Se disserem que os ratos vão dominar o mundo, hoje, eu acredito.
Já vi brinquedos, carros, aviões, insetos e até sentimentos terem sentimentos.
Monstros e seres mitológicos ganharem vida e viajei em naves espaciais inúmeras vezes.
Mas será que seremos capazes de inovar?
Somos seres criativos. Olhando para alguns dos grandes nomes da literatura e do cinema, fico pensando se não estamos produzindo mais do mesmo. Parece que tudo o que tinha que ser imaginado já foi. Será?
Quem serão os próximos J.R.R. Tolkien, C.S. Lewis, Douglas Adams, Monteiro Lobato, Walt Disney e tantos outros que fazem nossa mente pirar?
Quero acreditar que a criatividade não morreu. Aliás, nos momentos de dor é que alguns dos maiores clássicos foram escritos. Nem o céu é limite. Ao infinito e além!
A única coisa que eu lembro do primeiro livro que eu li é a capa. Não lembro a história e nem o título. Mas lembro perfeitamente o dia que ganhei. Depois dele vieram muitos. E é sobre esses livros, que marcaram minha infância e o início da adolescência, que o Qual é a das quintas? vai falar neste post.
Os clássicos. Eles são aqueles livros que todo mundo já ouviu falar. Pode até não ter lido. Um deles é O Pequeno Príncipe. Esse livro voltou a fazer muito sucesso de um ano ou dois para cá. Sem dúvida, as crianças aprendem e se apaixonam pelo livro. Eu lembro da fita (de vídeo) do filme baseado no livro.
Um livro que me marcou bastante foi Dom Quixote. Devo ter lido umas 5 vezes. O nobre cavaleiro que desbravou o mundo tendo verdadeiras alucinações desperta a curiosidade e a imaginação de quem se permite viver a história. Com uma linguagem simples, o livro alcança gerações e gerações de gente que prefere encarar os monstros imaginários.
A lista cresceu com Os Três Mosqueteiros e toda a aventura de defender o rei da França e as próprias trapalhadas dos 4 mosqueteiros (nunca entendi: se são 4…). O Conde de Monte Cristo, de Dumas, é um clássico, sem a menor dúvida. Uma história de amor, traição, vingança… melhor que as novelas que passam na tevê.
O meu pai me apresentou a coleção dele de livros. Que loucura. Eu devorava. As Aventuras de Tom Sawyer, Robinson Crusoé, A Ilha do Tesouro, Alice no País das Maravilhas, Volta ao Mundo em 80 dias, O Máscara de Ferro… esses são clássicos de verdade.
Muitos autores de livros infantis começaram contando histórias para os filhos antes de dormir. Tolkien fez isso e hoje temos toda a sua literatura em mãos. Alguns autores mais atuais também passaram pelo mesmo processo, como é o caso de Rick Riordan. Afinal, nada melhor do que as crianças para dizerem se gostaram ou não de uma história feita para elas. Agradeço a elas porque eu tive e tenho hoje muitos livros para ler.
Ficou com saudade? Eu fiquei. Gostaria de voltar ao tempo quando eu tinha muito tempo para viajar por todos esses mundos mágicos e me perder em cada ilha, cidade, festa, palácio. Falei muito de mim nesse post porque não tinha como falar sobre as literaturas da infância sem citar os livros que eu mais gostava de ler. Se você não leu ainda algum desses títulos, não deixe de ler! Complete sua infância!
Contar histórias é uma arte impressionante. Não é para qualquer um, mas alguns escrevem com uma inspiração… O Qual é a das quintas? traz algumas histórias de gente que conta histórias como ninguém.
Para contar uma boa história, é necessário ter alguns requisitos. Primeiro, ter personagens, cenário, um tempo. Porém, não é só disso que uma história sobrevive. Mas de onde vêm as inspirações para escrever?
Há quem escreva a partir de histórias que contavam para seus filhos, como é o caso de Rick Riordan, J.K. Rolling e muitos outros. São histórias que os pais contam para os filhos que são tão boas que seria maldade privar o mundo todo delas.
J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis tiveram outro tipo de inspiração. Tolkien, alguns dizem que sua inspiração inicial foi um poema cristão, a partir do qual ele destrinchou as histórias dos reis na Saga do Anel. Já Lewis, passou por uma mudança em sua vida que o influenciou, quase que cem por cento, suas histórias. Com muitos contos de fada, C.S. Lewis escreveu seus livros baseados na mitologia judaico-cristã. Não só isso, mas ele também escreveu diversos livros baseados em sua experiência com Cristo.
Um autor que deixa grandes incógnitas em nossa cabeça é Douglas Adams. Seu trabalho áureo, o Mochileiro das Galáxias (a Trilogia de Cinco, já tratada aqui no blog em “Meu outro carro também é um Porsche” e outras improbabilidades infinitas), ativa a imaginação do leitor e o leva a conhecer outros mundos. É o tipo de leitura que você volta ao início do parágrafo três ou quatro vezes para ter certeza que leu aquilo.
Star Wars teve origem em um livro, você sabia? George Lucas conta que o primeiro livro foi escrito a partir do roteiro dele do filme, por Alan Dean Foster, ghost-writer. Para Lucas, escrever as histórias da saga é retornar ao princípio. A saga no cinema superou as expectativas, de modo que ele se sentiu ainda mais empolgado para escrever.
Esses são apenas alguns exemplos de autores que fizeram e fazem diferença. As inspirações podem vir de qualquer lugar. Gostar de escrever é apenas o começo. O próximo grande autor de livros pode ser você. Que tal começar uma história ou voltar a escrever aquela que você deixou guardada, empoeirada em um caderno qualquer? O Qual é a das quintas? te dá, agora, algumas dicas de como começar uma boa história.
1º: Tenha uma ideia. A ideia é a inspiração. As vezes essa ideia vem de um livro que você leu, do vento batendo na janela, do cachorro latindo. A ideia pode vir de qualquer lugar.
2º: Pense os personagens. Um personagem principal e um vilão são essenciais para a história. Ainda que o vilão não seja aquele cara totalmente mau, que só faça o protagonista sofrer, como a madrasta da Cinderela, existe sempre alguém que não curte muito o que o personagem principal faz.
3º: Imagine uma linha que essa história pode seguir. Se a sua ideia é o início ou o final da história, você pode, a partir daí, pensar todo o resto. Assim, você cria um tema e imagina como a história começa e como ela acaba. Claro que conforme você for escrevendo, muitas ideias vão surgir e aquilo que você pensou no começo pode se modificar.
Feito isso, deixe sua imaginação fluir. Leia outros livros, tire novas inspirações, converse. As ideias vêm de lugares que você nem imagina. Escreva, conte. Não deixe que algo brilhante fique apenas na sua cabeça e prive todo o mundo de conhecer sua história.
A jornada dos anões chega ao fim nas telonas. O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos, terceiro filme da franquia O Hobbit, foi lançado no mês de dezembro em todo o mundo e é sucesso de bilheteria. Há quem diga tratar-se do filme mais aguardado do ano e até que é o melhor. Você concorda? O primeiro post do Qual é a das quintas? de 2015 traz nada mais, nada menos, que a experiência desse filme que, sem dúvida, arrancou muitos risos e lágrimas dos fãs.
O filme já começa cheio de ação e emoção com o majestoso Smaug lançando sua fúria sobre a Cidade do Lago, ou seja, começa exatamente de onde parou o segundo filme (A Desolação de Smaug). Logo por essa primeira cena, o expectador se depara com a obrigatoriedade de ter visto os filmes anteriores, ou não irá entender nada do que se segue. A trilogia, baseada do livro de J.R.R. Tolkien, narra a aventura de um (ladra)hobbit pela Terra Média em uma busca dos anões pela reconquista de sua amada Erebor. Depois de enfrentarem muitos desafios e, finalmente, retomarem o reino sob a Montanha, mais desafios se colocam dentro e fora da fortaleza dos anões.
Todos têm motivos para a guerra. Elfos, homens, anões querem o que é seu por direito. Mas um inimigo em comum muda por completo a direção da batalha. Bilbo Bolseiro, um pacato hobbit de Bolsão, do Condado, está no meio disso tudo. Seu papel é de fundamental importância na conciliação entre anões, homens e elfos e, principalmente, de seu amigo, o rei sob a Montanha, Thorin Escudo de Carvalho, e sua obsessão por toda a sua riqueza. Além disso, ele agora tem a posse de um anel, que não é simplesmente um anel, mas O Um Anel, que a gente conhece bem da trilogia O Senhor dos Anéis.
Criaturas míticas de todo tipo são peças chave que movimentam toda a trama. Os cenários são de tirar o fôlego e cheios de surpresas. O que deixa a desejar um pouco é a trilha sonora, que no primeiro filme (Uma Jornada Inesperada), foi praticamente baseada em uma única música, além de ser usada apenas para, digamos, intervalos entre cenas, ou seja, diversas vezes, quando as falas da cena iam começar, a música acabava. Em A Batalha dos Cinco Exércitos, a trilha é mais rica e aponta para as cenas de maior tensão, como durante a batalha, e para os momentos de grande emoção, que não são muitos.
Peter Jackson, o diretor da trilogia O Hobbit e O Senhor dos Anéis, adapta o universo descrito por Tolkien de forma que é possível mergulhar na história e, algumas vezes, perceber sua fidelidade ao livro. Enxergar detalhes nos filmes é importante. Podemos ver ao longo da obra várias ligações entre os próprios filmes de O Hobbit e os filmes de O Senhor dos Anéis. Ah! E o 3D também é um assunto interessante. Se você puder assistir nesse formato, assista! Cenas de luta e ação são ótimas para assistir em 3D.
Bom, a história chegou ao fim. Depois de todas essas aventuras, expectativas criadas, lágrimas inevitáveis e bocas abertas (se você não viu, vai ter que descobrir o que estou falando, de preferência, vendo o filme), a Terra Média fica guardada nos nossos corações. As novas gerações encontram nos longas a vontade de experimentar a literatura de Tolkien em todo o seu esplendor. A verdade é que esse misto de fantasia e realidade não vai abandonar nossa imaginação. Podemos dar um último adeus agora, mas nunca se sabe o que pode vir por aí. Os fãs que o digam.