Primeiro final de semana da Flim 2024 entrega experiências memoráveis

Gosto muito de uma frase que li esses dias, tanto que coloquei no meu site profissional e nos marcadores de livros que levei para a Flim: “Imaginamos o que não existe para criar o que sonhamos” (autor desconhecido). A 9ª Festa Literária Internacional de Maricá me trouxe para esse lugar de sonhar e imaginar, e não podia ser diferente quando o homenageado era ninguém mais e ninguém menos que Ziraldo.

“Ziraldo era um especialista em infância (…) e o maior artista plástico do Brasil” (Aroeira).

Ziraldo, homenageado da Festa

Infelizmente, só consegui participar mesmo do primeiro final de semana da Festa, mas trago aqui algumas das minhas descobertas e um (nem tão) breve resumo de como foi a experiência.

Para quem não conhece, a Flim é produzida pela Prefeitura de Maricá, é totalmente gratuita e com incentivos das secretarias de Educação e Cultura. Os alunos da rede pública e de programas, como o Passaporte Universitário, recebem vouchers para comprar livros. Além disso, outras secretarias municipais participam com instrução e serviços aos munícipes e visitantes.

A programação deste ano trouxe nomes excepcionais e eu tive a oportunidade, também, de conversar com algumas autoras moradoras de Maricá. A Laura Costa, por exemplo, foi secretária de educação na década de 1990 e trouxe Ziraldo para a Bienal do Livro na cidade. Para ela, que escreveu dois livros, o evento é uma ótima oportunidade para difundir a leitura na população, uma vez que Maricá não possui livrarias, apenas bibliotecas públicas nas escolas.

Essas autoras me contaram sobre o sonho de escrever, como chegaram a publicar e, além disso, as temáticas que envolvem seus trabalhos, sempre trazendo a importância de falar sobre assuntos que precisam ser mais difundidos, inclusive, na infância. Joselene Negra Black fala em poesias, contos e crônicas sobre inclusão e representatividade da mulher, do negro e TEA. Ana Luísa Magalhães estava extremamente feliz por participar da Flim e ofertar seus livros de poesia sobre mulheres e para mulheres, e um infantil que é inspirado em sua própria filha.

Luciana Pinheiro, Liliane Mesquita e Danielle Viana me contaram sobre suas lindas trajetórias no mundo da escrita, tendo o estar na Flim vendendo seus livros a realização de um sonho. Elas abordam em suas produções a fome, a pobreza, o abuso sexual infantil, educação parental e dicas para viver nos dias atuais.

A autora Andreia Prestes esteve em uma roda de conversa junto com o professor e doutor Celso Vasconcellos, quando falaram sobre a importância de resgatar a memória familiar e identidade coletiva. Dentre os assuntos tratados no encontro, destaco a necessidade de manter a memória da população acesa e a apresentação para a criança e o jovem daquilo que ainda não é difundido, a abertura para todos os temas. Andreia, por exemplo, é autora do livro infantil “Era uma vez um quintal”, em que conta sobre João Massena Melo, seu avô, que, um dia, saiu de casa para uma reunião e desapareceu durante a ditadura militar.

Andreia Prestes, José de Abreu e Celso Vasconcellos

Paulinho Moska e Lenine estiveram no palco do Papo Flim, conversando com Maurício Pacheco. Eles falaram sobre como a música tem o poder de contar histórias e como a poesia e as regionalidades são protagonistas dos seus trabalhos. Os dois destacaram a importância de ir além da rima pela própria rima, entregando sentido às letras e à musicalidade. Não preciso nem falar dos shows de Sandra Sá e Lenine que foram incríveis no palco, não é?

A linda homenagem a Ziraldo contou com uma roda de conversa que trouxe outros grandes nomes do chargismo e desenho brasileiros: Aroeira e Miguel Paiva. Adriana Lins (sobrinha e presidente do Instituto Ziraldo), conversou com os cartunistas e Laura Costa sobre a influência do homenageado em suas obras e eles contaram várias histórias divertidas e emocionantes sobre seu relacionamento com o escritor. Miguel e Aroeira, por exemplo, levavam seus desenhos para a avaliação de Ziraldo, que amava trabalhar em grupo e, basicamente, inventou o design gráfico no Brasil.

“Da mesma forma como a gente não se esquece de Shakespeare, (…) não vamos nos esquecer de Ziraldo” (Aroeira).

Laura Costa, Adriana Lins, Miguel Paiva e Aroeira

Confesso que eu fiquei tão maravilhada durante a roda de conversa entre Igor Pires, Thalita Rebouças, Felipe Fagundes, Andressa Santos e Tuca Andrada que nem consegui anotar nada. Meus olhos brilhavam! O bate-papo super leve e descontraído revelou como os autores se relacionam com a escrita e com o público, além de ressaltar a relevância dos temas tratados por eles nos contextos familiares e da adolescência e juventude. Em breve, vou contar para vocês sobre a entrevista exclusiva que fiz com Igor Pires.

Igor Pires, Andressa Santos, Felipe Fagundes, Thalita Rebouças e Tuca Andrada

A Festa Literária Internacional de Maricá continua até dia 10 de novembro, na Orla do Parque Nanci, com a presença de Roberta Sá, Vanessa da Mata, MV Bill, Geraldo Azevedo e muitos outros grandes nomes.

Se eu pudesse resumir meu primeiro final de semana de Flim, seria exatamente isso: desejo renovado por ler mais e me dedicar mais à escrita. Claro que foi super cansativo, mas extremamente recompensador. Foi uma oportunidade ímpar de estar próxima a pessoas que amam ler e escrever e que foram resgatadas pelo poder que a palavra tem.

A experiência de ler usando os sentidos

Dica do Qual é a das quintas?

Para ler, aparentemente, só precisaríamos de um dos cinco sentidos: a visão. Mas a experiência da leitura pode ficar muito mais rica se a gente puder imergir por completo na história.

Quando eu era mais nova, me lembro de ler livros, como A ilha do tesouro e Robinson Crusoe, sentada no tapete do meu quarto e ao som de ondas que colocava no computador (não existia Spotify).

Experiências assim me faziam quase que engolir os livros, pois ficava completamente imersa na história.

Anos depois, descobri as malinhas do Turista Literário, quando ganhei uma em um sorteio (sem merchan, pessoal). O livro era As mil noites (E. K. Johnston) e, dentro da caixa, vinham outros itens para cada um dos sentidos: uma playlist no Spotify, um sal, um kit de incenso, um pergaminho e ainda vinha uma squeeze.

As mil noites

Foi uma leitura intensa e muito prazerosa!

Nunca consegui me tornar assinante do Turista Literário, mas recomendo as experiências na hora da leitura.

Você pode escolher playlists que se adequem ao tema do livro, preparar um café ou itens que te lembrem da história e se inspirar com os itens que podem fazer parte da experiência.

Pratique isso e depois me conta como foi a experiência.

Até breve!

Aline Gomes

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 2

A bússola de ouro, conhecida principalmente por Aletiômetro, levou Lyra a novas aventuras no segundo livro da saga Fronteiras do Universo. Pensei melhor e acredito que o livro dois mereça um post exclusivo e é sobre ele que eu vou escrever aqui.

Se você não leu o post sobre o primeiro livro, clique no link a seguir: Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 1.

Em A Faca Sutil, segundo livro da série, temos a inclusão de um personagem muito importante: Will. Ele pertence a um universo diferente do de Lyra e não possui um daemon. Ele atravessa uma janela entre os mundos e conhece sua parceira de aventuras, enquanto fugia de uma situação complicada com a polícia para proteger a mãe e com o objetivo de procurar pelo pai.

O item que não poderia faltar na jornada entre esses mundos, em questão no livro, é uma lâmina especial e extremamente afiada, que causa medo a quem sabe sobre seus poderes. Ela é responsável por abrir as janelas entre os universos. E eu não vou te contar como ela entra na história e as consequências dela.

Nesse livro, você passa a se importar com mais personagens e a sofrer suas dores. Os momentos que narram a história de Will, principalmente, trazem essa sensação para o leitor.

A amizade dos dois protagonistas é linda e cristalina. Um não iria a qualquer lugar sem o outro e, com o Aletiômetro de Lyra e a Faca em posse de Will, ambos entendem que há missões que um deve ajudar o outro a cumprir.

Tudo isso enquanto os mundos estão a beira de uma guerra!

O segundo livro é a história com mais momentos “NÃO PODE SER!”. E também a que eu mais gostei, por ser empolgante e chocante, além de nos ofertar o primeiro contato efetivamente com outros universos.

No próximo post (agora sim), vamos tratar do terceiro livro da saga e da série da HBO (His Dark Materials). Não deixe de acompanhar o blog para mais detalhes!

Até breve!

Aline Gomes

A noite chegou para os Wayne de Gotham

Sabe aqueles livros que a gente compra ou pega sem ter muita certeza se vai ser uma boa ideia ler? Não porque eles não sejam bons, mas porque podem não ser a nossa cara, nosso tipo de leitura que cativa e faz a gente ir até o fim.

Essa foi a sensação que eu tive quando peguei Wayne de Gotham na prateleira da editora Leya, na Bienal do Livro de 2017, no Rio de Janeiro. Pensei: “vou ler primeiro os outros livros que acho que vou gostar mais e deixo esse por último”. Ainda fiz uma votação nos stories do Instagram para ver se leria esse ou outro primeiro. Decidi ler os dois ao mesmo tempo (recomendo a experiência pelo menos uma vez na vida). Terminei Wayne de Gotham primeiro pelos seguintes motivos.

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Primeiro, ele me surpreendeu. Tracy Hickman, o autor, soube montar a trama de um jeito que instiga você a querer saber mais sobre o submundo de Gotham, a família Wayne, os crimes e vilões. Além disso, os detalhes de cada passagem, desde o que os personagens principais pensam até a forma como socos e pontapés foram desferidos contra os antagonistas, são riquíssimos e chamam a atenção. Claro que, se você é do tipo que sofre lendo, por exemplo, O Senhor dos Anéis pela quantidade de detalhes, pode ficar levemente nervoso com isso (fique tranquilo, é bem menos que LOTR).

Segundo, é possível explorar mais que o Batman encurralando vilões e dando fim a grandes crimes na cidade. O livro fica indo e voltando na história da família Wayne que, por vezes, se confunde com a própria história de Gotham. A escuridão é parte integrante de tudo, o passado é obscuro, o presente também, as motivações. Grandes revelações são feitas, gerando aquela levantada de sobrancelha diante de cada uma. Você pode amar e odiar o personagem, mudando de opinião em questão de segundos.

Terceiro, é uma leitura inteligente. Bruce Wayne é um cara inteligente e permite, por seus pensamentos, nos fazer refletir sobre alguns assuntos da nossa própria vida e sociedade. Você pode não concordar com ele, tem total direito de fazê-lo, mas não desmereça suas considerações. Afinal, ele é o Batman! (Desculpa se isso foi um spoiler para você, mas… né?!)

Aquele livro que eu achei que ficaria acumulando poeira na estante se tornou um livrão, a medida que fui me debruçando sobre ele. Não tive muitas oportunidades para ler os quadrinhos do Batman, infelizmente. Apelei mais para o visual nas animações quando era mais nova. Ainda assim, sabendo um pouco mais que o básico, a leitura me permitiu adentrar a história do cruzado encapuzado e compreender seus medos, sua dor e sua vida.

Por isso, digo que você pode ler sem se sentir tão poser e aprender um pouco mais. Principalmente, se você admira o herói de longe, como eu. Boa leitura!

Aline Gomes

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Que bom que as pessoas ainda leem (Diário de um Livro)

Em meio ao caos diário e as ofertas tecnológicas que esse mundo nos oferece, ainda é possível encontrar pessoas que ignoram um pouco tudo isso e imergem em outros mundos. Certo dia, no trem, aproveitei para ler um pouco o livro que há muito deixara pela falta de tempo – aquela desculpa que todos acreditam que existe, mas que facilmente prova-se o contrário.

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Interessante que, apresar de estar com tantas pessoas falantes ao redor, vendedores ambulantes é aquele medo de perder a estação, não foi difícil entrar na história, estar em outro lugar e viver todas as emoções que uma boa leitura proporciona. Mais interessante ainda foi notar que eu não era a única ali, naquele vagão. Haviam muitos na minha frente, poderia ser difícil ver. Mas eu vi. Havia uma garota lendo A garota no trem – coincidência? – e um rapaz estava lendo um outro livro, bem ao lado dela.

Tinham, também, pessoas lendo seus livros ou apostilas acadêmicas no celular. O mundo digital, ao contrário do que muitos pensam, não destruiu por completo a necessidade e capacidade das pessoas se interessarem por leitura. Fato é que, se tivermos o mesmo livro nas versões impressa e digital, havendo necessidade, vamos continuar a leitura de uma na outra.

Fiquei feliz por ver pessoas que se interessam pela leitura e aproveitam seu tempo para isso. A literatura nos tira desse caos e nos leva a experimentar um dia menos chato, menos triste, menos sem imaginação. Recursos não faltam! Que tal aproveitar aquele tempo que gastamos olhando qualquer coisa nas redes sociais para ler?

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Aline Gomes

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Resoluções para o ano novo: ler

Fim de ano foi aquela coisa: muita comida, a gente se veste com roupa nova para ficar sentado na sala mexendo no celular, as tias fazem aqueeeelas perguntinhas, os tios fazem as piadinhas infames… Mas quando o ano começa a pergunta que não quer calar é: suas leituras estão em dia? Pensando nisso, o Qual é a das quintas? resolveu dar algumas dicas de como definir as metas de leitura para 2017.

Pense nos tipos de livro que você gosta de ler
É meio óbvio, mas se você não gosta de thrillers de jeito algum, não vai colocar um do gênero na lista. Para que seja algo realmente prazeroso, como as leituras devem ser, escolha seus gêneros favoritos.

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Pense em quantos livros ler
Apaixonados por livros sonham com livrarias e bibliotecas gigantes, mas nem sempre conseguem ler tudo ou muito. Com os dias agitados, cheios de atividades, muitos se frustram por não conseguir ler tudo o que gostariam. Por isso, pense na sua agenda, nos trajetos de transporte público, horários de almoço, intervalos, em quanto tempo você aguenta ler sem dormir à noite… e faça uma média de quantos livros são viáveis de serem lidos em 12 meses.

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A lista
Há pessoas que preferem se surpreender ao longo do ano. Mas, para não se perder, você pode optar por fazer uma lista com quantos e quais livros pode ler por semana, mês e ano. Alguns leitores organizam a lista de um jeito que sabem a quantidade de páginas que precisam ler por dia para terminar o livo no tempo “certo”.

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Importante: não deixe de anotar! Cada um desses tópicos devem ser anotados se você quiser organizar a meta de leitura. Use um diário, faça uma planilha, coloque na agenda do celular, faça post its e vá marcando suas conquistas. Alguns aplicativos/sites podem ajudar nesse plano de leitura, como o Kindle, o Google Keep e o Skoob.

E é claro… aproveite cada momento de suas leituras. Nada mais prazeroso que poder viajar por tantos lugares, conhecer tantas culturas, tantos momentos, tantos amores… Ler é tudo de bom. E aí? Vamos criar uma meta de leitura para 2017?

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E se quiser aquela forcinha para tentar ler melhor, o Qual é a das quintas? tem um post que pode te ajudar: Lendo melhor em 5 passos.

Aline Gomes

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Diário de um livro

Se o seu livro pudesse escrever um diário, contando tudo o que você e ele fizeram juntos, como isso seria? Livros são seres inanimados, não têm vida. Mas e se ele pudesse contar as memórias que viveu ao seu lado. Uma experiência que o Qual é a das quintas? traz neste post é o Diário de um livro. É o descobrimento do mundo por um livro que pode estar em suas mãos agora. A vida de um leitor na visão do seu livro.

“Querido diário,

Hoje saí da prateleira. Meu leitor me colocou em uma mochila e saímos de casa. Sei que saímos por causa do movimento e porque quando eu saí da bolsa, nós estávamos em um lugar diferente. Os humanos chamam esse lugar de estação de trem. Fiquei muito feliz de conhecer esse lugar. Me senti muito chique nas mãos do meu leitor, todos olhavam para mim. Alguns olhavam por cima dos ombros do meu leitor… eu devo ser muito importante.

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Depois de passear no trem (vi tantos lugares diferentes), meu leitor me fechou. Passei o resto do dia fechado, dentro daquela mochila. Quando vi, já estávamos em casa. Não sei se meu leitor gosta muito de mim. Passei a maior parte do tempo fechado hoje. Mas quando eu pensei que ele ia me deixar de vez, passei algumas horas com ele no finzinho da noite, já na cama. Rimos muito. Troquei de posição na mão dele várias vezes. Depois de várias horas juntos, nós fomos dormir.

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Quando acordei, meu leitor não estava em casa. Acho que ele me esqueceu. Devia estar muito ocupado com outras coisas. Ontem, eu o vi mexendo em um aparelhinho pequeno boa parte do dia. Volta e meia ele parava de me ler para mexer naquilo. Deve ser muito interessante. Só encontrei meu leitor tarde da noite. Ele folheou algumas das minhas páginas, parecia estar procurando algo e me fechou outra vez.

No terceiro dia com o leitor, nós passamos o dia inteiro juntos. Fomos à praia. Nunca tinha ido. Ficamos em uma cobertura top. Ele cuida muito bem de mim: imagina que ele limpou as mãos todas as vezes que íamos nos divertir juntos. Achei que ele fosse me trocar por aquele lugar lindo, mas eu parecia mais interessante. Me sinto importante agora. Acredita que eu ouvi ele e várias outras pessoas conversando sobre mim? Ele fez vários comentários, todo mundo quis ver como eu era.

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E meu último dia com o meu leitor chegou. Ficamos tão pouco tempo juntos. Ele gosta muito de mim, eu sei. Mas eu já voltei para a estante. Vivemos momentos muito legais. Quando ele foi se despedir de mim, eu vi que os olhos dele se encheram de lágrimas, mas ele sorriu. Fico tão feliz porque o fiz feliz. Foi uma viagem e tanto. Espero que todos os meus amigos tenham a mesma sorte que eu. E que ele também adore passear com eles. Mas o que eu mais quero é que ele nunca se esqueça de mim.

Livro.”

Aline Gomes

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Uma nova esperança nas mãos dos leitores

Se o Lorde Negro causa medo na tela do cinema ou da TV, imagina quem lê o livro escrito pelo próprio George Lucas. Há um livro (grande por sinal) que reúne os 3 episódios da primeira trilogia de Star Wars. Eu li o Episódio IV: Uma Nova Esperança e vou falar sobre ele neste post.

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Primeira coisa: quem vê o filme e depois lê o livro fica naquela expectativa de sentir as mesmas emoções que o filme passa. Isso não só com Star Wars, mas com qualquer filme. A maior loucura de todas foi eu ter visto O Senhor dos Anéis antes de ter lido o livro. Mas o interessante em Star Wars: Uma Nova Esperança é que o livro é baseado justamente no roteiro do filme, o que traz uma maior fidelidade à história. Sim, o livro foi feito depois do filme.

Apesar disso, não sei se a vida agitada ou qualquer outra coisa, mas eu levei muito tempo para ler o livro. Começava a ler e dava sono. Mais uma vez, não sei se a culpa é do livro ou se eu realmente estava cansada quando começava a ler. Obs.: não leia para dormir! Leia o post que fiz sobre a leitura: Lendo melhor em 5 passos. Quando eu estava lendo, era realmente empolgante, as batalhas, os olhares apaixonados e inocentes de Luke Skywalker e o jeitão despojado de Han Solo, além da firmeza da mandachuva Leia.

Há momentos que, de fato, você se sente dentro do filme. Você sente o calor de Tatooine, sob os dois sóis. Dói ver tantos soldados abatidos na guerra. Bom, é um livro para quem gosta de aventuras do gênero e, é claro, quem é fã de Star Wars. Ainda não li os outros dois episódios da trilogia, mas assim que terminar de ler, venho dar minha opinião.

Aline Gomes

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