Especial Mês da Criança – “Palma! Palma! Palma! Não priemos cânico!”

Um marco da infância das nossas eternas crianças é, sem dúvida, os seriados mexicanos do escritor, publicitário, desenhista, compositor, ator, diretor e produtor Roberto Gómez Bolaños. Conhecido como Chespirito, uma tradução do inglês para o espanhol de Shakespeare, Bolaños encantou e encanta até hoje com seus filmes, seriados, peças. Muitas pessoas que assistiram, por exemplo, Chaves, quando crianças, quando vêem passando na tevê, ainda param para dar boas gargalhadas das suas trapalhadas.

“Mais rápido que uma tartaruga, mais forte que um rato, mais nobre que uma sardinha, seu símbolo é um coração! Ele é… O Chapolin Colorado!” Um super-herói bem diferente dos conhecidos até então, Chapolin (ou Vermelhinho, Polegar Vermelho) enfrenta o medo e o tremor nas pernas diante de cada situação perigosa. Além de medroso, é magro, fraco, baixinho, cômico e só se mete em confusão. Com suas anteninhas de vinil é capaz de detectar a presença do inimigo. E se você se sentir em perigo, basta falar “Ó… e agora? Quem poderá me defender?” e imediatamente o herói surge nos lugares menos prováveis confirmando: “Eu! O Chapolin Colorado!” Sua Corneta Paralisadora, sua Marreta Biônica e as Pílulas Encolhedoras são as armas do super. Por mais encrencado e medroso que ele seja, a verdade sempre vem à tona e os vilões são desmascarados e combatidos.

A turma do Chaves caiu nas graças dos mexicanos em 1971 e, desde então, conquistou telespectadores de 20 países. Até hoje o programa é um sucesso! O ambiente familiar em que se desenvolvem os episódios, situações cotidianas representadas de forma cômica, são características fundamentais que garantiram esse sucesso. A pacata Vila tem moradores com personalidades bem marcantes e algumas falas que se repetem episódio após episódio: “Foi sem querer querendo”, “Vamos, Tesouro! Não se misture com essa gentalha!”, “Você não vai com a minha cara?”, “Só não te dou outra porque…”, “Papaizinho lindo, meu amor!”, “Ta! Ta! Ta! Ta! Ta!”, “Tinha que ser o Chaves de novo” e muitas outras. Entre os diálogos também memoráveis, não podemos deixar passar o romântico diálogo diário entre Dona Florinda e o Professor Girafales:

“- Professor Girafales.
– Dona Florinda.
– Que milagre o senhor por aqui.
– Vim lhe trazer este humilde presente.
– Gostaria de entrar e tomar uma xícara de café?
– Se não for muito incômodo…
– Por favor, queira entrar.
– Depois da Senhora!”

Além desses grandes personagens de Chespirito, ainda há o célebre Dr. Chapatín: um velho médico que odeia ser chamado de velho, mas mais parece mesmo uma criança, brincalhão e hiperativo e tudo lhe “dá coisas”. Há muitos outros projetos do grande (pequeno) Bolaños, entre peças, filmes e outros personagens dentro dos seriados mexicanos. Sem dúvida, depois de todos esses anos, seus personagens são marcos da infância e da vida dos fãs ao redor do mundo. Milhares de homenagens são feitas o tempo inteiro, e essa aqui foi apenas mais uma para trazer à memória das eternas crianças ótimas lembranças do “pequeno Shakespeare” (Chespirito) e todos os seus amigos.