Épico e aquático – A culpa é toda do inventor – Parte 2

O Stefan sabe ser bem insuportável! Parece que aconteceu tudo de novo e a Helga, sereia druida dos Desafiantes de Yuvalin, tem é coisa para contar dessa história.


Tentei acalmar o lobo que estava rosnando para Edward e entrei na sala, vendo que eram dois lobos e outro mercenário que estavam nos esperando. O Kroll simplesmente me distraiu quando atacou o lobo, quase bati no bárbaro que machucou o bichinho. Nisso, o outro lobo tentou me morder e me puxou para o chão. Só ouvi o Edward mandando o lobo ficar quietinho e o mercenário acertou a espada contra minha armadura de couro.

Pelo menos, dessa vez fechamos as portas da saleta e largamos o Stefan lá dentro da saleta. Dessa vez, seríamos atacados apenas pelo inimigo. O que aconteceu bem rápido sobre mim, mesmo caída, com um golpe covarde, o mercenário me atacou com uma espada longa. E o outro lobo também tentou me puxar, mas não conseguiu.

Com muita dificuldade, consegui me levantar e encantar o mercenário com magia. O olhar dele ficou vago e as suas expressões se suavizaram. Sua espada ainda estava apontada para mim, mas ele só me ouviu dizer “pare”.

Foi quando recebi outro banho de sangue, dessa vez vindo do último lobo que tentou me atacar. Kroll desceu o machado sobre ele e ele se entregou a Allihanna e isso me deixou estarrecida. Mesmo com o outro lobo tentando morder minha perna.

Edward gritou com o mercenário, chamando ele de esquisito. Ele acordou reclamando que não era esquisito. Toshinori também bateu no lobinho perto de mim e meu coração doeu quando ele chorou. Por isso, comecei a conversar com o lobo para que ele ficasse calmo e não me matasse. O lobo me atendeu e ficou um pouco mais dócil comigo, aceitou meu carinho, mas rosnou um pouco para o Edward. Ele tentou desarmar o mercenário e não conseguiu, então o cara me acertou mais uma vez de raspão.

Ezequias conseguiu limpar um dos meus ferimentos e eu tomei uma essência de mana, sentindo força fluindo através de mim. Nisso, Toshinori empalou o nosso inimigo e tentamos apenas acalmar o lobo, que sentiu a ausência do seu dono imediatamente. Ele tomou o animal no colo e o abraçou. O lobo se debatia, mas nós dois nos entendemos em poucas frases. Ele seria um excelente parceiro.

Ouvimos o som de um tiro na outra sala e imaginamos que o Stefan estivesse em apuros. Os meninos abriram a porta e chamaram para que eu ajudasse com ele. Fiquei um tempo em dúvida sobre o que deveria fazer: acalmar o lobo ou ajudar o Stefan. Decidi cuidar do lobo, afinal, ajudar o Stefan de novo?

O momento em que ouvimos o tiro

Minha atenção estava no lobo, então, só ouvi mais um tiro quando o Kroll abriu a porta. Aparentemente, o bárbaro e Edward estavam tentando acertar o Stefan. Não julgo. Eu faria o mesmo. E fiz.

Quando vi que o lobo estava sob controle com Toshinori e, até mesmo, amigável em relação a ele, pois o paladino curou uma de suas feridas, me juntei aos outros para dar algum tipo de solução à situação do louco. Mas não tive muito sucesso. No desespero tentar fazer algo eficiente, fiz algo totalmente ineficiente. Puxei o bordão das costas e acertei apenas o chão, entre as pernas do Stefan.

Aparentemente, o doido acordou do seu transe quando eu fiz isso. Ele olhou para mim, checou se o mosquete estava carregado e voltou a olhar para mim e perguntou se havia feito algo absurdo outra vez. Eu respondi o óbvio, inclusive com minhas feições, provavelmente, enfurecidas. Já não sabíamos mais o que fazer com ele.

Ao longe, eu só ouvia o choro do lobinho, o que fez meu coração ficar muito miúdo. Quase chorei junto. Sabia que ele estava lamentando a perda do seu humano. Não tive tempo de acudir, porque ainda estava tentando resolver os problemas com Stefan.

Edward e Kroll queriam acabar com Stefan e levantaram-no e colocaram-no contra a parede. Até Ezequias sugeriu que, da próxima vez, Kroll arrancasse a cabeça do louco. Não concordei, mas entendo a fúria da equipe. O inventor lefou pegou uma adaga entre as coisas do mercenário morto e lançou em direção ao Stefan, para que ele fosse menos letal, caso acontecesse tudo outra vez.

Os ânimos estavam muito excedidos. Não é para menos. Ele abusa demais da sorte – ou azar – que ele tem. Diante disso, resolvi retornar ao lobo para conversar e acalmar. Toshinori me viu toda machucada e suja de sangue enquanto eu me aproximava do lobo e começou a cuidar dos meus ferimentos, me dizendo que chamou o lobo, que na verdade é uma fêmea, de Noah. Uma homenagem que fez meu coração ficar mais quentinho.

Até o Stefan resolveu ajudar, me oferecendo uma essência de mana. INACREDITÁVEL. Isso me permitiu fazer uma prece a Allihanna em favor da Noah, que não parava de chorar e lamber seu humano morto. Decidi deixá-la viver seu momento de luto, depois que curei seus ferimentos, para conferir se o grupo, apesar dos pesares, estava bem.

Toshinori convocou todos para avançar. Com Stefan tomando a dianteira. Nunca se sabe o que vai acontecer à frente. Que ele seja o primeiro, então.


Continue aqui no Blog para saber o que acontece nos próximos capítulos desta jornada.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

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