Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu estou falando leia os posts anteriores sobre o assunto: Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG e Épico e aquático – O primeiro dia da Helga).

Para você se ambientar melhor, veja o mapa da cidade de Yuvalin, que é onde estamos.


Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Parece insano pensar que esse bando de doidos, totalmente estranhos uns aos outros, tenha se tornado uma equipe eficaz nas missões.

Pois nos tornamos. Ainda temos nossas diferenças, como uma total desconfiança do Stephan depois de ele ter atirado no Joseph e me obrigado a usar o bordão para bater na mamãe glop. Mas eu propus dar um voto de confiança, justamente para ver se a primeira impressão seria só uma impressão mesmo.

E deu certo.

Joseph e Toshinori dão em cima de todas as mulheres que aparecem. É insano. Precisei interceder quando falamos com a Chef Rizzelena, enquanto tentávamos entender a missão que ela solicitou, porque os dois queriam conquistá-la. É de revirar os olhos.

Além de maluco, o Stephan até que manda bem em combate. Tomei um susto quando ele sacou um mosquete duplo pra usar contra aqueles bichinhos. Bom era nossa missão levar a cauda deles para a chef, mas não precisava de tamanha violência, ainda mais com armamento proibido.

Entreguei os animais a Allihanna e retirei a cauda com as minhas unhas. Fui até muito bem elogiada pela chef que nos recompensou muito bem.

Mas essa foi a terceira missão em 3 dias. Antes disso, fomos ajudar um jovem brilhante (e lindo – não acredito que estou escrevendo isso), Goro Okazaki, na forja de uma espada especial, parecia magia.

Não toquei na espada – Allihanna me livre de tocar em metal, mas auxiliei com todos os cálculos e orientações possíveis, todos os conhecimentos que adquiri tanto no meu antigo povoado, como no meio das sereias.

Goro também me elogiou pelos meus conhecimentos e inteligência (enrubesci).

Enquanto estávamos focados na forja, um grupo de arruaceiros tentou roubá-lo. Óbvio que não permitimos. Como uma equipe (olha só), continuamos fabricando a espada e, ainda, colocamos os arruaceiros para correr.

Estamos nos preparando para a próxima missão e, agora, me sinto plenamente revigorada (depois daquele desastre que foi a primeira missão).

Ainda não contei a ninguém sobre ser uma sereia. Estou me controlando para não usar encantamentos e convencer a todos a fazer o que quero. Mas consegui convencer o Noah, o trog caladão, a ir para a taverna conosco. Foi um momento que relaxei e usei os encantos com ele.

Por enquanto, estou conhecendo melhor os componentes da equipe, antes de mostrar quem sou de verdade. Poucas criaturas conseguem enxergar a sereia em mim, inclusive aquele cara chato que é o minotauro que está sempre me cantando. Eu o ignoro.

Estou ansiosa para o que teremos pela frente. Por enquanto, sucesso.


Continue acompanhando o blog para ver mais aventuras da Helga e dos Desafiantes de Yuvalin.

Até a próxima!

Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG

Aceitei o desafio de jogar, pela primeira vez, um jogo de RPG. Além de ser um desejo antigo, essa ideia também faz parte de um projeto pessoal nos meus estudos de storytelling (se você quiser saber mais sobre isso, sugiro assistir ao vídeo).

Esse post, então, inicia o meu relato dessas experiências, contando não só como está sendo pra mim, mas também sobre a história em si, que eu já estou gostando bastante.

Antes de qualquer coisa, estou jogando Tormenta20, um jogo de fantasia épica. Olha só essa introdução para entender um pouco:

Arton. Mundo de problemas, pensam uns. Mundo de desafios, dizem outros. Desafios que convidam a serem vencidos.
Os puristas avançam em sua cruzada de ódio. A sinistra nação de Aslothia ergue hordas de mortos-vivos. Os cruéis finntroll caçam escravos para seu império subterrâneo. A Tormenta instala-se no próprio Panteão, ameaçando devorar tudo e todos.
As forças militares do Reinado podem pouco contra tais ameaças. Para sobreviver, este mundo precisa de heróis. Aventureiros. Em cada pessoa existe a semente de um campeão épico. Reunidos em uma equipe imbatível, eles cruzam masmorras, reinos, até mundos, rumo à derrota do mal.

E, agora, eu vou contar para você um pouco sobre o pano de fundo da minha personagem, a Helga Iris.

Helga Iris
Imagem criada pelo nosso mestre Thiago Rangel

Helga Iris cresceu na comunidade isolada Villent onde aprendeu, desde criança, a esconder sua identidade sereia e, com sua mestra, Silena, a cuidar e aprender com a natureza, reverenciando a deusa Allihanna, e preparando elixires capazes de curar qualquer tipo de maldição ou doença.

A sereia não conheceu os pais ou outras sereias e tritões até um evento que mudou radicalmente sua visão de mundo e a tornou uma guerreira pronta para grandes aventuras.

Em busca de descobrir mais sobre sua origem, Helga fez uma viagem para a tribo mais próxima, que divisava com um grande rio.

A sereia fez uma excursão pela região e, ao se aproximar do rio, ouviu um grupo que falava sobre cuidar que os humanos não soubessem que eles eram sereias/tritões. Com o susto que tomou ao ouvir aquela informação, escorregou do seu esconderijo e foi vista pelo grupo.

Em uma longa conversa, ela se identificou como sereia e os demais explicaram a ela como ela pode ter se perdido da família, se apresentando como a própria família dela.

No entanto, um perigo surgiu – e era exatamente sobre o que eles discutiam quando ela chegou -: o pai dela, o antigo líder da tribo, tinha sido aprisionado em sono profundo pois havia desenvolvido uma poção que transformaria homens em animais, o que tornaria as sereias e os tritões senhores sobre a terra seca próxima a mares e rios, porém a prisão dele estava enfraquecendo.

Eles levaram Helga para conhecer a prisão e eles viram quando a sala começou a ceder e toda a água que ajudava a aprisioná-lo em magia do sono a vazar. Imediatamente soou um alarme e uma parte do grupo foi enviada para tirar os humanos da área e a outra, deter o pai de Helga e estabilizar a prisão. O medo era apenas de que os humanos os identificassem como sereias e tritões.

E foi para apoiar na retirada dos humanos da região que Helga recebeu sua arma, um bordão.

Depois desse episódio, Helga passou um tempo com seus irmãos até receber um chamado para uma nova aventura, em que pode mostrar para sua família sereia que pode ser uma guerreira honrada em terra seca.


E aí? Preparado para as aventuras?

Aguarde os próximos posts aqui do blog para saber mais sobre como essa história vai ficar.