Cyberpunk 2077: Phantom Liberty, a DLC que salvou uma empresa e um universo

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty é uma Downloadable Content (DLC) lançada em setembro de 2023, a primeira e única DLC paga de um dos jogos mais controversos da década em vários aspectos, tanto positivos, quanto negativos que até mesmo prejudicaram a indústria de jogos por inteiro.

Essa DLC envolve conceitos que não foram explorados pelo jogo original, mas foram citados e era algo que os fãs esperavam ver com mais afinco, principalmente após o anime Cyberpunk: Edgerunners.

Com sua trama envolvendo questões político-diplomáticas, além de elevar a um outro patamar de jogos do gênero de RPG, inserindo elementos de terror, e de expandir ainda mais os combates frenéticos com a furtividade como uma das opções mais interessantes para se jogar, traz mais evidências mecânicas que estavam na geladeira, como a perseguição de veículos, uma “polícia do mal” e, até mesmo, poderes que outrora não tínhamos visto no jogo-base.

Cyberpunk 2077: Phantom Liberty

Essa DLC acompanha a trama de dois personagens muito bem escritos, talvez alguns dos mais complexos do jogo-base. Songbird é uma trilha-redes habilidosa possuindo um poder que, até mesmo pro(s) seu(s) personagem(ns), é algo impensável, como uma guardiã da presidente dos Novos Estados Unidos da América. Solomon Reed, interpretado por ninguém menos que Idris Elba, é um soldado veterano sob um disfarce há 7 anos após o fim da guerra corporativa e que foi dado como morto em ação por sua tropa.

A trama envolve algo muito simples de se entender, porém complexo ao se desenrolar. Como já é sabido, na campanha você (V) adquire um bio-chip capaz de mesclar a sua própria personalidade e memórias com a de um ex-terrorista e ex-rockstar, Johnny Silverhand. Por instantes, isso é jogado fora, porque Songbird simplesmente hackeia esse biochip e entra em contato com você, te oferecendo um serviço irrecusável: salvar a presidente dos NEUA de um acidente aéreo iminente.

No entanto, esse acidente acontece no pior lugar possível, o lugar em que Night City não é como nós a conhecemos no jogo-base e, sim, Dogtown, uma cidade dominada por um desertor que basicamente criou uma ditadura em meio à cidade mais libertária do planeta.

É impressionante como eles não só mantiveram o aspecto cinematográfico das cenas de ação e de impacto do jogo principal, como expandiram mais ainda, principalmente, as cenas de investigação. Quase numa realidade Cyberpunk de 007, você consegue ficar extremamente imerso na história e, a todo instante, se coloca numa rua bifurcada, onde você decide entre se jogar de um vale ou mergulhar numa banheira de tubarões famintos, uma qualidade espetacular deste universo.

Junto desta expansão, tivemos uma atualização de jogabilidade que realizou uma revolução em todo o aspecto mecânico de Cyberpunk, que para mim melhorou ainda mais algo que já era bom e satisfatório. Porém, agora há mais alternativas além das construções já conhecidas do jogo-base.

Além disso, tivemos uma nova árvore de habilidades, com modificações diretamente ao Relic que acrescentaram mecânicas diferentes e que expandem ainda mais como se joga Cyberpunk 2077.

De toda forma, essa é uma expansão que é irrecusável, não só irrecusável como essencial para experiência completa de Cyberpunk 2077. Eu nem chamaria de expansão, mas sim obrigação de consumir esse produto maravilhoso.

Jogue sem medo e sem receios! Definitivamente, o jogo não só está consertado, como está muito melhor. Como no processo de avaliação do Qual é a das quintas? eu preciso indicar um dia da semana e um horário, é óbvio que avalio como uma sexta-feira à noite: maravilhoso e a melhor parte possível da semana.

Escrito por: João Pedro Souza

Assassino por acaso e diversão garantida

Acredite se quiser, Assassino por Acaso (dirigido por Richard Linklater) é um filme baseado em um caso real. Essa crítica começa justamente apontando o espanto que eu tive quando apareceu na telona que Gary Johnson e o mundo ao redor dele realmente existiram. Mas, apesar de eu começar pelo meio do texto, os próximos parágrafos devem seguir uma linha para fazer sentido na sua cabeça – ou não.

Com lançamento em 12 de junho no Brasil, o filme conta a história de um professor universitário de filosofia, Gary Johnson (Glen Powell), que leva uma vida invisível e sem graça. Mesmo provocando seus alunos a pensarem e viverem intensamente, ele usa roupas simples, vive com seus dois gatos (ID e EGO) e dirige um carro popular. Como um passatempo bem diferente, ele presta serviços de inteligência para a polícia. Mesmo assim, sem nenhum tipo de aventura.

Poster

Tudo muda, no entanto, quando Jasper (Austin Amelio), que representa um assassino de aluguel para capturar as mentes por trás dos assassinatos e resolver os casos da polícia, é afastado de seu cargo. A única pessoa que sobrou para cobrir a ausência do colega foi Gary, que começa a ir muito bem nos disfarces. Bem até demais.

Essa é uma comédia de ação que entrega além do que foi prometido, graças a um roteiro bem feito, cheio de falas boas num timing perfeito, e à atuação impecável de Glen Powell, Adria Arjona, que interpreta Maddy Masters – a responsável por fazer Gary quebrar o protocolo como assassino de aluguel, e todo o elenco.

Além disso, a proposta do filme contextualiza muito bem as questões filosóficas levantadas pelo Gary em sala de aula e os momentos em que ele interpreta uma vida completamente diferente para a polícia na solução dos casos. Os espectadores podem acompanhar a evolução do personagem nesse encadeamento e imergir totalmente na história.

Essa evolução acontece não apenas na forma como o personagem age, mas é demonstrada também por meio do seu figurino muito bem planejado pela produção do filme. Ao longo da trama, você pode notar a transformação em cada caso e na própria vida do personagem.

Assassino por Acaso (Hit Man em inglês) é um filme que envolve quem assiste na expectativa de ver o personagem principal se desvencilhar das próprias mentiras enquanto lida com as mentiras dos outros, o que traz à tona uma pegada de agente secreto muito bem-humorada.

Ron (Gary) e Maddy

Possivelmente, esse não será um blockbuster, mas tem tudo para fazer um certo sucesso. De segunda a sexta, esse é um filme sexta-feira à noite. São quase duas horas muito bem aproveitadas de vida em que você se envolve tanto com a história que nem nota que esse tempo passou.

Crítica publicada por mim no site nosso parceiro Terra Nérdica: https://terranerdica.com.br/index.php/2024/06/07/assassino-por-acaso-e-diversao-garantida/

Divertida Mente 2: uma grande e emocionante ideia

As emoções têm novas emoções em Divertida Mente 2 (Inside Out 2). Já os espectadores podem agendar sua próxima sessão de terapia para contar o que aprenderam com o novo filme da Pixar. Já separou o lencinho para levar para o cinema?

A Pixar parece ter acertado a mão dessa vez com as continuações de sucessos. Havia um temor real e natural de que as continuações já estavam se tornando um desperdício de energia, criatividade e dinheiro. Mas Divertida Mente 2 surpreende com uma história boa e coerente com o que milhões de pessoas já se identificaram, pelo menos, uma vez na vida.

Com estreia em 20 de junho no Brasil, o filme é da Pixar e Walt Disney Pictures, dirigido por Kelsey Mann e com roteiro de Dave Holstein e Meg LeFauve.

De forma bem-humorada, o filme é um espetáculo de realidade que ensina, mais uma vez, que cada sentimento precisa ter seu espaço e tempo. Com a Riley entrando na puberdade, todos os sentimentos ficam à flor da pele e nem eles sabem o que fazer dentro da cabeça dela. São muitas mudanças, inclusive, com a chegada de novas emoções: Ansiedade, Invej(inh)a, Vergonha e Tédio – deitado no sofá sem largar o celular um segundo sequer.

Novas emoções

No primeiro filme, temos emoções com descrições muito claras e objetivas, como a infância é. Agora, elas precisam lidar com a complexidade de um novo estágio da vida da protagonista. Além disso, os novos sentimentos chegaram para ficar e todos precisam aprender a coexistir pacificamente, ou as consequências podem ser desastrosas.

A dublagem brasileira dá um banho de contexto e memes atuais, afinal, temos uma adolescente em cena. É tão bem feito que você consegue nem se lembrar de quem são as vozes, com uma atuação que casa muito bem com cada personagem.

A animação, é claro, é um espetáculo à parte, com traços, coloração, 3D, tudo contribuindo para uma ambientação completa das cenas, trazendo sentimento para os momentos-chave do filme. A engenhosidade com que tudo é construído dentro da mente da Riley contribui para uma imersão completa nos cenários e na trajetória dos 5 personagens já conhecidos que são, simplesmente, expulsos de seus postos para dar lugar aos novos (por livre e espontâneo chute mesmo).

Com a Ansiedade no controle da mente da protagonista, tudo tem uma GRANDE chance de dar errado. O que me trouxe à clara reflexão da importância do equilíbrio entre as emoções em uma época quando todos estão extremamente ansiosos, deixando que essa personagem pequena e laranja tome conta. Os efeitos podem ser terríveis se não tratados e equilibrados com o retorno de todas as demais emoções em seus devidos lugares. Todas elas são importantes no lugar certo.

Por dentro da mente da Riley

O filme é recheado de piadas bem feitas e encaixadas também nos seus devidos lugares, algumas dão até uns sustos na gente. A evolução da história é emocionante, mas não me fez chorar como no primeiro filme. ALERTA DE SPOILER: sem mortes de personagens fofos e super apegáveis, nessa produção você se identifica mais com a história, reflete mais e tenha, talvez, um pouco de Nostalgia (outra emoção MARAVILHOSA), mas é menos chorável.

De segunda a sexta, esse é um filme sexta-feira à noite. Me surpreendi e convido você a se divertir – MUITO -, refletindo sobre os rumos que os seus próprios sentimentos têm levado você, mas sem te deixar na deprê… talvez, só um pouco ansioso haha’ brincadeirinha.Ah! Muito importante: tem cena pós-créditos, ok? Bem divertida, aliás. Fique até o final.

Crítica publicada por mim no site nosso parceiro Terra Nérdica: https://terranerdica.com.br/index.php/2024/06/12/divertida-mente-2-uma-grande-e-emocionante-ideia/

Épico e aquático – Apenas nada e escuridão

Helga descobriu mais uma parte da história de seu pai, mas parece que ainda tem muita coisa para descobrir. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris, na Jornada Heróica Coração de Rubi.


O espanto misturado com choro do barão me deixou até um pouco constrangida. Fiquei até com vergonha de ter contado que eu era a filha de Sir Starkey. Ele me abraçou, disse que eu era linda e que realmente tinha traços muito parecidos com meu pai. Agradeci pelas informações e lamentei não o ter conhecido antes de sua morte. Eu mesma fiz questão de levar a espada até a cripta, deixando sobre o túmulo dele.

Lazam prometeu me contar histórias sobre meu pai, pedindo apenas que fôssemos até à cripta para prestar essa homenagem e trouxéssemos, como garantia, uma urna. Ainda nos entregou dinheiro para ajudar.

Toshinori sugeriu que eu pedisse aos deuses uma oportunidade de eu ouvir as últimas palavras do meu pai, mas eu não achei uma boa ideia. Uma parte do grupo queria vender a espada, porque ela deveria valer muito dinheiro, outros acreditavam que ela poderia ser útil em batalha. Eu só queria ir prestar minha homenagem.

Falei ao grupo que, se eles não quisessem me acompanhar, tudo bem. Eu iria de qualquer forma. Então, finalmente, todos concordaram em irmos juntos. Seguimos com as carroças até certo ponto, mas, depois, o caminho se estreitou e ficou difícil seguir com elas. Só sei que, a partir de um determinado momento, eu só andei pelo meio do bosque, ignorando tudo, inclusive as discussões de uma missão normal dos Desafiantes de Yuvalin.

Sem desviar do caminho e nem prestar atenção em qualquer outra coisa

Seguindo por uma trilha na floresta, visualizei uma pedra com um brasão logo à frente. O brasão da família Lazam estava incrustado nesta pedra. Nos aproximamos, Stefan investigando para ver se encontrava armadilhas. Ele disse que poderíamos encontrar coisas que não gostaríamos e que seria interessante nos prepararmos. Pedi, então, que todos ficassem atentos, já que eu estaria focada em conhecer e me despedir do meu pai.

A grande pedra era uma porta contendo, também, um símbolo de Valkaria. Abri a porta e comecei a descer pelas escadas. Curiosamente, as tochas se acenderam assim que começamos a descer. Era uma sala com muitas zonas escuras e de penumbra, iluminada apenas pelas tochas da escada e por Toshinori, com seu símbolo sagrado. Pedi para que ele guardasse a jóia por um instante e consagrei toda a área à Allihanna para nos auxiliar em caso de ficarmos em apuros.

À frente, diversas urnas, flores mortas e teias de aranha. Provavelmente, poderíamos levar qualquer uma das urnas para o senhor Lazam, como prova do nosso serviço. Toshinori tomou a dianteira e abriu uma porta que havia do lado direito. Assim que entrei, vi cinco tumbas com os nomes de alguns parentes escritos sobre elas: Sir Lohrin Starkey, Lady Yubatel Starkey, Lady Bethaniel Starkey, Sir John Smitherin, Sir Anthony Starkey.

O que chamou a atenção, não só minha, mas de todos, é que a tumba do meu pai estava aberta. Me apavorei com o que quer que poderia ter acontecido ali. Stefan se aproximou para analisar do lado de fora e moveu a tampa bem devagar. De repente, um baque silencioso e um som de pedras caindo em profusão do lado de fora. Do lado de dentro da tumba, absolutamente nada. Estava vazia.

Eu estava estarrecida. Estava difícil pensar. Só vi Stefan se encaminhando para a tumba de Lady Yubatel, investigando e mostrando que o osso da bacia dela tinha um pedaço faltando no formato de uma chave. Depois disso, ele começou a investigar tumba por tumba. Eu só estava tentando assimilar tudo e com a mente a mil pensando o que eu poderia fazer nessa situação toda.

Pedi respeito aos meus parentes, uma vez que o inventor estava remexendo em armaduras e ossos dentro das tumbas. O Stefan sabe ser bem insuportável! Aos poucos, todos nós começamos a investigar também, com todo cuidado e, com reverência e respeito, analisei os corpos. Havia ossos faltando de costela, pés, braços, cada um de uma parte diferente. O único, porém, que tinha uma chave recortada de um dos ossos era, realmente, de Lady Yubatel.

Na tumba do meu pai só tinha poeira, teias de aranha, resquícios de fluidos de algum morto já secos, mas nenhum sinal do meu pai. Seu corpo, provavelmente, foi roubado dali. Mas, antes que eu pudesse falar qualquer coisa com o grupo, algo muito estranho aconteceu. Mais que o que já tinha acontecido naquele dia, ou em toda a minha vida. Minha mente foi sugada para algum lugar, o tempo congelou, e vi um casebre todo ruído no meio de algumas árvores. Exatamente o que Edward tinha compartilhado comigo dos seus sonhos.

Quando voltei a mim, todos me olhavam espantados. Estava com uma das mãos encostada sobre a borda do túmulo e continuava segurando a espada do meu pai. Eu olhava de Edward para o Stefan tirando a espada da minha mão e caindo dentro do túmulo. Briguei com o kliren para que ele tivesse mais respeito pelo meu pai.

Edward, então, nos perguntou sobre as visões. E compartilhei que era a mesma coisa que ele via nos seus sonhos. Logo, ele entrou também no túmulo – quanta falta de respeito desse povo – se ajoelhou e tocou na espada mais uma vez. Ele pareceu ter um ataque e me explicou o que viu: o momento em que meu pai morreu, lutando ao lado de uma mulher loira de vestes vermelhas contra mercenários.

Nosso nobre saiu do túmulo já fazendo um pedido para ficar com a espada. Eu estava muito confusa com tudo o que estava acontecendo. Só sabia que não havia motivo para deixar a espada ali sobre um túmulo vazio. No entanto, me apressei a falar meio que em coro com Toshinori: precisávamos sair daquela cripta primeiro.

Iniciamos um longo processo para tentar sair. Não havia mais escada na outra sala, só pedras e mais pedras umas sobre as outras impedindo qualquer passagem. Já estávamos perdendo o ar, Joseph corria de um lado para o outro só para ajudar a ter bastante falta de ar. Ele desmaiou, eu revirei os olhos e toquei em sua testa para acalmá-lo.

Ficamos um bom tempo discutindo sobre formas de encontrar uma saída. Stefan rodou a sala inteira apalpando as paredes, até sacar uma de suas engenhocas e transformar a cerâmica de uma das urnas em uma chave. Mas não adiantou. Ainda, tive que acalmar Toshinori que estava desesperado. Um paladino desesperado! Enquanto tentava aquietar os ânimos na sala, percebi que o inventor voltou aos túmulos e usava sua engenhoca.

Entendi tudo! Ele estava fazendo a chave com um osso de um dos meus antepassados. O Stefan sabe ser bem insuportável! O paladino, ainda, tentou argumentar dizendo ser necessário. Eu estava estarrecida. Voltei diante dos túmulos para pedir perdão pelos meus amigos.

Assim que retornei à sala, vi Stefan usando a tal chave e uma porta se abriu do outro lado. Pelo menos, foi útil. Que ser maníaco criaria por prazer uma passagem secreta que só é aberta usando uma chave feita dos ossos da bacia de alguém? Esse questionamento só passou pela minha cabeça, pelo visto, porque todos correram logo para atravessar a porta.

Uma chave feita de osso

O primeiro, é claro, foi o paladino, descobrindo armadilhas. Nada novo sob o sol – ou sob as masmorras. Seu grito de dor ecoou por todos os cantos daquela e ele desabou ao meu lado com olhar suplicante. Respirei fundo e fiz uma prece à minha deusa que me concedesse, mais uma vez, a sua graça sobre os ferimentos de Toshinori.

Sem mais armadilhas, o inventor avançou por aquele corredor que era uma escada descendo irregular até mais uma porta, que se abriu para uma câmara. Uma bacia esquisita no centro e uma escada para cada lado: uma subindo e uma descendo. Fiz uma prece a Allihanna para que me orientasse caso houvesse alguma armadilha ou ameaça por perto. Nada. Nenhum arrepio na espinha. Nada.

Para se ter uma noção de como são os Desafiantes, discutimos até sobre se deveríamos pegar a escada que subia ou a que descia. Com um ótimo argumento, Joseph convenceu-nos a subir. Aproveitei para falar que depois queria saber como ele copiava minhas magias.

Subimos e entramos em uma outra sala com uma espécie de parede mágica, brilhante com escritos arcanos. Quando Toshinori entrou, porém, sentimos algo muito estranho, como se algo abençoado guerreasse com algo profanado. Foi quando consegui ver uma silhueta escura, alta e de chifres por trás da parede bruxuleante.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/svCMxSdvJrA

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Até breve!

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Épico e aquático – Respostas começam a surgir

Mais dias no barco rumo à Selentine e os Desafiantes de Yuvalin precisam resistir a uma ameaça e, ainda, garantir o futuro da viagem. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.


Aquele bichão estava no convés do navio, desequilibrando o nível do barco. Os meninos, rapidamente, já agiram, inclusive, de forma bem diferente. Além do lobo translúcido no Kroll, Stefan fez algo diferente no braço-máquina dele, que ficou muito rápido de repente. O Joseph também tinha um tambor, colecionando mais um instrumento para inspirar a equipe, parecia até aquele boticário que a gente ajudou uma vez.

O bárbaro acertou o carrasco de Lena com seu machado e um brilho ofuscante saiu do seu couro, mas não sangue. O espinho na ponta daquele tipo de cauda frontal acertou o Kroll, o Edward, o Toshinori e o Joseph.

Quando a criatura se aproximou de mim, percebi que já tinha ouvido falar dela. Provavelmente, tinha vindo do Bosque dos Trolls e, como um ser anti-vida, não se machucaria da mesma forma que outras criaturas vivas. Era bem possível que o carrasco de Lena não se ferisse com o machado do Kroll ou com o bico de corvo do Toshinori.

Carrasco de Lena

Stefan também entendeu isso, eu acho, porque pediu para que curassem o bicho. Mas ninguém entendeu o louco, porque ele simplesmente era o louco. É duro ser a única a concordar com o inventor, porém, ele estava certo. O bárbaro só desceu seu machado sobre a criatura que brilhou. O sorriso do Kroll mostrava seu encanto por ela.

O bardo, por outro lado, parece que compreendeu o que estava acontecendo. Ele lançou um frasco aberto de bálsamo que retirou uma casca daquele couro. ESPERANÇA! Mas a criatura rodou aquele espinho outra vez e machucou todo mundo. Edward gritou para que eu terminasse logo com aquela briga sem sentido. E foi o que eu fiz.

Roguei a Allihanna para que me ajudasse no combate. Fechei os olhos e as mãos e, quando abri novamente, um brilho emanou de mim e senti a magia fluindo de mim, curando meus aliados e, é claro, a criatura em nosso meio. A casca que Kroll deixou no bicho se desfez.

Seguindo o exemplo, Toshinori tocou o carrasco de Lena, fez também sua prece a Valkaria e outro pedaço da casca se desfaz. Já o inventor fez algo realmente inusitado: fez surgir de uma das suas engenhocas uma coroa de ervas e flores, que ele me entregou e disse que me ajudaria a fazer magias. Olha, não é que ajudou mesmo?

Finalmente, alguém fez o bárbaro entender o que ele não deveria fazer (que era também o que ele mais gosta): bater. Então, ele agarrou a criatura com sua mordida. Ele, ainda, jogou uma poção de curar ferimentos sobre o carrasco de Lena. A tripulação foi à loucura. Que bárbaro, hein!

Não reparei, mas o Joseph copiou meus gestos – exceto pela língua para fora, porque não faço isso, óbvio – e a criatura se feriu mais um pouco. Ele também conjurou alguma magia que nos deixou mais fortes.

Como o crocodilo era o que mais machucava o carrasco de Lena, a criatura resolveu devolver na mesma moeda: mordeu o Kroll. Pelo que eu vi e senti só de ouvir o urro de dor do bárbaro, machucou bastante.

Diante disso, não poderia ignorar e, mais uma vez, a magia de cura fluiu de minhas mãos, eu brilhava ainda mais intensamente. O carrasco de Lena começou a queimar na nossa frente e cuidei dos ferimentos do nosso bárbaro. Toshinori seguiu o mesmo caminho, curando pelas suas mãos com o favor de Valkaria.

Kroll tentou derrubar a criatura, mas ela era grande demais e não se moveu. Enquanto isso, Joseph começou a bater no seu tamborzinho, atraindo a atenção completa do bichão. Fiz mais uma prece, pedindo que Allihanna nos socorresse, me abaixei, toquei o chão e toda a área foi consagrada à minha deusa. O paladino também tocou na criatura e a feriu mais.

Já o louco fez loucura. Acredito que ninguém nunca tenha pensado em fazer isso em toda a Arton, mas ele fez. Ele usou a poção de aumentar tamanho para aumentar a poção de curar ferimentos. Brilhando. E brilhante! Ele lançou a poção enorme naquela criatura e ela começou a derreter, minguando, como se tivéssemos lançado ácido sobre ela.

No desespero, ela tentou sair da bocarra do Kroll e se jogar na água, mas acho que nada abalava nosso bárbaro nesse combate. Todo o casco da criatura se desfez com a magia que lancei de cura sobre ela. Faltava bem pouco para que o combate terminasse e acabou quando Toshinori deu um abraço naquela criaturinha quase disforme já. Ela diminuiu até virar pó e se dissipar pelos ares.

O Vitrúvio apareceu depois do combate, dizendo que estava entediado. Bom, se ajudasse a gente, com certeza não estaria. Já eu, tomei um frasco de essência de mana. Muito necessário. Esse combate acabou comigo. Pelos deuses, finalmente, avistamos Selentine. Ao longe, bem distante, já podíamos ver partes da gigante estátua de Valkaria.

Nos despedimos da tripulação e do capitão, agradecendo por tudo. Vitrúvio perguntou se Edward havia sonhado mais uma vez e nos incentivou a visitar algumas oficinas de armeiros com trabalho em vidro na cidade.

Entramos, então, em uma dessas oficinas e ficamos fascinados com o trabalho. Espadas, escudos e diversos tipos de armas, tudo feito de vidro. Mas um vidro resistente, que não se quebrava. Por curiosidade, perguntei quanto custava ao armeiro e ele me disse que cobraria T$ 600. No entanto, para fazer negócios, ele estava disposto a receber outros itens e abater o valor.

Assim, Edward mostrou a espada feita de matéria vermelha, aquela que ele recebeu em sua viagem a Ahlen. A que tinha diversos indícios de uma forma para eu encontrar meu pai. Aquele asco natural ao ver a matéria vermelha fez com que o armeiro, chamado Douglas, não quisesse mesmo comprar (um alívio para mim), mas falou sobre um amigo dele no vilarejo próximo, Ermo Esquecido, que talvez gostasse de ver isso.

A espada

Os meninos tentaram negociar algumas coisas, inclusive uma flauta que, curiosamente, mexeu um pouco com o K. Como tudo era muito caro, a gente decidiu ir logo para o Ermo Esquecido e procurar pelo Jeferson. Compramos duas carroças e um cavalo, nos dividimos entre elas e viajamos rumo a Valkaria.

Paramos para descansar depois de quase um dia de viagem em um vilarejo que trabalhava em couro. Aproveitei para fazer minhas preces a Allihanna, cultuá-la em um bosque próximo. Conversei com plantas e animais e dormi ao relento. Já estava com sinceras saudades de vivenciar isso. Claro que estar com o Goro na casa dele é maravilhoso, é perfeito. Mas dormir no meio da natureza é a plenitude.

No dia seguinte, viajamos mais um pouco e, no entardecer, já estávamos entrando no vilarejo Ermo Esquecido. Logo próximo, já avistamos a placa que indicava a oficina do tal Jeferson. Obviamente, fomos até lá. Tomamos um susto porque o ferreiro era idêntico ao vidreiro Douglas. Ele disse que eles eram irmãos.

Ele mostrou seu estoque bem interessante com muitas armas feitas de material exótico. Então, me adiantei e disse que precisava perguntar algo. Na verdade, eu estava me consumindo há dias na expectativa de descobrir qualquer informação sobre o paradeiro do meu pai com aquela espada.

Pedi, então, que Edward mostrasse apenas a insígnia, que ele disse que provavelmente era de algum nobre e que a espada era linda, apesar de quase colocar tudo para fora ao ver a matéria vermelha. Queria informações e, daí, ele pediu para ficar com a espada para analisar e confirmar. Dei um voto de confiança, ele parecia honesto.

Nos preparamos para descansar. Eu fui para o bosque próximo, escrevi uma carta e chamei um corvo. Ouvi um gritinho do Joseph que veio correndo na minha direção com um pedaço de pergaminho, pois tinha escrito também uma carta para o seu marido. Dei alguns grãos ao corvo e ele partiu. Fiz também um culto a Allihanna como no dia anterior.

Quando acordei, no dia seguinte, encontrei Edward e Toshinori conversando com um rapaz que pediu que fôssemos à presença de um barão chamado Lazam. Edward se lembrou da carta que recebeu do pai e nos disse que esse era exatamente quem procurávamos, pois a família Lazam foi senhoria do meu pai.

Fomos até o seu palacete e o hynne, Boris Lazam, perguntou sobre onde encontramos essa espada e o Edward pediu para que eu explicasse sobre a minha história. Eu tremia dos pés à cabeça, apenas imaginando que ele poderia conhecer meu pai. Então, ele começou a contar detalhes sobre Sir Starkey e que ele havia morrido por causa de uma feiticeira, por quem se apaixonou. Estaria enterrado na cripta da família ali próximo do vilarejo, em um bosque.

Ele nos pediu para que devolvêssemos a espada na cripta ao seu verdadeiro dono, se pudéssemos e nos entregou uma caixa com mil tibares. Edward, na verdade, foi quem revelou a história toda, dizendo que a espada pertencia a mim por herança, afinal, eu sou a filha de Sir Anthony Starkey.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/uqVwn0GmeYc

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Até breve!

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O gato do sofá saiu de casa

Meu erro foi não ter levado uma lasanha ou pizza para o cinema! QUE POSER! Garfield – Fora de Casa é mais um clássico memorável, cheio de referências e muita fome. Apesar de tardia, essa crítica é para encorajar você que ainda não assistiu ao longa correr para o cinema (ou streaming, quando ele já tiver saído de cartaz).

Cartaz Garfield

A mais nova animação de um dos gatos mais divertidos dos quadrinhos, dirigida por Mark Dindal, traz muita risada e emoção. A história é envolvente, com personagens novos e os já amados vivendo uma aventura que parece ter saído de algum livro policial.

Garfield (Chris Pratt) e Odie (Gregg Berger e Harvey Guillén) se veem em apuros dignos de uma segunda-feira quando Jinx (Hannah Waddingham) os sequestra para atrair a atenção de Vic (Samuel L. Jackson), pai desaparecido do gato laranja. O que ela quer? Tem cara de vingança, cheiro de vingança, som de vingança, mas ela diz que não é vingança.

Para desespero de Jon (Nicholas Hoult), pai, filho e o cachorro saem em busca de pagar a dívida de Vic (que, por sinal, é beeeeeeeem grande): eles deveriam roubar leite da Fazenda Lactose, lugar que tem um passado para Jinx e Vic. Eles se veem, então, diante de um desafio considerável, principalmente quando falamos de um gato como Garfield, um gato doméstico acostumado aos maiores luxos que um humano pode conceder.

Uma das frases mais icônicas do filme, em relação a este blog, pelo menos, foi quando o Garfield fala que, se estava dando tudo errado, deveria ser segunda-feira, e outro responde que, na verdade, era uma quinta-feira. Qual é a das quintas?

Além de um elenco de peso, toda a equipe da produção é premiadíssima. A combinação dos fatores faz com que o filme tenha referências super atuais, um humor muito mais contextualizado com a realidade e, além disso, uma quebra de quarta parede notável. A própria animação é uma arte, trazendo um show de ambientação, iluminação, figurino, explosões e um 3D belíssimo.

Olha que fofuuuura essa carinha…

É comédia, ação, drama, é sobre família e para toda a família. De segunda a sexta, esse é um filme sexta-feira à noite, com certeza! Vale a pena dedicar minutos de vida cercado de pizza e lasanha e doces para assistir a Garfield – Fora de Casa.

E se você reencontrasse seu amigo imaginário?

Você se lembra do seu amigo imaginário da infância? Vocês brincavam juntos, comiam juntos e ele te ajudava nos momentos que você tinha medo. Não se lembra? Pois o filme Amigos Imaginários (IF), com a direção de John Krasinski, chegou aos cinemas para relembrar a gente que a imaginação não precisa se perder quando a gente cresce.

Com um elenco de peso, o longa conta a história de B (Cailey Fleming), de 12 anos, abandonando as aventuras infantis, muito por ter perdido a mãe e ver o pai internado no hospital. Mas ela se depara com algumas pessoas um tanto diferentes no prédio onde a avó mora.

Sua aventura para ajudar os amigos imaginários (MIGIs) perdidos de suas crianças a encontrar outras crianças começa quando ela descobre que pode vê-los, mesmo que ninguém mais veja. Ao lado de Cal (Ryan Reynolds), Blue (Steve Carell) e Blossom (Phoebe Waller-Bridge), B consegue voltar a se aventurar em grandes histórias no mundo fantástico dessas criaturas.

Esse é um filme com alguns pontos fortíssimos. O figurino é um espetáculo, com as roupas dos personagens mudando de acordo com o ambiente de cada cena. A condução da história faz você imaginar junto com a criança, rir e chorar bastante também. É, ao mesmo tempo, muito fofo e muito emocionante!

A trilha sonora colabora com o clima de imaginação, além de, é claro, os gráficos. Todos os personagens, imaginários porém visíveis, são muito bem desenhados e animados. Eles possuem características humanas e, ao mesmo tempo, fantasiosas e com muita expressão própria.

A aventura é divertida, mas também é reflexiva. Cada expressão dos personagens revela detalhes que vão se juntando até formar o panorama total geral num final impactante. Me fez relembrar meu amigo imaginário e querer tê-lo por perto outra vez.

De segunda a sexta, esse filme é uma sexta-feira à noite com toda certeza! Vale a pena ir ao cinema, rir, chorar, imaginar, contar histórias e ter ótimas lembranças da infância.

Já assistiu? Conta pra gente o que achou!

Épico e aquático – Encontros bem aleatórios

A viagem rumo ao tal leilão continua no navio e os Desafiantes de Yuvalin têm alguns encontros bem aleatórios pela frente.


Saí correndo do quarto, me segurando para não cair com o balanço do navio, depois daquela explosão. Cheguei no convés gritando para todos para descobrir o que estava acontecendo. Aparentemente, o alarde todo era porque ladrões abordaram o barco sorrateiramente.

Tomei um susto quando uma aura translúcida em formato de lobo cobriu o Kroll, com um sorriso cheio de dentes. Ele já estava batendo – e eliminando – os bandidos. Eu podia ver bem pouco no escuro, mas a cena de um carinha sendo cortado ao meio foi bem clara para mim.

Do meu lado, tinha um outro carinha tremendo e olhando para mim em desespero. Gritei para a equipe para que eles cuidassem dos ladrões enquanto eu procurava por problemas. Com “problemas” eu quero dizer Stefan. Pelo tamanho do barulho que eu ouvi, era ele. Só que, no escuro, eu precisava encontrá-lo ainda.

Não foi tão difícil, a propósito, uma vez que o capitão gritava xingamentos contra alguém que tinha destruído parte do navio. Não foi difícil adivinhar. Eles estavam próximos ao leme. Subi correndo as escadas naquela direção e encontrei o inventor balbuciando palavras ininteligíveis, com os olhos revirados, enquanto o capitão continuava gritando impropérios.

A batalha no convés já estava animada e eu tinha que acalmar o capitão e cuidar do louco. Ouvi o alaúde do Joseph, os gritos de ordens do Edward e um uivo de lobo. Por uns instantes, gelei imaginando que a Noah estivesse no barco. Essa sensação deu um nó na minha cabeça, até eu me lembrar do Kroll.

Fumaça no navio com a batalha contra os ladrões

Ó minha deusa! Ó Allihanna, roguei por paciência enquanto tocava a testa do Stefan, purificando-o da sua loucura. Pedi paciência porque se ela me concedesse forças, eu acabaria com o inventor. Saí de perto dele para visualizar o resto da batalha no convés do navio.

Tudo estava sob controle. Desci as escadas e encontrei um ladrãozinho imobilizado, pelos menos, na proa, implorando para que não o matássemos. Então, os meninos começaram a interrogar e eu me aproximei do grupo. Como ele só foi ali para roubar a gente mesmo, a gente tomou de volta o que ele roubou e mais algumas coisinhas interessantes.

Kroll levantou o machado porque, aparentemente, ele teria sido roubado por um dos gatunos. Edward tentou controlar a situação para não matar o ladrão. Nisso, Toshinori começou a reclamar com o Stefan porque ele explodiu parte do navio. Eu cruzei os braços e fiquei assistindo a equipe decidir, primeiro, que assunto queriam priorizar e, depois, o que fazer com o prisioneiro.

Finalmente, o golem de vidro, Vitrúvio, saiu de sua cabine e perguntou o motivo de tanta algazarra, estranhamente bem-humorado. Ele não queria mais uma boca para alimentar no barco, então, eu perguntei sobre a existência de um calabouço, apenas para que o ladrão não fosse arremessado na água. Então, ele pegou o gatuno, colocou-o sobre os ombros e desceu as escadas para dentro do navio. Só ouvimos uma risada sua, bem baixinha, depois de alguns segundos.

Retornei aos meus aposentos, concluí a carta para Goro e chamaria alguns pássaros pela manhã para enviar para ele e Silena. Depois do incidente, só queria relaxar mais um pouco e li mais uma parte daquele livro que o Edward trouxe de sua viagem, aquela quando ele perdeu um olho. Fugindo das Águas de Sempre me chamou a atenção pelo título, mas, definitivamente, esse autor não conseguiu encaixar bem o enredo e ficou faltando algo relevante para tornar a história marcante. Se eu não tiver nada para fazer depois, talvez termine de ler. Naquela noite, bastou ler por cinco minutos e eu apaguei.

Pela manhã, senti que as águas por onde passávamos já eram diferentes. Deixamos o Rio Panteão e entramos em território deheoni, pelo Rio Nerull. Mesmo nascida no Reino de Deheon, não me senti em casa, porque nesse rio eu nunca nadei. Estava bem longe de Villent, aliás. É óbvio que eu não ia perder a oportunidade de conhecer mais profundamente essas águas. Antes que Azgher estivesse pouco acima do horizonte, já tinha dado um longo passeio e conhecido vários peixes e outros animais.

A divisa entre Zakharov e Deheon

Retornei ao navio completamente renovada e serena e me sentei encostada à amurada na proa, apreciando a paisagem e reverenciando Allihanna por toda sua glória e majestade. Aos poucos, um a um dos meus companheiros surgiram no convés e trocamos algumas amenidades matinais. Toshinori e Edward tinham o péssimo hábito de urinar na água sobre a ponta da proa, enquanto tinham conversas mais íntimas. Eles passaram bastante tempo juntos, não é?

Em algum momento daquela manhã, Edward me contou individualmente que ele estava tendo um sonho de forma bem corriqueira, o mesmo sonho. Ele me perguntou se eu poderia orientá-lo sobre o que fazer ou se conseguiria interpretar, já que eu estava mais ligada à sabedoria dos deuses.

Falei que sonhos não eram minha especialidade, mas que eles poderiam ter diversos significados. Expliquei que sonhos poderiam ser reflexos de sua própria mente tentando criar possibilidades de coisas que não aconteceram, ou que poderiam ser lembranças, ou que poderiam ser sinais dos deuses, uma visão, um recado enviado por alguém. Como ele estava em busca de ser um guardião da realidade, ele tinha a bênção de vários deuses, o que talvez pudesse significar um sinal. Aconselhei para que ele buscasse ter contato com os deuses, afinal, eles não estavam tão distantes que não pudessem responder a quem os buscasse.

O senhor Vitrúvio também chegou ao convés e entrou em um duelo musical com Joseph. A música foi até legal e eu solfejei uma melodia junto, mas bem baixinho, enquanto olhava a vida marinha abaixo.

Nesses dias no barco, tive que conciliar também o humor dos meus amigos, pois Toshinori estava abstêmio e Joseph nem aguentava mais tocar o próprio alaúde. Stefan sugeriu que o bardo, que também sabia criar algumas coisas, fizesse cerveja para o paladino. Mas o gnomo não entendeu o recado e não fez.

Perto das Quedas de Hynn, retornei ao navio porque o barulho era muito alto e a correnteza estava bem forte. Bem a tempo de impedir de desviarmos nosso caminho para uma caverna que TALVEZ tivessem dragões. Os meninos estavam muito empolgados para ir até lá e é óbvio que eu disse que na volta a gente passaria por lá. Estava curiosa para saber se Edward conhecia algo sobre o lugar, já que ele era meio-dragão. Mas, infelizmente, nenhum parente dele.

As águas próximas ao Bosque dos Trolls estavam meio turvas e espessas. Assim, achei melhor ficar no barco até a situação melhorar. Ao longe, numa das margens, algo se moveu de uma pedra entrando na água. Foi muito rápido! Não deu para identificar o que era, mas eu já fiquei alerta para caso tivéssemos um encontro perigoso. No entanto, não vi e nem senti mais nada.

De repente, uma criatura alaranjada com um tentáculo para frente, meio espinhoso, apareceu no convés. O carrasco de Lena era uma salamandra imensa, com couro rugoso, pernas atarracadas e cauda muito grossa. Ficava lambendo o focinho o tempo todo. Ele estava pronto para comer algo, mas desde que não fôssemos nós esse algo, estava tudo bem.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/uqVwn0GmeYc

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Até breve!

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Épico e aquático – Uma nova aventura

Ezequias tem uma nova missão para os Desafiantes de Yuvalin e algo totalmente diferente e, provavelmente, perigoso está diante de Helga.


Ezequias disse que sabia o que estava fazendo nos enviando para o leilão, já tirando uma carta de crédito em branco da gaveta e colocando em minhas mãos. Estremeci igual a um bambu movido pelo vento. Ainda perguntei se ele tinha certeza do que estava fazendo. Ele respondeu que confiava na nossa capacidade de negociação.

Agradeci a confiança e disse que essa missão seria uma questão de honra. E de honra, eu agora estava um pouco mais por dentro. Só precisávamos planejar toda a viagem. O que demandou uma grande negociação entre os Desafiantes de Yuvalin, porque alguns queriam passar pela Supremacia Purista. Fora de cogitação!

Ezequias sugeriu descermos até Selentine, porque teria um comerciante da cidade que nos daria uma carona pelo rio. Dali, partiríamos para Valkaria e, de lá, para Wynlla e, pelo mar, chegaríamos a Aslothia. Eu gostei muito da ideia, porque teríamos bastante água pelo caminho e seria menos fácil sermos abatidos no caminho.

A discussão era sobre como sair de Yuvalin e chegar a Aslavi

A namorada do Kroll… digo, Leah, barbaramente rasgou o mapa que Ezequias tinha colocado sobre a mesa, de Aslothia até os Ermos Púrpuras, alegando que estariam perto de casa. Mas esse era um caminho que seria maior.

Finalmente, consegui convencer a equipe a fazer o trajeto mais rápido e menos perigoso, que também foi o que o Ezequias sugeriu. A leoa parecia que ia me comer com os olhos, mas eu estava serena e decidida. Ela também quase quebrou o braço bom do inventor – não fiquei desesperada por isso.

Stefan queria passar pela Supremacia Purista para saber mais sobre o seu passado e ir até à Caverna do Saber, dedicada a Tanna-Toh (Deusa do Conhecimento). Entretanto, decidimos ir pelo caminho mais rápido e voltarmos, talvez, por onde fosse mais interessante. Inclusive, atender o desejo dos bárbaros de fazer um favor ao mundo eliminando alguns puristas.

Depois de roteiro resolvido, precisava dar a notícia a quem dividia a vida comigo. Saí da Guilda direto para a Kanpeki, para conversar com o Goro. Edward também tinha algo a tratar com ele e, então, seguimos juntos até a loja.

Eu não gosto de atrapalhar o serviço do Goro, mas não poderia deixar para depois, então, o chamei para seu escritório. Quando falei sobre a viagem a Aslothia, ele arregalou os olhos de espanto, pois era nada mais e nada menos que a terra dos mortos. Expliquei que era uma missão do Ezequias e me comprometi a escrever para ele sempre que conseguisse.

Meu coração estava dolorido. Porque eu estaria longe não só do Goro, mas da Noah também. Sim! Ela deveria ganhar os filhotinhos nos próximos dias e o próprio Goro falou que seria um risco para ela e para nós seguir viagem assim. Mais uma vez, ele me desejou boa sorte e pediu que eu apenas retornasse para ele.

Me abraçou, me beijou e eu já quase vertia lágrimas. Desde que começamos a namorar e eu passei a ficar mais tempo em sua companhia, sabia que chegaria o momento em que precisaria ir para mais longe e para uma aventura mais perigosa. Mas era uma separação que eu confesso não estar preparada.

“Que Lin-Wu te acompanhe! E Allihanna nunca te deixe!”, Goro me disse. Também prometi trazer souvenirs para ele. Coitado do Edward pediu a um Goro triste marcar suas costas com o símbolo de mais três deuses. Fiquei na oficina até o final do expediente e fomos para casa – já que a viagem seria no dia seguinte.

Foi uma despedida doce, cheia de carinho e urgência. Jantamos juntos, à meia luz. Conversei com a Noah sobre o que aconteceria no dia seguinte e que ela ficaria em casa para ter um parto tranquilo. Ela não queria desgrudar de mim um instante, mas sossegou depois que Goro e eu fizemos carinho nela até que ela adormecesse.

Já nós dois… bom, também fizemos carinho um no outro até dormir. Acho que foi a nossa melhor noite juntos. Era tanto amor que não cabia na gente! Só queríamos que o tempo parasse e pudéssemos permanecer para sempre naquele momento.

Mas o dia da partida chegou e, para não se sentir tão sozinha, Noah foi fazer companhia a Goro na Kanpeki. Seria bom, disse ele, para que eu estivesse sempre nas suas lembranças. Como meu trajeto era para o outro lado da cidade, me despedi, finalmente, deles, na porta de casa. Aquele abraço que, acho, durou muitos minutos.

Devo ter regado várias plantas no caminho para o Porto Vahrim, onde encontrei os Desafiantes de Yuvalin. Nossa carona era um tal de Vitrúvio, um golem de vidro muito engraçado, ou metido a piadista. Informamos que éramos os enviados de Ezequias. Entrei no navio e deixei as minhas coisas em uma cabine, porém, pretendia passar parte da viagem na água. Descer o Rio Panteão seria um grande prazer.

Logo nas primeiras horas de viagem, Joseph resolveu cantar no convés e os marujos o acompanhavam. Enquanto isso, eu estava na água, brincando e cantando com os peixes, mas era muito mais uma respiração deles me acompanhando do que cantando propriamente dito.

Para minha tristeza (e raiva), o inventor quis testar como seria me chamar para o navio, em caso de necessidade. Então, ele atirou para o alto, fazendo um estrondo e espantando todos os animais. Eu pulei para o barco e dei um tapa na cara dele. O Stefan sabe ser bem insuportável!

No entanto, ele não foi o único insuportável. Toshinori e eu travamos algumas ofensas sobre a forma como ele acreditava que deveria me chamar. A tripulação achou que ia sair briga de verdade. Por fim, pedi que fossem mais criteriosos quando fossem me chamar. Assim, voltei para a água. Como sereia e não peixe, precisava retornar ao navio volta e meia para restabelecer minha temperatura corporal, me alimentar e tudo o mais humano que eu deveria fazer. Até porque as águas do Rio Panteão são extremamente geladas.

Viagem pelo Rio Panteão

Em uma das vezes que estava no convés, avistamos a Fortaleza de Destrukto, uma paisagem bem tamuraniana. Enquanto o capitão do navio discorria sobre a história da Fortaleza e falava sobre o sumo-sacerdote do antigo Deus da Guerra, meus pensamentos foram longe. Me recordei de sua filha, a sumo-sacerdotisa de Allihanna, que dispunha de algo que eu realmente almejava, como líder e aventureira.

Fiquei bastante tempo pensando sobre isso. Um artefato criado pela própria Deusa que concede algumas bênçãos especiais. Lisandra da Galrasia, porém, não é apenas a arquidruida suprema de Allihanna — é a mais poderosa entre todos os sumo-sacerdotes. Ela merece ter a Coroa de Allihanna. Por que eu mereceria ter?

O Rio Panteão naquela altura já é bem largo e o pôr do sol, apesar de gélido, foi impressionante. Aquela tarde e início de noite era um culto à minha deusa e celebrei a beleza do mundo natural e o encontro de Allihanna com Oceano. A natureza é o maior altar para cultuá-la. Entreguei nossa missão em suas mãos, louvando sua bondade em todos os momentos comigo ao longo da minha vida.

Mais tarde, tive algum tempo para ir aos meus aposentos e escrever. Escrevi no meu diário e também uma carta para Silena e outra para Goro. Não cheguei a concluir a carta para meu namorado, pois um estrondo muito forte sacudiu todo o barco.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/D1K2TGdVNww e https://youtu.be/uqVwn0GmeYc

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Épico e aquático – Notícias da família

Os Desafiantes de Yuvalin retornaram das férias e há muito o que conversar. Confira o relato da sereia druida Helga Iris deste encontro e todas as novidades dos amigos.


Nos encontramos, finalmente, na taverna Foice e Martelo para matar a saudade e saber sobre as novidades. Edward e Toshinori tinham acabado de chegar de viagem e, para nossa grande surpresa, Ed usava um tapa-olho sobre onde o olho esquerdo deveria estar.

Toshinori usava um manto do fascínio quando chegou, falando que a bênção dos deuses estava sobre nós. Stefan, que eu estava preocupada com relação aos efeitos que a traição de Ràthania lançaram sobre ele, estava entretido e fascinado com a primeira edição do jornal do Joseph, o Meia-Hora de Yuvalin.

Minha preocupação era que o Kroll não estava conosco ainda, porque, da última vez que chegamos das “férias” e alguém não estava, o que veio a seguir foi caótico. Mas o pensamento foi rapidamente afastado quando o paladino, me vendo em trajes e postura tamuranianos, se dirigiu a mim com um sotaque e cumprimentos comuns no Império de Jade.

Foice e Martelo, a taverna dos trabalhadores

Toshinori comentou que eu devia estar mais próxima de Goro agora então e eu confirmei, mas não apenas dele, mais próxima de mim mesma, de quem eu sou. Falei que passei um tempo estudando e me conhecendo, ainda ofereci um saquê. Ele quis misturar o saquê com a cerveja, o que não deu muito certo.

Então, perguntei para eles como foram os últimos três meses para cada um. Toshinori falou que ele e Edward conseguiram a bênção de mais três deuses na última viagem deles e que o olho perdido de Ed era um detalhe sem tanta importância diante de tudo o que conquistaram.

Enquanto falávamos sobre as aventuras e desventuras do nobre e do paladino, a porta da taverna se abriu para a passagem do nosso bárbaro. Mas ele não estava sozinho. Logo atrás dele entrou uma moreau leão. Era tudo o que a gente precisava! Com certeza!

A entrada deles silenciou a taverna. Todos olhavam para as criaturas imponentes que adentravam. Menos Joseph que, desde que chegamos, não parava de escrever e reclamar com seu funcionário do jornal chamado Phillip. Ele apenas se dignou a levantar os olhos e cumprimentar a estranha como “namorada do Kroll” e, depois, retomou suas tarefas de dono do jornal.

Eu fiquei atônita. Como? Ela também pareceu não gostar da ideia de receber aquele título e fechou a cara se aproximando do bardo. Já o Kroll só deu um “oi” para nós. Eu, chocada como estava, que achava ter passado por coisas bem diferentes nas minhas férias, agora percebia que meus dias foram os mais normais de todos. Que novidades eram todas essas?!

O crocodilo parecia mais assustado por me ver do que eu por vê-lo ao lado da leoa. Só porque eu estava vestindo o kimono, prendi meus cabelos em coque e tinha passado uma daquelas maquiagens tamuranianas, nada de mais. Ele disse que eu estava diferente e, bom, é o que acontece quando se passa mais tempo com as pessoas. A gente capta alguns modos delas. Foi o que aconteceu nesses três meses comigo. Expliquei o que tinha feito nas minhas férias, porque, de repente, todos estavam curiosos com a minha nova fisionomia e postura.

Mas, caramba! O Kroll arranjou uma leoa! E o Toshinori caiu no chão quando a leoa meio que empurrou o paladino ao sentar no banco. Ele contou que ela, a Leah, era uma amiga antiga e que trouxe a notícia de que seu pai tinha morrido. Bom, foi o Joseph quem deu o spoiler, o que deixou o crocodilo com raiva do bardo.

Fiquei triste pelo bárbaro. Uma notícia difícil de receber, sem dúvida. Não consigo nem me imaginar recebendo a notícia do falecimento de Silena ou Agenor, nem quero pensar nisso! Mesmo que eles nem sejam meus pais de sangue.

Leah e Kroll

Stefan, até agora, tinha falado bem pouco. Toshinori o abraçou e isso me preocupou mais do que qualquer coisa. O inventor estava bem menos abatido do que quando o vi pela última vez, trabalhando na oficina do Drrrun enquanto eu passeava com Noah há algumas semanas.

Foi então que, finalmente, o kliren começou a abrir o jogo quanto ao que aconteceu nos últimos meses. Se exibindo, como sempre, o que me fez perceber que ele estava bem, ele contou sobre ter consertado o K e adicionado uma pitada de Stefan ao golem, seja lá o que isso signifique. Também contou sobre suas novas engenhocas no braço de metal e seus óculos estranhos.

Leah estava curiosa com relação à nova aparência de Edward e quis informações sobre o que tinha acontecido. Ed contou sobre sua desventura ao trocar seu olho esquerdo pela liberdade de seus companheiros quando caiu em uma emboscada de uma bruxa. Eu também fiquei curiosa sobre o que tinha acontecido na viagem deles a Ahlen.

Já o paladino nos surpreendeu a todos quando disse que sentiu falta de Stefan por ter que conviver durante a viagem com uma criatura que o fez quebrar seus votos ao mentir. Realmente, sentir falta do Stefan é algo anormal, mas compreensível nesse caso. Toshinori me mostrou seu novo manto e que ele o ajudaria a, junto comigo, cuidar dos ferimentos das pessoas e curá-las quando necessário. Eu era toda gratidão!

Expliquei a todos que eu tinha pensado em desistir depois da nossa última aventura e minha decisão de ir aprender a sabedoria dos mestres de Tamu-ra em um lugar menos distante, ali em Nitamu-ra. Falei que eu estava disposta a ser uma líder melhor, que passei um tempo especial ao lado de Goro e trabalhando com Ezequias na Guilda. Também contei sobre a Noah que está esperando filhotinhos.

O inventor também falou sobre sua viagem a Tahafett (estremeci com essa menção) e como o Drrrun retornou de sua viagem a Rhond trazendo alguma novidade que ele queria contar para nós junto de Ezequias. Devia ser algo deveras importante! Marcamos de nos encontrarmos na Guilda dos Mineradores no dia seguinte..

Foi uma festa toda essa conversaria. Muitas novidades! E aproveitamos bem a noite na companhia uns dos outros. Finalmente, Joseph parou de escrever e o tal Phillip saiu correndo da taverna. Mas volta e meia o bardo ia procurar o Stalin, seu marido, eu acho. Toshinori, Kroll e Leah derramaram os canecos, para variar. Já tarde da noite, nos despedimos e voltei para casa para descansar com Goro e Noah.

No dia seguinte, éramos, mais uma vez, uma família feliz passeando pela cidade. Me despedi do Goro na porta da Kanpeki e segui para a Guilda com a Noah, onde nos encontramos com todos, inclusive com um K reformado. Fiquei realmente feliz por vê-lo consertado. Stefan foi bem útil para ele, afinal.

Ao entrarmos na sala do Ezequias, nos deparamos com ele, Drrrun e o terceiro braço do chefe – o Jimmy. Edward ficou estarrecido com o braço grotesco, que foi um acidente no laboratório, lidando com matéria vermelha. Foi uma conversa até meio fofa entre os dois amigos: Ezequias e Edward.

E, então, Ezequias entregou ao Edward um baú, uma caixa onde estava um espólio que era uma espada misturada com matéria vermelha – GROTESCO – e uma carta. A CARTA que devia contar sobre o paradeiro do meu pai. Eu acho que arregalei os olhos e meu coração acelerou. A Noah até começou a se enroscar nas minhas pernas. Não prestei mais atenção nas conversas até que Edward começou a ler a carta em voz alta.

A carta

Agradeci trêmula quando Edward me entregou a parte que contava sobre o meu pai: Sir Anthony Starkey, o Cavaleiro das Rosas, galanteador que portava uma espada bastarda de matéria vermelha como herança de família, serviu a Sir Lohrin Starkey e à família Lazam em Hongari. Seu paradeiro era desconhecido, mas fora visto uma última vez em Deheon em companhia de uma mulher muito bela.

Meu ouvido zumbiu por alguns minutos até que ouvi Drrrun dizer que Ràthania foi vista em Rhond e que um leiloeiro abriu passagem para ela em Aslavi, Aslothia. Aparentemente, aquilo que ela nos roubou seria leiloado lá e nós, é claro, traríamos a ferramenta artefato de volta a Yuvalin sã e salva – de acordo com Ezequias.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/D1K2TGdVNww

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