Tratamento de Realeza com um toque de realidade e fofura

O conto de fadas da Netflix que estreou no dia 20 de janeiro já entrou na minha lista dos Top 10 romances clichês. Assisti duas vezes para ter certeza de que contaria tudo muito bem para vocês (teria visto mais se tivesse tido tempo).

Seguindo o fofo do Mena Massoud nas redes sociais, descobri as gravações de The Royal Treatment. Eu achava que era uma série da Netflix e, por isso, planejei assistir tudo antes de contar para vocês minhas impressões. Aí eu descobri que era um filme. Assisti e, obviamente, adorei!

O enredo do filme é bem clichê mesmo: um romance fofo, leve e inocente, sem pretensões ou voltado para a sexualidade. Um conto de fadas nos dias atuais, que mostra a beleza da simplicidade e faz críticas interessantes às relações de poder e dinheiro.

Curiosamente, o príncipe Thomas é interpretado pelo Massoud, que foi Aladdin no live action da Disney de 2019. Ele vive, assim, o outro lado da história agora. Laura Marano é Izzy, uma cabeleireira descendente de italianos, que vive em Nova Iorque e luta bastante para sobreviver junto com a mãe, a avó e as amigas do salão que é dona. Exatamente no momento em que ela mais precisava, um engano fez com que ela tivesse a maior oportunidade da vida: cortar o cabelo do príncipe.

Ela tem uma visão aventureira e curiosa sobre o mundo, fazendo de tudo para tirar coisas boas até mesmo de situações ruins. Além disso, sua paixão pelas pessoas faz com que ela enxergue aquilo que poucas pessoas conseguem. Isso influencia o próprio príncipe a tomar uma postura de conhecer melhor seu próprio povo.

A história tem algumas pontas soltas, mas isso pode passar facilmente despercebido pelos espectadores. A vista de Lavania é espetacular, os cenários internos e da cidade são bem comuns, mas bem feitos.

As falas são estruturadas para fazerem você ir e voltar na história diversas vezes, o que traz humor e emoção à história. Sim, eu ri bastante, mas chorei em diversos momentos. Me identifiquei, inclusive: a descendente de italianos que sonha em viver mais do que tem… (só não tem a parte do príncipe).

Nessa primeira semana, o filme ficou na lista dos principais títulos da Netflix no Brasil. Com razão.

Já assistiu? Conta para nós o que achou do filme.

Até a próxima!

Aline Gomes

Histórias e curiosidades de um herói Invencível

“É um pássaro? É um avião?” Não, é o Invencível que parece ser bem vencível. Sucesso nas HQs, o super-herói foi para o streaming em março de 2021 e, rapidamente, já houve o anúncio da renovação para mais duas temporadas pela Amazon Prime Video.

A primeira HQ de Invencível foi lançada em 2003, pela Image Comics, com as histórias escritas por Robert Kirkman e ilustrações de Cory Walker e Ryan Ottley. É interessante acompanhar o desenvolvimento dos personagens e da própria forma como os quadrinhos melhoraram ao longo dos anos. São 144 edições com uma história que faz você querer ler mais e mais e mais.

A princípio, o enredo parece algo comum de super-heróis, trazendo as mazelas de um adolescente, filho de um extraterrestre, que descobre seus poderes e tem a oportunidade de fazer a diferença no mundo ou só curtir a vantagem de poder voar, entre outras coisas. Mas com grandes poderes, vêm grandes… não, pera!

Mark Grayson, apaixonado por quadrinhos, filho do viltrumita e herói mundial Omni-Man, se torna o Invencível e apanha bastante para conseguir o que quer (literalmente). Ele mostra a humanidade por trás dos heróis, muitas vezes ignorada em diversas outras histórias em quadrinhos.

Muitos heróis, muitos vilões, multiverso, guerras entre povos de outros planetas. Invencível pode ser a mistura de tudo o que você já viu relacionado a isso, mas com um toque curioso, divertido, irreverente. Você pode mudar do ódio para o amor a um mesmo personagem em um virar de página.

A narrativa das HQs é envolvente e sangrenta, o que também foi passado para o seriado animado. Em ambas as versões, não há a menor questão de suavizar partes de corpos perdidos, sangue para todos os lados e algumas cenas picantes.

A primeira temporada, no entanto, apresentou os personagens de uma forma diferente da HQ. Até aí, tudo bem, normal. Mas ela também acelerou várias partes da história, fazendo com que situações totalmente desconexas da história original coexistissem. Uma das expectativas para as próximas temporadas é (se) como vão alinhar a história.

Curiosidades sobre os quadrinhos e a série animada:
– A logo da Image Comics é a mesma do herói principal e está no seu uniforme
– Cada abertura da série (8 episódios) traz um pouco mais de sangue para o nome do personagem

– A dublagem original inclui grandes nomes, como J.K. Simmons, Steven Yeun, Sandra Oh, Mark Hamill, Zachary Quinto, Ezra Miller e muitos outros
– O nome do personagem Allen, o Alien, é uma piada interna
– Na série, o personagem Damien Darkblood é um grande detetive, mas nas HQs ele é uma piada
– O símbolo da Atom Eve é um átomo e não um desenho antifeminista

– Personagens como Amber e William são apresentados de forma diferente na série e nas HQs
– Cada vez que o Cecil Stedman se transporta, o Governo Americano gasta milhões
– Nas HQs rolam uns crossovers bem interessantes
– Invencível recebeu o Golden Issue Award de Melhor Série Animada de 2021 pela ComicBook.com
– Você pode ler os quadrinhos ouvindo a playlist no Spotify com a trilha sonora da primeira temporada: Invincible [Season 1]: Official Playlist

Se você tem estômago para ler e assistir, não vai se arrepender. Me conte suas impressões após a leitura e ao assistir à série também. Ambos valem super a pena. Cheguei no final triste porque queria mais.

Até mais, pessoal!

Aline Gomes