexo da História e das sociedades. Eventos históricos, como guerras e o desenvolvimento tecnológico foram temas recorrentes ao longo dos anos nos filmes. O cinema revolucionou a forma como as pessoas se divertiam e aprendiam sobre a própria sociedade. É possível dizer que um filme bem feito e que se preocupe em ser o mais fiel possível fascina as pessoas em busca da História, além de diverti-las.

O cinema vai além de uma sequência de imagens e sons. Os filmes mexem com o sentido das pessoas, suas emoções e a forma como elas pensam. O espectador se insere na trama e é capaz de rir e chorar nas mais diversas situações. Todo filme tem um contexto e, muitas vezes, aquele romance ou aquela aventura vêm repletos de ricos detalhes históricos.

Filmes de heróis, principalmente, trazem como plano de fundo a era da mitologia. As muitas versões de Hércules, por exemplo, ou Fúria de Titãs, A Múmia e até os filmes mais recentes, como Percy Jackson e o Ladrão de Raios e Uma Noite no Museu. Alguns desses filmes, porém, recebem muitas críticas pela sua infidelidade à História.

Alguns filmes nos incentivam a pesquisar. Tanto nos fascinam que logo estamos com as mãos folheando livros ou à frente do computador querendo saber quem foi Cleópatra, por exemplo.

Os filmes infantis levam as crianças para além da fantasia. Através de muitos desenhos as crianças já desenvolvem seu relacionamento com a História de forma divertida e apropriada para elas.

Há filmes que misturam História com o mundo real e os próprios personagens são aqueles que mudam a História.

Ao ver um filme, sabemos que pode haver muito mais que diversão. Seja para se divertir ou para estudar, o cinema é fundamental, hoje, para o aprendizado e para as relações do ser humano com o mundo em que vive.

Obs.: Esse vídeo foi feito para um trabalho da disciplina de Técnicas de Reportagem no curso de Jornalismo. Foi meu primeiro vídeo, então, considerem rs’

Lendo melhor em cinco passos

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O Qual é a das quintas? costuma trazer vários posts sobre livros. Mas nem sempre é tão fácil assim arranjar aquele tempo ou o melhor lugar para ler, certo? Se você quer encontrar uma forma mais fácil para ler, aqui vão algumas dicas para te ajudar quando resolver pegar um livro para ler:

1 – Carregue sempre um livro na bolsa ou na mochila. Perdemos muito tempo do dia em filas, salas de espera, trânsito… se você tiver um livro por perto e a oportunidade, aproveite para ler.

2 – Crie um ambiente propício para a leitura. Nem sempre é fácil se concentrar. Há pessoas que precisam de silêncio absoluto para ler. As vezes, um lugar aconchegante em casa pode ser o ideal.

3 – Converse com alguém que já leu o livro. Se alguém leu e gostou, ele pode te estimular a se envolver ainda mais com o enredo do livro. Mas não vale spoiler!

4 – Estabeleça metas. Determinar quantos capítulos, páginas ou livros ler por dia, semana ou mês é uma boa maneira de dinamizar sua leitura. Não leia correndo, sem entender nada. Cada um tem seu próprio ritmo, crie o seu.

5 – Faça uma lista. Quando você acabar de ler um livro, descanse, lendo outro. Há uma infinidade de livros esperando para serem lidos.

A tecnologia pode auxiliar também na leitura. Hoje, é possível ler um livro no computador, tablet e até no celular, principalmente se você tem dificuldades para carregar o livro em papel para todos os lugares.

Lembre-se: livros não são soníferos! Nunca leia para dormir, isso desvaloriza a obra.

Para aqueles que tiverem problemas com a leitura, até na internet há cursos que ensinam como ler melhor. A gente só tem a ganhar quando lê. Não deixe os grandes livros acumularem poeira na estante. Leia! Como dizia Voltaire, “ler engrandece a alma”.

Direto do Olimpo – Percy Jackson e as aventuras de um semideus adolescente

Já pesou se, de repente, todos aqueles mitos que a gente ouve nas aulas de História ou Filosofia no colégio sobre deuses e heróis gregos fossem verdade? Ok. Vamos falar de ficção e de alguém que conseguiu transformar essas lendas em histórias reais e ganhar leitores pelo mundo inteiro. Estamos falando de ninguém menos que nosso informante do Acampamento Meio-Sangue, Rick Riordan. O Qual é a das quintas? de hoje fala sobre a série de livros do jovem semideus Percy Jackson e os Olimpianos (os tais deuses do Olimpo).

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Vamos refrescar a memória. Semideuses são, de acordo com os mitos, os filhos de deuses com mortais. Durante a História, vários semideuses (ou heróis) teriam realizado grandes feitos. Percy Jackson seria apenas mais um se não fosse o fato de ele ser filho de um dos três grandes, ou seja, ele é filho do deus dos mares, Poseidon que é irmão de Zeus e Hades. Além disso, há uma profecia que gira em torno da vida do garoto de apenas 12 anos. Então, de uma hora para a outra, tudo começa a fazer sentido na vida dele, ou não. Ele tem que aprender a derrotar monstros se quiser sobreviver. Não se trata apenas de viver sua própria vida como um adolescente normal, ele tem em suas mãos a missão de salvar o mundo como os grandes heróis da história.

Percy Jackson surgiu quando Rick Riordan descobriu que seu filho tinha TDAH e dislexia. Ele pedia para o pai contar histórias sobre mitologia grega – era uma matéria que ele ia bem na escola. E então lhe ocorreu “inesperadamente — como Atena da testa de Zeus” como deveriam se relacionar o mito dos heróis e o TDAH e a dislexia em Percy. O garoto tinha dificuldades para ler, mas não que visse pouco, ele via muito. E seus reflexos? Ele estaria sempre pronto para a batalha. Era assim que um semideus deveria ser. E depois de contar a história para o filho, ele pediu para que Rick escrevesse, ele tinha adorado a história. Por fim, nós também adoramos.*

Rick Riordan tem uma incrível capacidade de prender o leitor em seus livros do início até o final. E quando o livro acaba, esses mesmos leitores querem imediatamente começar o próximo livro. É praticamente impossível não ficar meio chateado até com o Rick por ele ter deixado a história acabar daquele jeito, nos forçando a começar a ler logo o próximo livro. A parte ruim é quando você não tem o próximo livro e começa a se “remoer” porque não sabe o que fazer da sua vida até começar o próximo. Isso soa meio dramático, mas é basicamente o que acontece com quem lê os livros dele.

Percy não está sozinho nos livros. Ele conta em detalhes todas as características dos seus amigos – e dos inimigos também. Além das aventuras e encrencas que um herói se envolve naturalmente, a parte pessoal da vida do garoto é bem explorada e se mistura o tempo inteiro com sua batalhas.

Um dos meus favoritos da série Percy Jackson e os Olimpianos – e aqui quem está falando é a autora desse post, apenas – é A Maldição do Titã. Bom, é difícil ter um favorito. Tentar provar que não é o ladrão de raios, fugir de sereias e monstros terríveis no mar de monstros, ter que percorrer um labirinto que muda o tempo inteiro sem enlouquecer e, enfim, lutar para que o mundo não seja destruído é fascinante. Na verdade, acho que o que me cativou foi a inserção de novos e fantásticos personagens em A Maldição do Titã, além de um conjunto de situações confusas que fazem você se colocar no lugar de Percy milhões de vezes.

Se você apenas viu os filmes, não perca mais tempo, leia os livros! E não há com o que se decepcionar. Você já deve ter ouvido que nem todos os filmes são fiéis à obra literária. Bom, Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem uma história muito mais surpreendente no livro que no filme. Não que o filme seja ruim, não, o filme é bom! Particularmente, toda vez que passa na tevê eu quero assistir e eu tenho em casa para ver quando quiser. Apesar de não ter me apaixonado pelo filme Percy Jackson e o Mar de Monstros, ele é até um pouco mais fiel ao livro (um pouco), mas deixou a desejar. O que não acontece no livro.

O melhor em Percy Jackson é que Rick Riordan adora fazer seus leitores felizes. Não contente com o fim da série, ele criou outras séries e vêm outras por aí. A sequência de Percy Jackson e os Olimpianos é Percy Jackson e os Heróis do Olimpo que é cheia de surpresas e, apesar de ser bem diferente da outra, leva o leitor a uma nova perspectiva sobre os personagens (os já conhecidos e os novos). Recentemente, foi lançado o último livro da série: O Sangue do Olimpo. Eu ainda não li, mas quando ler, o Qual é a das quintas? terá um post todinho sobre Percy Jackson e os Heróis do Olimpo. Mal posso esperar. Se você ainda não leu, está esperando o que para começar?

* Para saber mais sobre o assunto, leia o livro Semideuses e Monstros. A introdução do livro é escrita por Rick Riordan.
** Foto da nova capa de Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Intrínseca).

Mario vs. Sonic

O Especial de Games acabou, mas deixou várias discussões sobre alguns jogos que valem a pena comentar. Uma delas foi a rixa Mario vs. Sonic. O Qual é a das quintas? conversou com nossos players e eles mostraram suas preferências. E você? Qual você prefere?

A relação dos players com os games tem como base a diversão, além da história do “foi o primeiro jogo que eu joguei”. Afinal, o que um encanador baixinho e um ouriço azul, que ficam correndo de um lado para o outro da tela, têm de interessante? Tudo. Eles têm uma história, têm aventura e muita coisa a ser explorada. O player Matheus Sant’Anna comenta sua preferência pelo jogo do Mario, confirmando isso: “Tem muito mais conteúdo. Um universo gigante e uma história boa”.

Esse universo do Mario foi uma aposta da Nintendo para salvar seus empreendimentos e o resultado foi o sucesso de Donkey Kong e Super Mario Brothers. O jogo, porém, parecia ter um sucesso muito maior com crianças que com adolescentes e jovens. Hoje, nem as crianças se interessam muito mais. Para alguns, Mario é mais conhecido que o Mickey Mouse. Sabe qual? Aquele ratinho criado pelo próprio Walt Disney. #TeamMario

E do outro lado do ringue, ou do joystick, temos ninguém menos que o ouriço azul mais veloz já visto. Uma das vantagens de se jogar Sonic era, segundo os players, a facilidade do jogo. “O personagem me marcou, o cenário me marcou e a música me marcou” (a player Ana Souza fala sobre sua relação com o jogo, sendo ele um dos primeiros jogos importantes que ela tenha jogado). Não era um jogo que desafiasse muito, mas tinham sempre aquelas fases um pouco mais difíceis, como lembra o player Guilherme Lucas: “Nada supera as fases da água no Sonic… coisa chata e agoniante. Eu prendia a respiração até chegar em uma bolha”. Sortudo. Nem sempre dava tempo de chegar na bolha. #TeamSonic

Lembrar desses jogos é lembrar da dificuldade do próprio videogame. “Não dava para salvar, tinha que ser bruto” (Marcelo Gomes aponta uma das maiores dificuldades de se jogar Sonic: começou? Termina!). Ao mesmo tempo, com a modernização dos videogames, os jogos passaram a perder um pouco do seu cerne, se concentrando em outras coisas que não a história e o principal, a diversão. “Esses dois jogos vieram de uma época quando se precisava de criatividade para apresentar as coisas; já os jogos atuais possuem vários recursos para representar as coisas, deixando um pouco de lado a criatividade” (explica o player Lucas Furtado).

Sempre que podem, esses players tentam continuar jogando nos emuladores da vida. Mesmo depois de terem zerado dezenas de vezes todos eles. Claro que não é mais a mesma coisa, mas sempre tem aquele gostinho de infância. Parece que essa discussão não acaba assim tão fácil, não é mesmo? É como falar também de Star Wars vs. Star Trek, ou Marvel vs. DC… são discussões infinitas que a gente pode até deixar para outra quinta-feira. Mas o mais importante é, e sempre será, a diversão.

Tim Maia – um filme da Jovem Guarda

O cinema brasileiro chegou ao Qual é a das quintas. Tim Maia, de Mauro Lima, conta um pouco da vida do cantor e compositor que marcou o cenário da música brasileira com seu ritmo e sua irreverência.

A história é contada por um amigo de Tião (Tim Maia), o Fábio, também músico. Desde a juventude, Tim demonstrava ser um músico de excelência. Porém, tinha um temperamento um tanto forte e não tinha papas na língua, o que não era lá uma ótima combinação. Ele queria a todo custo ser um cantor de sucesso, mas se metia em todo tipo de confusão por causa disso. Por isso, fora diversas vezes preso.

O desenrolar do filme traz um pouco da história nacional e da história da música. O jovem Tião da Tijuca queria fazer música negra e ficar famoso por isso. Por causa de seu temperamento, acabou afastando de sua vida muitas coisas, inclusive os amigos, a mulher, gravadora. Seu envolvimento com as drogas e a bebida só piorou a situação.

A videobiografia retrata a realidade da época e dos sonhos de um jovem que tinha tudo pra ser um sucesso. Traz à memória vários detalhes de quem viveu aquele momento. Não preciso dizer como é a trilha sonora, não é? As músicas da época, as músicas dele, do Roberto, e até Elvis.

Os filmes brasileiros estão ganhando espaço. E Tim Maia é um bom exemplo disso, pois é um filme bem feito. Se você se interessa pelo gênero e pela música da Jovem Guarda, é um bom filme para assistir.

Drácula: A história nunca contada

O universo vampiresco pode se sentir mais ameaçador. Muitos filmes e seriados têm sido feitos sobre os monstros mitológicos, como vampiros, lobisomens, o Frankenstein, zumbis, etc. As histórias originais passam por milhares de adaptações. Uma delas chegou aos cinemas recentemente: Drácula – A história nunca contada.

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O filme faz a associação da história do Príncipe Vlad com a história do Conde Drácula, a “história real” da lenda. Porém, se você espera que tenha qualquer relação com o livro, vai se decepcionar. O objetivo do filme não é contar a história do Drácula, de Bram Stoker, que atormenta uma pobre donzela e seus amigos, e tendo que enfrentar o Dr. Abraham Van Helsing. (Fiz um post há um tempo sobre o livro. Leia aqui)

Vlad III, ou Vlad Tepes, que significa “o Empalador”, príncipe da Valáquia (atual Romênia), destacou-se por combater os otomanos e por exterminar um quinto da população do país. Século XV, “Era o primogénito do princípe Vlad Dracul (que significava “dragão”, da Ordem do Dragão, mas também “demónio” em romeno), igualmente conhecido pela sua crueldade, e neto de Mircea, o Grande, soberano da Valáquia. Vlad herdou a ousadia e o caráter sanguinário do pai e foi por isso que começou a ser chamado Draculea, que significa “filho de Dracul” ou “filho do demónio”.” (Leia mais sobre na matéria da Superinteressante. Os dados sobre o príncipe são conflituosos.)

O filme em si é bom. Ele não é um Thriller como muitos pensam. Está mais para filme épico ou de aventura. Trata as guerras da Transilvânia com os turcos e o que um homem pode fazer pela sua família, até se tornar um monstro temível, tanto pelos inimigos quanto pelos amigos.

Os efeitos fazem o espectador ficar meio perdido em meio às sombras, mas creio que essa seja a ideia mesmo do filme. A trilha sonora é típica de um filme desse estilo (dá até pra tomar uns sustos com a sonoplastia). Tudo é sombrio, acontece à noite e está cheio de morcegos. Lógico que tem que acontecer à noite, afinal, vampiros ardem sob a luz do sol até morrerem. Nesse ponto, o filme é o mais realista possível, com relação aos monstros de caninos afiados. Eles queimam no sol, a prata também queima sua pele, eles se alimentam exclusivamente de sangue e quase sucumbem à sede (haja autocontrole no Vlad!), regeneração, o crucifixo, tudo isso faz parte de ser um vampiro.

Se for feita uma relação entre o livro de Bram Stoker e o filme de Gary Shore, ela estaria contando a história de como Vlad se tornou o vampiro mais lendário do mundo. A trama envolve o espectador nas sombras, mas não surpreende demais. Para quem gosta de filmes assim, porém, vale a pena pegar a pipoca e o refri e assistir com certa empolgação.

Especial Mês da Criança – Hora da brincadeira

Sejamos francos: nossa infância não foi exclusivamente baseada em desenhos e super heróis. Fomos crianças saudáveis e gostávamos de brincar (com algumas exceções). Há os que preferiam jogos coletivos que usam o instinto e os reflexos, e há os que eram mais fãs de jogos de inteligência, de cartas e tabuleiros.

Muitas crianças adoram correr. Colocam toda a sua energia correndo e testam seus limites em simples brincadeiras. Pique-pega, queimado são grandes exemplos de jogos que exercitam o corpo, os reflexos fora, é claro, a diversão que eles proporcionam. Jogos como pique-bandeira, pique-esconde, até o pique-corrente são jogos que incentivam as crianças a desenvolver, sem querer querendo, estratégia, e todos eles estimulam o trabalho em equipe. Sair à tarde para a rua e brincar com os amigos esses e muitos outros jogos até anoitecer e só voltar para casa quando a mãe chamava para dentro.

Aqueles que não curtiam muito correr exaustivamente na rua, se divertiam com os jogos de tabuleiro. Aí são muitos. Damas, xadrez, ludo, trilha, Jogo da Vida, Imagem & Ação, Perfil, impossível enumerar todos. Mas esses faziam e fazem a alegria da criançada no tempo livre, ou quando falta luz e não tem videogame ou computador. Hoje, crianças e eternas crianças continuam brincando com esses jogos, apesar de toda a tecnologia existente. Não é impossível nas reuniões ocasionais entre os amigos resolver jogar um desses jogos e, bom… se divertir bastante. Parece que é até mais engraçado quando você não é mais criança.

Outros jogos que parecem não faltar entre crianças pequenas e crianças grandes são os com cartas, como CanCan e Uno. Isso rende horas e horas de diversão. Acaba uma partida e todo mundo quer revanche. Quando se vê, já se foram muitas revanches, ou nenhuma. As brigas são inevitáveis, mas assim como as crianças, todo mundo fica em paz e depois ri como se nada tivesse acontecido. E a zuera… essa não acaba nunca.

O que dizer de War e outros jogos de estratégia? São jogos para crianças um pouco mais velhas, mas rendem diversão que parece não ter fim. Há partidas que duram tardes e até noites inteiras, até atingir o objetivo, que muitas vezes nada mais é que dominar o mundo. Quando parece que está acabando, começa tudo de novo. Batalhas sem fim, disputa por poder, rivais que se tornam aliados e aliados que se tornam rivais, mais uma vez a zuera… Até que alguém, do nada, diz que acabou, que cumpriu o objetivo e todo mundo fica olhando incrédulo para o tabuleiro.

O bom de todos esses jogos é que não importa a idade, seremos sempre crianças. Abaixar, levantar, correr, se desviar de uma bola parecem coisas impossíveis quando não temos um bom condicionamento. Mas é sempre bom tentar, não é? Sempre será bom reunir os amigos e brincar. Seja na rua, seja em casa, comendo um pizza… afinal, tudo acaba em pizza.

Especial Mês da Criança – “Mais uma vez, o dia foi salvo graças…”

A todos os nossos heróis. No mês das crianças, seria impossível não dedicarmos um espaço aos nosso heróis. A imaginação humana exige que os heróis existam para que haja esperança nos olhos das pessoas, como foi dada a definição do Homem-Aranha nos filmes O Espetacular Homem-Aranha (direção de Marc Webb). Nossas eternas crianças adoram heróis, desde os mitos, as HQs, os desenhos até os filmes e jogos. Que tal relembrar um pouquinho mais sobre as inspirações das crianças? (Daqui a pouco voltaremos a falar do herói aracnídeo)

Os heróis e os todos os seus grandes atos heroicos tiveram origem bem antiga. A Idade Heroica, conhecida exatamente pelos mitos dos heróis gregos, é recheada de história de semideuses, que não eram nem deuses e nem meros mortais. Eles surgiam, em grande parte, da união entre um deus do panteão grego e mortais, assim, adquirindo certas habilidades especiais de acordo com sua origem. Dessa forma, heróis como Perseu, Héracles (mais conhecido como Hércules – seu nome romano), Teseu, entre outros são sempre retratados derrotando monstros e salvando o dia. Tais histórias eram tão marcantes que sobreviveram séculos e séculos e, hoje, não faltam filmes sobre os atos heroicos dos semideuses, além das histórias sobre novos semideuses que surgiram, por exemplo, dos livros de Rick Riordan.

Muitos séculos se passaram e surgiram novos heróis, um tanto mais humanos. Histórias de reis e guerreiros que defendiam os reinos medievais se espalharam. Robin Hood, o fora da lei que roubava dos ricos para dar aos pobres, encantou gerações e gerações. Nada passava despercebido ao seu arco na Floresta de Sherwood. Além dele, também há Os Três Mosqueteiros (escrito por Alexandre Dumas), que defendiam a Coroa Francesa, se metem em grandes confusões, principalmente quando envolvem o Cardeal Richelieu e os ingleses, seus grandes inimigos. O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda inspiram até hoje pelas suas batalhas em defesa da Grã-Bretanha.

E então chegaram os quadrinhos. Em 1985, surgiu a primeira tirinha no jornal americano New York World com o personagem Yellow Kid, de Richard Outcault. Depois, vieram os animais como personagens, como o Mickey Mouse, do Walt Disney. Na década de 1930, começaram a surgir os primeiros agentes secretos e heróis, como Fantasma e Mandrake. Daí surgiu o Superman, o Batman, o Capitão América que chegaram para salvar suas cidades e defender o país (EUA) dos inimigos, no caso do Capitão, a história se desenrolava em torno da II Guerra Mundial e o inimigo era o próprio nazismo.

Daí para frente não pararam de surgir heróis. Cada um com um poder diferente, combatendo o crime e se envolvendo em lutas épicas com grandes vilões. Surgiram as ligas e equipes em que vários heróis se juntavam pelo bem comum, apesar das rixas entre eles mesmos. A Liga da Justiça e Os Vingadores apareceram assim, para combaterem inimigos que, sozinhos, nossos heróis não conseguiriam combater. Os X-Men chegaram com a ideia de que existiam alguns seres superdotados, com uma mutação genética. Eles deviam se proteger e proteger o mundo de ameaças.

As HQs influenciaram tanto, principalmente depois da década de 1960, com o Movimento Pop Art e produções de Roy Lichtenstein nos EUA, que até hoje podemos ver a estética dos quadrinhos em diversas situações, desde a moda até clipes musicais. Um exemplo disso é o Lyric Video do single do álbum Baptized (2013), do Daughtry, Waiting for Superman. Tanto a letra da música quanto as imagens parecem ter saído de histórias em quadrinhos.

Lembra do Homem-Aranha que citei no início do texto? Nossas eternas crianças parecem tê-lo eleito como um dos “heróis do mês”. Muitos narraram suas paixões pela história do herói, por ele ser um personagem totalmente humanizado. É um adolescente que não é lá dos mais populares (ele não é nem um pouco popular) e que tem seus instintos aguçados (instintos de aranha) após ser picado por uma aranha geneticamente modificada. Além de ter as atividades de um adolescente normal, ele é o Homem-Aranha nas horas vagas, salvando Nova York dos terríveis vilões que sismam em atacar a cidade ou até de criminosos que não deixam os cidadãos em paz.

Sem nome, por Guilher Lucas

O Homem-Aranha, adaptado por Guilherme Lucas

Outro herói que nossas eternas crianças lembraram foi o Goku, direto dos mangás para as telinhas e os jogos de Dragon Ball. Para eles, “o Guku é um dos melhores super-heróis dos últimos tempos, com relação aos desenhos” (Ana Souza defende o personagem). Ele simplesmente vence todo mundo.

Esse é, sem dúvida, um daqueles assuntos que ficaríamos horas e horas falando sem nos cansar. Porém, essa semana ficamos por aqui, enquanto nossos heróis salvam o mundo ao nosso redor. Não citei muitos heróis porque eles são MUITOS. Mas e seus heróis? Quem são eles? Acredito que há muitas pessoas, como eu e você, que vencem grandes batalhas e são verdadeiros heróis de nossos dias, mesmo sem uma máscara, uma capa e uma roupa colorida. As crianças, principalmente, esperam que nós sejamos heróis, basta dar asas à imaginação.

Especial Mês da Criança – “Palma! Palma! Palma! Não priemos cânico!”

Um marco da infância das nossas eternas crianças é, sem dúvida, os seriados mexicanos do escritor, publicitário, desenhista, compositor, ator, diretor e produtor Roberto Gómez Bolaños. Conhecido como Chespirito, uma tradução do inglês para o espanhol de Shakespeare, Bolaños encantou e encanta até hoje com seus filmes, seriados, peças. Muitas pessoas que assistiram, por exemplo, Chaves, quando crianças, quando vêem passando na tevê, ainda param para dar boas gargalhadas das suas trapalhadas.

“Mais rápido que uma tartaruga, mais forte que um rato, mais nobre que uma sardinha, seu símbolo é um coração! Ele é… O Chapolin Colorado!” Um super-herói bem diferente dos conhecidos até então, Chapolin (ou Vermelhinho, Polegar Vermelho) enfrenta o medo e o tremor nas pernas diante de cada situação perigosa. Além de medroso, é magro, fraco, baixinho, cômico e só se mete em confusão. Com suas anteninhas de vinil é capaz de detectar a presença do inimigo. E se você se sentir em perigo, basta falar “Ó… e agora? Quem poderá me defender?” e imediatamente o herói surge nos lugares menos prováveis confirmando: “Eu! O Chapolin Colorado!” Sua Corneta Paralisadora, sua Marreta Biônica e as Pílulas Encolhedoras são as armas do super. Por mais encrencado e medroso que ele seja, a verdade sempre vem à tona e os vilões são desmascarados e combatidos.

A turma do Chaves caiu nas graças dos mexicanos em 1971 e, desde então, conquistou telespectadores de 20 países. Até hoje o programa é um sucesso! O ambiente familiar em que se desenvolvem os episódios, situações cotidianas representadas de forma cômica, são características fundamentais que garantiram esse sucesso. A pacata Vila tem moradores com personalidades bem marcantes e algumas falas que se repetem episódio após episódio: “Foi sem querer querendo”, “Vamos, Tesouro! Não se misture com essa gentalha!”, “Você não vai com a minha cara?”, “Só não te dou outra porque…”, “Papaizinho lindo, meu amor!”, “Ta! Ta! Ta! Ta! Ta!”, “Tinha que ser o Chaves de novo” e muitas outras. Entre os diálogos também memoráveis, não podemos deixar passar o romântico diálogo diário entre Dona Florinda e o Professor Girafales:

“- Professor Girafales.
– Dona Florinda.
– Que milagre o senhor por aqui.
– Vim lhe trazer este humilde presente.
– Gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?
– Se não for muito incômodo…
– Por favor, queira entrar.
– Depois da Senhora!”

Além desses grandes personagens de Chespirito, ainda há o célebre Dr. Chapatín: um velho médico que odeia ser chamado de velho, mas mais parece mesmo uma criança, brincalhão e hiperativo e tudo lhe “dá coisas”. Há muitos outros projetos do grande (pequeno) Bolaños, entre peças, filmes e outros personagens dentro dos seriados mexicanos. Sem dúvida, depois de todos esses anos, seus personagens são marcos da infância e da vida dos fãs ao redor do mundo. Milhares de homenagens são feitas o tempo inteiro, e essa aqui foi apenas mais uma para trazer à memória das eternas crianças ótimas lembranças do “pequeno Shakespeare” (Chespirito) e todos os seus amigos.

Especial Mês da Criança – Desenhos animados

Você era daqueles que chegava da escola e passava o resto do dia vendo desenhos animados? Então, hoje, o Qual é a das quintas? fala para você. Algumas eternas crianças falam sobre seus desenhos favoritos na primeira publicação do Especial Mês da Criança.

Muitos foram os desenhos que marcaram a garotada. E, como nossas eternas crianças adoram relembrar a infância, não poderia faltar falar dos desenhos. Tom & Jerry, Os Flintstones, Scooby Doo, Corrida Maluca (Hanna Barbera está em alta… vamos falar mais sobre daqui a pouco), os desenhos da turma do Mickey Mouse, Looney Tunes, Pica-pau, Pink e o Cérebro… são muitos! “Sempre tem um que vai fazer parte da sua vida” (comenta Thalles de Araujo sobre sua relação com os desenhos que assistia quando criança).

O mundo mágico Hanna Barbera começou quando Joseph Barbera e William Hanna fundaram a HB Productions, em 1957. Eles começaram a desenvolver desenhos que encantaram gerações pelo humor e simplicidade. Nos anos 90, a marca HB se transformou no que conhecemos hoje como Cartoon Network Studios, e como não lembrar de A Vaca e o Frango, O Laboratório de Dexter, Johnny Bravo? Quantos mais?

É comum ouvir as eternas crianças falando que almoçavam assistindo Liga da Justiça, Super-Choque, X-Men Evolution antes ou depois de irem para a escola. Para alguns, sempre foi uma paixão os desenhos de heróis. As Meninas Superpoderosas, Jovens Titãs… e muitos outros. “Eu chegava da escola, descansava, fazia o dever de casa, brincava e ia ver desenho. Quando não tinha dever de casa, ia ver desenho” (conta Hugo Raphael sobre o hábito da infância).

“Eu fazia uma programação” (diz Guilherme Lucas, que passava a tarde inteira vendo desenhos). Entre os muito citados estão Hey Arnold, Rocket Power, Os Padrinhos Mágicos… Não podemos esquecer também dos animes, como Pokémon, Digimon, Dragon Ball Z, Cavaleiros do Zodíaco, Inuyasha… foi aí que começou a paixão de muitos pelas animações japonesas e criou-se uma legião de fãs.

Os anos foram passando e outras gerações de desenhos surgiram. “A gente espera dos desenhos que vêm aí que sejam uma nova safra pra marcar a vida de mais gerações. E têm sido, pelo menos alguns, como Hora de Aventura, O Incrível Mundo de Gumball, Apenas um show, Phineas e Ferb…” (Thalles sugere que as crianças de hoje poderão comentar sobre esses desenhos quando ficarem mais velhas).

Hoje, as eternas crianças, infelizmente, não têm mais muito tempo para assistir a desenhos. Mas sempre que podem, assistem desenhos como Os Simpsons (cita Hugo). Muitos desenhos foram tirados do ar porque alegaram que eles eram politicamente incorretos, o que causa controvérsias. Alguns desenhos voltaram a ser transmitidos em diversos canais, muitos de tevê fechada, o que leva nossas eternas crianças a se deliciarem e darem boas risadas. E você? Consegue eleger seus desenhos favoritos ou é como nossas esternas crianças que enumeram muitos, mas são incapazes de eleger o melhor?