Eu me apaixonei por um personagem… E agora?

Quando assistimos a Pixels, entre as coisas mais legais, improváveis e engraçadas está um causo que muitos vivem, mas simplesmente deixam guardados no baú mais profundo da alma: a paixão. Não estamos falando aqui de qualquer tipo de paixão. Estamos falando de uma paixão por pessoas que nunca existiram e nem existirão.

O ex-garoto prodígio Ludlow Lamonsoff, interpretado por Josh Gad, é um cara bem excêntrico. Ele revela algo que é natural a nós humanos. Ele nunca superou sua paixão adolescente por Lady Lisa, protagonista do Dojo Quest, seu game favorito naquela época. Você deve estar pensando que eu pirei. Posso até ter pirado mesmo porque eu já me apaixonei por alguns personagens de filmes e livros, mas claro… já superei isso. Obrigada.

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Acreditamos o tempo todo, quando lemos um livro, vemos uma série ou filme ou jogamos um jogo, que determinado personagem é perfeito. “É o cara que eu pedi a Deus”. A vida tem disso. Nos encantamos porque ele ou ela se encaixa perfeitamente no tipo de pessoa que sonhamos em ter. “Eu sempre amo os livros, me apaixono pelas histórias, e é difícil parar de ler. Na verdade, não me apaixono pelo protagonista, mas sim pela idealização de uma pessoa na vida real como tal pessoa do livro. Mas é mais uma esperança. Que pode não acontecer”, conta Caroline Senceita.

Há uns anos, eu conheci Luís de Franchi, criado na mente de Alexandre Dumas em “Os irmãos corsos”, mas que ganhou o meu coração por algum tempo. Ele era um corso diferente do tradicional, digamos assim. Apaixonado, faz de tudo pela amada sem que ele seja recompensado com qualquer outra coisa a não ser… não vou te dar spoiler. Leia o livro.

A mesma situação se repete, por exemplo, com Daniele Silvestre: “Me apaixono sempre por uns caras tops de filme. Inclusive, da serie Arrow e Beauty and The beast. Amo os dois protagonistas.” Ela fala de sua sua paixão pelos personagens de Oliver Queen (Stephen Amell) e Vincent Keller (Jay Ryan). “Por mim eu viveria o ‘Arrow’. Seria amiga do grupo”, Daniele comenta.

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Não sei você, mas vez ou outra você encontra alguém, seja na vida real ou nas páginas de um livro, naquele filme de tarde de domingo, que se encaixa perfeitamente naquilo que você é e precisa. Só não fique tão preso à ficção que acabe esquecendo de viver. Pode não ser o cara ou a garota mais linda, sem defeitos (só em livro mesmo para não ter defeitos), mas é alguém que te fará ter a mesma sensação que o tal personagem do livro, filme, game ou seriado. Vai que você encontra A pessoa que é O personagem… Ludlow Lamonsoff. Conte a sua história.

Aline Gomes
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Extra! Extra! Tem um cara de capuz verde defendendo minha cidade!

Se você ficasse preso em uma ilha – cujo nome seja Purgatório – e tivesse de enfrentar muitos perigos até, finalmente, sair dela, o que você faria? Sem poderes especiais, o bilionário Oliver Queen volta à sua cidade para, digamos, resolver uns probleminhas. Contando com um treinamento pesado na ilha, o jovem se torna um justiceiro. O Qual é a das Quintas? traz para você neste post um pouquinho do que a série Arrow tem oferecido e como tem cativado o público.

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Com estreia em 10 de outubro de 2012, o seriado de TV Arrow, da Warner (em parceria com a DC Comics), tem alcançado muitos fãs ao redor do mundo. A história de um jovem riquinho que aprontava todas antes de sofrer um acidente (nem tão acidental assim) de barco e ficar preso em uma ilha por longos cinco anos pode parecer clichê, mas tem grandes surpresas. Quando Oliver Queen ressurge dos mortos, ou seja, é resgatado da ilha, muitas coisas mudaram, inclusive ele. Sua cidade, Starling City, porém, ainda sofre nas mãos de gente poderosa. Os nomes dessas pessoas, entretanto, faz parte de uma lista que Oliver recebeu do pai, antes que ele morresse bem na sua frente. Um caderninho com uma lista de nomes, um capuz verde e um conjunto de arco e flechas são suficientes para que o jovem Queen se aventure pela cidade tentando fazer justiça.

O herói, tido pela polícia como um assassino que está causando sérios problemas, também chamado de O Capuz, tem como uma de suas maiores características o seu lado humano. Ele não possui nenhum superpoder, apenas treinou seu corpo e sua mente enquanto estava na ilha. Além de ser o justiceiro da cidade, ele tem uma família desequilibrada por causa da morte do pai e ausência do próprio Oliver. Sua identidade secreta precisa continuar sendo secreta para proteger àqueles a quem ele ama, isso inclui sua família (sua mãe Moira e sua irmã Thea), seu melhor amigo, Tommy Merlyn, e sua ex-namorada, Laurel Lance. O senhor Queen tem à frente o desafio de resolver os problemas da cidade inteira e seus próprios problemas.

Porém, o jovem arqueiro não está sozinho nessa história. Seu segurança pessoal, John Diggle, que esteve em campo de guerra durante anos, é seu braço direito nessa empreitada. Duas cabeças pensam melhor que uma. E se tiver uma terceira cabeça pensando, fica ainda melhor. Felicity Smoak é uma profissional de TI nas Indústrias Queen e, dada sua demonstração de capacidades e sua preocupação com o padrasto de Oliver, se junta à equipe. Juntos, eles sabem o que fazer, onde e quando. Nem sempre dá certo, é claro, o que mostra outra vez a questão humana da série.

Toda vez que está frente a frente com um dos nomes da lista, usa sua famosa frase: “Você falhou com essa cidade”, com uma flecha apontada em direção ao sujeito. Sem deixar muitos rastros, coloca o detetive Lance em grande expectativa para capturar o Capuz. Entretanto, muitas vezes, o próprio herói encapuzado ajuda e é ajudado a solucionar os problemas da cidade.

A trama envolve os personagens de forma tão ajustada que torna tudo mais emocionante. Cada episódio tem uma surpresa que deixa os espectadores de queixo caído. Os flashbacks que o personagem principal tem dos cinco anos passados na ilha, entrelaçados ao presente, fazem um casamento perfeito entre quem Oliver era e quem ele se tornou. Em janeiro deste ano, foi confirmada a quarta temporada da série. Tudo isso depois de ter ficado preso numa ilha. Se você não acompanha o seriado, penso que você não deveria perder mais tempo.

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