Drácula: A história nunca contada

O universo vampiresco pode se sentir mais ameaçador. Muitos filmes e seriados têm sido feitos sobre os monstros mitológicos, como vampiros, lobisomens, o Frankenstein, zumbis, etc. As histórias originais passam por milhares de adaptações. Uma delas chegou aos cinemas recentemente: Drácula – A história nunca contada.

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O filme faz a associação da história do Príncipe Vlad com a história do Conde Drácula, a “história real” da lenda. Porém, se você espera que tenha qualquer relação com o livro, vai se decepcionar. O objetivo do filme não é contar a história do Drácula, de Bram Stoker, que atormenta uma pobre donzela e seus amigos, e tendo que enfrentar o Dr. Abraham Van Helsing. (Fiz um post há um tempo sobre o livro. Leia aqui)

Vlad III, ou Vlad Tepes, que significa “o Empalador”, príncipe da Valáquia (atual Romênia), destacou-se por combater os otomanos e por exterminar um quinto da população do país. Século XV, “Era o primogénito do princípe Vlad Dracul (que significava “dragão”, da Ordem do Dragão, mas também “demónio” em romeno), igualmente conhecido pela sua crueldade, e neto de Mircea, o Grande, soberano da Valáquia. Vlad herdou a ousadia e o caráter sanguinário do pai e foi por isso que começou a ser chamado Draculea, que significa “filho de Dracul” ou “filho do demónio”.” (Leia mais sobre na matéria da Superinteressante. Os dados sobre o príncipe são conflituosos.)

O filme em si é bom. Ele não é um Thriller como muitos pensam. Está mais para filme épico ou de aventura. Trata as guerras da Transilvânia com os turcos e o que um homem pode fazer pela sua família, até se tornar um monstro temível, tanto pelos inimigos quanto pelos amigos.

Os efeitos fazem o espectador ficar meio perdido em meio às sombras, mas creio que essa seja a ideia mesmo do filme. A trilha sonora é típica de um filme desse estilo (dá até pra tomar uns sustos com a sonoplastia). Tudo é sombrio, acontece à noite e está cheio de morcegos. Lógico que tem que acontecer à noite, afinal, vampiros ardem sob a luz do sol até morrerem. Nesse ponto, o filme é o mais realista possível, com relação aos monstros de caninos afiados. Eles queimam no sol, a prata também queima sua pele, eles se alimentam exclusivamente de sangue e quase sucumbem à sede (haja autocontrole no Vlad!), regeneração, o crucifixo, tudo isso faz parte de ser um vampiro.

Se for feita uma relação entre o livro de Bram Stoker e o filme de Gary Shore, ela estaria contando a história de como Vlad se tornou o vampiro mais lendário do mundo. A trama envolve o espectador nas sombras, mas não surpreende demais. Para quem gosta de filmes assim, porém, vale a pena pegar a pipoca e o refri e assistir com certa empolgação.