A experiência de ler usando os sentidos

Dica do Qual é a das quintas?

Para ler, aparentemente, só precisaríamos de um dos cinco sentidos: a visão. Mas a experiência da leitura pode ficar muito mais rica se a gente puder imergir por completo na história.

Quando eu era mais nova, me lembro de ler livros, como A ilha do tesouro e Robinson Crusoe, sentada no tapete do meu quarto e ao som de ondas que colocava no computador (não existia Spotify).

Experiências assim me faziam quase que engolir os livros, pois ficava completamente imersa na história.

Anos depois, descobri as malinhas do Turista Literário, quando ganhei uma em um sorteio (sem merchan, pessoal). O livro era As mil noites (E. K. Johnston) e, dentro da caixa, vinham outros itens para cada um dos sentidos: uma playlist no Spotify, um sal, um kit de incenso, um pergaminho e ainda vinha uma squeeze.

As mil noites

Foi uma leitura intensa e muito prazerosa!

Nunca consegui me tornar assinante do Turista Literário, mas recomendo as experiências na hora da leitura.

Você pode escolher playlists que se adequem ao tema do livro, preparar um café ou itens que te lembrem da história e se inspirar com os itens que podem fazer parte da experiência.

Pratique isso e depois me conta como foi a experiência.

Até breve!

Aline Gomes

Como não esperar pelo fim do mundo (de Krypton)

A curiosidade para saber o que aconteceu ao planeta Krypton que fez com que Kal-El viesse para a Terra me fez ficar anos querendo comprar e ler Os últimos dias de Krypton. Agora que eu fiz isso, conto para você minhas impressões sobre o livro.

Kevin J. Anderson é quem faz a narrativa detalhada de uma das versões do que aconteceu ao planeta natal do Superman. Há algumas versões do que teria acontecido a Krypton em quadrinhos, animações e filmes diversos e essa segue uma linha que eu ainda não tinha visto.

O livro traz uma jornada no período de um ano dos irmãos cientistas Jor-El (pai de Kal-El) e Zor-El, filhos de Yar-El, desde as descobertas da possibilidade de o sol vermelho Rao entrar em supernova e de haver uma instabilidade no núcleo do planeta, até a iminente extinção de Krypton.

As aventuras, desventuras e tragédias que acontecem possuem muitos detalhes e um tom sarcástico que me conquistaram. A narrativa é em terceira pessoa, mas acontece sob o ponto de vista de um personagem por vez, o que contribui para tornar a emoção da leitura muito mais consistente.

A impressão que tive, e a forma como contei minha leitura no Skoob, foi de alguém desesperado para um final feliz depois de tantas situações complicadas – mesmo sabendo como seria o final.

O livro fornece uma crítica à política e à sociedade burocrata, que desvaloriza o trabalho científico e que também, por outro lado, também cria monstros com o discurso de fazer maldades em prol do bem maior.

Esse foi um dos melhores livros que já li! Super recomendo.

Até breve!

Aline Gomes

Uma curiosidade sobre As Crônicas de Nárnia que você nem imaginava

Olá, eu sou João Rosa.

Você deve me conhecer por tabela caso tenha visto alguns dos quadrinhos do Alfredo, o óbvio. Eu dominei esse blog a força para falar sobre algo que amo: a sequência de livros de C.S. Lewis conhecida como As Crônicas de Nárnia.

Se você esteve fora do planeta nos últimos 72 anos, então, você nunca ouviu falar sobre esses livros, por isso vou te dar um breve – breve mesmo, pois são 8 livros – resumo.

Nárnia é um país em uma realidade paralela e lá crianças aleatórias da nossa terra, ou não, vivem diversos tipos de aventuras e um leão (Aslam, o deus de Nárnia) as ensina através dessas aventuras lições valiosas.

Entre 2005 e 2010, foram lançados 3 filmes baseados nos livros (eu, particularmente, amei cada um deles), mas, como qualquer adaptação hollywoodiana, eles não são muito fiéis. E, para quem já leu os livros, isso é meio decepcionante. Mas não se esmoreça, caro leitor, pois no próximo parágrafo sua alegria poderá retornar.

A BBC criou uma pequena série baseada em quatro livros: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa, O Príncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada e A Cadeira de Prata. Eu tive a honra de assistir e achei incrível o nível de fidelidade da obra, ela foi levada a sério. O desenvolvimento dos personagens é espetacular e a trama soube adaptar bem o livro sem estragar a experiência.

Obviamente, não darei spoilers sobre a série, já que sei que você, caro leitor, está louco para saber como assistir. Todas estão disponíveis no YouTube para seu deleite.

Um grande abraço e até logo, é óbvio.

João Rosa

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 3

Para concluir nossa saga pelas Fronteiras do Universo, viemos falar neste post sobre o terceiro livro: A Luneta Âmbar. Para você que chegou agora aqui, sugerimos que leia a parte 1 e a parte 2.

O maior livro da saga começa um pouco confuso e menos empolgante que os outros dois. Claro que a história em si está em um ponto confuso, com muita coisa acontecendo, muitos personagens e cenários novos. Depois de um determinado ponto da história é que volta a dar aquela empolgação característica dos outros livros.

Como clímax da história, este livro faz tudo se chocar e também fazer sentido. E então surgem aqueles momentos em que você fecha o livro e fica pensando em tudo o que leu com aquela cara de “não acredito”.

O item fundamental do terceiro livro é a luneta, responsável por permitir que alguém veja o , ou matéria escura ou os espectros. Somente as pessoas de alguns universos são capazes de enxergar a olho nu. A dra. Mary Malone, uma cientista do mundo de Will, consegue ver por meio dessa luneta e isso ajuda a solucionar grande parte dos mistérios de toda a trama.

Em relação à saga completa, o livro é fundamental e eu simplesmente AMEI tudo e super recomendo!!

Já quanto à série His Dark Materials, eu também recomendo muitíssimo! Ela tem o mesmo tom do livro que, apesar de ter crianças como personagens principais, não é uma historinha infantil.

Olha essa abertura linda!!

Como uma adaptação, a série mostra alguns detalhes bem como eu imaginei. No entanto, também faz modificações nem tanto sutis, mas que não alteram em essência a história. O que mais me chamou a atenção foi tratar a história do mundo de Will concomitantemente ao que acontece no de Lyra, dando a ideia de que realmente acontecem ao mesmo tempo, sem a separação em Livro I e Livro II.

Chegamos, então, ao fim da nossa crítica à saga Fronteiras do Universo, uma história que vale ser visitada e revisitada por toda a fantasia, intrigas e emoções que ela proporciona.

Até a próxima!

Aline Gomes

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 2

A bússola de ouro, conhecida principalmente por Aletiômetro, levou Lyra a novas aventuras no segundo livro da saga Fronteiras do Universo. Pensei melhor e acredito que o livro dois mereça um post exclusivo e é sobre ele que eu vou escrever aqui.

Se você não leu o post sobre o primeiro livro, clique no link a seguir: Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 1.

Em A Faca Sutil, segundo livro da série, temos a inclusão de um personagem muito importante: Will. Ele pertence a um universo diferente do de Lyra e não possui um daemon. Ele atravessa uma janela entre os mundos e conhece sua parceira de aventuras, enquanto fugia de uma situação complicada com a polícia para proteger a mãe e com o objetivo de procurar pelo pai.

O item que não poderia faltar na jornada entre esses mundos, em questão no livro, é uma lâmina especial e extremamente afiada, que causa medo a quem sabe sobre seus poderes. Ela é responsável por abrir as janelas entre os universos. E eu não vou te contar como ela entra na história e as consequências dela.

Nesse livro, você passa a se importar com mais personagens e a sofrer suas dores. Os momentos que narram a história de Will, principalmente, trazem essa sensação para o leitor.

A amizade dos dois protagonistas é linda e cristalina. Um não iria a qualquer lugar sem o outro e, com o Aletiômetro de Lyra e a Faca em posse de Will, ambos entendem que há missões que um deve ajudar o outro a cumprir.

Tudo isso enquanto os mundos estão a beira de uma guerra!

O segundo livro é a história com mais momentos “NÃO PODE SER!”. E também a que eu mais gostei, por ser empolgante e chocante, além de nos ofertar o primeiro contato efetivamente com outros universos.

No próximo post (agora sim), vamos tratar do terceiro livro da saga e da série da HBO (His Dark Materials). Não deixe de acompanhar o blog para mais detalhes!

Até breve!

Aline Gomes

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 1

Se você pudesse viajar entre universos, quais itens não poderia faltar na sua jornada? O box de livros Fronteiras do Universo é perfeito para você que – assim como eu – ama fantasia, aventura, mistério e ficção-científica. Vamos conversar sobre ele neste e no próximo post.

Você, possivelmente, já ouviu falar ou, até mesmo, já assistiu ao filme A Bússola de Ouro. Esse filme é uma adaptação do primeiro livro da série Fronteiras do Universo (Philip Pullman, 1995) para a sétima arte. Há também uma série da HBO inspirada nos livros: His Dark Materials, que vamos falar mais um pouco depois.

O primeiro livro – Bússola de Ouro – é uma aventura fantástica, cheia de mistério. No universo de Lyra, os humanos possuem daemons, que são a própria alma em forma de animal. Ela e Pantalaimon (ou simplesmente Pan) são incluídos em uma busca para salvar seu amigo Roger e outras crianças que desapareceram.

A orientação que eles recebem é de confiar em poucas pessoas, ou até mesmo em ninguém, e, diante de tantas informações confusas e perigos enfrentados, eles passam a entender cada vez menos o mundo dos adultos. Com a língua afiada, Lyra conta histórias para se sair bem, assim, viajando e fazendo novos amigos. Ela sonha em conhecer o Norte, os ursos de armadura e as luzes do norte (também conhecidas como aurora boreal).

Cada um dos títulos dos livros é um item importante nas histórias. A bússola de ouro é um item que mostra a verdade, é misterioso sobre seu funcionamento e extremamente importante. Todo mundo quer colocar as mãos nela e Lyra tenta guardar o item com o maior cuidado, pois é um grande companheiro.

Na próxima parte desse post, que sai semana que vem, vamos comentar o segundo e o terceiro livros e também sobre a série. Fique de olho aqui no blog Qual é a das Quintas?!

Até lá!

Aline Gomes

O filme Persuasão pouco persuasivo

A adaptação do clássico de Jane Austen para a Netflix passou a semana inteira nos Top 10 e, como fã de Persuasão, vou comentar minhas impressões sobre o filme.

A primeira coisa que você precisa ter em mente é que é uma adaptação. Provavelmente, o filme da BBC (1995), que também é uma adaptação, transmite ao expectador algo muito mais clássico e a cara dos livros de Jane Austen (óbvio, porque é a BBC). Já a versão da Netflix traz uma pegada mais moderna e no mesmo estilo de Enola Holmes, que parece ser uma tendência no serviço de streaming.

A quebra da quarta parede me causou estranheza, justamente porque eu esperava uma adaptação mais clássica. O filme se propõe a ser mais leve e moderno, até mesmo um pouco cômico, diante da tragédia romântica de Anne Elliot (Dakota Johnson) e Wentworth (Cosmo Jarvis). O que deixou o filme com mais cara de drama adolescente que de um clássico de Jane Austen.

Li muitas críticas falando sobre a falta de química entre o casal principal e, na verdade, acredito que ficou faltando um desenvolvimento para um clímax, algo que fizesse com que eu realmente ansiasse pelo relacionamento dos dois. Talvez, eu só tivesse ansiado por isso porque amo o livro e criei a expectativa, mas o filme não chegou lá.

Por outro lado, a fotografia do filme é excelente e os jogos de câmera induzem na percepção de questões sociais e na ambientação da sociedade da época. Além disso, em diversos momentos, percebi que havia imaginado as cenas do livro como nas locações e no desenvolvimento da cena em si.

A experiência dessa adaptação para algo menos clássico e fiel pode ser bem rica para uma noite de sábado, se você curte esse tipo de filme. Vale ressaltar que não é o melhor filme do ano, mas não é por isso que você precisa deixar de assistir.

Me deu vontade de reler o livro e ficar mais com a impressão que tenho dele.

Você é fã de Austen? Se assistiu ao filme, me conta o que achou?

Até breve!

Aline Gomes

Filmes que você precisa assistir – Parte 3: Ilha do medo

O que você considera um filme de terror? A primeira reação que tive quando fui apresentada à lista de filmes que ainda não tinha assistido e olhei o nome Ilha do Medo (2010) foi “Eu não vou ver isso porque não assisto a filmes de terror”. Ainda bem que eu assisti ao filme. Não apenas assisti ao filme uma única vez, mas duas.

Ilha do Medo (Martin Scorsese) não é um daqueles filmes de terror, terror, sabe? (Acho que você entende o que quero dizer). Ele tem um clima de tensão, com uma sonoplastia muito marcante e jogos de luzes e enquadramentos que criam uma atmosfera propícia para você ficar preso na narrativa do começo ao final, mesmo com medo.

A história faz você criar zilhões de teorias conspiratórias sobre o que pode realmente estar acontecendo, mas você é surpreendido a cada nova verdade – ou mentira – contada no filme. E, mesmo assistindo pela segunda vez, fiquei refletindo se era isso mesmo.

Esses jogos de câmera, luzes e cenas que mencionei completam a atuação brilhante dos atores e fornecem detalhes que você não percebe até entender tudo, lá no final do filme. Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Michelle Williams entregam TUDO!

Devo confessar que, em uma única semana, assistir a dois filmes em que o DiCaprio sonha com a mulher morta todas as noites foi too much, por isso tive que dar um tempo entre A origem (filme que você pode ler a crítica aqui) e Ilha do Medo e assistir de novo ao segundo.

Não vou dar detalhes da história, porque qualquer coisa que eu escrever aqui pode ser um big spoiler. Mas ela é a adaptação de um livro e se passa pouco após a II Guerra Mundial, na década de 1950, quando dois detetives vão investigar o desaparecimento de uma assassina em uma prisão para pacientes psiquiátricos. O agente federal Teddy Daniels (DiCaprio) precisa lidar com a investigação e com seus próprios medos e conflitos internos para conseguir sair vivo da ilha.

Esse filme mudou um pouco minha perspectiva de filmes de terror/suspense, apesar de eu ter fechado os olhos em alguns momentos – ou deixado semi-abertos.

Já assistiu? Conta pra mim o que achou.

Até a próxima!

Aline Gomes

O multiverso estranho e bem louco

Posso definir minha experiência com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura como uma grande surpresa boa. Esse post não contém spoilers, mas te dá duas opções: querer muito assistir ou querer assistir só pra ver qual é. Em todo caso, assistir ao filme é a melhor opção.

A Marvel inaugurou um novo tempo para suas histórias, tanto no cinema como nas séries. Os personagens têm profundidade, com histórias que fazem você querer mais e mais. Além disso, aquela fórmula mágica de muitas cores e risadas, característica dos filmes do MCU, parece ter ficado para trás.

Doutor Estranho 2, conta histórias mais profundas dos personagens, que você encontra em determinadas HQs (e naquele livro que eu falei no último post que um dia vou escrever sobre ele), tem seu lado mais sombrio e sangrento. Sim, a Marvel não está mais escondendo os sanguinhos (Cavaleiro da Lua está aí para provar isso).

O filme tem, inclusive, algumas cenas mais pesadas nesse sentido. Sam Raimi explorou bem esse lado e trouxe uma pegada até mais de suspense para o filme, com vários sustinhos em diversos momentos.

O longa é recheado de referências – das que fariam o Capitão América dar saltos de emoção (em todos os universos). Algumas delas arrancam sorrisos, lágrimas e até gritos.

Mas lembre-se: não é o Homem-Aranha: Sem volta pra casa, por isso, não espere vibrar ou chorar com algumas cenas. Isso é só um aviso, porque muita gente pode acreditar agora que esse filme está na mesma pegada que o do miranha, mas não está.

A trilha sonora me chamou a atenção, foi bem planejada e encaixa muito bem em tudo. Há uma cena que deixa isso muito claro (mas não vou dizer qual é… vai lá no cinema e assiste).

Com relação aos efeitos, bom, é um filme do Doutor Estranho, cheio de magia e muitos universos envolvidos, os efeitos precisam ser, no mínimo, razoáveis. E eles são realmente bons. Vá ver em IMAX, se puder.

A Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) mostra a que veio nesse filme, com uma motivação bem consistente (perfeita para o fim de semana de Dia das Mães). O retrato que é feito de Strange (Benedict Cumberbatch) mostra um cara cheio de erros, medos e uma paixão por Christine (Rachel McAdams) que precisa controlar para proteger o multiverso. América (Xochitl Gomez) tem uma excelente apresentação como personagem e também é trabalhada para você crescer junto com ela em cena.

Sem mais detalhes ou delongas, você pode conferir o ponto de vista (sem spoilers) do canal Apenas JR:

E também pode me contar nos comentários o que achou do filme.

Dica para encerrar esse post: façam terapia.

Até a próxima!

Aline Gomes

Filmes que você precisa assistir – Parte 2: A origem

Para dar sequência à lista de filmes que eu não vi, compulsoriamente sugerida pelo meu melhor amigo, o post desta semana é sobre A origem (2010), disponível na HBO Max. Esse é um daqueles filmes que fazem sua cabeça explodir em mil pedacinhos e pensar “Mano do céu, que filme! Quero ver de novo!”

Foi exatamente o que eu pensei quando terminei, tanto pela história envolvente e as possibilidades que o filme cria, como o tema em si. Particularmente, o mistério do que acontece na mente humana, ainda mais em um sonho, é um assunto que sempre despertou minha curiosidade.

Isso me lembrou de alguns livros que li há um tempo, inclusive um do Doutor Estranho, escrito por Devin Grayson: Sina dos Sonhos (em breve, conto um pouquinho sobre ele por aqui).

Para situar você na história: existe uma técnica usada, através de um aparelho, para que as pessoas tenham sonhos coletivos. Cobb (Leonardo DiCarpio)e Arthur (Joseph Gordon-Levitt) utilizam essa técnica para extrair informações, sempre que solicitados. Eles fazem isso com toda uma estrutura para que a pessoa de quem eles tentam extrair a informação não perceba que está abrindo seus pensamentos mais profundos para eles. Através dos sonhos, ficaria mais fácil acessar partes mais profundas da mente. O que complica a história é que partes profundas nem sempre podem ser controladas pelos participantes conscientes no sonho.

Cobb quer voltar para casa e ver os filhos, mas ele está proibido de voltar para o seu país. Um novo serviço pode ser a chave que abrirá as portas para isso acontecer. No entanto, esse é um trabalho bem delicado, pois não se trata de extração de informações, e sim de inserção. A grande questão da inserção é como a pessoa recebe e processa as informações enquanto sonha.

A equipe, formada também por Ariadne (Elliot Page), Eames (Tom Hardy), Yusuf (Dileep Rao) e Saito (Ken Watanabe), cria um grande plano e se aventura a ir no mais profundo dos sonhos para inserir uma informação na mente de Fischer (Cillian Murphy) que pode mudar o mundo dos negócios na vida real.

Essa é uma aventura e tanto, cheia de reviravoltas e complicações previsíveis e não previsíveis. Com muito talento e atenção aos detalhes, o filme se desenvolve ao redor de dramas familiares e faz a gente se perguntar pela própria realidade conhecida.

Esse já entrou no meu top 10, com toda certeza!

Já assistiu? Conta pra mim o que achou.

Até a próxima!

Aline Gomes