Reflexões sobre a vida, o universo e tudo mais

Se disserem que os ratos vão dominar o mundo, hoje, eu acredito.

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Já vi brinquedos, carros, aviões, insetos e até sentimentos terem sentimentos.

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Monstros e seres mitológicos ganharem vida e viajei em naves espaciais inúmeras vezes.

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Mas será que seremos capazes de inovar?

Somos seres criativos. Olhando para alguns dos grandes nomes da literatura e do cinema, fico pensando se não estamos produzindo mais do mesmo. Parece que tudo o que tinha que ser imaginado já foi. Será?

Quem serão os próximos J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis, Douglas Adams, Monteiro Lobato, Walt Disney e tantos outros que fazem nossa mente pirar?

Quero acreditar que a criatividade não morreu. Aliás, nos momentos de dor é que alguns dos maiores clássicos foram escritos. Nem o céu é limite. Ao infinito e além!

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Aline Gomes

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Uma leitura sobre Dirk Gently, o detetive

Os livros de Douglas Adams são bem interessantes. Ele tem um jeito narrativo bem específico que faz você ler e reler até ter a certeza de que leu aquilo mesmo. O Qual é a das quintas? fez um post sobre a Trilogia de Cinco do Mochileiro das Galáxias, “Meu outro carro também é um Porshe” e outras improbabilidades infinitas, em que essa ideia também é comentada. Mas neste post vamos falar sobre outro livro igualmente peculiar de Adams: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently.

A ideia do livro surgiu enquanto Douglas Adams roteirizava episódios para Doctor Who. Sim, se você não sabia disso, acabamos de informar que alguns episódios de uma das maiores séries já feitas foram escritos pelo próprio Adams. Ele escrevia para a série quando algumas características de Dirk Gently afloraram e ele resolveu escrever o livro.

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No começo da leitura, eu me perguntei várias vezes: “por que ele falando disso?”. Creio que improbabilidades infinitas fizeram parte da vida do autor inúmeras vezes e isso se refletiu em seus livros. Só depois de algum tempo lendo é que você faz aquele facepalm e diz “ah… era isso”, como na maior parte dos livros dele.

A seriedade como é narrada a história é uma espécie de cama para toda a ironia que Douglas Adams coloca no livro. Desde os mais ordinários costumes ingleses até a possibilidade de existência de vida fora da Terra, de máquinas do tempo e de fantasmas. Há momentos na narrativa, porém, que você, mais uma vez, se pergunta: “ele disse isso mesmo?” e daí você relê duas ou três páginas e responde: “é, ele disse isso”.

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Gently é um sujeito bem egocêntrico, com um jeito próprio para solucionar casos misteriosos e extorquir uma bela grana de senhoras indefesas após a perda de seus gatinhos. Um caso, entretanto, chamou muito a sua atenção: a morte de um empresário, Gordon Way, e o estranho comportamento do namorado da irmã do morto. Após descobrir detalhes da história de Richard MacDuff, por meios próprios de investigação, ele parte para solucionar um caso de algo extremamente misterioso e complexo.

Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently é uma comédia inteligente, cheia de aventura, humor, suspense e ironia. O livro ganhou um seriado de 4 episódios na BBC, entre 2010 e 2012, com o ator Stephen Mangan. A genialidade de Douglas Adams está impressa nesse livro também e vale muito a leitura. A obra é de fácil acesso, a linguagem é fácil, mas é necessária uma dose de “entender as referências” e entender das ironias marcantes de Adams.

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Aline Gomes

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Especial: Maio nérdico

Maio é um mês bem nérdico. Não que os outros meses não sejam, mas há muitos motivos para considerá-lo, no mínimo, interessante. O Qual é a das quintas? mostra para você as datas comemorativas do mês da Toalha, da internet, do Star Wars

4 de maio é o Star Wars Day. O célebre trocadilho em inglês “May the fourth be with you” marca a data quando os fãs da saga do mundo inteiro tecem suas homenagens aos filmes e aos livros, carregados de nostalgia e sentimentos. Além disso, os filmes das duas primeiras trilogias de Guerra nas Estrelas chegaram às telonas estadunidenses em maio. Os demais longas da sequência principal estrearam em dezembro.

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E o que seria de nós sem a internet? O dia da internet também é em maio e, para geeks de todo o planeta, a internet é uma das maiores invenções. Não há nem o que questionar, afinal, ela possibilita essa grande troca de informações e descobertas fantásticas. E é por isso que eu estou aqui.

Além de tudo isso, o Dia da Toalha é o dia que os nerds escolheram para celebrar sua nerdice. Graças a Douglas Adams (que morreu em maio de 2001), autor da série O Mochileiro das Galáxias, o mundo pôde conhecer todas as utilidades de uma toalha. Um mochileiro que se preze não pode sair por aí sem ela.

Você pode usar a toalha como agasalho quando atravessar as frias luas de Beta de Jagla;
Pode deitar-se sobre ela nas reluzentes praias de areia marmórea de Santragino V, respirando os inebriantes vapores marítimos;
Você pode dormir debaixo dela sob as estrelas que brilham avermelhadas no mundo desértico de Kakrafoon;
Pode usá-la como vela para descer numa minijangada as águas lentas e pesadas do rio Moth;
Pode umedecê-la e utilizá-la para lutar em um combate corpo a corpo;
Enrolá-la em torno da cabeça para proteger-se de emanações tóxicas ou para evitar o olhar da Terrível Besta Voraz de Traal (animal estonteantemente burro, que acha que, se você não pode vê-lo, ele também não pode ver você – estúpido feito uma anta, mas muito, muito voraz);
Você pode agitar a toalha em situações de emergência para pedir socorro;
E naturalmente pode usá-la para enxugar-se com ela se ainda estiver razoavelmente limpa.

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O mês já começa com o Dia do Trabalho. Quando se faz o que gosta, não existe trabalho. Filosofando, o trabalho acaba sendo um hobby (aquele que fazemos no momento que não estamos trabalhando, para distrair). No nosso caso, quem tem a chance de passar o seu tempo valioso lendo, escrevendo, desenvolvendo, desenhando, atuando, fazendo o que realmente gosta, é um privilegiado. Até porque, em maio também temos outras datas comemorativas que são, digamos assim, a nossa cara: Dia da Literatura Brasileira, Dia Nacional das Comunicações, Dia da Liberdade de Imprensa, Dia da Matemática, Dia do Artista Plástico, Dia do Pintor, Dia do Físico e muitas outras.

Você ainda tem dúvidas de que maio é um mês bem legal?

Aline Gomes

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Os contadores de histórias – Como começar uma grande história

Contar histórias é uma arte impressionante. Não é para qualquer um, mas alguns escrevem com uma inspiração… O Qual é a das quintas? traz algumas histórias de gente que conta histórias como ninguém.

Para contar uma boa história, é necessário ter alguns requisitos. Primeiro, ter personagens, cenário, um tempo. Porém, não é só disso que uma história sobrevive. Mas de onde vêm as inspirações para escrever?

Há quem escreva a partir de histórias que contavam para seus filhos, como é o caso de Rick Riordan, J.K. Rolling e muitos outros. São histórias que os pais contam para os filhos que são tão boas que seria maldade privar o mundo todo delas.

J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis tiveram outro tipo de inspiração. Tolkien, alguns dizem que sua inspiração inicial foi um poema cristão, a partir do qual ele destrinchou as histórias dos reis na Saga do Anel. Já Lewis, passou por uma mudança em sua vida que o influenciou, quase que cem por cento, suas histórias. Com muitos contos de fada, C.S. Lewis escreveu seus livros baseados na mitologia judaico-cristã. Não só isso, mas ele também escreveu diversos livros baseados em sua experiência com Cristo.

Um autor que deixa grandes incógnitas em nossa cabeça é Douglas Adams. Seu trabalho áureo, o Mochileiro das Galáxias (a Trilogia de Cinco, já tratada aqui no blog em “Meu outro carro também é um Porsche” e outras improbabilidades infinitas), ativa a imaginação do leitor e o leva a conhecer outros mundos. É o tipo de leitura que você volta ao início do parágrafo três ou quatro vezes para ter certeza que leu aquilo.

Star Wars teve origem em um livro, você sabia? George Lucas conta que o primeiro livro foi escrito a partir do roteiro dele do filme, por Alan Dean Foster, ghost-writer. Para Lucas, escrever as histórias da saga é retornar ao princípio. A saga no cinema superou as expectativas, de modo que ele se sentiu ainda mais empolgado para escrever.

Esses são apenas alguns exemplos de autores que fizeram e fazem diferença. As inspirações podem vir de qualquer lugar. Gostar de escrever é apenas o começo. O próximo grande autor de livros pode ser você. Que tal começar uma história ou voltar a escrever aquela que você deixou guardada, empoeirada em um caderno qualquer? O Qual é a das quintas? te dá, agora, algumas dicas de como começar uma boa história.

: Tenha uma ideia. A ideia é a inspiração. As vezes essa ideia vem de um livro que você leu, do vento batendo na janela, do cachorro latindo. A ideia pode vir de qualquer lugar.

: Pense os personagens. Um personagem principal e um vilão são essenciais para a história. Ainda que o vilão não seja aquele cara totalmente mau, que só faça o protagonista sofrer, como a madrasta da Cinderela, existe sempre alguém que não curte muito o que o personagem principal faz.

: Imagine uma linha que essa história pode seguir. Se a sua ideia é o início ou o final da história, você pode, a partir daí, pensar todo o resto. Assim, você cria um tema e imagina como a história começa e como ela acaba. Claro que conforme você for escrevendo, muitas ideias vão surgir e aquilo que você pensou no começo pode se modificar.

Feito isso, deixe sua imaginação fluir. Leia outros livros, tire novas inspirações, converse. As ideias vêm de lugares que você nem imagina. Escreva, conte. Não deixe que algo brilhante fique apenas na sua cabeça e prive todo o mundo de conhecer sua história.

“Meu outro carro também é um Porsche” e outras improbabilidades infinitas

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“Até mais, e obrigado pelos peixes”. Foi o que os golfinhos disseram antes de irem embora da Terra, já que eles sabiam que ela seria demolida para a passagem de uma via hiperespacial no lugar. Se você não está entendendo nada, não fique deprimido, basta ler O Guia do Mochileiro das Galáxias para, digamos, entender não muita coisa mais sobre o assunto.

A famosa trilogia de cinco, de Douglas Adams, é um clássico literário. Adams sabe conduzir uma história como ninguém. A surpresa é marca registrada nos livros. A cada momento o leitor se depara com uma situação mais improvável que a outra, a ponto de fazê-lo reler o parágrafo para se certificar de que não leu errado. Aliás, improbabilidade é uma palavra chave. Guarde isso.

Arthur Dent, um inglês com sua vida pacata, tem um amigo, Ford Prefect, nada comum, diga-se de passagem, que veio de um planeta distante chamado Betelgeuse. Arthur, por uma triste ironia, tem sua casa demolida para a passagem de uma estrada. Mal sabia ele que esse era o menor de seus problemas. “‘Hoje deve ser quinta-feira’, pensou Arthur, debruçando-se sobre o chope. ‘Nunca consegui entender qual é a das quintas-feiras.'” Tudo começa aí. Na verdade, começa bem antes, mas isso não vem ao caso. No desenvolvimento da história, você também conhece Tricia – ou Trillian – McMillan, outra terráquea que Arthur conheceu em uma festa, mas que foi embora com um cara chamado Zaphod Beeblebrox, que dizia ser de outro planeta. E o que dizer do Marvin? Bom, ele é um robô que possui inteligência infinita, mas é colocado para desempenhar funções tão pouco interessantes que ele se sente muito deprimido. “Vida? Não me fale de vida.”

Apesar de não concordar com alguns comentários que Douglas Adams faz, é impossível manter a mesma visão sobre a vida, o universo e tudo mais depois da leitura.

Se você já viu o filme, tem uma breve noção do que se trata a brilhante série O Mochileiro das Galáxias. Mas se você realmente quer chorar de rir, leia os livros. Já falei que tudo é possivelmente improvável? Então, pegue sua toalha e aventure-se pelo espaço com o seu Guia também. E, muito importante, NÃO ENTRE EM PÂNICO!