Sobre Anne

Quinta-feira, 31 de março de 2016

Querida Kitty,

Imagino que não te escrevam há muitos anos. Desculpe-me ser intrometida, mas li o que Anne Frank te escreveu e estou comovida pelas histórias contadas por ela. Penso que você saiba o que aconteceu quando ela parou de te escrever. Uma moça tão jovem…

Quando estudamos a 2ª Guerra Mundial na escola, temos uma ideia, por vezes, superficial do que aconteceu nela. Com um estudo aprofundado, a partir de pesquisas de especialistas no assunto, podemos compreender um pouco mais. No entanto, penso que não há nada melhor que alguém que viveu a História para dizer como tudo realmente aconteceu.

Esse é o caso de Anne Frank, uma adolescente judia que contou as situações vividas na Guerra em seu diário. Dois anos após o seu fim, seu diário foi publicado em formato de livro e podemos, hoje, entender mais uma parte do quebra-cabeça.

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Anne ganha no seu 13º aniversário um caderno – diário – e resolve ali escrever quase que diariamente sobre sua vida, seus pensamentos, solidão e sentimentos. Facilmente esquecemos se tratar de uma história real, que ela realmente escreveu aquilo. Estamos tão acostumados a ler ficções que parece não passar de historinha. Kitty é a amiga a quem Anne Frank se dirige, uma personagem fictícia que existe apenas para que o discurso não seja impessoal.

Em seu diário, Anne Frank descreve em detalhes como era sua vida antes de ter de se esconder dos nazistas, e como tudo aconteceu depois, como a vida mudou. No Anexo Secreto, na Holanda, esconderijo da sua família durante a Guerra, a jovem vive as mais diversas transformações que uma adolescente passa. Lá, ela descobre seus sentimentos com relação à família, aos amigos, à liberdade, ao desejo de crescer e de amar.

prédio-anexo-secretoPrédio do Anexo Secreto, onde a família Frank ficou escondida entre 1942 e 1944.

A simplicidade com que escreve e conta seus anseios e questionamentos mais íntimos faz com que o leitor se sinta o próprio destinatário das suas cartas. A História do mundo é contada de acordo com a visão de uma adolescente que estava trancafiada, escondida, para não ser levada aos campos de concentração nazistas. A vida para ela continuava ali, ainda que ninguém além dos seus pais, os Van Daan o sr. Dussel e os amigos que os abrigaram no depósitos soubessem da existência daquele lugar.

A menina tinha sonhos, planos para o futuro. Vivia intensamente sua não-liberdade e ainda almejava o ar fresco que entrava pela janela (quando se podia abrir). Sonhava em ser jornalista ou escritora, pois amava escrever. Seu relacionamento com os confinados não era maravilhoso e eles tinham sérios problemas com mantimentos e conforto.

Apesar de tudo, Anne foi feliz e infeliz, amou e desamou, sorriu e chorou, brincou e se escondeu até o último dia de confinamento. É difícil escrever tão pouco sobre um livro tão rico. Um livro que deveria ser lido, não apenas pelos amantes de História, mas pelos amantes da vida.

“Ao olhar para fora, para a profundeza de Deus e da natureza, senti-me feliz, realmente feliz. E, Peter, enquanto eu possuir aqui esta felicidade, alegria, saúde e muito mais, tudo por acréscimo, enquanto possuir isto, acho que é sempre possível recapturar a felicidade. As riquezas podem perder-se, esta felicidade que vem do próprio coração pode velar-se, mas nunca deixará de existir enquanto a vida durar. Enquanto se puder olhar sem temor para os céus, enquanto soubermos que somos puros de coração, teremos sempre a felicidade em nós.” (Anne Frank, 1944)

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Sua Aline.

Spotlight – O Jornalismo Investigativo revelado no cinema

A história do cinema mundial conta com excelentes filmes sobre jornalistas, ou o jornalismo em si. Baseado em fatos, Spotlight: Segredos Revelados, creio eu, faz parte dessa lista. O Qual é a das quintas? tem a honra de comentar neste post o filme ganhador do Oscar 2016 de Melhor Filme, assim como já comentamos o Oscar 2016 de Melhor Animação (que chique!).

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Vamos esclarecer. Nem todo drama tem choro, certo? Porque muita gente “julga pela capa” quando citamos o gênero de um filme. Spotlight é um drama que te faz chorar (não é regra, mas pode acontecer), não por alguma cena triste, de alguém que morre, ou algo parecido. Spotlight: Segredos Revelados te faz chorar de raiva.

Raiva? Por que? Bom, eu estudo Jornalismo, já entendo mais ou menos o que é ser jornalista. Em casos como o da equipe de investigação Spotlight, é muito difícil não criar uma revolta, pelo menos interna, diante de tantas descobertas terríveis.

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Sendo jornalista ou não, ao assistir ao longa, você se vê no lugar de cada um daqueles personagens. Parece que você faz parte da equipe e também tem que correr contra o tempo para evitar mais casos de moléstia contra crianças. Tudo colabora, inclusive, durante o filme, para esse tipo de sentimento. A trilha sonora, por exemplo, típica de dramas, está lá, você quase não percebe, mas dá vida aos seus sentimentos de espectador.

Um filme baseado em fatos é ligeiramente mais complicado que uma ficção. Em uma ficção, o desafio é tornar tudo real ou irreal demais. Já nas não-ficções, o desafio é não virar fantasia demais. Bom, a Spotlight estava lá, investigando, saiu no jornal. Essa é a primeira não-ficção que o Qual é a das quintas comenta. Como autora, nunca gostei muito de não-ficções porque simplesmente não queria chorar com uma história triste. Nesse caso específico, não foi fácil segurar as lágrimas, dados motivos acima citados.

Se valeu o Oscar? Creio que sim. O roteiro é bom, envolvente. A escolha dos atores também foi boa. Acho que a explosão do personagem de Mark Ruffalo deve ter deixado muita gente preocupada… vai que ele vira o Hulk ali.

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Vale entender o dia a dia de uma equipe de investigação em um jornal, os impedimentos, a dificuldade das vítimas entenderem o que é prioridade no jornalismo nacional e a de se entender com quem não quer comentar, geralmente autoridades envolvidas.

Como futura jornalista, senti orgulho da profissão que escolhi. Da luta que é ver justiça sendo feita e ser personagem principal nisso.

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Aline Gomes

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Divertida Mente: os sentimentos do Oscar

O Oscar 2016 foi um marco. Primeiro, porque todo mundo (ou uma parte dele) torcia por Leonardo DiCaprio. E não é que ele levou o prêmio?! Muitos outros motivos tornaram esse Oscar memorável. Um dos motivos foi a estatueta de melhor animação ir para Divertida Mente, longa animação da Disney Pixar. O Qual é a das quintas? assistiu ao filme e comprovou que ele realmente podia muito bem ter levado o prêmio mesmo.

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Depois de fazer brinquedos terem sentimentos, insetos terem sentimentos, carros e aviões terem sentimentos, os próprios sentimentos têm sentimentos. O que acontece na cabeça de uma pessoa? Nós não entendemos nem o que acontece na nossa cabeça! Imagina na das pessoas. Mas Divertida Mente esclarece de forma lúdica como seria o funcionamento dos nossos sentimentos em cada situação da vida.

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Alegria é a personagem que luta para que a pequena Riley seja feliz. Ela não entende muito bem qual a função dos outros sentimentos e quer controlar a Sala de Comando. A Tristeza é a que menos é compreendida nessa história toda. Para a Alegria, a Tristeza só está aí para atrapalhar. E os demais: Medo, Raiva e Nojinho são usados apenas em certas ocasiões.

Entretanto, por um descuido, Alegria e Tristeza são arrancadas da Sala de Comando com as Memórias-Base de Riley. Elas precisam a todo custo retornar para que a menina não sofra sem a Alegria e a Tristeza.

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Em Divertida Mente vemos que a Alegria também chora e que a Tristeza é fundamental para que existam momentos felizes. Ou seja, o filme é divertido, alegre, mas você chora com a Riley e chora com a Alegria. Contraditório? Um pouco. Mas faz todo o sentido quando você assiste ao filme.

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Bom para crianças, bom para adultos, a animação é bem feita, a trilha sonora é ótima e a emoção… Bom, todos os sentimentos se afloram quando vemos esse filme. Imagina o que os nossos sentimentos sentem quando estamos assistindo. Que loucura! Prêmio bem dado? Talvez a Glória Pires não saiba, mas esse filme realmente mereceu.

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Aline Gomes

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Diário de um Livro II

Se o seu livro pudesse escrever um diário, contando tudo o que você e ele fizeram juntos, como isso seria? No segundo texto sobre o assunto, o Qual é a das quintas? desafia autores e leitores. Se o livro que você escreveu ou tem vontade de escrever pudesse contar as memórias que viveu ao seu lado? A vida de um autor na visão do seu livro.

“Querido diário,

Não há muito o que falar sobre mim ainda. Há apenas algumas palavras em uma página. Parece que a pessoa que está escrevendo realmente está empolgada em me escrever. Às vezes ele para e fica olhando para uma máquina onde eu estou sendo escrito por muitos minutos sem dizer ou escrever uma única palavra. Espero, assim como ele, que as pessoas gostem de mim.

Ah diário, hoje o dia foi cheio! Meu autor escreveu tantas páginas. Acho que já tenho até um título! Talvez não, porque ele foi apagado e reescrito umas 10 vezes. Dizem que título só é dado no final do trabalho. Enquanto estava sendo escrito, meu autor ouviu música, tomou café, mas não desgrudou os dedos daquela máquina.

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Estou triste, diário. Há meses meu autor não troca uma ideia comigo. Sabe, eu realmente estou gostando de cada personagem, está emocionante, mas está inacabado. O que será que aconteceu? Ele desistiu de mim? Há tantas coisas mais importantes na vida dele que eu fico para trás? Ou ele simplesmente perdeu o interesse por mim?

Que reviravolta! Eu estou uma história incrível. Cada capítulo é mais emocionante que o outro. Ah sim! O meu autor lembrou que eu existo. Até onde eu percebi, já passamos da metade.

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Diário querido, quantos meses de espera, empolgação, desânimo e emoção! Finalmente estou terminado. Meu autor me enviou ontem à noite, ou melhor, hoje, já de madrugada, para alguém que disse que vai me embalar e me mandar para uma livraria. É uma pena me despedir do meu autor. Por outro lado, acho que agora é hora de fazer novas amizades. Quero muito que várias pessoas me leiam e se divirtam como eu me diverti. E que meu autor jamais esqueça de mim.

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Livro.”

Aline Gomes

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Os Goonies – 30 anos de aventura

O Qual é a das quintas? já falou várias vezes sobre livros que viraram filmes e filmes que viraram livros. O que trazemos neste post é pura nostalgia para quem viveu os anos 80. Mas, como tem muita gente que nem sonhava em nascer (o filme tem mais de 30 anos) e, por incrível que pareça, nunca ouviu falar em Os Goonies. O filme virou livro recentemente e eu li. Se você não viu ou leu nada sobre o filme, sua chance de conhecer o clássico é agora. E se você já viu ou leu ou os dois, relembre essa história fantástica.

A pré-adolescência é uma fase bem dramática. Ainda mais se você tem um grupo de amigos, clã, gangue… essas coisas. Mikey, Dado, Bocão e o Gordo são aquele típico grupo de amigos que não se desgrudam por nada (nem pela morte à vista). Confusão é o que não falta quando esses engenhosos meninos estão juntos.

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O enredo envolve mistério, muita aventura, injustiça, quedas em buracos, assassinatos, confissões de pecados, respiração em bombinhas de asma, falas em espanhol… coisas que os clássicos da década de 80 souberam explorar muito bem.

Entre livro e filme? Pouca diferença tem. Afinal, o livro nada mais é que o roteiro adaptado para leitura. O narrador é o próprio Mikey que conta tudo de acordo com o que vê, cheio de gírias e um linguajar bem simples e fácil de entender. Das diferenças: como o livro é o roteiro adaptado, algumas cenas editadas ou cortadas do filme original estão no livro e não no filme. Tem uma cena inclusive que no filme você percebe que está faltando alguma coisa (depois que você vê o filme tipo umas 3 ou 4 ou 10 vezes).

Os Goonies

Sem muitos efeitos especiais, o filme encanta mesmo pela simpatia, pela simplicidade, pela comédia. Não é um filme cansativo. Muito pelo contrário, você fica em frente à tela sem nem perceber o tempo passando. Medo? Na verdade, você não sente medo. Percebe um suspense em torno do “monstro”. Mas logo desaparece quando você começa a conviver virtualmente com o Sloth.

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Vale a pena ler? Vale. É uma leitura que, assim como o filme, não cansa. Você tem vontade de ler, ler e ler… Quando percebe que está acabando você reduz a velocidade para não acabar tão rápido. Vale a pena ver? MUITO. Tipo, veja sempre, com a família toda. Convide aquela pessoa que adora filmes assim e que você ama ouvir a risada para sentar ao seu lado. Você vai se sentir muito mais feliz.

Aline Gomes

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O Pequeno Príncipe – A história que não tem nada de pequena

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Permita-me mostrar neste post, caro leitor, minhas impressões sobre um filme que mostra o quanto é importante refletir sobre o que, provavelmente, muitos de nós lemos quando ainda crianças. O Pequeno Príncipe é rico em todos os aspectos, nos mínimos detalhes. Isso diz respeito tanto ao livro, de Antoine de Saint-Exupéry, quanto ao filme.

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À princípio, quando você começa a assistir, pensa se tratar da tradução fiel do livro para a tela. Até o momento quando começa-se a contar a história de uma garotinha. Aí você percebe a beleza do roteiro. Os momentos que contam a história do livro, são cenas absolutamente fiéis e que retratam a imaginação do leitor perfeitamente.

Quanto à garotinha… Não deveríamos esquecer, jamais, que crianças precisam ser crianças. Essa é a mensagem do filme, basicamente. E, o mais importante, não podemos esquecer que somos ou fomos quando crianças, mesmo quando nos tornamos adultos.

“O essencial é invisível para os olhos”.

Quando crescemos, acreditamos saber o que é essencial. Mas o filme, assim como o livro, mostra que os adultos não sabem de nada. Que deveriam continuar pensando como crianças e não obrigando crianças a ser adultas.

A animação é perfeita. As cenas que retratam o livro foram feitas em stop motion e levaram bastante tempo para serem feitas. O colorido mostra as emoções de cada cena. Muito bem feito.

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A trilha sonora… noooossa… que trilha sonora! Espetacular! – Uma particularidade: meus pais adoraram a música da raposa com o principezinho. – Primeira coisa que eu pensei: “onde consigo essas músicas?”

O filme é carregado de emoção do início até o final. Você chora? Muito. Tipo, muito mesmo. Não que seja triste, é simplesmente emocionante.

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“A gente corre o risco de chorar um pouco quando se deixou cativar”.

Sobre os mínimos detalhes que eu falei no início, não lembro de ver créditos descendo ao invés de subir. Sério mesmo. E olha que eu assisto aos créditos (mania de quem vê muitos filmes como Piratas do Caribe ou da Marvel). Tudo é feito para você se emocionar e ficar extasiado do princípio até o final dos créditos, literalmente.

Se você deve assistir? Com toda certeza! Você e toda a sua família! Papais e mamães, não esqueçam que seus filhos devem ser crianças e nunca esqueçam a criança que vocês foram. Eles, os seus filhos, as crianças, serão ótimos adultos!

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Aline Gomes

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Snoopy & Charlie Brown – Das tirinhas para as telonas

2016 começou trazendo (boas) estreias. O primeiro post do Qual é a das quintas? do ano é sobre uma estreia muito divertida e até nostálgica.Uma boa definição de Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, O Filme é: fofo. É um filme com mensagem para crianças, jovens e adultos, ou seja, para toda a família.

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Já falamos várias vezes aqui no Blog que as animações têm deixado para trás a ideia de que são para deleito exclusivo de crianças e seus pais. Entretanto, assim como dito acima, Snoopy & Charlie Brown é um filme que prende a atenção de todos facilmente. Por que? Porque ele é simples, lúdico.

As aventuras escritas pelo próprio Snoopy sobre o amor e sua coragem são a ação do filme. As partes engraçadas estão nos mínimos detalhes de falas e roteiro em geral. Tem emoção… Você pode até se ver a ponto de chorar, emocionado, em determinadas cenas. E Charlie Brown e sua turma transmitem uma mensagem muito legal a todos sobre aceitação e amizade.

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A trilha sonora é fantástica. Tudo está muito bem interligado, a ponto de o espectador não conseguir sentir o tempo passar. A simplicidade do enredo facilita o entendimento de todas as partes e, ao invés de parecer que isso vá prejudicar o interesse de quem assiste, o efeito é justamente o contrário. Você se empolga do início ao final. E quando acaba, você para e pergunta: “acabou?”.

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Eu não tenho crianças em idade de entender qualquer coisa de cinema na família. Porém, sinto que eu mesma era a criança cercada por várias outras de 5 a 40 anos dentro da sala. Se você puder, vá ao cinema assistir a Snoopy & Charlie Brown – Peanuts, O Filme e divirta-se com um bom roteiro, boa música e velhos conhecidos dos quadrinhos.

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Aline Gomes

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Você ainda pode ver um conteúdo exclusivo e até se peanutizar no site do filme: www.snoopyecharliebrown.com.br.

Troféu de quinta

O Qual é a das quintas? perguntou e você respondeu. Qual o melhor (e pior) filme do ano? E a série, o ator, a trilha sonora? O resultado, você confere a seguir.

Melhor filme

2015 foi um ano de muitas (boas) estreias. Entendo o motivo de ter sido tão difícil escolher. Mas, antes mesmo da estreia, os fãs já estavam votando nele (o melhor filme do ano), só pela expectativa. O grande vencedor foi: Star Wars – O Despertar da Força.

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Pior filme

Como tivemos muitas estreias, também tivemos filmes ruins. E os fãs elegeram o novo Quarteto Fantástico como o pior do ano.

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Melhor ator/atriz

A atriz eleita como melhor do ano foi a indicada ao Oscar Felicity Jones.

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Pior ator/atriz

Os fãs elegeram vários como piores do ano. Ninguém ganhou a corrida. Mas nomes como Megan Fox, Chris Hemsworth e Adam Sandler fazem parte da grande lista de indicados ao título.

Melhor trilha sonora

Dos indicados, aqueles que tiveram mais de 3 votos são: Jurassic World, A Teoria de Tudo e Velozes e Furiosos. Mas, quem leva o prêmio é A Teoria de Tudo. Parece que os fãs ficaram encantados com a soundtrack da produção.

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Melhor série

Foi uma disputa acirrada. Entretanto, os fãs curtiram mais The Flash, da CW. A concorrência ficou para trás…

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Pior série

Demolidor ganhou o título por pouco. Quase perdeu para Game of Thrones.

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Nos comentários sobre o cinema em 2015, os fãs citaram outros filmes que não entraram em nenhuma lista, como Pixels. E também exaltaram Star Wars, Jurassic World, Uma Noite no Museu 3, Minions e Avengers – Age of Ultron. Mas o melhor comentário, não sei de quem foi, mas me fez refletir sobre o nosso universo cinematográfico.

“Eu adorei ver o filme ‘tal’ porque ele retratou os ETs de forma fiel…” Ainda não vi um filme que retratasse os ETs de forma fiel, aguardo ansiosamente pelo filme: “Egito os Originais”

O Qual é a das quintas? não tem dinheiro para dar troféus de verdade. Porém, ficamos muito felizes por poder presentear simbolicamente esses que deram um show no ano de 2015. Que venha 2016 com muito mais coisa boa para todos nós. E muito dinheiro para conseguir ir ao cinema… Feliz 2016!

Aline Gomes

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A Força Despertou… Você já pôde sentir?

É até difícil escrever sobre Star Wars: O Despertar da Força. Como eu costumo escrever aqui no Qual é a das quintas? sobre os filmes, já fico pensando, no decorrer do filme, as palavras que vou usar nos meus textos. E Star Wars não foi diferente. Mas conforme as letrinhas foram subindo (e o cinema que eu fui fez todo mundo ver até o final dos créditos), as palavras foram sumindo. Vamos tentar…

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Pra começar, surpresa. Um monte de onomatopeias, tipo “uau”, definiriam bem esse filme. Como os trailers deixaram um monte de incógnitas e coisas que faziam nossa mente divagar, tudo o que aconteceu no longa é surpreendente. Inclusive, naquela cena… Brincadeira! NADA DE SPOILERS AQUI! Se você vai com a visão de que vai ser bom, eu te digo: é melhor.

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Eu quase chorei já logo que apareceu a primeira tela. Cara, sente só a emoção percorrer todo o seu corpo e quase explodir sua cabeça. Aplausos e gritos estiveram presentes em toda a sessão (acho que em todas as sessões – pelo menos no Brasil). Não tem como não vibrar em cada cena.

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O filme é cheio de referências. Mas antes que você imagine isso, apesar de ser da Disney, não… não é a Marvel. Estamos diante de um clássico, com uma história boa e com efeitos especiais infinitamente melhores que na década de 1990.

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Dá pra chorar? Dá. Flui quase tão naturalmente quanto rir nas (muitas) cenas engraçadas. Dá pra fazer “awnt” também, em vários momentos. Você entra na trama de um jeito que não parece que você é um mero espectador.

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Sobre a trilha sonora… Bom, você sabe. A emoção da coisa está nela. Afinal, John Williams sabe como ninguém como fazer você viver a história só pela música. Se você fechar os olhos, você já se imagina dentro de um caça atirando nas naves da Primeira Ordem. Não se trata só de música, todos os efeitos sonoros criam uma atmosfera intransponível, ou seja, nem que você queria, sua mãe fale, seu cachorro lata, você conseguirá se desvencilhar do filme.

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Quero ver de novo, e de novo e de novo. É uma experiência que eu super indico. Se você não assistiu aos últimos episódios, pode não entender muito (na verdade, quase nada). Mas veja! Veja todos! Veja a evolução de cada personagem. De gente que não precisa falar uma única palavra quando aparece e ser aplaudido de pé. Que a força esteja com você!

Aline Gomes

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Diário de um livro

Se o seu livro pudesse escrever um diário, contando tudo o que você e ele fizeram juntos, como isso seria? Livros são seres inanimados, não têm vida. Mas e se ele pudesse contar as memórias que viveu ao seu lado. Uma experiência que o Qual é a das quintas? traz neste post é o Diário de um livro. É o descobrimento do mundo por um livro que pode estar em suas mãos agora. A vida de um leitor na visão do seu livro.

“Querido diário,

Hoje saí da prateleira. Meu leitor me colocou em uma mochila e saímos de casa. Sei que saímos por causa do movimento e porque quando eu saí da bolsa, nós estávamos em um lugar diferente. Os humanos chamam esse lugar de estação de trem. Fiquei muito feliz de conhecer esse lugar. Me senti muito chique nas mãos do meu leitor, todos olhavam para mim. Alguns olhavam por cima dos ombros do meu leitor… eu devo ser muito importante.

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Depois de passear no trem (vi tantos lugares diferentes), meu leitor me fechou. Passei o resto do dia fechado, dentro daquela mochila. Quando vi, já estávamos em casa. Não sei se meu leitor gosta muito de mim. Passei a maior parte do tempo fechado hoje. Mas quando eu pensei que ele ia me deixar de vez, passei algumas horas com ele no finzinho da noite, já na cama. Rimos muito. Troquei de posição na mão dele várias vezes. Depois de várias horas juntos, nós fomos dormir.

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Quando acordei, meu leitor não estava em casa. Acho que ele me esqueceu. Devia estar muito ocupado com outras coisas. Ontem, eu o vi mexendo em um aparelhinho pequeno boa parte do dia. Volta e meia ele parava de me ler para mexer naquilo. Deve ser muito interessante. Só encontrei meu leitor tarde da noite. Ele folheou algumas das minhas páginas, parecia estar procurando algo e me fechou outra vez.

No terceiro dia com o leitor, nós passamos o dia inteiro juntos. Fomos à praia. Nunca tinha ido. Ficamos em uma cobertura top. Ele cuida muito bem de mim: imagina que ele limpou as mãos todas as vezes que íamos nos divertir juntos. Achei que ele fosse me trocar por aquele lugar lindo, mas eu parecia mais interessante. Me sinto importante agora. Acredita que eu ouvi ele e várias outras pessoas conversando sobre mim? Ele fez vários comentários, todo mundo quis ver como eu era.

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E meu último dia com o meu leitor chegou. Ficamos tão pouco tempo juntos. Ele gosta muito de mim, eu sei. Mas eu já voltei para a estante. Vivemos momentos muito legais. Quando ele foi se despedir de mim, eu vi que os olhos dele se encheram de lágrimas, mas ele sorriu. Fico tão feliz porque o fiz feliz. Foi uma viagem e tanto. Espero que todos os meus amigos tenham a mesma sorte que eu. E que ele também adore passear com eles. Mas o que eu mais quero é que ele nunca se esqueça de mim.

Livro.”

Aline Gomes

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