Épico e aquático – Nossos dias de folga – Parte 1

Muitas emoções mexeram com a vida da sereia druida, Helga Iris, e os Desafiantes de Yuvalin. Agora, eles podem fazer uma pausa e seguir alguns objetivos individuais. Confira mais um capítulo do diário da Helga.


Depois de toda essa loucura que foi o julgamento, merecíamos uns dias de folga. Ezequias nos recompensou pelo trabalho e todo o esforço empregado e eu aproveitei para resolver algumas pendências.

Agora que o grupo me escolheu como líder, precisava encontrar um jeito de aprender mais sobre o assunto ou descobrir mais sobre mim mesma e como isso me ajudaria a ser uma líder melhor. Então, eu decidi procurar pelo Rei Joss. Mas não o encontrei no rio próximo a Yuvalin.

Decidi, então, retornar ao Rio Villent, onde fui encontrada quando bebê. Mas, antes de partir, precisava resolver algumas questões. Para começar, precisava encontrar Goro, não sei bem o porquê, mas precisava agradecer pelo empenho dele em nos ajudar.

Ao entrar na Kanpeki, ele parou tudo para falar comigo, com seu lindo sorriso. Agradeci por tudo o que ele fez por mim e pelo grupo e ele, educadamente, disse que não poderia recusar uma missão tão honrada. Aproveitei para avisar que passaria uns dias fora da cidade e ele, simplesmente, me convidou para tomar um saquê à noite. Veja só! Acho que eu corei só com essa ideia.

Segundo ele, não era um encontro, mas para mim era, querendo ele ou não. Combinamos de nos encontrar na Pombo de Ouro e eu, ainda, prometi trazer um presente para ele.

Goro Okazaki

Saí meio tonta da Kanpeki com a possibilidade de me encontrar com o Goro fora das missões. Tão atordoada que esbarrei, sem ver, no Toshinori e no Edward. Eles olharam para mim já felizes, porque tinham uma missão para mim: eles queriam que eu os conduzisse até Rhond, em uma carroça. Aparentemente, eu era a única que sabia conduzir uma carroça. Mas, ok.

Aceitei, já que eu estava indo naquela direção mesmo. Partiríamos no dia seguinte. Viajar junto com Edward seria uma oportunidade de perguntar sobre meu pai: um cavaleiro. Vai que ele o conheceu?!

Depois desse encontrão, segui para a Pombo de Ouro, porque a curiosidade falou mais alto. Naquela manhã, eu passei pelo estábulo próximo e vi um corcel negro muito familiar. Deduzi que aquele fosse Filipe e, se ele estava ali, Zora também poderia estar. E o local mais indicado para ela estar seria a Pombo de Ouro, com certeza.

Dito e feito! A chef Rizzelena me recebeu e logo chamou por Zora, nova estagiária da Pombo de Ouro. A moreau raposa não havia mudado muito, continuava séria. Conversamos um pouco sobre os últimos acontecimentos de Yuvalin e meu papel na história, também sobre a chegada dela à cidade.

Zora West

Como ela precisava voltar ao trabalho, pedi um hidromel apenas para me preparar para meu encontro com Goro, até ele chegar. Ele estava lindo, não consigo explicar. Conversamos sobre nossa vida, nossos planos. Não preciso dizer a quantidade de vezes que, tanto eu como ele ficamos mais vermelhos que a tempestade rubra.

Ele, muito solícito e honrado, me levou até onde costumo dormir, fora da cidade. Ele se despediu com muita educação e retornou. E eu fui dormir, sonhando.

No dia seguinte, partimos para o leste e eu aproveitei para perguntar ao Ed se ele conheceu algum cavaleiro que teria ido para os lados de Villent na época que eu teria nascido. Ele não tinha muitas informações para passar além do que eu já sabia. Então, esperava descobrir algo próximo ao rio e repassar a ele, para caso tivesse novas informações.

A viagem foi tranquila, exceto por um momento que eu devo ter me distraído e ela quase perdeu o controle e quebrou. Mas Allihanna me ajudou e continuamos na estrada. Deixei-os em Rhond e segui para o Rio Villent.


Continue aqui no Blog para saber o que acontece nos próximos capítulos desta jornada.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Sigam as aranhas!

Tem mais aranha no Blog Qual é a das quintas? essa semana! Além de uma resenha sobre o novo filme (Viagem animada através do AranhaVerso), você confere agora mais uma parte do diário da Helga Iris, sereia, druida e membro dos Desafiantes de Yuvalin.


Stefan sabe ser insuportável. Cada hora, esse cara faz uma gracinha diferente. Dessa vez, foi no relatório para a Guilda sobre a Taverna Fim do Mundo. Uma das coisas que notamos na taverna é que ela nunca servia comida e ele disse que comemos uma comida muito boa.

Primeiro erro, porque, se a Guilda sabe o que acontece lá, não acreditaria que comemos alguma coisa. Precisei intervir no relatório e pedir para que ele tirasse essa parte. Toshinori apoiou.

Além disso, Stefan tem a grande audácia de se considerar o melhor investigador do mundo e colocou isso no relatório (não exatamente com essas palavras, mas sim). Ainda disse que eu chamo muito a atenção por aí.

Apresentamos o relatório ao Galyx. Ele aceitou e se colocou como um possível parceiro, caso precisássemos. Foi aí que eu precisei reconhecer que Stefan até que é um bom negociante: ele já pediu logo um adiantamento de uma garantia, conseguindo uma caixa com duas bombas, vinte tibares e uma balinha (meio suspeita).

Saímos de lá para voltar à Guilda e entregar o relatório. Quando chegamos, Toshinori estava tentando recrutar novos aventureiros para a equipe e Stefan e eu entramos na sala da oficial Helena. Ela estava de saída, mas recebeu o relatório, pôs sobre uma pilha de papel e nos dirigiu à palavra para apresentar um crocodilo.

Bom, ele não é um crocodilo, mas meu coração disparou, confesso. Acabamos de perder Noah, que era um trog. De repente, aparece um moreau meio crocodilo na minha frente. Ela disse que ele simplesmente apareceu ali, com ordens superiores para se juntar aos Desafiantes de Yuvalin.

Estranho? Sim. Mas começamos a conversar com Kroll e o recebemos na equipe. Nem preciso dizer o quanto eu fiquei feliz em ter alguém da raça dele no grupo. Eu sou meio peixe, então, ter um meio crocodilo, é ótimo.

Ele costumava caçar e dormir na floresta. Bônus para ele! Encontramos Toshinori e Joseph no salão principal e apresentamos Kroll. Eles também pareceram tomar um susto, mas deram boas-vindas ao novato. Toshinori me olhou com curiosidade pelo meu entusiasmo com Kroll ter chegado na equipe. Acho que eu exagerei mesmo ao me disponibilizar para apresentar o lugar onde costumo dormir.

Aproveitamos para escolher a missão que cumpriríamos no dia seguinte e decidimos comemorar a chegada do novato na Taverna Foice e Martelo. Enquanto nos acomodávamos, Stefan e eu ouvimos uma conversa sobre o presidente da Guilda, o pai do Peter, Rodford Vahrim, ter sido o responsável por colocar o Mestre Himmerzan como chefe da Forja, além dos já conhecidos rumores de que Himmerzan fosse purista.

Toshinori se empolgou um pouco e resolveu começar um campeonato de quem virava mais cervejas. Vexatório. Stefan e eu acompanhamos de longe, Joseph desapareceu, mas Toshinori e Kroll ficaram bem loucos, nem consegui apresentar nada a Kroll fora da cidade.

Felizmente, todos os membros da equipe se encontraram no horário de sempre na Guilda para seguir para a missão. Fomos bem longe, aliás. Chegamos a uma portinha no meio do nada e conhecemos o boticário Rafu, na Poções Promissoras. Ele é bem animado e fala cantando e batendo em seu tamborete preso à cintura.

Nós informamos o motivo de estarmos ali e ele, rapidamente, fechou a loja e nos levou até a floresta, onde encontraríamos aranhas gigantes. Sim, aranhas gigantes são a fonte para extrair o que era necessário para produzir suas poções.

Antes de as aranhas aparecerem

E encontramos as aranhas quando Toshinori ficou preso em uma teia gigante. Kroll já partiu pra cima, pra tirar Toshinori de lá. Eu, pra variar, tive que curar a galera que estava tomando muito dano com o ácido cuspido pela aranha. Eu, inclusive. E, então, Toshinori conseguiu matar a primeira aranha.

Eu tentei deter a outra e consegui fazer ela perder os movimentos por um tempo com magia. Acabei me prendendo a uma teia. Joseph inspirou as armas do pessoal e, depois de eu precisar curá-lo, óbvio, num disparo certeiro, Stefan fez a parte dele, com cara de insuportável, mas fez. Rafu ficou radiante quando conseguiu extrair o que precisava das aranhas gigantes. Kroll me ajudou a sair da teia e retornamos para a cidade.

Levamos o relatório da missão para a Guilda e a oficial Helena nos esperava. Com a cara mais indecifrável ela falou que leu nosso relatório sobre a Taverna Fim do Mundo e que precisava das nossas insígnias. Eu entrei em choque. Mas tirei a insígnia e entreguei.

Qual não foi minha surpresa quando ela nos entregou novas insígnias, de coríndon.

Agora, sim, somos aventureiros reconhecidos e podemos fazer missões mais interessantes. Uma pena Noah não estar conosco, ele ficaria imensamente feliz.

Antes que saíssemos da Guilda, um jovem hynne veio correndo e, esbaforido, nos entregou um bilhete. Não deu nem tempo de agradecer, ele já havia saído correndo da mesma forma que entrou. Eu li para todos: “Desafiantes de Yuvalin, vocês foram notados. Compareçam à loja Minérios Maravilhosos no Distrito da Bigorna. E.H.”

Não sei quem é esse E.H., mas Kroll teve uma leve reação de espanto ao ouvir a sigla. Suspeito, mas fazer o quê? Vamos descobrir o que isso significa. Parei para escrever meu diário enquanto ainda decidimos o que fazer com esse bilhete.


Aguarde o próximo episódio do diário da Helga para descobrir como a equipe vai lidar com as novidades.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Consolamos um galanteador

Em sequência à missão de entregar a encomendo do “Senhor P.” para a sra. Ártemis, muita coisa pode acontecer, inclusive, servir de terapeuta. Confira a segunda parte dessa aventura. Perguntamos…

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 1

Depois de uma breve pausa, Helga Iris volta a escrever em seu diário de aventureira da Guilda dos Mineradores de Yuvalin, em Arton. Não sabe do que eu estou falando? Leia os links a seguir:

Vamos à primeira parte do resumo da aventura mais recente.


Foi um dia memorável – apesar de eu ter um branco de uma parte dele.

Como a equipe combinou de começar a missão apenas às 17h na Mineradora Heldret, eu aproveitei para relaxar. Comi o que a natureza me concedeu, deitei na grama e olhei para o céu, meditei e organizei minha mente para a missão.

Imaginei (e foi certeiro) que precisaria usar bastante magia essa noite.

O mais estranho (por que não dizer bizarro?) foi eu ter aproveitado para nadar bastante e ser eu mesma por tantas horas e, sabe-se lá como, eu tive um princípio de afogamento. Você já viu uma sereia se afogar? Pois bem, Dia de Nimb, o deus do Caos.

Passado o susto, voltei a me preparar para a missão e, no horário combinado, encontrei a equipe e fomos até as minas.

Fomos recebidos pelo contramestre Haldor que nos levou para um passeio pelos trilhos acima da cidade. Não sei se eu externei minha euforia com isso, mas me sentia uma criança. A paisagem era incrível e o vento gelado no rosto me fez esquecer qualquer problema naquele dia.

Até entrar na mina.

Entramos e, antes que eu pudesse examinar a situação, Toshinori, o paladino, pisou em uma pedra solta que ativou quatro constructos enormes. Estátuas controladas por magia, que, soubemos depois, estavam protegendo algo precioso.

Da batalha mesmo eu me lembro de já começar consagrando o lugar porque vi que a coisa ia ficar feia. E, então, muita coisa deu errado.

Basicamente, todos se feriram gravemente por uma das estátuas – EU INCLUSIVE. Antes de eu apagar, me lembro de ter curado Stefan, o inventor, e, logo em seguida, ele ser ferido gravemente outra vez.

Joseph, o bardo, tentou fascinar as estátuas e até conseguiu, mas não por muito tempo. Foi quando ela veio para cima de mim e eu apaguei por um tempo.

CONTINUA


No próximo post, você lerá a parte 2. Não perca!