Um último adeus? A Jornada de Bilbo Bolseiro chega ao fim em A Batalha dos Cinco Exércitos

A jornada dos anões chega ao fim nas telonas. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, terceiro filme da franquia O Hobbit, foi lançado no mês de dezembro em todo o mundo e é sucesso de bilheteria. Há quem diga tratar-se do filme mais aguardado do ano e até que é o melhor. Você concorda? O primeiro post do Qual é a das quintas? de 2015 traz nada mais, nada menos, que a experiência desse filme que, sem dúvida, arrancou muitos risos e lágrimas dos fãs.

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O filme já começa cheio de ação e emoção com o majestoso Smaug lançando sua fúria sobre a Cidade do Lago, ou seja, começa exatamente de onde parou o segundo filme (A Desolação de Smaug). Logo por essa primeira cena, o expectador se depara com a obrigatoriedade de ter visto os filmes anteriores, ou não irá entender nada do que se segue. A trilogia, baseada do livro de J.R.R. Tolkien, narra a aventura de um (ladra)hobbit pela Terra Média em uma busca dos anões pela reconquista de sua amada Erebor. Depois de enfrentarem muitos desafios e, finalmente, retomarem o reino sob a Montanha, mais desafios se colocam dentro e fora da fortaleza dos anões.

Todos têm motivos para a guerra. Elfos, homens, anões querem o que é seu por direito. Mas um inimigo em comum muda por completo a direção da batalha. Bilbo Bolseiro, um pacato hobbit de Bolsão, do Condado, está no meio disso tudo. Seu papel é de fundamental importância na conciliação entre anões, homens e elfos e, principalmente, de seu amigo, o rei sob a Montanha, Thorin Escudo de Carvalho, e sua obsessão por toda a sua riqueza. Além disso, ele agora tem a posse de um anel, que não é simplesmente um anel, mas O Um Anel, que a gente conhece bem da trilogia O Senhor dos Anéis.

Criaturas míticas de todo tipo são peças chave que movimentam toda a trama. Os cenários são de tirar o fôlego e cheios de surpresas. O que deixa a desejar um pouco é a trilha sonora, que no primeiro filme (Uma Jornada Inesperada), foi praticamente baseada em uma única música, além de ser usada apenas para, digamos, intervalos entre cenas, ou seja, diversas vezes, quando as falas da cena iam começar, a música acabava. Em A Batalha dos Cinco Exércitos, a trilha é mais rica e aponta para as cenas de maior tensão, como durante a batalha, e para os momentos de grande emoção, que não são muitos.

Peter Jackson, o diretor da trilogia O Hobbit e O Senhor dos Anéis, adapta o universo descrito por Tolkien de forma que é possível mergulhar na história e, algumas vezes, perceber sua fidelidade ao livro. Enxergar detalhes nos filmes é importante. Podemos ver ao longo da obra várias ligações entre os próprios filmes de O Hobbit e os filmes de O Senhor dos Anéis. Ah! E o 3D também é um assunto interessante. Se você puder assistir nesse formato, assista! Cenas de luta e ação são ótimas para assistir em 3D.

Bom, a história chegou ao fim. Depois de todas essas aventuras, expectativas criadas, lágrimas inevitáveis e bocas abertas (se você não viu, vai ter que descobrir o que estou falando, de preferência, vendo o filme), a Terra Média fica guardada nos nossos corações. As novas gerações encontram nos longas a vontade de experimentar a literatura de Tolkien em todo o seu esplendor. A verdade é que esse misto de fantasia e realidade não vai abandonar nossa imaginação. Podemos dar um último adeus agora, mas nunca se sabe o que pode vir por aí. Os fãs que o digam.

Um bom ano para ser nerd

Fim do ano chegando e há muita coisa acontecendo no universo nérdico. Muitos livros, trailers, filmes sendo lançados, e aqueles dos bons. O Qual é a das quintas? encerra suas postagens de 2014 com alguns desses destaques. E aí? 2014 foi ou não um bom ano para ser nerd?

No cinema, por exemplo, tivemos nada mais e nada menos que o até então considerado o melhor filme do ano por muitos (inclusive eu): Guardiões da Galáxia. Desde a trilha sonora fantástica até a incrível coesão da história e dos personagens, o filme encantou a todos os que assistiram. Também tivemos o novo filme dos Transformers totalmente repaginado, além de Tartarugas Ninja, Capitão América: O Soldado Invernal – que foi uma aposta muito boa, diga-se de passagem, da Marvel -, X-Men: Dias de um Futuro Esquecido, e muitos e muitos outros. E recentemente, acabou de sair do forno, o último filme da série O Hobbit, baseado no livro de J.R.R. Tolkien. (Possivelmente haverá um post dedicado exclusivamente ao filme em breve).

Os trailers e os anúncios de novos filmes estão matando todo mundo de curiosidade. Vingadores: A Era de Ultron, é um exemplo e tanto disso. Tudo bem que, depois de ver várias vezes o trailer, comecei a me interessar mais pelo filme, confesso que na primeira vez não pensei que fosse lá tão grande coisa. Reconheço agora que “Nada dura para sempre” (Viúva Negra). Outra espera que parece não ter fim é por Star Wars: O Despertar da Força. Cheio de novos personagens, o trailer nos faz pensar em diversas possibilidades do que pode acontecer agora. O trailer de Jurassic World deixou todo mundo de boca aberta, esperando ansiosamente pela estreia. Vamos fazer uma visita ao parque? Não podemos esquecer das especulações dos filmes Batman vs. Superman, Capitão América: Guerra Civil, Quarteto Fantástico e as polêmicas que envolvem o destino do Homem-Aranha.

Por falar em Star Wars e Jurassic Park, aconteceu no último sábado, 13 de dezembro, no Forte de Copacabana, RJ, mais uma edição do Projeto Aquarius. O Tributo a John Williams, pela Orquestra Sinfônica Brasileira, emocionou o público com os clássicos deste grande músico. O cinema tal qual o conhecemos jamais seria o mesmo sem a presença de suas trilhas. Bom, estou sempre aqui falando de trilhas sonoras e não poderia, de jeito nenhum, terminar o ano sem falar sobre isso.


Marcha Imperial – Star Wars – Projeto Aquarius 2014: Tributo a John Williams (A imagem não está lá essas coisas, mas é só para dar aquele gostinho rs’)

O que temos previsto para 2015? Uma lista gigante de filmes que não podemos perder. Outra quase infinita de livros para ler. Enquanto o Ano Novo não chega, temos o Natal ainda pela frente. O objetivo e significado não é e nunca será a compra e troca de presentes, mas a nossa tradição me permite dizer que há umas coisinhas bem legais para presentear nossos amigos e familiares esse ano. Muitos dos melhores filmes lançados esse ano já estão em DVD e Blu-ray. Os livros também, por favor, não deixe amontoar nas livrarias, dê livros de presente! As pessoas não querem mais ganhar meias, creio que um livro seja uma ótima opção.

Olhando para tudo o que passou em 2014 e o que nos aguarda, não só em 2015, mas nos próximos anos, chego à conclusão de que estamos vivendo um tempo muito bom para ser nerd. Tudo bem que tem aqueles que assistem um filme ou outro e já… né? Mas estamos aqui para acolher a todos! O Qual é a das quintas? também vem cheio de novidades ano que vem (assim espero), aguarde! Que venha 2015 cheio de coisas legais! Nós temos cookies!

Tim Maia – um filme da Jovem Guarda

O cinema brasileiro chegou ao Qual é a das quintas. Tim Maia, de Mauro Lima, conta um pouco da vida do cantor e compositor que marcou o cenário da música brasileira com seu ritmo e sua irreverência.

A história é contada por um amigo de Tião (Tim Maia), o Fábio, também músico. Desde a juventude, Tim demonstrava ser um músico de excelência. Porém, tinha um temperamento um tanto forte e não tinha papas na língua, o que não era lá uma ótima combinação. Ele queria a todo custo ser um cantor de sucesso, mas se metia em todo tipo de confusão por causa disso. Por isso, fora diversas vezes preso.

O desenrolar do filme traz um pouco da história nacional e da história da música. O jovem Tião da Tijuca queria fazer música negra e ficar famoso por isso. Por causa de seu temperamento, acabou afastando de sua vida muitas coisas, inclusive os amigos, a mulher, gravadora. Seu envolvimento com as drogas e a bebida só piorou a situação.

A videobiografia retrata a realidade da época e dos sonhos de um jovem que tinha tudo pra ser um sucesso. Traz à memória vários detalhes de quem viveu aquele momento. Não preciso dizer como é a trilha sonora, não é? As músicas da época, as músicas dele, do Roberto, e até Elvis.

Os filmes brasileiros estão ganhando espaço. E Tim Maia é um bom exemplo disso, pois é um filme bem feito. Se você se interessa pelo gênero e pela música da Jovem Guarda, é um bom filme para assistir.

Drácula: A história nunca contada

O universo vampiresco pode se sentir mais ameaçador. Muitos filmes e seriados têm sido feitos sobre os monstros mitológicos, como vampiros, lobisomens, o Frankenstein, zumbis, etc. As histórias originais passam por milhares de adaptações. Uma delas chegou aos cinemas recentemente: Drácula – A história nunca contada.

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O filme faz a associação da história do Príncipe Vlad com a história do Conde Drácula, a “história real” da lenda. Porém, se você espera que tenha qualquer relação com o livro, vai se decepcionar. O objetivo do filme não é contar a história do Drácula, de Bram Stoker, que atormenta uma pobre donzela e seus amigos, e tendo que enfrentar o Dr. Abraham Van Helsing. (Fiz um post há um tempo sobre o livro. Leia aqui)

Vlad III, ou Vlad Tepes, que significa “o Empalador”, príncipe da Valáquia (atual Romênia), destacou-se por combater os otomanos e por exterminar um quinto da população do país. Século XV, “Era o primogénito do princípe Vlad Dracul (que significava “dragão”, da Ordem do Dragão, mas também “demónio” em romeno), igualmente conhecido pela sua crueldade, e neto de Mircea, o Grande, soberano da Valáquia. Vlad herdou a ousadia e o caráter sanguinário do pai e foi por isso que começou a ser chamado Draculea, que significa “filho de Dracul” ou “filho do demónio”.” (Leia mais sobre na matéria da Superinteressante. Os dados sobre o príncipe são conflituosos.)

O filme em si é bom. Ele não é um Thriller como muitos pensam. Está mais para filme épico ou de aventura. Trata as guerras da Transilvânia com os turcos e o que um homem pode fazer pela sua família, até se tornar um monstro temível, tanto pelos inimigos quanto pelos amigos.

Os efeitos fazem o espectador ficar meio perdido em meio às sombras, mas creio que essa seja a ideia mesmo do filme. A trilha sonora é típica de um filme desse estilo (dá até pra tomar uns sustos com a sonoplastia). Tudo é sombrio, acontece à noite e está cheio de morcegos. Lógico que tem que acontecer à noite, afinal, vampiros ardem sob a luz do sol até morrerem. Nesse ponto, o filme é o mais realista possível, com relação aos monstros de caninos afiados. Eles queimam no sol, a prata também queima sua pele, eles se alimentam exclusivamente de sangue e quase sucumbem à sede (haja autocontrole no Vlad!), regeneração, o crucifixo, tudo isso faz parte de ser um vampiro.

Se for feita uma relação entre o livro de Bram Stoker e o filme de Gary Shore, ela estaria contando a história de como Vlad se tornou o vampiro mais lendário do mundo. A trama envolve o espectador nas sombras, mas não surpreende demais. Para quem gosta de filmes assim, porém, vale a pena pegar a pipoca e o refri e assistir com certa empolgação.

Especial: Setembro dos games – Entre o joystick e as telonas

Já pensou se seu filme favorito virasse um jogo? Ou se seu jogo favorito virasse um filme? Para alguns (muitos) isso já é realidade. O Qual é a das quintas? bateu um papo com os players essa semana sobre os jogos que marcaram suas vidas e que originaram ou foram desenvolvidos a partir de filmes.

A sétima arte contagia os expectadores. É ali, entre o trailer e a saída da sala de cinema, que eles se tornam fãs, ou passam a não gostar do filme. Há aqueles filmes que são tão bons, que merecem ter ‘algo a mais’. “Tem filmes que a gente espera que virem jogos” (Nicolas Raline destaca a expectativa que os fãs têm para a continuação gamer dos seus filmes favoritos). Alguns realmente se tornam games. O Senhor dos Anéis, Star Wars, Minority Report, Harry Potter, O Rei Leão, Aladdin, Monstros S.A. são exemplos de filmes que se tornaram bons jogos, tanto para computador, quanto para os videogames e dominaram até os jogos de tabuleiro – um pouco esquecidos na era digital.

Falando da era digital, cabe destacar os filmes e jogos da LEGO, que dominou o mundo virtual. Muitos filmes e curtas têm suas versões próprias com os bonecos e cenários LEGO. São filmes, geralmente, com um tom mais para a comédia com histórias de aventura, recheadas dos nossos personagens favoritos dos filmes e heróis das histórias em quadrinhos. Os jogos virtuais LEGO dão nova visão, mais leve, aos players. É uma combinação bem interessante para quem gosta dos filmes, dos jogos e de LEGO.

“É mais fácil um filme virar um jogo legal do que um jogo virar um filme legal” (Ana Souza questiona os enredos de alguns filmes baseados em jogos). Aqui temos o outro lado: nossos players acreditam que muitos jogos que tentaram virar filmes não tiveram muito sucesso. Dentre eles, exemplificamos o Resident Evil, que é um jogo bom e o filme, apesar de ser um bom filme de ação, deixa a desejar quanto à história. Street Fighter, Max Payne, Tomb Raider não possuem muita relação com os jogos e, por isso, são duramente criticados.

Mortal Kombat é, segundo os players, uma das salvações dos games no universo cinematográfico. A história do filme, inclusive, baseou o enredo do segundo jogo. O conjunto dos dois deu maior credibilidade à série, e é alvo de elogios.

Há também os desenhos animados, como o Sonic, que causou certo estranhamento ao deixar os joysticks e ir para as telinhas. “Eu sempre vi o Sonic sem falar” (o player Hugo Raphael comenta sobre essa mudança do personagem). Pokémon é um exemplo de desenho que se tornou um dos maiores sucessos gamer desde sua criação.

E se os jogos que nós jogamos na infância fizessem parte de um filme? O filme Detona Ralph, da Disney, lançado em 2012, traz essa sessão nostalgia para os players. Muitos realmente foram ao cinema só para relembrar os jogos que não têm mais acesso. As telinhas deram espaço também para os jogos que marcaram gerações em suas propagandas – e convencem muito bem os telespectadores a consumir os produtos.

A associação dos games com os filmes pode ser um ótima combinação. A expectativa de o player ser o próprio personagem do filme garante a diversão se o jogo for bom, ou as duras críticas quando jogo e filme não combinam muito bem. De qualquer forma, esse é um assunto que dá o que falar.

O som das grandes histórias

Os filmes são capazes de atrair a atenção de muitas pessoas. As mantêm entretidas e até estáticas em frente a uma tela, seja ela pequena ou grande, com histórias de aventura, de romance, que nos fazem rir e nos fazem chorar. Conseguem transmitir ideais, sonhos, fantasias e alcançam um grande número de pessoas ao redor de todo o mundo. Contam histórias de verdade e histórias de mentira. Mas a sétima arte estaria incompleta sem a primeira.

O cinema é marcado pelo uso da música como fator de grande relevância desde a sua criação. Em toda a sua composição, o cinema mudo trazia uma trilha sonora. E as músicas eram responsáveis por toda a emoção dos filmes.

Os tão amados musicais inspiraram gerações, revelaram grandes atores e grandes músicas. Muitos filmes são lembrados mais pelas músicas que os compõem do que pelas próprias histórias. E grandes grupos foram consagrados pelas suas músicas nos filmes – e cabe também dizer que muitos filmes só fizeram sucesso porque sabia-se de sua trilha sonora.

Desde os clássicos, como os primeiros filmes de Mickey Mouse, até os mais tecnologicamente preparados, há a presença de envolventes melodias e canções cheias de significado. Por outro lado, se a trilha é ruim, as chances de o filme ser mal qualificado aumentam.

Sob regência do maestro Hans Zimmer, por exemplo, temos diversas trilhas de filmes como Piratas do Caribe e Batman – O Cavalheiro das Trevas. As músicas criam um ambiente para o desenvolvimento das cenas, fazendo com que o espectador sinta como se estivesse vivendo aquilo.

Os filmes da Marvel também possuem ótimas trilhas sonoras, sendo a maioria do gênero rock, o que combina muito com os personagens, como o célebre Homem de Ferro.

A verdade é que os filmes, sem suas consagradas trilhas, jamais seriam tão bons (ou tão ruins). Os filmes de terror, por exemplo, se fossem secos, sem música, jamais causariam tanto medo ou suspense como causam. Ou um filme romântico sem uma dança ou uma música que embale os sonhos, encontros e desencontros do casal, não faz tanto sentido.

O que dá o medo e desperta a emoção no público é a música. E isso começa a fazer parte da vida das pessoas de tal forma que as músicas que elas ouvem nas histórias se tornam as músicas dos seus próprios encontros e desencontros.

Conta pra mim uma trilha sonora que faz parte da sua vida!

Até mais!

Aline Gomes