Livros infantis – Só os clássicos

A única coisa que eu lembro do primeiro livro que eu li é a capa. Não lembro a história e nem o título. Mas lembro perfeitamente o dia que ganhei. Depois dele vieram muitos. E é sobre esses livros, que marcaram minha infância e o início da adolescência, que o Qual é a das quintas? vai falar neste post.

Os clássicos. Eles são aqueles livros que todo mundo já ouviu falar. Pode até não ter lido. Um deles é O Pequeno Príncipe. Esse livro voltou a fazer muito sucesso de um ano ou dois para cá. Sem dúvida, as crianças aprendem e se apaixonam pelo livro. Eu lembro da fita (de vídeo) do filme baseado no livro.

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Um livro que me marcou bastante foi Dom Quixote. Devo ter lido umas 5 vezes. O nobre cavaleiro que desbravou o mundo tendo verdadeiras alucinações desperta a curiosidade e a imaginação de quem se permite viver a história. Com uma linguagem simples, o livro alcança gerações e gerações de gente que prefere encarar os monstros imaginários.

A lista cresceu com Os Três Mosqueteiros e toda a aventura de defender o rei da França e as próprias trapalhadas dos 4 mosqueteiros (nunca entendi: se são 4…). O Conde de Monte Cristo, de Dumas, é um clássico, sem a menor dúvida. Uma história de amor, traição, vingança… melhor que as novelas que passam na tevê.

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O meu pai me apresentou a coleção dele de livros. Que loucura. Eu devorava. As Aventuras de Tom Sawyer, Robinson Crusoé, A Ilha do Tesouro, Alice no País das Maravilhas, Volta ao Mundo em 80 dias, O Máscara de Ferro… esses são clássicos de verdade.
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Muitos autores de livros infantis começaram contando histórias para os filhos antes de dormir. Tolkien fez isso e hoje temos toda a sua literatura em mãos. Alguns autores mais atuais também passaram pelo mesmo processo, como é o caso de Rick Riordan. Afinal, nada melhor do que as crianças para dizerem se gostaram ou não de uma história feita para elas. Agradeço a elas porque eu tive e tenho hoje muitos livros para ler.
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Ficou com saudade? Eu fiquei. Gostaria de voltar ao tempo quando eu tinha muito tempo para viajar por todos esses mundos mágicos e me perder em cada ilha, cidade, festa, palácio. Falei muito de mim nesse post porque não tinha como falar sobre as literaturas da infância sem citar os livros que eu mais gostava de ler. Se você não leu ainda algum desses títulos, não deixe de ler! Complete sua infância!

Aline Gomes
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Os contadores de histórias – Como começar uma grande história

Contar histórias é uma arte impressionante. Não é para qualquer um, mas alguns escrevem com uma inspiração… O Qual é a das quintas? traz algumas histórias de gente que conta histórias como ninguém.

Para contar uma boa história, é necessário ter alguns requisitos. Primeiro, ter personagens, cenário, um tempo. Porém, não é só disso que uma história sobrevive. Mas de onde vêm as inspirações para escrever?

Há quem escreva a partir de histórias que contavam para seus filhos, como é o caso de Rick Riordan, J.K. Rolling e muitos outros. São histórias que os pais contam para os filhos que são tão boas que seria maldade privar o mundo todo delas.

J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis tiveram outro tipo de inspiração. Tolkien, alguns dizem que sua inspiração inicial foi um poema cristão, a partir do qual ele destrinchou as histórias dos reis na Saga do Anel. Já Lewis, passou por uma mudança em sua vida que o influenciou, quase que cem por cento, suas histórias. Com muitos contos de fada, C.S. Lewis escreveu seus livros baseados na mitologia judaico-cristã. Não só isso, mas ele também escreveu diversos livros baseados em sua experiência com Cristo.

Um autor que deixa grandes incógnitas em nossa cabeça é Douglas Adams. Seu trabalho áureo, o Mochileiro das Galáxias (a Trilogia de Cinco, já tratada aqui no blog em “Meu outro carro também é um Porsche” e outras improbabilidades infinitas), ativa a imaginação do leitor e o leva a conhecer outros mundos. É o tipo de leitura que você volta ao início do parágrafo três ou quatro vezes para ter certeza que leu aquilo.

Star Wars teve origem em um livro, você sabia? George Lucas conta que o primeiro livro foi escrito a partir do roteiro dele do filme, por Alan Dean Foster, ghost-writer. Para Lucas, escrever as histórias da saga é retornar ao princípio. A saga no cinema superou as expectativas, de modo que ele se sentiu ainda mais empolgado para escrever.

Esses são apenas alguns exemplos de autores que fizeram e fazem diferença. As inspirações podem vir de qualquer lugar. Gostar de escrever é apenas o começo. O próximo grande autor de livros pode ser você. Que tal começar uma história ou voltar a escrever aquela que você deixou guardada, empoeirada em um caderno qualquer? O Qual é a das quintas? te dá, agora, algumas dicas de como começar uma boa história.

: Tenha uma ideia. A ideia é a inspiração. As vezes essa ideia vem de um livro que você leu, do vento batendo na janela, do cachorro latindo. A ideia pode vir de qualquer lugar.

: Pense os personagens. Um personagem principal e um vilão são essenciais para a história. Ainda que o vilão não seja aquele cara totalmente mau, que só faça o protagonista sofrer, como a madrasta da Cinderela, existe sempre alguém que não curte muito o que o personagem principal faz.

: Imagine uma linha que essa história pode seguir. Se a sua ideia é o início ou o final da história, você pode, a partir daí, pensar todo o resto. Assim, você cria um tema e imagina como a história começa e como ela acaba. Claro que conforme você for escrevendo, muitas ideias vão surgir e aquilo que você pensou no começo pode se modificar.

Feito isso, deixe sua imaginação fluir. Leia outros livros, tire novas inspirações, converse. As ideias vêm de lugares que você nem imagina. Escreva, conte. Não deixe que algo brilhante fique apenas na sua cabeça e prive todo o mundo de conhecer sua história.

O Egito nunca mais será o mesmo com os Kane

Rick Riordan é um cara que gosta muito mesmo de escrever sobre mitologia. O Qual é a das quintas? já escreveu sobre alguns de seus livros anteriormente em Direto do Olimpo – Percy Jackson e as aventuras de um semideus adolescente. Neste post, porém, vamos tratar de uma trilogia bem menos conhecida que os dez livros de Percy Jackson: As Crônicas dos Kane.
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A mitologia egípcia, em um primeiro momento, causa estranhamento em quem está acostumado com a graga. Nos livros de Riordan, não há simplesmente uma ascendência divina de uma das partes. Para os egípcios, os faraós e os magos eram seres sagrados e míticos. Alguns acreditam que os faraós seriam os próprios deuses encarnados, seres que compartilhavam a natureza, digamos, divina e a natureza carnal. Alguns, porém, não souberam alinhar as duas partes e tiveram grandes problemas. Riordan, inclusive, justifica as crises históricas do Egito aos problemas de identidade dos governantes e magos com os deuses. Era uma relação bem conturbada.

Mas os Kane são bem especiais. À princípio, como Rick gosta de fazer, os irmãos, Sadie e Carter, estão bem confusos. Primeiro, porque o pai deles, Julius Kane, age de forma não natural com eles na noite de Natal, único dia que ele tem a oportunidade de estar com a filha. As crianças foram separadas na infância depois que a mãe deles morreu em um terrível acidente. De repente, as crianças se vêem imersas em um mundo cheio de magia e gente perigosa, e deuses perigosos e maus.

De forma bem humorada, Rick Riordan transcreve uma gravação enviada pelas crianças de todas as suas aventuras e desventuras pelo Maat. É uma chance única de entender um pouco mais sobre a mitologia egípcia de um jeito nunca antes visto. Em três livros, as crianças vão se desenvolvendo, passando por crises de identidade e próprias a crianças e adolescentes normais. Após os três livros, ainda há outros acessíveis apenas por eBook que são uma espécie de crossover entre Sadie, Carter e todos os deuses egípcios e Percy, Annabeth e todos os deuses gregos, além dos guias de sobrevivência que todo mago deve ter.

A Pirâmide Vermelha, O Trono de Fogo e A Sombra da Serpente são histórias fantásticas, cheias de aventuras que, em nenhum momento, te deixa cansado ou enjoado da história. Atraente e simples, as histórias falam com crianças, adolescentes, jovens e adultos que estão abertos a viver tais aventuras e a conhecer uma nova cultura, totalmente diferente até então.

A próxima aventura de Riordan trata outra mitologia, a nórdica. Ainda não sabemos muito o que podemos esperar dela, mas se seguir o ritmo das coleções já existentes, com certeza será muito bem recebida por todos. Percy Jackson e os deuses gregos é um livro recém-lançado que eu ainda não tive a oportunidade de ler. Mas espero, em breve, completar toda a minha coleção.

Direto do Olimpo – Percy Jackson e as aventuras de um semideus adolescente

Já pesou se, de repente, todos aqueles mitos que a gente ouve nas aulas de História ou Filosofia no colégio sobre deuses e heróis gregos fossem verdade? Ok. Vamos falar de ficção e de alguém que conseguiu transformar essas lendas em histórias reais e ganhar leitores pelo mundo inteiro. Estamos falando de ninguém menos que nosso informante do Acampamento Meio-Sangue, Rick Riordan. O Qual é a das quintas? de hoje fala sobre a série de livros do jovem semideus Percy Jackson e os Olimpianos (os tais deuses do Olimpo).

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Vamos refrescar a memória. Semideuses são, de acordo com os mitos, os filhos de deuses com mortais. Durante a História, vários semideuses (ou heróis) teriam realizado grandes feitos. Percy Jackson seria apenas mais um se não fosse o fato de ele ser filho de um dos três grandes, ou seja, ele é filho do deus dos mares, Poseidon que é irmão de Zeus e Hades. Além disso, há uma profecia que gira em torno da vida do garoto de apenas 12 anos. Então, de uma hora para a outra, tudo começa a fazer sentido na vida dele, ou não. Ele tem que aprender a derrotar monstros se quiser sobreviver. Não se trata apenas de viver sua própria vida como um adolescente normal, ele tem em suas mãos a missão de salvar o mundo como os grandes heróis da história.

Percy Jackson surgiu quando Rick Riordan descobriu que seu filho tinha TDAH e dislexia. Ele pedia para o pai contar histórias sobre mitologia grega – era uma matéria que ele ia bem na escola. E então lhe ocorreu “inesperadamente — como Atena da testa de Zeus” como deveriam se relacionar o mito dos heróis e o TDAH e a dislexia em Percy. O garoto tinha dificuldades para ler, mas não que visse pouco, ele via muito. E seus reflexos? Ele estaria sempre pronto para a batalha. Era assim que um semideus deveria ser. E depois de contar a história para o filho, ele pediu para que Rick escrevesse, ele tinha adorado a história. Por fim, nós também adoramos.*

Rick Riordan tem uma incrível capacidade de prender o leitor em seus livros do início até o final. E quando o livro acaba, esses mesmos leitores querem imediatamente começar o próximo livro. É praticamente impossível não ficar meio chateado até com o Rick por ele ter deixado a história acabar daquele jeito, nos forçando a começar a ler logo o próximo livro. A parte ruim é quando você não tem o próximo livro e começa a se “remoer” porque não sabe o que fazer da sua vida até começar o próximo. Isso soa meio dramático, mas é basicamente o que acontece com quem lê os livros dele.

Percy não está sozinho nos livros. Ele conta em detalhes todas as características dos seus amigos – e dos inimigos também. Além das aventuras e encrencas que um herói se envolve naturalmente, a parte pessoal da vida do garoto é bem explorada e se mistura o tempo inteiro com sua batalhas.

Um dos meus favoritos da série Percy Jackson e os Olimpianos – e aqui quem está falando é a autora desse post, apenas – é A Maldição do Titã. Bom, é difícil ter um favorito. Tentar provar que não é o ladrão de raios, fugir de sereias e monstros terríveis no mar de monstros, ter que percorrer um labirinto que muda o tempo inteiro sem enlouquecer e, enfim, lutar para que o mundo não seja destruído é fascinante. Na verdade, acho que o que me cativou foi a inserção de novos e fantásticos personagens em A Maldição do Titã, além de um conjunto de situações confusas que fazem você se colocar no lugar de Percy milhões de vezes.

Se você apenas viu os filmes, não perca mais tempo, leia os livros! E não há com o que se decepcionar. Você já deve ter ouvido que nem todos os filmes são fiéis à obra literária. Bom, Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem uma história muito mais surpreendente no livro que no filme. Não que o filme seja ruim, não, o filme é bom! Particularmente, toda vez que passa na tevê eu quero assistir e eu tenho em casa para ver quando quiser. Apesar de não ter me apaixonado pelo filme Percy Jackson e o Mar de Monstros, ele é até um pouco mais fiel ao livro (um pouco), mas deixou a desejar. O que não acontece no livro.

O melhor em Percy Jackson é que Rick Riordan adora fazer seus leitores felizes. Não contente com o fim da série, ele criou outras séries e vêm outras por aí. A sequência de Percy Jackson e os Olimpianos é Percy Jackson e os Heróis do Olimpo que é cheia de surpresas e, apesar de ser bem diferente da outra, leva o leitor a uma nova perspectiva sobre os personagens (os já conhecidos e os novos). Recentemente, foi lançado o último livro da série: O Sangue do Olimpo. Eu ainda não li, mas quando ler, o Qual é a das quintas? terá um post todinho sobre Percy Jackson e os Heróis do Olimpo. Mal posso esperar. Se você ainda não leu, está esperando o que para começar?

* Para saber mais sobre o assunto, leia o livro Semideuses e Monstros. A introdução do livro é escrita por Rick Riordan.
** Foto da nova capa de Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Intrínseca).