As grandes aventuras pedem um bom som

Imagine a cena: você liga seu videogame (Super Nintendo, MegaDrive, Playstation 1, 2, 3, 4, X-box etc.), começa a jogar e, de repente, silêncio. Cadê a musiquinha (clássica) do Mario? E se ela nunca tivesse existido? Já pensou nisso? Como o mundo dos videogames seria sem graça se não houvesse a tal da trilha sonora. É por isso que o Qual é a das quintas? dessa semana traz para você um pouquinho das soundtracks que fizeram/fazem história nos games.

Assim como no cinema, o universo gamer se torna muito mais empolgante e emocionante quando acompanhado de uma boa trilha sonora. Em um post anterior do blog (O som das grandes histórias), já falei sobre o cinema e esse desafio e beleza que é ter a associação da imagem à música.

Muitos jogos são lembrados inclusive pela trilha. Por exemplo, Need For Speed é aquele jogo que tem uma trilha bem marcante. Todas as versões de NFS têm músicas que se encaixam perfeitamente às corridas, vitórias e fugas da polícia. E as músicas, em sua maioria, são bem características, a ponto de um player estar ouvindo uma música no rádio e pensar que era muito parecida com as do jogo. Outra trilha notável é a de Tony Hawk’s. Horas e horas fazendo manobras com o som das ruas, das pistas e das rampas. Os jogos de futebol também entram nessa lista. Por trás da narração do jogo e dos menus sempre tem músicas que marcam gerações.

O que dizer, então, de Guitar Hero, Dance Dance Revolution e Just Dance? A própria música é o tema do jogo. Muitos são aqueles que aprenderam as músicas de tanto ouvir enquanto jogavam. Já sabem de cor as teclas que apertar ou os passos que dar no momento apropriado. Esses jogos apresentam e exigem aos players total senso de ritmo. Sem ele, é quase impossível ter boa pontuação na música. Fora as competições de quem joga/dança mais que são desafios sempre muito divertidos.

Trazemos dois grandes nomes da música dos videogames neste post. Um deles é Yuzo Koshiro, apaixonado por música e games desde pequeno. Compôs trilhas para jogos como Sonic, Castlevania: Portrait of Ruin, Streets of Rage, e muitos outros. O outro nome é de Yoko Shimomura, “a mais famosa compositora de videogames do mundo”. Ela é conhecida por trilhas de Kingdom Hearts, Final Fight, Street Fighter II, Mario & Luigi: Superstar Saga, entre outros. Graças a eles, alguns dos nossos jogos favoritos são muito mais emocionantes.

Há muito mais jogos com grandes trilhas. GTA e Driver, por exemplo, quem não adora ouvir as músicas? Jogos baseados em filmes, geralmente, trazem as músicas direto das telonas para os consoles.

Os jogos jamais seriam os mesmos sem suas trilhas sonoras. O player poderia até perder a vontade de jogar se não fosse pela música. A música “alimenta” a adrenalina no jogo e o jogador se sente muito mais animado e concentrado para jogar. Música, nesse caso, ajuda mais ainda na concentração do que atrapalha. Música sempre ajudando. Sejam gamers, cinéfilos, leitores, sonhadores…

O som das grandes histórias

Os filmes são capazes de atrair a atenção de muitas pessoas. As mantêm entretidas e até estáticas em frente a uma tela, seja ela pequena ou grande, com histórias de aventura, de romance, que nos fazem rir e nos fazem chorar. Conseguem transmitir ideais, sonhos, fantasias e alcançam um grande número de pessoas ao redor de todo o mundo. Contam histórias de verdade e histórias de mentira. Mas a sétima arte estaria incompleta sem a primeira.

O cinema é marcado pelo uso da música como fator de grande relevância desde a sua criação. Em toda a sua composição, o cinema mudo trazia uma trilha sonora. E as músicas eram responsáveis por toda a emoção dos filmes.

Os tão amados musicais inspiraram gerações, revelaram grandes atores e grandes músicas. Muitos filmes são lembrados mais pelas músicas que os compõem do que pelas próprias histórias. E grandes grupos foram consagrados pelas suas músicas nos filmes – e cabe também dizer que muitos filmes só fizeram sucesso porque sabia-se de sua trilha sonora.

Desde os clássicos, como os primeiros filmes de Mickey Mouse, até os mais tecnologicamente preparados, há a presença de envolventes melodias e canções cheias de significado. Por outro lado, se a trilha é ruim, as chances de o filme ser mal qualificado aumentam.

Sob regência do maestro Hans Zimmer, por exemplo, temos diversas trilhas de filmes como Piratas do Caribe e Batman – O Cavalheiro das Trevas. As músicas criam um ambiente para o desenvolvimento das cenas, fazendo com que o espectador sinta como se estivesse vivendo aquilo.

Os filmes da Marvel também possuem ótimas trilhas sonoras, sendo a maioria do gênero rock, o que combina muito com os personagens, como o célebre Homem de Ferro.

A verdade é que os filmes, sem suas consagradas trilhas, jamais seriam tão bons (ou tão ruins). Os filmes de terror, por exemplo, se fossem secos, sem música, jamais causariam tanto medo ou suspense como causam. Ou um filme romântico sem uma dança ou uma música que embale os sonhos, encontros e desencontros do casal, não faz tanto sentido.

O que dá o medo e desperta a emoção no público é a música. E isso começa a fazer parte da vida das pessoas de tal forma que as músicas que elas ouvem nas histórias se tornam as músicas dos seus próprios encontros e desencontros.

Conta pra mim uma trilha sonora que faz parte da sua vida!

Até mais!

Aline Gomes