Heróis incríveis retornam às telonas

[PODE CONTER SPOILER] Eu sei que estou há muito tempo sem postar aqui no Qual é a das Quintas?, mas sabe como é a vida de estudante… ou você acaba com a faculdade ou ela acaba com você. Principalmente, depois que você começa a estagiar ou a trabalhar e aí a vida fica mais cheia de coisa para fazer. Entretanto, eu não vim falar sobre mim. Vim falar sobre Os Incríveis 2, um filme incrível, desculpe a piada infame.

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Esse sofrimento todo que os filmes que temos que esperar muito tempo para assistir à continuação, refilmagem ou live-action tem sido recompensado, porque estão sendo, no geral, maravilhosos. Eu acabo indo ao cinema com aquele medo de que vão estragar minhas expectativas, porém, eles [os filmes] têm me surpreendido muito.

Pelo trailer e comentários antes da estreia, a gente sabia mais ou menos de onde ia surgir a história. Mas o que mais surpreende é a riqueza de detalhes. Apesar de a trama ser um pouco previsível e de alguns diálogos no decorrer serem maçantes, o desenvolvimento é claro, objetivo e, acima de tudo, divertido.

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Creio que a maior qualidade dos dois filmes seja os detalhes, tanto no roteiro, como na animação. O The New York Times comenta que os criadores da Disney Pixar levaram 6 meses para deixar o movimento dos cabelos da Violeta perfeitos durante a produção do primeiro longa. E eles não deixaram a peteca cair. Temos marcas de expressão, roupas, acessórios e objetos perfeitamente desenhados.

O final do primeiro filme deixou algumas pontas que esperávamos ver o desenvolvimento no segundo. É o caso do Zezé. Afinal, ele tem poderes? Quais poderes? Será que Helena e Roberto sabiam disso? Outras questões, como desdobramento da vida de todos os personagens, o encontro da Violeta com o Toninho Rodrigues, se ele agora seriam heróis e a sociedade aceitaria novamente tudo isso, que ficaram sem resposta, encheram nossos corações de expectativa.

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Vocês sabem que eu amo referências e Os Incríveis 2 é cheio delas. No primeiro filme, a animação já abusa da contextualização, a começar pelos nomes brasileiros e o sotaque do piloto de avião, na versão brasileira. No segundo, é extremamente divertido ouvir Raul Gil e Evaristo Costa dublando e fazendo comentários que estão diretamente ligados ao trabalho deles. As piadas e a própria história estão cheias de referências a quadrinhos, outros filmes, programas de televisão, movimentos sociais e até política, independente do idioma em que você assista.

Além de tudo isso, estamos falando de uma história que tem ambientação na década de 1960 (observe os aparelhos de TV), mas com total linguagem e tecnologia contemporâneas, talvez até à frente do nosso tempo.

Houve algumas críticas, porém, à contextualização. Já falamos aqui no blog sobre filmes que, apesar de serem animações, não são filmes infantis. A associação é sempre feita, temos incontáveis exemplos, mas nem sempre é real. O lúdico existe, sim, em Os Incríveis 2, contudo, não quer dizer que uma criança entenda algumas situações e piadas e até mesmo não fique assustada com algumas expressões.

O curta da Pixar, apresentado no começo, é muito fofinho. É uma história que já mostra a questão da família (tema super relevante quando se trata de Os Incríveis), do relacionamento, da necessidade de haver amor, parece que para introduzir e ambientar o expectador, contextualizando o primeiro longa e o que vem na sequência.

O Qual é a das Quintas? recomenda Os Incríveis 2 e aguarda ansiosamente uma continuação esperando que ela realmente exista e que não leve mais 14 anos para ser lançada. É bom para assistir com a família toda, desde o mais novo, até o mais velho. Sem arrependimento!

Aline Gomes

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A melhor fase da infância de um adulto no cinema

Já se foi o tempo quando filmes infantis tinham lotação de crianças no cinema. De uns tempos para cá, as crianças têm que dividir espaço com (muitos) adultos. Alguns fingem que estão indo ao cinema para levar o filho, o primo, o sobrinho, mas, na verdade, a criança é só um disfarce para não ir sozinho assistir a um “filme infantil”.

Vamos conceituar: desenho animado é diferente de filme infantil. A prova disso está em Shrek. Ele nunca foi um filme inteiramente infantil e, ainda assim, leva crianças ao cinema.

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Nos últimos anos, as empresas cinematográficas têm feito nossa alegria ao lançar e divulgar lançamentos de filmes que são, simplesmente, excepcionais. Recentemente vimos Jurassic World e nos envolvemos outra vez com todo o clima do parque dos dinossauros. Falta muito pouco para saltarmos a uma galáxia muito, muito distante, não para revivermos uma história, mas para revivermos um sentimento há muito tempo guardado na estante.

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Além destes filmes maravilhosos, a Disney, por exemplo, está realizando nossos sonhos de infância ao produzir Procurando Dory e Os Incríveis 2. Aliás, as novas animações que temos visto nos cinemas estão de parabéns. Fazem a criança que há em cada adulto vir à tona. As vezes eu penso que sou mais criança que qualquer criança dentro do cinema.

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O que podemos esperar? A melhor fase da nossa infância não acabou na infância. Ela está apenas começando.

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Aline Gomes

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