5 curiosidades que você precisa saber sobre locações de cinema – parte 2

A segunda parte do post 5 curiosidades que você precisa saber sobre locações de cinema traz curiosidades muito legais sobre as locações dos nossos filmes favoritos. A prova de que é possível conhecer os lugares e se sentir dentro da história está aqui.

Star Wars – Tatooine

O filme foi gravado no sul da Tunísia e, a não ser pelo Estado Islâmico ter tomado o espaço, a cidade cenográfica, se podemos chamar assim, era aberta a visitação e praticamente intocada. Só não tem 2 sóis.

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Êxodo: Deuses e reis

A superprodução, ao contrário do que deveríamos supor, não foi gravada no Egito. O longa foi gravado na Espanha. Uma big estátua de Ramsés em plena Espanha. As cenas de área interna foram feitas em estúdio em Londres e a cena do Mar Vermelho se abrindo foi nas Ilhas Canárias.

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O Espetacular Homem-Aranha 2

Se você pensa que as cenas do filme foram todas feitas em estúdio, você se engana feio. Nova Iorque foi um personagem tão importante como o próprio Peter Parker, afinal, o filme foi rodado em locações como Times Square, Chinatown e a Ponte do Brooklyn. Além dos estúdios, é claro.

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Percy Jackson e o ladrão de raios

Além das locações que já sabemos que foram usadas nos EUA, a cena do Covil da Medusa, Loja da Tia Em, na verdade foi filmada em Vancouver, Canadá. Era uma estufa que eles deram vida colocando centenas de plantas mortas, cedidas depois de uma geada de época.

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Jurassic World

Ao invés de ser filmado em Los Angeles, a produção está sendo rodada em Nova Orleans, no antigo parque Six Flags. Outro lugar onde as cenas são filmadas é em uma propriedade da NASA na mesma. A empresa cedeu um espaço para gravações de filmes. Dizem que isso tudo não passa de especulação, mas…

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Já pensou? Um filme de dinossauros gravado na NASA? Essas são apenas algumas curiosidades sobre grandes produções do cinema. Talvez você possa colocar na sua lista de lugares para conhecer alguns desses cenários que marcam nossa vida no cinema.

Aline Gomes

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O Egito nunca mais será o mesmo com os Kane

Rick Riordan é um cara que gosta muito mesmo de escrever sobre mitologia. O Qual é a das quintas? já escreveu sobre alguns de seus livros anteriormente em Direto do Olimpo – Percy Jackson e as aventuras de um semideus adolescente. Neste post, porém, vamos tratar de uma trilogia bem menos conhecida que os dez livros de Percy Jackson: As Crônicas dos Kane.
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A mitologia egípcia, em um primeiro momento, causa estranhamento em quem está acostumado com a graga. Nos livros de Riordan, não há simplesmente uma ascendência divina de uma das partes. Para os egípcios, os faraós e os magos eram seres sagrados e míticos. Alguns acreditam que os faraós seriam os próprios deuses encarnados, seres que compartilhavam a natureza, digamos, divina e a natureza carnal. Alguns, porém, não souberam alinhar as duas partes e tiveram grandes problemas. Riordan, inclusive, justifica as crises históricas do Egito aos problemas de identidade dos governantes e magos com os deuses. Era uma relação bem conturbada.

Mas os Kane são bem especiais. À princípio, como Rick gosta de fazer, os irmãos, Sadie e Carter, estão bem confusos. Primeiro, porque o pai deles, Julius Kane, age de forma não natural com eles na noite de Natal, único dia que ele tem a oportunidade de estar com a filha. As crianças foram separadas na infância depois que a mãe deles morreu em um terrível acidente. De repente, as crianças se vêem imersas em um mundo cheio de magia e gente perigosa, e deuses perigosos e maus.

De forma bem humorada, Rick Riordan transcreve uma gravação enviada pelas crianças de todas as suas aventuras e desventuras pelo Maat. É uma chance única de entender um pouco mais sobre a mitologia egípcia de um jeito nunca antes visto. Em três livros, as crianças vão se desenvolvendo, passando por crises de identidade e próprias a crianças e adolescentes normais. Após os três livros, ainda há outros acessíveis apenas por eBook que são uma espécie de crossover entre Sadie, Carter e todos os deuses egípcios e Percy, Annabeth e todos os deuses gregos, além dos guias de sobrevivência que todo mago deve ter.

A Pirâmide Vermelha, O Trono de Fogo e A Sombra da Serpente são histórias fantásticas, cheias de aventuras que, em nenhum momento, te deixa cansado ou enjoado da história. Atraente e simples, as histórias falam com crianças, adolescentes, jovens e adultos que estão abertos a viver tais aventuras e a conhecer uma nova cultura, totalmente diferente até então.

A próxima aventura de Riordan trata outra mitologia, a nórdica. Ainda não sabemos muito o que podemos esperar dela, mas se seguir o ritmo das coleções já existentes, com certeza será muito bem recebida por todos. Percy Jackson e os deuses gregos é um livro recém-lançado que eu ainda não tive a oportunidade de ler. Mas espero, em breve, completar toda a minha coleção.

Direto do Olimpo – Percy Jackson e as aventuras de um semideus adolescente

Já pesou se, de repente, todos aqueles mitos que a gente ouve nas aulas de História ou Filosofia no colégio sobre deuses e heróis gregos fossem verdade? Ok. Vamos falar de ficção e de alguém que conseguiu transformar essas lendas em histórias reais e ganhar leitores pelo mundo inteiro. Estamos falando de ninguém menos que nosso informante do Acampamento Meio-Sangue, Rick Riordan. O Qual é a das quintas? de hoje fala sobre a série de livros do jovem semideus Percy Jackson e os Olimpianos (os tais deuses do Olimpo).

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Vamos refrescar a memória. Semideuses são, de acordo com os mitos, os filhos de deuses com mortais. Durante a História, vários semideuses (ou heróis) teriam realizado grandes feitos. Percy Jackson seria apenas mais um se não fosse o fato de ele ser filho de um dos três grandes, ou seja, ele é filho do deus dos mares, Poseidon que é irmão de Zeus e Hades. Além disso, há uma profecia que gira em torno da vida do garoto de apenas 12 anos. Então, de uma hora para a outra, tudo começa a fazer sentido na vida dele, ou não. Ele tem que aprender a derrotar monstros se quiser sobreviver. Não se trata apenas de viver sua própria vida como um adolescente normal, ele tem em suas mãos a missão de salvar o mundo como os grandes heróis da história.

Percy Jackson surgiu quando Rick Riordan descobriu que seu filho tinha TDAH e dislexia. Ele pedia para o pai contar histórias sobre mitologia grega – era uma matéria que ele ia bem na escola. E então lhe ocorreu “inesperadamente — como Atena da testa de Zeus” como deveriam se relacionar o mito dos heróis e o TDAH e a dislexia em Percy. O garoto tinha dificuldades para ler, mas não que visse pouco, ele via muito. E seus reflexos? Ele estaria sempre pronto para a batalha. Era assim que um semideus deveria ser. E depois de contar a história para o filho, ele pediu para que Rick escrevesse, ele tinha adorado a história. Por fim, nós também adoramos.*

Rick Riordan tem uma incrível capacidade de prender o leitor em seus livros do início até o final. E quando o livro acaba, esses mesmos leitores querem imediatamente começar o próximo livro. É praticamente impossível não ficar meio chateado até com o Rick por ele ter deixado a história acabar daquele jeito, nos forçando a começar a ler logo o próximo livro. A parte ruim é quando você não tem o próximo livro e começa a se “remoer” porque não sabe o que fazer da sua vida até começar o próximo. Isso soa meio dramático, mas é basicamente o que acontece com quem lê os livros dele.

Percy não está sozinho nos livros. Ele conta em detalhes todas as características dos seus amigos – e dos inimigos também. Além das aventuras e encrencas que um herói se envolve naturalmente, a parte pessoal da vida do garoto é bem explorada e se mistura o tempo inteiro com sua batalhas.

Um dos meus favoritos da série Percy Jackson e os Olimpianos – e aqui quem está falando é a autora desse post, apenas – é A Maldição do Titã. Bom, é difícil ter um favorito. Tentar provar que não é o ladrão de raios, fugir de sereias e monstros terríveis no mar de monstros, ter que percorrer um labirinto que muda o tempo inteiro sem enlouquecer e, enfim, lutar para que o mundo não seja destruído é fascinante. Na verdade, acho que o que me cativou foi a inserção de novos e fantásticos personagens em A Maldição do Titã, além de um conjunto de situações confusas que fazem você se colocar no lugar de Percy milhões de vezes.

Se você apenas viu os filmes, não perca mais tempo, leia os livros! E não há com o que se decepcionar. Você já deve ter ouvido que nem todos os filmes são fiéis à obra literária. Bom, Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem uma história muito mais surpreendente no livro que no filme. Não que o filme seja ruim, não, o filme é bom! Particularmente, toda vez que passa na tevê eu quero assistir e eu tenho em casa para ver quando quiser. Apesar de não ter me apaixonado pelo filme Percy Jackson e o Mar de Monstros, ele é até um pouco mais fiel ao livro (um pouco), mas deixou a desejar. O que não acontece no livro.

O melhor em Percy Jackson é que Rick Riordan adora fazer seus leitores felizes. Não contente com o fim da série, ele criou outras séries e vêm outras por aí. A sequência de Percy Jackson e os Olimpianos é Percy Jackson e os Heróis do Olimpo que é cheia de surpresas e, apesar de ser bem diferente da outra, leva o leitor a uma nova perspectiva sobre os personagens (os já conhecidos e os novos). Recentemente, foi lançado o último livro da série: O Sangue do Olimpo. Eu ainda não li, mas quando ler, o Qual é a das quintas? terá um post todinho sobre Percy Jackson e os Heróis do Olimpo. Mal posso esperar. Se você ainda não leu, está esperando o que para começar?

* Para saber mais sobre o assunto, leia o livro Semideuses e Monstros. A introdução do livro é escrita por Rick Riordan.
** Foto da nova capa de Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Intrínseca).