Direto do Olimpo – Percy Jackson e as aventuras de um semideus adolescente

Já pesou se, de repente, todos aqueles mitos que a gente ouve nas aulas de História ou Filosofia no colégio sobre deuses e heróis gregos fossem verdade? Ok. Vamos falar de ficção e de alguém que conseguiu transformar essas lendas em histórias reais e ganhar leitores pelo mundo inteiro. Estamos falando de ninguém menos que nosso informante do Acampamento Meio-Sangue, Rick Riordan. O Qual é a das quintas? de hoje fala sobre a série de livros do jovem semideus Percy Jackson e os Olimpianos (os tais deuses do Olimpo).

O-ladrão-de-raios

Vamos refrescar a memória. Semideuses são, de acordo com os mitos, os filhos de deuses com mortais. Durante a História, vários semideuses (ou heróis) teriam realizado grandes feitos. Percy Jackson seria apenas mais um se não fosse o fato de ele ser filho de um dos três grandes, ou seja, ele é filho do deus dos mares, Poseidon que é irmão de Zeus e Hades. Além disso, há uma profecia que gira em torno da vida do garoto de apenas 12 anos. Então, de uma hora para a outra, tudo começa a fazer sentido na vida dele, ou não. Ele tem que aprender a derrotar monstros se quiser sobreviver. Não se trata apenas de viver sua própria vida como um adolescente normal, ele tem em suas mãos a missão de salvar o mundo como os grandes heróis da história.

Percy Jackson surgiu quando Rick Riordan descobriu que seu filho tinha TDAH e dislexia. Ele pedia para o pai contar histórias sobre mitologia grega – era uma matéria que ele ia bem na escola. E então lhe ocorreu “inesperadamente — como Atena da testa de Zeus” como deveriam se relacionar o mito dos heróis e o TDAH e a dislexia em Percy. O garoto tinha dificuldades para ler, mas não que visse pouco, ele via muito. E seus reflexos? Ele estaria sempre pronto para a batalha. Era assim que um semideus deveria ser. E depois de contar a história para o filho, ele pediu para que Rick escrevesse, ele tinha adorado a história. Por fim, nós também adoramos.*

Rick Riordan tem uma incrível capacidade de prender o leitor em seus livros do início até o final. E quando o livro acaba, esses mesmos leitores querem imediatamente começar o próximo livro. É praticamente impossível não ficar meio chateado até com o Rick por ele ter deixado a história acabar daquele jeito, nos forçando a começar a ler logo o próximo livro. A parte ruim é quando você não tem o próximo livro e começa a se “remoer” porque não sabe o que fazer da sua vida até começar o próximo. Isso soa meio dramático, mas é basicamente o que acontece com quem lê os livros dele.

Percy não está sozinho nos livros. Ele conta em detalhes todas as características dos seus amigos – e dos inimigos também. Além das aventuras e encrencas que um herói se envolve naturalmente, a parte pessoal da vida do garoto é bem explorada e se mistura o tempo inteiro com sua batalhas.

Um dos meus favoritos da série Percy Jackson e os Olimpianos – e aqui quem está falando é a autora desse post, apenas – é A Maldição do Titã. Bom, é difícil ter um favorito. Tentar provar que não é o ladrão de raios, fugir de sereias e monstros terríveis no mar de monstros, ter que percorrer um labirinto que muda o tempo inteiro sem enlouquecer e, enfim, lutar para que o mundo não seja destruído é fascinante. Na verdade, acho que o que me cativou foi a inserção de novos e fantásticos personagens em A Maldição do Titã, além de um conjunto de situações confusas que fazem você se colocar no lugar de Percy milhões de vezes.

Se você apenas viu os filmes, não perca mais tempo, leia os livros! E não há com o que se decepcionar. Você já deve ter ouvido que nem todos os filmes são fiéis à obra literária. Bom, Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem uma história muito mais surpreendente no livro que no filme. Não que o filme seja ruim, não, o filme é bom! Particularmente, toda vez que passa na tevê eu quero assistir e eu tenho em casa para ver quando quiser. Apesar de não ter me apaixonado pelo filme Percy Jackson e o Mar de Monstros, ele é até um pouco mais fiel ao livro (um pouco), mas deixou a desejar. O que não acontece no livro.

O melhor em Percy Jackson é que Rick Riordan adora fazer seus leitores felizes. Não contente com o fim da série, ele criou outras séries e vêm outras por aí. A sequência de Percy Jackson e os Olimpianos é Percy Jackson e os Heróis do Olimpo que é cheia de surpresas e, apesar de ser bem diferente da outra, leva o leitor a uma nova perspectiva sobre os personagens (os já conhecidos e os novos). Recentemente, foi lançado o último livro da série: O Sangue do Olimpo. Eu ainda não li, mas quando ler, o Qual é a das quintas? terá um post todinho sobre Percy Jackson e os Heróis do Olimpo. Mal posso esperar. Se você ainda não leu, está esperando o que para começar?

* Para saber mais sobre o assunto, leia o livro Semideuses e Monstros. A introdução do livro é escrita por Rick Riordan.
** Foto da nova capa de Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Intrínseca).

Especial Mês da Criança – “Mais uma vez, o dia foi salvo graças…”

A todos os nossos heróis. No mês das crianças, seria impossível não dedicarmos um espaço aos nosso heróis. A imaginação humana exige que os heróis existam para que haja esperança nos olhos das pessoas, como foi dada a definição do Homem-Aranha nos filmes O Espetacular Homem-Aranha (direção de Marc Webb). Nossas eternas crianças adoram heróis, desde os mitos, as HQs, os desenhos até os filmes e jogos. Que tal relembrar um pouquinho mais sobre as inspirações das crianças? (Daqui a pouco voltaremos a falar do herói aracnídeo)

Os heróis e os todos os seus grandes atos heroicos tiveram origem bem antiga. A Idade Heroica, conhecida exatamente pelos mitos dos heróis gregos, é recheada de história de semideuses, que não eram nem deuses e nem meros mortais. Eles surgiam, em grande parte, da união entre um deus do panteão grego e mortais, assim, adquirindo certas habilidades especiais de acordo com sua origem. Dessa forma, heróis como Perseu, Héracles (mais conhecido como Hércules – seu nome romano), Teseu, entre outros são sempre retratados derrotando monstros e salvando o dia. Tais histórias eram tão marcantes que sobreviveram séculos e séculos e, hoje, não faltam filmes sobre os atos heroicos dos semideuses, além das histórias sobre novos semideuses que surgiram, por exemplo, dos livros de Rick Riordan.

Muitos séculos se passaram e surgiram novos heróis, um tanto mais humanos. Histórias de reis e guerreiros que defendiam os reinos medievais se espalharam. Robin Hood, o fora da lei que roubava dos ricos para dar aos pobres, encantou gerações e gerações. Nada passava despercebido ao seu arco na Floresta de Sherwood. Além dele, também há Os Três Mosqueteiros (escrito por Alexandre Dumas), que defendiam a Coroa Francesa, se metem em grandes confusões, principalmente quando envolvem o Cardeal Richelieu e os ingleses, seus grandes inimigos. O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda inspiram até hoje pelas suas batalhas em defesa da Grã-Bretanha.

E então chegaram os quadrinhos. Em 1985, surgiu a primeira tirinha no jornal americano New York World com o personagem Yellow Kid, de Richard Outcault. Depois, vieram os animais como personagens, como o Mickey Mouse, do Walt Disney. Na década de 1930, começaram a surgir os primeiros agentes secretos e heróis, como Fantasma e Mandrake. Daí surgiu o Superman, o Batman, o Capitão América que chegaram para salvar suas cidades e defender o país (EUA) dos inimigos, no caso do Capitão, a história se desenrolava em torno da II Guerra Mundial e o inimigo era o próprio nazismo.

Daí para frente não pararam de surgir heróis. Cada um com um poder diferente, combatendo o crime e se envolvendo em lutas épicas com grandes vilões. Surgiram as ligas e equipes em que vários heróis se juntavam pelo bem comum, apesar das rixas entre eles mesmos. A Liga da Justiça e Os Vingadores apareceram assim, para combaterem inimigos que, sozinhos, nossos heróis não conseguiriam combater. Os X-Men chegaram com a ideia de que existiam alguns seres superdotados, com uma mutação genética. Eles deviam se proteger e proteger o mundo de ameaças.

As HQs influenciaram tanto, principalmente depois da década de 1960, com o Movimento Pop Art e produções de Roy Lichtenstein nos EUA, que até hoje podemos ver a estética dos quadrinhos em diversas situações, desde a moda até clipes musicais. Um exemplo disso é o Lyric Video do single do álbum Baptized (2013), do Daughtry, Waiting for Superman. Tanto a letra da música quanto as imagens parecem ter saído de histórias em quadrinhos.

Lembra do Homem-Aranha que citei no início do texto? Nossas eternas crianças parecem tê-lo eleito como um dos “heróis do mês”. Muitos narraram suas paixões pela história do herói, por ele ser um personagem totalmente humanizado. É um adolescente que não é lá dos mais populares (ele não é nem um pouco popular) e que tem seus instintos aguçados (instintos de aranha) após ser picado por uma aranha geneticamente modificada. Além de ter as atividades de um adolescente normal, ele é o Homem-Aranha nas horas vagas, salvando Nova York dos terríveis vilões que sismam em atacar a cidade ou até de criminosos que não deixam os cidadãos em paz.

Sem nome, por Guilher Lucas

O Homem-Aranha, adaptado por Guilherme Lucas

Outro herói que nossas eternas crianças lembraram foi o Goku, direto dos mangás para as telinhas e os jogos de Dragon Ball. Para eles, “o Guku é um dos melhores super-heróis dos últimos tempos, com relação aos desenhos” (Ana Souza defende o personagem). Ele simplesmente vence todo mundo.

Esse é, sem dúvida, um daqueles assuntos que ficaríamos horas e horas falando sem nos cansar. Porém, essa semana ficamos por aqui, enquanto nossos heróis salvam o mundo ao nosso redor. Não citei muitos heróis porque eles são MUITOS. Mas e seus heróis? Quem são eles? Acredito que há muitas pessoas, como eu e você, que vencem grandes batalhas e são verdadeiros heróis de nossos dias, mesmo sem uma máscara, uma capa e uma roupa colorida. As crianças, principalmente, esperam que nós sejamos heróis, basta dar asas à imaginação.