Especial: Setembro dos games – Entre o joystick e as telonas

Já pensou se seu filme favorito virasse um jogo? Ou se seu jogo favorito virasse um filme? Para alguns (muitos) isso já é realidade. O Qual é a das quintas? bateu um papo com os players essa semana sobre os jogos que marcaram suas vidas e que originaram ou foram desenvolvidos a partir de filmes.

A sétima arte contagia os expectadores. É ali, entre o trailer e a saída da sala de cinema, que eles se tornam fãs, ou passam a não gostar do filme. Há aqueles filmes que são tão bons, que merecem ter ‘algo a mais’. “Tem filmes que a gente espera que virem jogos” (Nicolas Raline destaca a expectativa que os fãs têm para a continuação gamer dos seus filmes favoritos). Alguns realmente se tornam games. O Senhor dos Anéis, Star Wars, Minority Report, Harry Potter, O Rei Leão, Aladdin, Monstros S.A. são exemplos de filmes que se tornaram bons jogos, tanto para computador, quanto para os videogames e dominaram até os jogos de tabuleiro – um pouco esquecidos na era digital.

Falando da era digital, cabe destacar os filmes e jogos da LEGO, que dominou o mundo virtual. Muitos filmes e curtas têm suas versões próprias com os bonecos e cenários LEGO. São filmes, geralmente, com um tom mais para a comédia com histórias de aventura, recheadas dos nossos personagens favoritos dos filmes e heróis das histórias em quadrinhos. Os jogos virtuais LEGO dão nova visão, mais leve, aos players. É uma combinação bem interessante para quem gosta dos filmes, dos jogos e de LEGO.

“É mais fácil um filme virar um jogo legal do que um jogo virar um filme legal” (Ana Souza questiona os enredos de alguns filmes baseados em jogos). Aqui temos o outro lado: nossos players acreditam que muitos jogos que tentaram virar filmes não tiveram muito sucesso. Dentre eles, exemplificamos o Resident Evil, que é um jogo bom e o filme, apesar de ser um bom filme de ação, deixa a desejar quanto à história. Street Fighter, Max Payne, Tomb Raider não possuem muita relação com os jogos e, por isso, são duramente criticados.

Mortal Kombat é, segundo os players, uma das salvações dos games no universo cinematográfico. A história do filme, inclusive, baseou o enredo do segundo jogo. O conjunto dos dois deu maior credibilidade à série, e é alvo de elogios.

Há também os desenhos animados, como o Sonic, que causou certo estranhamento ao deixar os joysticks e ir para as telinhas. “Eu sempre vi o Sonic sem falar” (o player Hugo Raphael comenta sobre essa mudança do personagem). Pokémon é um exemplo de desenho que se tornou um dos maiores sucessos gamer desde sua criação.

E se os jogos que nós jogamos na infância fizessem parte de um filme? O filme Detona Ralph, da Disney, lançado em 2012, traz essa sessão nostalgia para os players. Muitos realmente foram ao cinema só para relembrar os jogos que não têm mais acesso. As telinhas deram espaço também para os jogos que marcaram gerações em suas propagandas – e convencem muito bem os telespectadores a consumir os produtos.

A associação dos games com os filmes pode ser um ótima combinação. A expectativa de o player ser o próprio personagem do filme garante a diversão se o jogo for bom, ou as duras críticas quando jogo e filme não combinam muito bem. De qualquer forma, esse é um assunto que dá o que falar.

Especial: Setembro dos games – Os players recomendam The Sims

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Lançado no dia 2 de setembro, o The Sims 4 já é considerado, por muitos, um sucesso. Com novas ferramentas e possibilidades de criação, os players agora podem, entre outras coisas, criar personagens cheios personalidade, com visuais únicos e cheios de emoções. Mas o que falar de toda a evolução do jogo ao longo dos anos? Nossos simers contam toda a emoção e expectativa envolvidas no jogo. Confira!

A verdade é que os players se apaixonaram à primeira vista por The Sims. “O jogo onde você pode ser o que você sempre quis ser” virou febre no mundo inteiro apenas com a ideia de criar o seu “mundo perfeito” e desenvolver a criatividade e o raciocínio lógico, isso há oito, dez, doze anos. “Ele te possibilita recriar, de certa forma, a realidade em ambiente virtual, ainda que não com todas as coisas da realidade, mas você consegue simular bastante (…), isso desde o primeiro jogo e muito mais agora, no quarto” (Thalles de Araújo).

A sensação, principalmente nas versões mais recentes, é que você participa mesmo do jogo e pode dar o rumo que quiser à história. O player não é um mero observador do que acontece. “O que é mais legal é a interação que você tem com o avatar. (…) É muito engraçado interagir com ele, colocar ele para fazer certas coisas inusitadas, coisas que eu não conseguiria fazer. (…) São algumas coisas bem inusitadas, mas tem algumas bem realistas” (Douglas Faria). Isso não envolve só um personagem, ou uma família, mas é estar no controle de tudo. “Assim, posso dar a eles o caminho que eu mesmo quero seguir” (Filipe Guedes).

“A melhor parte é montar a casa!” (Guilherme Lucas) Há quem diga também que não é tão bom em construir ou desenvolver ambientes e, por isso, nem se importam muito com isso. “Todo simer que vai construir uma casa no The Sims nunca vai estar satisfeito com ela” (explica Douglas Faria). A proposta do jogo, inclusive, era te dar essa sensação de que você é o arquiteto. Bem como outros jogos de simulação e de criação de ambientes como o Roller Coaster Tycoon, SimCity (que também é da Maxis) e o Trainz. “Acho que eu nunca passei tanto tempo num jogo do que eu passei no The Sims 2 criando casas. Sério, eu acho que eu vou virar arquiteto” (Rodrigo Rodfer).

“É divertido matar os personagens, um tanto sádico, mas divertido. (…) Quando o personagem morre, toca uma musiquinha, aparece uma janela no canto inferior direito e a Dona Morte vem se encaminhando para a porta de entrada. Você tem a opção de negociar com ela” em algumas versões, mas perde dinheiro. (Ana Souza)

As atualizações e as expansões possibilitaram mais aproximações com a realidade, como a interação com toda a vizinhança, multitarefa, novos temas (desde animais, até situações sobrenaturais e futurescas). “É o jogo mais flexível para as pessoas” (comenta Rodrigo Rodfer sobre as possibilidades para os players, como simular a própria família). “Quem nunca jogou, jogue, vai gostar. Quem joga, aproveita” (o player Thalles de Araújo recomenda o The Sims 4). Cheio de novos recursos, a quarta edição de The Sims já está disponível para download no Origin e em algumas lojas espalhadas pelo Brasil. Nunca jogou? Não perca mais tempo!

Especial: Setembro dos Games – Memórias de player‏

Assoprar a fita, lavar o CD, dividir o joystick com alguém para passar de fase são parte da história de todos os grandes fãs de videogames. O “Qual é a das quintas?” entrevistou alguns players e o resultado, nostálgico, você confere aqui.

Os saudosos Atari, Super Nintendo, Master System, Mega Drive, Nintendo 64 marcaram uma geração que sente falta de certos detalhes como, por exemplo, assoprar, passar borracha, dar aquela inclinada na pontinha das fitas de jogos ou chamar o amigo para colocar o jogo que só pegava com ele (e até cuspir ou lamber as fitas). “Se a fita travasse na última fase do jogo, chorava” (Marcelo Gomes).

Os anos passaram e os videogames foram se atualizando tecnologicamente: os gráficos, a jogabilidade e as funcionalidades evoluíram consideravelmente. “Hoje, por exemplo, os jogos de futebol são cada vez mais reais, as fisionomias dos jogadores, uniformes de times, até erros que jogadores cometem na vida real são retratados nos jogos como erros de passes, controle de bola, domínio de bola entre outros” (Caio Magalhães).

Mas é consenso que os jogos antigos pareciam muito mais interessantes e emocionantes, eles te prendiam muito mais, “Você não esperava nada e eles te surpreendiam” (Guilherme Lucas). “Eu era capaz de ficar horas seguidas jogando sem me cansar, ou sem sentir vontade de fazer outras coisas. E, hoje em dia, isso não acontece” (Ana Souza). Jogos como Zelda, Super Mario Bros, Sonic, Pokemon, O Rei Leão, Super Mario Kart, Michael Jackson: Moonwalker são sempre lembrados com saudade pelos players, a época das locadoras, alguns até definem como os melhores jogos que já jogaram. Claro que isso varia de jogo para jogo.

Então, outros videogames, mais novos, chegaram para competir com os antigos. Os jogos de uma outra geração, já não marcada mais pelas fitas, são vistos por muitos como os melhores. Alguns tiveram seu primeiro contato com um videogame já na era dos CDs. Podemos destacar Spider Man Friend or Foe, Need For Speed, God of War, Winning Eleven, Transfromers, além dos emuladores, por exemplo, para Playstation dos jogos da Nintendo. “Eu trocava o Playstation 2 com um cara por alguns dias e ele me emprestava o Nintendo dele” (Ruyter Júnior, antes de saber da existência dos emuladores). E o que fazer quando os CDs davam problema? “Jogava debaixo d’água, passava detergente ou até deixava o videogame virado de cabeça para baixo” (Ramon Cavalcanti), passava, até mesmo, pasta de dente e casca de banana (o que não dava muito certo).

“Sinto falta de histórias boas nos jogos. Hoje em dia, está meio clichê” (Flávio Massacessi, sobre os jogos da infância). Muitos sentem falta da infância e de como os amigos se reuniam para jogar. Era um evento! Faziam-se campeonatos, tinha comida, até os erros gráficos dos jogos eram motivo de brincadeiras com os amigos. Também sobre as histórias, “não há mais jogos de terror como antigamente” (Nicolas Raline). Há quem prefira jogar sozinho ou em “cooperação” online (apesar de que, quem não estiver muito acostumado pode ter problemas em desafiar os mais “viciados”), mas nada supera a graça de vencer alguém que está ao seu lado.

Esquecer de salvar um jogo, ou perder o save nos memory cards, ou tê-los cheios demais para continuar salvando as evoluções nos jogos eram situações que faziam nossos players chorarem com frequência. Ainda tinham as baterias botão como memória, que faziam com que os jogadores corressem até o camelô mais próximo para comprar nova memória para o videogame.

Cada vez mais os videogames foram evoluindo e então chegaram algumas das grandes revoluções, principalmente no quesito gráfico: FIFA e PES, por exemplo. Os gamers que já são fanáticos por esportes, não deixam de ter nas suas coleções os jogos esportivos. Eles são mais complexos que os antigos, com jogadas e movimentos mais complicados de fazer, o que torna a vida de quem está jogando bem mais interessante.

A emoção de jogar é quase inexplicável! “É felicidade, algumas vezes nostalgia, algumas vezes ansiedade – no caso do PES – (…) Jogar videogame me traz alegria!” (Matheus Bello, sobre a sensação de jogar). Alguns não têm mais muito tempo de jogar por causa das atividades e responsabilidades do dia a dia. Mas sempre que têm um tempo, jogam e se divertem. E você? Que histórias tem para contar sobre seus fins de semana de “jogatina” na casa dos amigos?

Essas e outras histórias você confere nas próximas semanas, no Especial Setembro dos Games. Participe aqui no Qual é a das quintas? e na página do facebook: facebook/qualeadasquintas

“Meu outro carro também é um Porsche” e outras improbabilidades infinitas

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“Até mais, e obrigado pelos peixes”. Foi o que os golfinhos disseram antes de irem embora da Terra, já que eles sabiam que ela seria demolida para a passagem de uma via hiperespacial no lugar. Se você não está entendendo nada, não fique deprimido, basta ler O Guia do Mochileiro das Galáxias para, digamos, entender não muita coisa mais sobre o assunto.

A famosa trilogia de cinco, de Douglas Adams, é um clássico literário. Adams sabe conduzir uma história como ninguém. A surpresa é marca registrada nos livros. A cada momento o leitor se depara com uma situação mais improvável que a outra, a ponto de fazê-lo reler o parágrafo para se certificar de que não leu errado. Aliás, improbabilidade é uma palavra chave. Guarde isso.

Arthur Dent, um inglês com sua vida pacata, tem um amigo, Ford Prefect, nada comum, diga-se de passagem, que veio de um planeta distante chamado Betelgeuse. Arthur, por uma triste ironia, tem sua casa demolida para a passagem de uma estrada. Mal sabia ele que esse era o menor de seus problemas. “‘Hoje deve ser quinta-feira’, pensou Arthur, debruçando-se sobre o chope. ‘Nunca consegui entender qual é a das quintas-feiras.'” Tudo começa aí. Na verdade, começa bem antes, mas isso não vem ao caso. No desenvolvimento da história, você também conhece Tricia – ou Trillian – McMillan, outra terráquea que Arthur conheceu em uma festa, mas que foi embora com um cara chamado Zaphod Beeblebrox, que dizia ser de outro planeta. E o que dizer do Marvin? Bom, ele é um robô que possui inteligência infinita, mas é colocado para desempenhar funções tão pouco interessantes que ele se sente muito deprimido. “Vida? Não me fale de vida.”

Apesar de não concordar com alguns comentários que Douglas Adams faz, é impossível manter a mesma visão sobre a vida, o universo e tudo mais depois da leitura.

Se você já viu o filme, tem uma breve noção do que se trata a brilhante série O Mochileiro das Galáxias. Mas se você realmente quer chorar de rir, leia os livros. Já falei que tudo é possivelmente improvável? Então, pegue sua toalha e aventure-se pelo espaço com o seu Guia também. E, muito importante, NÃO ENTRE EM PÂNICO!

Santa Tartaruga! Os ninjas estão de volta!

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Se você gosta de ação, muitas cenas de luta é uma boa assistir Tartarugas Ninja. Ainda mais se você já gostava das tartarugas gigantes mutantes, ou de pizza. Mas se você espera um filme bem elaborado e com um roteiro que te prenda no cinema, a produção pode deixar a desejar.

A primeira impressão que tive sobre algumas cenas era de se tratar de um bom remake daqueles seriados japoneses com robôs e lutas. Bom, estamos falando de Michael Bay e super produções com robôs e, agora também, répteis gigantes. Quanto à ação, não há do que reclamar. Quanto ao humor, fiquei impressionada com as gargalhadas que as pessoas davam na sala de cinema. Me fizeram pensar que perdi o senso de humor. Claro que há cenas muito engraçadas, que arrancam boas risadas, mas parece faltar naturalidade.

Muitas falas do filme fazem alusão a outros filmes e a casos históricos. Isso torna a trama interessante. Quem vê o filme deve ter, no mínimo, certa noção, ou vai achar menos graça ainda no filme ao não entender a intertextualidade clara e simples no desenvolvimento da história.

Há uma relação familiar muito bonita expressa no filme, tanto entre os ninjas e o sensei como também na história da jornalista April O’Neil (Megan Fox). Eles cuidam uns dos outros e fazem tudo o que estiver ao alcance para ajudar e proteger.

Apesar de a história ter alguns furos e cenas clichês, é um filme que vale a pena assistir se você gosta do gênero. Leonardo, Raphael, Donatello e Michelangelo marcaram uma era pela forma de falar e combater o crime. Agora eles estão de volta com um visual mais moderno, uma recordação com humor bem a cara dos memoráveis répteis adolescentes.

Recordações vs. novas versões‏

As histórias que crescemos lendo, vendo e ouvindo estão, em sua maioria, reaparecendo nos cinemas. Algumas se destacam pela sua fidelidade, outras por novos efeitos e qualidade de imagem e som, outras pela simples aventura que ela pode apresentar – caracterizando, na cultura pop, uma renovação de fãs que nunca tinham ouvido falar nas histórias.

Há aquelas histórias que, como disse antes, não são exatamente fiéis às originais, como as dezenas de versões de A Branca de Neve e Cinderela. Algumas são mais fantasiosas, outras mais para o gênero da comédia, terror, romance. O que o público ganha com isso? Outras perspectivas da história – não necessariamente a original – e, é claro, o entretenimento.

Por outro lado, muitas pessoas saem do cinema reclamando que a história não se manteve fiel ao quadrinho dos heróis, por exemplo. Mas as superproduções baseadas em livros e quadrinhos têm revelado o interesse de muitos pelas histórias. As remasterizações surpreendem pelos novos contextos, efeitos fantásticos, e levam os antigos fãs dos filmes e seriados à nostalgia.

Os filmes e animações da infância são memórias que ficam registradas durante toda a vida e fazem parte da pessoa que nos tornamos. Lembro uma vez que um professor de história resolveu acabar com o sonho de todos os alunos da turma dizendo que as histórias infantis não tinham acontecido de verdade, nem as que pareciam mais reais. Claro. Houve decepção, mas o riso foi certo, além do precioso momento nostálgico. Anastasia, por exemplo, – animação de sucesso da 20th Century Fox – é uma fantasia baseada na lenda da Grã-duquesa russa que teria sobrevivido à execução de sua família na Revolução Russa. O filme é, até hoje, muito elogiado pelo enredo cheio de aventura, emoção, fantasia e a fantástica trilha sonora, indicada ao Oscar.

Há filmes que se destacam por cativar o público, mesmo que não tenham a ver com as histórias originais. Creio até que o fato de existir mais de um filme, com visões diferentes, sobre a mesma história, que pode trazer aquela discórdia – saudável –, estimula a criatividade de fãs de todo o mundo e os leva a criar teorias que unam (ou não) os mesmos.

Bom humor e grandes efeitos premiam as telonas com Guardiões da Galáxia

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Muito se especulou sobre o filme Guardiões da Galáxia. Alguns diziam que seria um total desastre em comparação com Os Vingadores. Mas o que aconteceu foi que a Marvel simplesmente surpreendeu e superou todas as expectativas nessa superprodução.

No início do filme, os personagens ou querem se matar uns aos outros ou querem grandes recompensas em troca da vida deles. O Universo parece ser pequeno demais para a coexistência deles. Mas, a partir do momento em que são obrigados a trabalhar em equipe para o bem comum, percebem que seria muito melhor se trabalhassem em equipe para o bem maior, que não atinge somente eles, mas muitas outras vidas.

Vale a pena assistir 3D? Vale. Mas, se você tem problemas com esse formato ou simplesmente não gosta, não perde assistindo 2D. A qualidade da imagem e das cenas é tão boa que, a todo momento, parece que as naves e todos os efeitos especiais do filme saltam da tela.

A trilha sonora é outro fator que prende você na cadeira do cinema. Além da trilha instrumental habitual que a Marvel coloca em seus filmes, o filme usa e abusa de grandes sucessos das décadas de 70 e 80. São músicas que marcaram mais que uma geração e fazem você sair da sala de reprodução cantando os temas do filme.

Os personagens têm características marcantes e que inspiram gargalhadas e grande emoção. Afinal, não é todo dia que você vê um guaxinim falante sabidão (Rocket – Bradley Cooper), com uma arma na mão atirando em qualquer um que cruze seu caminho. Ou uma árvore humanoide (Groot – Vin Diesel) que tem um vocabulário riquíssimo de três palavras, e que anda sempre com o guaxinim falante que é o único que entende mais que essas três palavras – ou diz entender. Zoe Saldana (Gamora), se me permite o comentário, desempenha muito bem papéis de personagens interplanetários, nesse filme não seria diferente. Ela demonstra autoridade e impõe respeito, principalmente, sobre o jovem terráqueo e saqueador Peter Quill, o Senhor das Estrelas (Chris Pratt). Quem olha para Drax, o Destruidor (Dave Bautista), vê um homem – engraçado, diga-se de passagem – que deseja vingança, aliás, esse personagem em particular lembra muito certo personagem mundialmente conhecido nos videogames que também deseja vingança pela morte de sua família. Ronan, o vilão do filme, é um personagem egocêntrico que também deseja vingança. Lembra um pouco Loki, entenda, pela forma como ele age parecendo um garoto mimado, só que mais cruel.

Guardiões da Galáxia é um filme que fará você rir (muito). E também fará você se emocionar em alguns momentos. A produção e toda a parte técnica desempenharam um trabalho brilhante de efeitos, caracterização e cenários de tirar o fôlego. Não é à toa que o filme já é um sucesso de bilheteria.

* Imagem extraída do site de divulgação do filme em marvel.com/guardians

Como Treinar Seu Dragão 2 e fazer uma animação de sucesso

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A aldeia vinking de Berk não é mais a mesma. Cinco anos se passaram desde que o jovem Soluço capturou um Fúria da Noite, o Banguela, e convenceu a aldeia de todas as vantagens de humanos e dragões conviverem pacificamente. Berk vive um momento de paz e fartura.

Agora, além de ser um exemplo para todos e orgulho da comunidade, Soluço é um aventureiro que alça altos vôos e faz grandes descobertas, sempre junto de Banguela, seu melhor amigo. Seu pai Stoico, o Imenso, o chefe da aldeia, agora prepara seu herdeiro para assumir seu lugar, mas na cabeça do jovem de apenas vinte anos isso não combina nenhum pouco com ele. Soluço tem uma namorada, Astrid, que é a melhor treinadora de dragões depois dele e que sempre embarca nas suas aventuras. Mas também tem um problema: tem alguém sequestrando dragões.

O filme é riquíssimo em detalhes que não devem passar despercebidos em hipótese alguma. Como a anciã que tenta reunir seus filhotes de dragão em casa, mas sempre tem problemas com isso. E a trilha sonora colabora e muito para colocar o espectador dentro do filme. Mesmo quem assiste a versão 2D voa junto com os amigos e jovens aventureiros em seus dragões, por eles mesmos treinados.

A história é cheia de surpresas fantásticas que fazem a todo momento o público rir e se emocionar. Há um estreitamento da relação que já existia no primeiro filme dos personagens com os fãs, o que inclui os próprios dragões, que são amistosos e carismáticos e chegam a roubar a cena diversas vezes. Assim, as emoções dos personagens até se confundem com as emoções de quem assiste.

O filme, ao contrário do que muitos pensam, não tem um enredo totalmente infantil. Apesar de ser uma animação, como muitas outras, a história tem temas absolutamente maduros, sem perder a graça e a leveza, mas com grandes lições de vida, amizade, amor. Isso faz com que Como Treinar Seu Dragão 2 seja uma animação de sucesso – as bilheterias dos cinemas que o digam. Se você gostou do primeiro filme e ainda não viu o segundo, não perca tempo! Assista!

*Imagem extraída do site de divulgação do filme: https://www.howtotrainyourdragon.com/

Malévola: entre a mocinha e a vilã

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“Ora… ora…” Quem vai ao cinema ver Malévola é surpreendido com, a chamada no próprio filme de, verdadeira história por trás da vilã de A Bela Adormecida. Mesmo sendo fantasiosa, é uma história de vingança e amor que traz reflexões profundas sobre os sentimentos e ações de personagens profundamente humanizados.
A jovem e pura Malévola é iludida por Stefan, um belo jovem que se deixou levar pela ganância de conseguir o trono do rei que desejava a morte da fada por ela tê-lo vencido em uma batalha pelo seu reino. E então vem a história que a gente já conhece: o rei tem uma filha, chamada Aurora, e na sua apresentação ao reino, Malévola aparece e lança uma maldição sobre o bebê que poderia apenas ser revertida com um beijo de amor verdadeiro. Então o rei decide exilar sua filha do convívio com o mundo e a mantém fora do alcance de rocas e qualquer coisa que possa furar o seu dedo.
O filme traz a desconstrução do conceito formado sobre Malévola. E mostra como a personagem tem sentimentos humanizados, uma vez que ela não é má o tempo todo e nem boa. Apenas por vingança ela se torna má. E o contato com a inocência de Aurora fez sua própria natureza não conseguir odiá-la, como odiava seu pai.
Além dos efeitos, cenários fantásticos, a trilha sonora do filme é o toque especial. Sem a trilha sonora não teria tanta graça. As músicas instrumentais criam o ambiente e o clímax de cada cena, não só nas cenas de maior tensão, mas naquelas que, por exemplo, têm graça e nos fazem rir no cinema. Além disso, a clássica “Era uma vez no sonho” (Once upon a dream) na voz de Lana Del Rey nos créditos combinou perfeitamente com o clima do filme.
A clássica história da Bela Adormecida não é mais a mesma. Esse filme, como outros que vieram antes, narra com propriedade a história da vilã que virou a mocinha e encantou a todos na maravilhosa interpretação de Angelina Jolie.
*foto de divulgação da Disney para o filme. Download em: http://movies.disney.com/maleficent/downloads/wallpaper

O som das grandes histórias

Os filmes são capazes de atrair a atenção de muitas pessoas. As mantêm entretidas e até estáticas em frente a uma tela, seja ela pequena ou grande, com histórias de aventura, de romance, que nos fazem rir e nos fazem chorar. Conseguem transmitir ideais, sonhos, fantasias e alcançam um grande número de pessoas ao redor de todo o mundo. Contam histórias de verdade e histórias de mentira. Mas a sétima arte estaria incompleta sem a primeira.

O cinema é marcado pelo uso da música como fator de grande relevância desde a sua criação. Em toda a sua composição, o cinema mudo trazia uma trilha sonora. E as músicas eram responsáveis por toda a emoção dos filmes.

Os tão amados musicais inspiraram gerações, revelaram grandes atores e grandes músicas. Muitos filmes são lembrados mais pelas músicas que os compõem do que pelas próprias histórias. E grandes grupos foram consagrados pelas suas músicas nos filmes – e cabe também dizer que muitos filmes só fizeram sucesso porque sabia-se de sua trilha sonora.

Desde os clássicos, como os primeiros filmes de Mickey Mouse, até os mais tecnologicamente preparados, há a presença de envolventes melodias e canções cheias de significado. Por outro lado, se a trilha é ruim, as chances de o filme ser mal qualificado aumentam.

Sob regência do maestro Hans Zimmer, por exemplo, temos diversas trilhas de filmes como Piratas do Caribe e Batman – O Cavalheiro das Trevas. As músicas criam um ambiente para o desenvolvimento das cenas, fazendo com que o espectador sinta como se estivesse vivendo aquilo.

Os filmes da Marvel também possuem ótimas trilhas sonoras, sendo a maioria do gênero rock, o que combina muito com os personagens, como o célebre Homem de Ferro.

A verdade é que os filmes, sem suas consagradas trilhas, jamais seriam tão bons (ou tão ruins). Os filmes de terror, por exemplo, se fossem secos, sem música, jamais causariam tanto medo ou suspense como causam. Ou um filme romântico sem uma dança ou uma música que embale os sonhos, encontros e desencontros do casal, não faz tanto sentido.

O que dá o medo e desperta a emoção no público é a música. E isso começa a fazer parte da vida das pessoas de tal forma que as músicas que elas ouvem nas histórias se tornam as músicas dos seus próprios encontros e desencontros.

Conta pra mim uma trilha sonora que faz parte da sua vida!

Até mais!

Aline Gomes