Cyberpunk 2077: Phantom Liberty, a DLC que salvou uma empresa e um universo

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty é uma Downloadable Content (DLC) lançada em setembro de 2023, a primeira e única DLC paga de um dos jogos mais controversos da década em vários aspectos, tanto positivos, quanto negativos que até mesmo prejudicaram a indústria de jogos por inteiro.

Essa DLC envolve conceitos que não foram explorados pelo jogo original, mas foram citados e era algo que os fãs esperavam ver com mais afinco, principalmente após o anime Cyberpunk: Edgerunners.

Com sua trama envolvendo questões político-diplomáticas, além de elevar a um outro patamar de jogos do gênero de RPG, inserindo elementos de terror, e de expandir ainda mais os combates frenéticos com a furtividade como uma das opções mais interessantes para se jogar, traz mais evidências mecânicas que estavam na geladeira, como a perseguição de veículos, uma “polícia do mal” e, até mesmo, poderes que outrora não tínhamos visto no jogo-base.

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty

Essa DLC acompanha a trama de dois personagens muito bem escritos, talvez alguns dos mais complexos do jogo-base. Songbird é uma trilha-redes habilidosa possuindo um poder que, até mesmo pro(s) seu(s) personagem(ns), é algo impensável, como uma guardiã da presidente dos Novos Estados Unidos da América. Solomon Reed, interpretado por ninguém menos que Idris Elba, é um soldado veterano sob um disfarce há 7 anos após o fim da guerra corporativa e que foi dado como morto em ação por sua tropa.

A trama envolve algo muito simples de se entender, porém complexo ao se desenrolar. Como já é sabido, na campanha você (V) adquire um bio-chip capaz de mesclar a sua própria personalidade e memórias com a de um ex-terrorista e ex-rockstar, Johnny Silverhand. Por instantes, isso é jogado fora, porque Songbird simplesmente hackeia esse biochip e entra em contato com você, te oferecendo um serviço irrecusável: salvar a presidente dos NEUA de um acidente aéreo iminente.

No entanto, esse acidente acontece no pior lugar possível, o lugar em que Night City não é como nós a conhecemos no jogo-base e, sim, Dogtown, uma cidade dominada por um desertor que basicamente criou uma ditadura em meio à cidade mais libertária do planeta.

É impressionante como eles não só mantiveram o aspecto cinematográfico das cenas de ação e de impacto do jogo principal, como expandiram mais ainda, principalmente, as cenas de investigação. Quase numa realidade Cyberpunk de 007, você consegue ficar extremamente imerso na história e, a todo instante, se coloca numa rua bifurcada, onde você decide entre se jogar de um vale ou mergulhar numa banheira de tubarões famintos, uma qualidade espetacular deste universo.

Junto desta expansão, tivemos uma atualização de jogabilidade que realizou uma revolução em todo o aspecto mecânico de Cyberpunk, que para mim melhorou ainda mais algo que já era bom e satisfatório. Porém, agora há mais alternativas além das construções já conhecidas do jogo-base.

Além disso, tivemos uma nova árvore de habilidades, com modificações diretamente ao Relic que acrescentaram mecânicas diferentes e que expandem ainda mais como se joga Cyberpunk 2077.

De toda forma, essa é uma expansão que é irrecusável, não só irrecusável como essencial para experiência completa de Cyberpunk 2077. Eu nem chamaria de expansão, mas sim obrigação de consumir esse produto maravilhoso.

Jogue sem medo e sem receios! Definitivamente, o jogo não só está consertado, como está muito melhor. Como no processo de avaliação do Qual é a das quintas? eu preciso indicar um dia da semana e um horário, é óbvio que avalio como uma sexta-feira à noite: maravilhoso e a melhor parte possível da semana.

Escrito por: João Pedro Souza

Especial: Setembro dos Games – Jogos de batalha

No último post, o Especial: Setembro dos Games II – Jogos de tabuleiro, tratamos dos saudosos jogos que não exigem tecnologias avançadas para jogar e a galera se diverte em grupo. Neste post, queremos falar de um tipo de jogo que abre um leque de possibilidades: o de batalha. Está preparado para mais um momento nostalgia?

Quando penso em batalha, lembro de The Age of Empires. Faz sentido para você? Creio que boa parte dos jogos que jogamos, no PC ou nos videogames, em dupla ou em grupo, são uma espécie de batalha. Entretanto, quando eu era criança, apesar de só querer jogar Age of Empires só para construir coisas (The Sims pra quê?), eu via meu irmão travar batalhas imperiais nesse jogo.

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Antes dele, eu conheci batalha naval, e assim voltamos aos jogos de tabuleiro. Acho que nunca venci uma partida de batalha naval. Outro jogo legal de batalha em tabuleiro no mesmo esquema é o Combate. Ele segue a mesma linha do batalha naval, mas, ao invés de ser na água com navios, você tem que acertar os grandes do exército em terra. Particularmente, era um dos meus favoritos. Aí depois veio o War

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Com a evolução dos videogames, a coisa ficou mais emocionante. Os gráficos cada vez mais realísticos e a possibilidade de você usar um joystick com formato de arma tornaram as coisas um pouco mais interessante. A geração de jogos como Tomb Raider, CS, GTA, God of War, entre outros, possibilitou aos gamers a chance de fazer suas próprias missões sem depender de uma equipe ou exército para batalhar. E então vieram os jogos de guerra: Medal of Honor, Metal Slug (se classifica como batalha?), Battlefield, SWAT 4 e você pode listar mais todos os jogos que você já jogou e tem vontade de jogar.

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Só de escrever esse post já deu uma vontade infinita de voltar a jogar esses jogos. Por favor, traz um videogame para mim! Haha’ Aproveita essa quinta-feira e sua vida para jogar seus jogos favoritos de batalha. Esses jogos ensinam estratégia, trabalham reflexos e persistência. E depois dizem que fazem mal.

Aline Gomes

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Especial: Setembro dos Games II – Desculpas de gamer

Vamos lá. Você que já jogou e joga videogame sabe o que é isso: “você só ganhou porque esse controle é ruim” ou “você tá jogando com o controle principal, só por isso ganhou”, e por aí vai. Como bom player que é, com certeza já falou ou ouviu essas e inúmeras outras desculpas.

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Não é infantilidade ou não saber perder (às vezes é… mas são exceções). Faz parte da brincadeira colocar a culpa no controle, na mosca que tá passando… olha! Isso acirra ainda mais a competição e aumenta a amizade. A pessoa deixa de ser colega… passa a ser cúmplice.

Tanto vira cúmplice, que naqueles jogos single player você pede pro seu amigo passar de fase para você. “Cara, é só passar pelo chefão”. Não há nada de errado nisso… não é desonesto.

Há uma desculpa que quem já jogou em videogames antigos vai entender muito bem: “A culpa é do videogame. Ele me enganou. Mostrou uma coisa, mas mudou, véi, não sei como aconteceu”. Ou você só errou mesmo.

A graça é continuar jogando. Não para de jogar, galera. Chama os amigos para aquela bagunça. Zoa pelas desculpas, zoa pelo controle que não funciona, zoa pelo gráfico. Mas gamer que é gamer sempre vai arranjar uma desculpa para jogar.

Aline Gomes

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Mais uma vez o planeta foi salvo graças aos… nerds

A Terra sempre precisa ser salva de alguma coisa. De um robô, de lagartos gigantes, de ETs… E sempre temos ótimos heróis para dar conta do recado, certo? Nem sempre. Alguns heróis primeiro destroem cidades inteiras para depois salvá-las. Já estamos acostumados com isso. Parecem que eles estiveram meio ocupados discutindo alguma coisa muito importante em algum esconderijo secreto quando nossos próprios e saudosos jogos gigantes invadem a Terra. Pois não foram exatamente heróis com superpoderes que tinham o prazer e o dever de salvar a Terra, eram nerds, como eu e você.

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Alguém já te disse que jogar videogame não dá futuro? Ai da Terra se Adam Sandler e sua equipe não tivessem investido seu tempo e dinheiro em jogos de fliperama nos anos 80. A brilhante ideia de compartilhar o que a humanidade adorava fazer com um possível grupo de vida extraterrestre foi desastrosamente interpretado. Ao invés de a comunicação ser “Oi, somos felizes. E vocês?”, foi algo como “Queremos destruir vocês”. Então os ETs resolveram atacar. E nenhum poder militar ou superherói entenderia tão bem como acabar com o ataque de Galaga como os nerds que passaram a infância jogando fliper. Essa equipe seria melhor, inclusive, que os maiores soldados treinados para a guerra. Pois eles, só eles, saberiam como zerar o jogo.

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O filme te faz rir do início ao fim. Tem mais referências que o Capitão América conseguiria pegar (até porque, ele tava meio congelado na época dos videogames). Além de rir e encontrar referências fantásticas, se você já jogou qualquer um desses jogos, você tem aquela sensação de que está em casa. E não tem vontade de parar de jogar, digo, assistir até os créditos acabarem.

A trilha sonora também é espetacular. Tem aquela coisa de ser um filme de “vamos salvar a Terra” (de novo) e, misturando isso com as soundtracks dos próprios games, são a combinação perfeita para os gamers pirarem. É verdade que eu esperava mais sonzinhos de “1up” no decorrer do filme, mas a trilha não deixou a desejar nos demais aspectos.

Pouco mais de 1 hora e meia de pura nostalgia, risadas e uma pitada de “véi, é o Tohru Iwatani??” premiam o espectador. Não há grandes surpresas na história. Ela pode ser clichê, sim. Mas, com toda certeza, mexe com o coraçãozinho dessa galera que sempre amou jogar e quer rever tudo isso, assim como em Detona Halph, lembra?

Aline Gomes
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Os gamers comentam: jogos viciantes

“Vou jogar só mais uma partida.” E quando vê, já jogou a noite inteira. Você, meu caro leitor, já passou por uma situação dessa? Todo gamer já passou por isso. Aliás, nem precisa ser um gamer para se viciar em jogos. Com a variedade e a facilidade de acesso aos jogos, o número de viciados em jogos aumentou. O Qual é a das quintas? de hoje conversa com os gamers sobre os jogos os quais eles mais viciaram.

Videogames, jogos de computador, jogos de celular, de Facebook, de Orkut… Enquanto você não passar daquela fase, não para de jogar. E quando passa de fase, quer continuar jogando. Não importam os compromissos, você quase chega atrasado a todos. Acredite, você não é o único.

Jogos de simulação, por exemplo, são altamente viciantes. The Sims, SimCity, Roller Coaster Tycoon são alguns dos mais viciantes. “Joguei por muito tempo e quase fui arquiteto por conta da inspiração que o jogo me deu”, comenta Davi Silveira sobre seu vício em The Sims. O player Matheus Sant’Anna também foi viciado durante um tempo em SimCity e nos conta como foi parar de jogar: “Parei de jogar quando percebi que tava perdendo noites virando nisso”.

Há aqueles que nunca pararam de jogar, como a player Ane Mello que joga League of Legends apenas porque parecia interessante há pelo menos dois anos. Ou o Matheus Giron que joga há quatro anos Clash of Clans por ser uma variação de Age of Empires e Age of Mythology. Ou Crash Bandicoot, que ele não conseguia descansar enquanto não zerava. “Fiquei mais de um ano jogando direto”, admite. Só não joga com muita frequência por conta do trabalho.

Outra categoria de jogos é a de jogos para mobile. Desde o Snake, ou popularmente conhecido como “jogo da cobrinha”, até o tal do Candy Crush, quem nunca se viciou em algum deles. Snake é um clássico, tem gosto de infância. Depois vieram milhares de joguinhos superviciantes. Angry Birds, 2048, Apalavrados, Perguntados são apenas alguns exemplos de jogos que muitos se viciaram.

Alguns gamers também se viciaram em jogos de corrida, como Need For Speed. São jogos que você não vê a hora passar enquanto joga. Você ganha uma corrida, foge da polícia, bate com o carro, troca de carro, mas não larga o jogo.

Parece que o pessoal se viciou também nos tais jogos do Facebook. E os convites para jogar que chegam são inúmeros, principalmente, para as pessoas que não querem jogar. Fica o apelo: nem todos querem jogar.

Para você que é ou já foi um viciado em jogos, NÃO ENTRE EM PÂNICO, há cura. Há mais coisas para viver além de ficar vidrado numa tela de computador, videogame ou celular. Jogos são ótimos! Sem dúvida. Mas não se esqueça de muitas outras coisas que você pode fazer longe das telinhas.

As grandes aventuras pedem um bom som

Imagine a cena: você liga seu videogame (Super Nintendo, MegaDrive, Playstation 1, 2, 3, 4, X-box etc.), começa a jogar e, de repente, silêncio. Cadê a musiquinha (clássica) do Mario? E se ela nunca tivesse existido? Já pensou nisso? Como o mundo dos videogames seria sem graça se não houvesse a tal da trilha sonora. É por isso que o Qual é a das quintas? dessa semana traz para você um pouquinho das soundtracks que fizeram/fazem história nos games.

Assim como no cinema, o universo gamer se torna muito mais empolgante e emocionante quando acompanhado de uma boa trilha sonora. Em um post anterior do blog (O som das grandes histórias), já falei sobre o cinema e esse desafio e beleza que é ter a associação da imagem à música.

Muitos jogos são lembrados inclusive pela trilha. Por exemplo, Need For Speed é aquele jogo que tem uma trilha bem marcante. Todas as versões de NFS têm músicas que se encaixam perfeitamente às corridas, vitórias e fugas da polícia. E as músicas, em sua maioria, são bem características, a ponto de um player estar ouvindo uma música no rádio e pensar que era muito parecida com as do jogo. Outra trilha notável é a de Tony Hawk’s. Horas e horas fazendo manobras com o som das ruas, das pistas e das rampas. Os jogos de futebol também entram nessa lista. Por trás da narração do jogo e dos menus sempre tem músicas que marcam gerações.

O que dizer, então, de Guitar Hero, Dance Dance Revolution e Just Dance? A própria música é o tema do jogo. Muitos são aqueles que aprenderam as músicas de tanto ouvir enquanto jogavam. Já sabem de cor as teclas que apertar ou os passos que dar no momento apropriado. Esses jogos apresentam e exigem aos players total senso de ritmo. Sem ele, é quase impossível ter boa pontuação na música. Fora as competições de quem joga/dança mais que são desafios sempre muito divertidos.

Trazemos dois grandes nomes da música dos videogames neste post. Um deles é Yuzo Koshiro, apaixonado por música e games desde pequeno. Compôs trilhas para jogos como Sonic, Castlevania: Portrait of Ruin, Streets of Rage, e muitos outros. O outro nome é de Yoko Shimomura, “a mais famosa compositora de videogames do mundo”. Ela é conhecida por trilhas de Kingdom Hearts, Final Fight, Street Fighter II, Mario & Luigi: Superstar Saga, entre outros. Graças a eles, alguns dos nossos jogos favoritos são muito mais emocionantes.

Há muito mais jogos com grandes trilhas. GTA e Driver, por exemplo, quem não adora ouvir as músicas? Jogos baseados em filmes, geralmente, trazem as músicas direto das telonas para os consoles.

Os jogos jamais seriam os mesmos sem suas trilhas sonoras. O player poderia até perder a vontade de jogar se não fosse pela música. A música “alimenta” a adrenalina no jogo e o jogador se sente muito mais animado e concentrado para jogar. Música, nesse caso, ajuda mais ainda na concentração do que atrapalha. Música sempre ajudando. Sejam gamers, cinéfilos, leitores, sonhadores…

Mario vs. Sonic

O Especial de Games acabou, mas deixou várias discussões sobre alguns jogos que valem a pena comentar. Uma delas foi a rixa Mario vs. Sonic. O Qual é a das quintas? conversou com nossos players e eles mostraram suas preferências. E você? Qual você prefere?

A relação dos players com os games tem como base a diversão, além da história do “foi o primeiro jogo que eu joguei”. Afinal, o que um encanador baixinho e um ouriço azul, que ficam correndo de um lado para o outro da tela, têm de interessante? Tudo. Eles têm uma história, têm aventura e muita coisa a ser explorada. O player Matheus Sant’Anna comenta sua preferência pelo jogo do Mario, confirmando isso: “Tem muito mais conteúdo. Um universo gigante e uma história boa”.

Esse universo do Mario foi uma aposta da Nintendo para salvar seus empreendimentos e o resultado foi o sucesso de Donkey Kong e Super Mario Brothers. O jogo, porém, parecia ter um sucesso muito maior com crianças que com adolescentes e jovens. Hoje, nem as crianças se interessam muito mais. Para alguns, Mario é mais conhecido que o Mickey Mouse. Sabe qual? Aquele ratinho criado pelo próprio Walt Disney. #TeamMario

E do outro lado do ringue, ou do joystick, temos ninguém menos que o ouriço azul mais veloz já visto. Uma das vantagens de se jogar Sonic era, segundo os players, a facilidade do jogo. “O personagem me marcou, o cenário me marcou e a música me marcou” (a player Ana Souza fala sobre sua relação com o jogo, sendo ele um dos primeiros jogos importantes que ela tenha jogado). Não era um jogo que desafiasse muito, mas tinham sempre aquelas fases um pouco mais difíceis, como lembra o player Guilherme Lucas: “Nada supera as fases da água no Sonic… coisa chata e agoniante. Eu prendia a respiração até chegar em uma bolha”. Sortudo. Nem sempre dava tempo de chegar na bolha. #TeamSonic

Lembrar desses jogos é lembrar da dificuldade do próprio videogame. “Não dava para salvar, tinha que ser bruto” (Marcelo Gomes aponta uma das maiores dificuldades de se jogar Sonic: começou? Termina!). Ao mesmo tempo, com a modernização dos videogames, os jogos passaram a perder um pouco do seu cerne, se concentrando em outras coisas que não a história e o principal, a diversão. “Esses dois jogos vieram de uma época quando se precisava de criatividade para apresentar as coisas; já os jogos atuais possuem vários recursos para representar as coisas, deixando um pouco de lado a criatividade” (explica o player Lucas Furtado).

Sempre que podem, esses players tentam continuar jogando nos emuladores da vida. Mesmo depois de terem zerado dezenas de vezes todos eles. Claro que não é mais a mesma coisa, mas sempre tem aquele gostinho de infância. Parece que essa discussão não acaba assim tão fácil, não é mesmo? É como falar também de Star Wars vs. Star Trek, ou Marvel vs. DC… são discussões infinitas que a gente pode até deixar para outra quinta-feira. Mas o mais importante é, e sempre será, a diversão.

Especial: Setembro dos games – Entre o joystick e as telonas

Já pensou se seu filme favorito virasse um jogo? Ou se seu jogo favorito virasse um filme? Para alguns (muitos) isso já é realidade. O Qual é a das quintas? bateu um papo com os players essa semana sobre os jogos que marcaram suas vidas e que originaram ou foram desenvolvidos a partir de filmes.

A sétima arte contagia os expectadores. É ali, entre o trailer e a saída da sala de cinema, que eles se tornam fãs, ou passam a não gostar do filme. Há aqueles filmes que são tão bons, que merecem ter ‘algo a mais’. “Tem filmes que a gente espera que virem jogos” (Nicolas Raline destaca a expectativa que os fãs têm para a continuação gamer dos seus filmes favoritos). Alguns realmente se tornam games. O Senhor dos Anéis, Star Wars, Minority Report, Harry Potter, O Rei Leão, Aladdin, Monstros S.A. são exemplos de filmes que se tornaram bons jogos, tanto para computador, quanto para os videogames e dominaram até os jogos de tabuleiro – um pouco esquecidos na era digital.

Falando da era digital, cabe destacar os filmes e jogos da LEGO, que dominou o mundo virtual. Muitos filmes e curtas têm suas versões próprias com os bonecos e cenários LEGO. São filmes, geralmente, com um tom mais para a comédia com histórias de aventura, recheadas dos nossos personagens favoritos dos filmes e heróis das histórias em quadrinhos. Os jogos virtuais LEGO dão nova visão, mais leve, aos players. É uma combinação bem interessante para quem gosta dos filmes, dos jogos e de LEGO.

“É mais fácil um filme virar um jogo legal do que um jogo virar um filme legal” (Ana Souza questiona os enredos de alguns filmes baseados em jogos). Aqui temos o outro lado: nossos players acreditam que muitos jogos que tentaram virar filmes não tiveram muito sucesso. Dentre eles, exemplificamos o Resident Evil, que é um jogo bom e o filme, apesar de ser um bom filme de ação, deixa a desejar quanto à história. Street Fighter, Max Payne, Tomb Raider não possuem muita relação com os jogos e, por isso, são duramente criticados.

Mortal Kombat é, segundo os players, uma das salvações dos games no universo cinematográfico. A história do filme, inclusive, baseou o enredo do segundo jogo. O conjunto dos dois deu maior credibilidade à série, e é alvo de elogios.

Há também os desenhos animados, como o Sonic, que causou certo estranhamento ao deixar os joysticks e ir para as telinhas. “Eu sempre vi o Sonic sem falar” (o player Hugo Raphael comenta sobre essa mudança do personagem). Pokémon é um exemplo de desenho que se tornou um dos maiores sucessos gamer desde sua criação.

E se os jogos que nós jogamos na infância fizessem parte de um filme? O filme Detona Ralph, da Disney, lançado em 2012, traz essa sessão nostalgia para os players. Muitos realmente foram ao cinema só para relembrar os jogos que não têm mais acesso. As telinhas deram espaço também para os jogos que marcaram gerações em suas propagandas – e convencem muito bem os telespectadores a consumir os produtos.

A associação dos games com os filmes pode ser um ótima combinação. A expectativa de o player ser o próprio personagem do filme garante a diversão se o jogo for bom, ou as duras críticas quando jogo e filme não combinam muito bem. De qualquer forma, esse é um assunto que dá o que falar.

Especial: Setembro dos Games – Memórias de player‏

Assoprar a fita, lavar o CD, dividir o joystick com alguém para passar de fase são parte da história de todos os grandes fãs de videogames. O “Qual é a das quintas?” entrevistou alguns players e o resultado, nostálgico, você confere aqui.

Os saudosos Atari, Super Nintendo, Master System, Mega Drive, Nintendo 64 marcaram uma geração que sente falta de certos detalhes como, por exemplo, assoprar, passar borracha, dar aquela inclinada na pontinha das fitas de jogos ou chamar o amigo para colocar o jogo que só pegava com ele (e até cuspir ou lamber as fitas). “Se a fita travasse na última fase do jogo, chorava” (Marcelo Gomes).

Os anos passaram e os videogames foram se atualizando tecnologicamente: os gráficos, a jogabilidade e as funcionalidades evoluíram consideravelmente. “Hoje, por exemplo, os jogos de futebol são cada vez mais reais, as fisionomias dos jogadores, uniformes de times, até erros que jogadores cometem na vida real são retratados nos jogos como erros de passes, controle de bola, domínio de bola entre outros” (Caio Magalhães).

Mas é consenso que os jogos antigos pareciam muito mais interessantes e emocionantes, eles te prendiam muito mais, “Você não esperava nada e eles te surpreendiam” (Guilherme Lucas). “Eu era capaz de ficar horas seguidas jogando sem me cansar, ou sem sentir vontade de fazer outras coisas. E, hoje em dia, isso não acontece” (Ana Souza). Jogos como Zelda, Super Mario Bros, Sonic, Pokemon, O Rei Leão, Super Mario Kart, Michael Jackson: Moonwalker são sempre lembrados com saudade pelos players, a época das locadoras, alguns até definem como os melhores jogos que já jogaram. Claro que isso varia de jogo para jogo.

Então, outros videogames, mais novos, chegaram para competir com os antigos. Os jogos de uma outra geração, já não marcada mais pelas fitas, são vistos por muitos como os melhores. Alguns tiveram seu primeiro contato com um videogame já na era dos CDs. Podemos destacar Spider Man Friend or Foe, Need For Speed, God of War, Winning Eleven, Transfromers, além dos emuladores, por exemplo, para Playstation dos jogos da Nintendo. “Eu trocava o Playstation 2 com um cara por alguns dias e ele me emprestava o Nintendo dele” (Ruyter Júnior, antes de saber da existência dos emuladores). E o que fazer quando os CDs davam problema? “Jogava debaixo d’água, passava detergente ou até deixava o videogame virado de cabeça para baixo” (Ramon Cavalcanti), passava, até mesmo, pasta de dente e casca de banana (o que não dava muito certo).

“Sinto falta de histórias boas nos jogos. Hoje em dia, está meio clichê” (Flávio Massacessi, sobre os jogos da infância). Muitos sentem falta da infância e de como os amigos se reuniam para jogar. Era um evento! Faziam-se campeonatos, tinha comida, até os erros gráficos dos jogos eram motivo de brincadeiras com os amigos. Também sobre as histórias, “não há mais jogos de terror como antigamente” (Nicolas Raline). Há quem prefira jogar sozinho ou em “cooperação” online (apesar de que, quem não estiver muito acostumado pode ter problemas em desafiar os mais “viciados”), mas nada supera a graça de vencer alguém que está ao seu lado.

Esquecer de salvar um jogo, ou perder o save nos memory cards, ou tê-los cheios demais para continuar salvando as evoluções nos jogos eram situações que faziam nossos players chorarem com frequência. Ainda tinham as baterias botão como memória, que faziam com que os jogadores corressem até o camelô mais próximo para comprar nova memória para o videogame.

Cada vez mais os videogames foram evoluindo e então chegaram algumas das grandes revoluções, principalmente no quesito gráfico: FIFA e PES, por exemplo. Os gamers que já são fanáticos por esportes, não deixam de ter nas suas coleções os jogos esportivos. Eles são mais complexos que os antigos, com jogadas e movimentos mais complicados de fazer, o que torna a vida de quem está jogando bem mais interessante.

A emoção de jogar é quase inexplicável! “É felicidade, algumas vezes nostalgia, algumas vezes ansiedade – no caso do PES – (…) Jogar videogame me traz alegria!” (Matheus Bello, sobre a sensação de jogar). Alguns não têm mais muito tempo de jogar por causa das atividades e responsabilidades do dia a dia. Mas sempre que têm um tempo, jogam e se divertem. E você? Que histórias tem para contar sobre seus fins de semana de “jogatina” na casa dos amigos?

Essas e outras histórias você confere nas próximas semanas, no Especial Setembro dos Games. Participe aqui no Qual é a das quintas? e na página do facebook: facebook/qualeadasquintas