Épico e aquático – Notícias da família

Os Desafiantes de Yuvalin retornaram das férias e há muito o que conversar. Confira o relato da sereia druida Helga Iris deste encontro e todas as novidades dos amigos.


Nos encontramos, finalmente, na taverna Foice e Martelo para matar a saudade e saber sobre as novidades. Edward e Toshinori tinham acabado de chegar de viagem e, para nossa grande surpresa, Ed usava um tapa-olho sobre onde o olho esquerdo deveria estar.

Toshinori usava um manto do fascínio quando chegou, falando que a bênção dos deuses estava sobre nós. Stefan, que eu estava preocupada com relação aos efeitos que a traição de Ràthania lançaram sobre ele, estava entretido e fascinado com a primeira edição do jornal do Joseph, o Meia-Hora de Yuvalin.

Minha preocupação era que o Kroll não estava conosco ainda, porque, da última vez que chegamos das “férias” e alguém não estava, o que veio a seguir foi caótico. Mas o pensamento foi rapidamente afastado quando o paladino, me vendo em trajes e postura tamuranianos, se dirigiu a mim com um sotaque e cumprimentos comuns no Império de Jade.

Foice e Martelo, a taverna dos trabalhadores

Toshinori comentou que eu devia estar mais próxima de Goro agora então e eu confirmei, mas não apenas dele, mais próxima de mim mesma, de quem eu sou. Falei que passei um tempo estudando e me conhecendo, ainda ofereci um saquê. Ele quis misturar o saquê com a cerveja, o que não deu muito certo.

Então, perguntei para eles como foram os últimos três meses para cada um. Toshinori falou que ele e Edward conseguiram a bênção de mais três deuses na última viagem deles e que o olho perdido de Ed era um detalhe sem tanta importância diante de tudo o que conquistaram.

Enquanto falávamos sobre as aventuras e desventuras do nobre e do paladino, a porta da taverna se abriu para a passagem do nosso bárbaro. Mas ele não estava sozinho. Logo atrás dele entrou uma moreau leão. Era tudo o que a gente precisava! Com certeza!

A entrada deles silenciou a taverna. Todos olhavam para as criaturas imponentes que adentravam. Menos Joseph que, desde que chegamos, não parava de escrever e reclamar com seu funcionário do jornal chamado Phillip. Ele apenas se dignou a levantar os olhos e cumprimentar a estranha como “namorada do Kroll” e, depois, retomou suas tarefas de dono do jornal.

Eu fiquei atônita. Como? Ela também pareceu não gostar da ideia de receber aquele título e fechou a cara se aproximando do bardo. Já o Kroll só deu um “oi” para nós. Eu, chocada como estava, que achava ter passado por coisas bem diferentes nas minhas férias, agora percebia que meus dias foram os mais normais de todos. Que novidades eram todas essas?!

O crocodilo parecia mais assustado por me ver do que eu por vê-lo ao lado da leoa. Só porque eu estava vestindo o kimono, prendi meus cabelos em coque e tinha passado uma daquelas maquiagens tamuranianas, nada de mais. Ele disse que eu estava diferente e, bom, é o que acontece quando se passa mais tempo com as pessoas. A gente capta alguns modos delas. Foi o que aconteceu nesses três meses comigo. Expliquei o que tinha feito nas minhas férias, porque, de repente, todos estavam curiosos com a minha nova fisionomia e postura.

Mas, caramba! O Kroll arranjou uma leoa! E o Toshinori caiu no chão quando a leoa meio que empurrou o paladino ao sentar no banco. Ele contou que ela, a Leah, era uma amiga antiga e que trouxe a notícia de que seu pai tinha morrido. Bom, foi o Joseph quem deu o spoiler, o que deixou o crocodilo com raiva do bardo.

Fiquei triste pelo bárbaro. Uma notícia difícil de receber, sem dúvida. Não consigo nem me imaginar recebendo a notícia do falecimento de Silena ou Agenor, nem quero pensar nisso! Mesmo que eles nem sejam meus pais de sangue.

Leah e Kroll

Stefan, até agora, tinha falado bem pouco. Toshinori o abraçou e isso me preocupou mais do que qualquer coisa. O inventor estava bem menos abatido do que quando o vi pela última vez, trabalhando na oficina do Drrrun enquanto eu passeava com Noah há algumas semanas.

Foi então que, finalmente, o kliren começou a abrir o jogo quanto ao que aconteceu nos últimos meses. Se exibindo, como sempre, o que me fez perceber que ele estava bem, ele contou sobre ter consertado o K e adicionado uma pitada de Stefan ao golem, seja lá o que isso signifique. Também contou sobre suas novas engenhocas no braço de metal e seus óculos estranhos.

Leah estava curiosa com relação à nova aparência de Edward e quis informações sobre o que tinha acontecido. Ed contou sobre sua desventura ao trocar seu olho esquerdo pela liberdade de seus companheiros quando caiu em uma emboscada de uma bruxa. Eu também fiquei curiosa sobre o que tinha acontecido na viagem deles a Ahlen.

Já o paladino nos surpreendeu a todos quando disse que sentiu falta de Stefan por ter que conviver durante a viagem com uma criatura que o fez quebrar seus votos ao mentir. Realmente, sentir falta do Stefan é algo anormal, mas compreensível nesse caso. Toshinori me mostrou seu novo manto e que ele o ajudaria a, junto comigo, cuidar dos ferimentos das pessoas e curá-las quando necessário. Eu era toda gratidão!

Expliquei a todos que eu tinha pensado em desistir depois da nossa última aventura e minha decisão de ir aprender a sabedoria dos mestres de Tamu-ra em um lugar menos distante, ali em Nitamu-ra. Falei que eu estava disposta a ser uma líder melhor, que passei um tempo especial ao lado de Goro e trabalhando com Ezequias na Guilda. Também contei sobre a Noah que está esperando filhotinhos.

O inventor também falou sobre sua viagem a Tahafett (estremeci com essa menção) e como o Drrrun retornou de sua viagem a Rhond trazendo alguma novidade que ele queria contar para nós junto de Ezequias. Devia ser algo deveras importante! Marcamos de nos encontrarmos na Guilda dos Mineradores no dia seguinte..

Foi uma festa toda essa conversaria. Muitas novidades! E aproveitamos bem a noite na companhia uns dos outros. Finalmente, Joseph parou de escrever e o tal Phillip saiu correndo da taverna. Mas volta e meia o bardo ia procurar o Stalin, seu marido, eu acho. Toshinori, Kroll e Leah derramaram os canecos, para variar. Já tarde da noite, nos despedimos e voltei para casa para descansar com Goro e Noah.

No dia seguinte, éramos, mais uma vez, uma família feliz passeando pela cidade. Me despedi do Goro na porta da Kanpeki e segui para a Guilda com a Noah, onde nos encontramos com todos, inclusive com um K reformado. Fiquei realmente feliz por vê-lo consertado. Stefan foi bem útil para ele, afinal.

Ao entrarmos na sala do Ezequias, nos deparamos com ele, Drrrun e o terceiro braço do chefe – o Jimmy. Edward ficou estarrecido com o braço grotesco, que foi um acidente no laboratório, lidando com matéria vermelha. Foi uma conversa até meio fofa entre os dois amigos: Ezequias e Edward.

E, então, Ezequias entregou ao Edward um baú, uma caixa onde estava um espólio que era uma espada misturada com matéria vermelha – GROTESCO – e uma carta. A CARTA que devia contar sobre o paradeiro do meu pai. Eu acho que arregalei os olhos e meu coração acelerou. A Noah até começou a se enroscar nas minhas pernas. Não prestei mais atenção nas conversas até que Edward começou a ler a carta em voz alta.

A carta

Agradeci trêmula quando Edward me entregou a parte que contava sobre o meu pai: Sir Anthony Starkey, o Cavaleiro das Rosas, galanteador que portava uma espada bastarda de matéria vermelha como herança de família, serviu a Sir Lohrin Starkey e à família Lazam em Hongari. Seu paradeiro era desconhecido, mas fora visto uma última vez em Deheon em companhia de uma mulher muito bela.

Meu ouvido zumbiu por alguns minutos até que ouvi Drrrun dizer que Ràthania foi vista em Rhond e que um leiloeiro abriu passagem para ela em Aslavi, Aslothia. Aparentemente, aquilo que ela nos roubou seria leiloado lá e nós, é claro, traríamos a ferramenta artefato de volta a Yuvalin sã e salva – de acordo com Ezequias.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/D1K2TGdVNww

Continue aqui no Blog para saber o que acontece nos próximos capítulos desta jornada.

Até breve!

Que tal ler tudo o que já rolou nessa história em ordem cronológica? Clique no botão.

Épico e aquático – Sigam as aranhas!

Tem mais aranha no Blog Qual é a das quintas? essa semana! Além de uma resenha sobre o novo filme (Viagem animada através do AranhaVerso), você confere agora mais uma parte do diário da Helga Iris, sereia, druida e membro dos Desafiantes de Yuvalin.


Stefan sabe ser insuportável. Cada hora, esse cara faz uma gracinha diferente. Dessa vez, foi no relatório para a Guilda sobre a Taverna Fim do Mundo. Uma das coisas que notamos na taverna é que ela nunca servia comida e ele disse que comemos uma comida muito boa.

Primeiro erro, porque, se a Guilda sabe o que acontece lá, não acreditaria que comemos alguma coisa. Precisei intervir no relatório e pedir para que ele tirasse essa parte. Toshinori apoiou.

Além disso, Stefan tem a grande audácia de se considerar o melhor investigador do mundo e colocou isso no relatório (não exatamente com essas palavras, mas sim). Ainda disse que eu chamo muito a atenção por aí.

Apresentamos o relatório ao Galyx. Ele aceitou e se colocou como um possível parceiro, caso precisássemos. Foi aí que eu precisei reconhecer que Stefan até que é um bom negociante: ele já pediu logo um adiantamento de uma garantia, conseguindo uma caixa com duas bombas, vinte tibares e uma balinha (meio suspeita).

Saímos de lá para voltar à Guilda e entregar o relatório. Quando chegamos, Toshinori estava tentando recrutar novos aventureiros para a equipe e Stefan e eu entramos na sala da oficial Helena. Ela estava de saída, mas recebeu o relatório, pôs sobre uma pilha de papel e nos dirigiu à palavra para apresentar um crocodilo.

Bom, ele não é um crocodilo, mas meu coração disparou, confesso. Acabamos de perder Noah, que era um trog. De repente, aparece um moreau meio crocodilo na minha frente. Ela disse que ele simplesmente apareceu ali, com ordens superiores para se juntar aos Desafiantes de Yuvalin.

Estranho? Sim. Mas começamos a conversar com Kroll e o recebemos na equipe. Nem preciso dizer o quanto eu fiquei feliz em ter alguém da raça dele no grupo. Eu sou meio peixe, então, ter um meio crocodilo, é ótimo.

Ele costumava caçar e dormir na floresta. Bônus para ele! Encontramos Toshinori e Joseph no salão principal e apresentamos Kroll. Eles também pareceram tomar um susto, mas deram boas-vindas ao novato. Toshinori me olhou com curiosidade pelo meu entusiasmo com Kroll ter chegado na equipe. Acho que eu exagerei mesmo ao me disponibilizar para apresentar o lugar onde costumo dormir.

Aproveitamos para escolher a missão que cumpriríamos no dia seguinte e decidimos comemorar a chegada do novato na Taverna Foice e Martelo. Enquanto nos acomodávamos, Stefan e eu ouvimos uma conversa sobre o presidente da Guilda, o pai do Peter, Rodford Vahrim, ter sido o responsável por colocar o Mestre Himmerzan como chefe da Forja, além dos já conhecidos rumores de que Himmerzan fosse purista.

Toshinori se empolgou um pouco e resolveu começar um campeonato de quem virava mais cervejas. Vexatório. Stefan e eu acompanhamos de longe, Joseph desapareceu, mas Toshinori e Kroll ficaram bem loucos, nem consegui apresentar nada a Kroll fora da cidade.

Felizmente, todos os membros da equipe se encontraram no horário de sempre na Guilda para seguir para a missão. Fomos bem longe, aliás. Chegamos a uma portinha no meio do nada e conhecemos o boticário Rafu, na Poções Promissoras. Ele é bem animado e fala cantando e batendo em seu tamborete preso à cintura.

Nós informamos o motivo de estarmos ali e ele, rapidamente, fechou a loja e nos levou até a floresta, onde encontraríamos aranhas gigantes. Sim, aranhas gigantes são a fonte para extrair o que era necessário para produzir suas poções.

Antes de as aranhas aparecerem

E encontramos as aranhas quando Toshinori ficou preso em uma teia gigante. Kroll já partiu pra cima, pra tirar Toshinori de lá. Eu, pra variar, tive que curar a galera que estava tomando muito dano com o ácido cuspido pela aranha. Eu, inclusive. E, então, Toshinori conseguiu matar a primeira aranha.

Eu tentei deter a outra e consegui fazer ela perder os movimentos por um tempo com magia. Acabei me prendendo a uma teia. Joseph inspirou as armas do pessoal e, depois de eu precisar curá-lo, óbvio, num disparo certeiro, Stefan fez a parte dele, com cara de insuportável, mas fez. Rafu ficou radiante quando conseguiu extrair o que precisava das aranhas gigantes. Kroll me ajudou a sair da teia e retornamos para a cidade.

Levamos o relatório da missão para a Guilda e a oficial Helena nos esperava. Com a cara mais indecifrável ela falou que leu nosso relatório sobre a Taverna Fim do Mundo e que precisava das nossas insígnias. Eu entrei em choque. Mas tirei a insígnia e entreguei.

Qual não foi minha surpresa quando ela nos entregou novas insígnias, de coríndon.

Agora, sim, somos aventureiros reconhecidos e podemos fazer missões mais interessantes. Uma pena Noah não estar conosco, ele ficaria imensamente feliz.

Antes que saíssemos da Guilda, um jovem hynne veio correndo e, esbaforido, nos entregou um bilhete. Não deu nem tempo de agradecer, ele já havia saído correndo da mesma forma que entrou. Eu li para todos: “Desafiantes de Yuvalin, vocês foram notados. Compareçam à loja Minérios Maravilhosos no Distrito da Bigorna. E.H.”

Não sei quem é esse E.H., mas Kroll teve uma leve reação de espanto ao ouvir a sigla. Suspeito, mas fazer o quê? Vamos descobrir o que isso significa. Parei para escrever meu diário enquanto ainda decidimos o que fazer com esse bilhete.


Aguarde o próximo episódio do diário da Helga para descobrir como a equipe vai lidar com as novidades.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Consolamos um galanteador

Em sequência à missão de entregar a encomendo do “Senhor P.” para a sra. Ártemis, muita coisa pode acontecer, inclusive, servir de terapeuta. Confira a segunda parte dessa aventura. Perguntamos…

Épico e aquático – Já não sei mais o que estamos fazendo

Em comemoração ao Dia da Toalha, também conhecido como Dia do Orgulho Nerd, o diário da Helga tem mais um episódio lançado (feito inédito aqui no Qual é a das quintas?!).

Depois dos últimos acontecimentos, era hora de seguir em frente, mas a sereia druida, Helga Iris, parece ainda não entender bem o que está acontecendo, perdida em pensamentos sobre Noah.

Confira o relato dela sobre a missão.


Nos encontramos no horário de sempre na Guilda. Sem o Noah tudo parece estranho. Mas seguimos em direção à tal taverna, longe de tudo, onde deveríamos investigar itens proibidos no reino. Taverna Fim do Mundo, no Distrito da Bigorna. A suspeita era de que lá fosse um ponto de venda de pólvora e armas e bombas.

O local era bem esquisitinho. Caindo aos pedaços e só vendia bebidas, nunca comida. O pessoal tentou se misturar e eu fui dar uma volta para conhecer o ambiente. Como todos olhavam para mim de um jeito estranho, resolvi me aproximar do balcão para uma conversa casual. Quem sabe conseguiria alguma coisa com isso.

Enquanto conversava com os goblins no balcão, o chefe do lugar entrou no salão e veio até onde eu estava e, como Stefan estava por perto, já se juntou logo à conversa. O dono da taverna, sujeito meio mal-encarado, goblin, todo vermelho, queria saber o que aventureiros da Guilda estavam fazendo ali e nos propôs um acordo.

Aparentemente, a própria Guilda mantém em segurança e sigilo o comércio ilegal dos itens proibidos, como uma troca de favores. Bom, nós precisávamos conversar sobre a proposta e pedimos um momento em grupo para isso.

Nossa negociação com o Príncipe da Pólvora Galyx

Nos sentamos a uma mesa e começamos a discutir o que fazer. Todos tinham absoluta certeza de que aquele lugar era estranho e que, com uma investigação um pouco mais apurada, era possível compreender que era sim um lugar que, a qualquer pequena faísca, tudo iria pelos ares.

Toshinori foi enfático quanto às injustiças que a Guilda já vinha cometendo e que seria melhor realmente fingir que tudo estava limpo na taverna. Stefan também disse que o relatório deveria ser favorável ao estabelecimento, para não termos problema.

Mal havíamos começado essa discussão quando o anfitrião chegou à mesa para perguntar sobre o resultado da conversa. Observei que as saídas estavam bloqueadas, logo, não seria uma negociação tão amigável assim.

Stefan convenceu o Galyx, (também conhecido por ali como Príncipe da Pólvora Galyx) de que daria um relatório favorável sobre a taverna à Guilda e tudo continuaria como está. Combinamos de voltar com o relatório para ele analisar antes de entregarmos à Guilda. Então, ao sairmos da taverna, combinamos de todos analisarmos o relatório antes de entregar para revisão do senhor Galyx.

Depois disso, seguiríamos para a Guilda, para entregar o relatório da missão, buscar uma nova e, quem sabe, encontrar mais um ou dois membros para a equipe.

Nunca mais teremos Noah lutando ao nosso lado, apesar de poder senti-lo comigo. Mas fará bem à equipe ter mais pessoas para ajudar.


Será que a equipe terá novos participantes? Como será o desenrolar desse relatório para a Guilda?

Aguarde o próximo episódio do diário da Helga sobre os Desafiantes de Yuvalin.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo: