O carisma que a Disney não achou, a Netflix aproveitou

Escrito por João Rosa

Como disse na parte 1 desta crítica, houve duas versões do filme do boneco de madeira em 2022, se você não leu, clique aqui e depois volte. Lembrando que a análise que farei a seguir se trata apenas dos filmes lançados ano passado, ou seja, as versões antigas não serão levadas em conta, já que um filme precisa ser total e não precisar de explicações póstumas, ou ele fugirá da sua proposta. Esta análise contém spoilers, nada que estrague a trama, mas tem.

Imagine perder a sua mulher e posteriormente seu filho de forma trágica, esse é o passado trágico do personagem Gepeto, porém a perdida direção de Robert Zemeckis não faz o espectador perceber que realmente houve uma perda ali e torna uma das mais belas histórias de amor e carinho em apenas mais uma aventura em que Gepeto parece ter sérios problemas com a realidade.

Na versão da Netflix, o diretor Guilhermo Del Toro focou em uma ideia mais realista, os personagens vivem os horrores e o filme começa mostrando um início trágico para o criador do Pinocchio e te faz até mesmo entender cada uma das suas decisões, até mesmo quando ele é rude com seu filho e quando cai em si.

O personagem principal sofreu também com esse problema, ele se transformou em – literalmente? – um boneco de madeira que apenas concorda com tudo, e essa passada de pano que a Disney faz para o protagonista tira totalmente o peso das suas decisões e no final a valiosa lição que ele deveria aprender nem é tão valiosa, já que ele já é bom, só “influenciável”.

Em compensação, o Pinocchio da Netflix já mostrou que de bom garoto ele não tinha – quase – nada, resmungão, reclamão e outros adjetivos que terminam em ‘ão’, ele foi aprendendo com seus erros e tentou até mesmo consertar (ok, isso criou outros problemas, porque ele é um boneco de madeira e não o Einstein) e quando ele chega ao final de sua história você vê que o personagem evoluiu em sua trajetória e é gostoso ver isso.

A falta de carisma dos personagens, somado à falta de criatividade ao fazer mais do mesmo, se transformou numa bomba relógio que a Disney se recusou a desativar por medo de inovar. O que será dos futuros projetos da produtora?

Siga esse blog para ficar por dentro das próximas produções.

Até breve!

Pinocchio é a prova que falta de inovação pode ser fatal

Escrito por João Rosa

Em 1940, a Disney viu o gigantesco sucesso que foi a Branca de Neve e decidiu repetir o seu feito contando a história do boneco de madeira, o filme – obviamente – foi um sucesso de bilheteria e somou a 2 oscars por canção original (Sabe aquela música que sempre toca na abertura de todos os filmes da Disney? Então, essa música) e melhor trilha sonora.

Porém não estamos mais em 1940, contar a mesma história do mesmo jeito apenas com uma roupagem atual (CGI) só tem tornado as belas histórias da Disney mais enfadonhas. E esse medo de inovar foi um tiro no pé da produtora que foi parar no Framboesa de Ouro até mesmo com Tom Hanks (um dos atores mais premiados do mundo) como pior ator, além do prejuízo gigantesco do filme que nem ao menos se pagou.

A contra-ponto deste fracasso de bilheteria e críticas, a Netflix despretensiosamente lançou no mesmo ano a sua versão do boneco/menino de madeira. Ela saiu do formato – Cansado – de CGI e usou a centenária técnica de stopmotion, apenas isso já fugiu da ideia das outras mil versões já existentes do Pinocchio. A direção trouxe algumas inovações e uma carga dramática que envolve e prende o público para querer ver mais sobre a gigantesca aventura dos personagens.

Já repararam que muitas vezes você assiste a um filme ruim, mas o carisma dos personagens te faz querer ver até o final? Isso é um outro ponto que faz a diferença entre essas duas versões ser tão grotesca e falarei na parte 2, semana que vem, fiquem ligados!

O que aconteceu em 1899?

A série da Netflix chegou escangalhando a nossa mente de forma muito parecida com a que Dark, dos mesmos autores, fez. Estreando um novo formato aqui no Qual é a das quintas?, você vai descobrir o que comem, como dormem…. (kkkk mentirinha). Vou apenas comentar minhas impressões sobre a série.

Conta para nós o que você achou da série.

(E me conta também o que achou do vídeo e se devo continuar fazendo ou não)

Até a próxima!

A experiência de ler usando os sentidos

Dica do Qual é a das quintas?

Para ler, aparentemente, só precisaríamos de um dos cinco sentidos: a visão. Mas a experiência da leitura pode ficar muito mais rica se a gente puder imergir por completo na história.

Quando eu era mais nova, me lembro de ler livros, como A ilha do tesouro e Robinson Crusoe, sentada no tapete do meu quarto e ao som de ondas que colocava no computador (não existia Spotify).

Experiências assim me faziam quase que engolir os livros, pois ficava completamente imersa na história.

Anos depois, descobri as malinhas do Turista Literário, quando ganhei uma em um sorteio (sem merchan, pessoal). O livro era As mil noites (E. K. Johnston) e, dentro da caixa, vinham outros itens para cada um dos sentidos: uma playlist no Spotify, um sal, um kit de incenso, um pergaminho e ainda vinha uma squeeze.

As mil noites

Foi uma leitura intensa e muito prazerosa!

Nunca consegui me tornar assinante do Turista Literário, mas recomendo as experiências na hora da leitura.

Você pode escolher playlists que se adequem ao tema do livro, preparar um café ou itens que te lembrem da história e se inspirar com os itens que podem fazer parte da experiência.

Pratique isso e depois me conta como foi a experiência.

Até breve!

Aline Gomes

Como não esperar pelo fim do mundo (de Krypton)

A curiosidade para saber o que aconteceu ao planeta Krypton que fez com que Kal-El viesse para a Terra me fez ficar anos querendo comprar e ler Os últimos dias de Krypton. Agora que eu fiz isso, conto para você minhas impressões sobre o livro.

Kevin J. Anderson é quem faz a narrativa detalhada de uma das versões do que aconteceu ao planeta natal do Superman. Há algumas versões do que teria acontecido a Krypton em quadrinhos, animações e filmes diversos e essa segue uma linha que eu ainda não tinha visto.

O livro traz uma jornada no período de um ano dos irmãos cientistas Jor-El (pai de Kal-El) e Zor-El, filhos de Yar-El, desde as descobertas da possibilidade de o sol vermelho Rao entrar em supernova e de haver uma instabilidade no núcleo do planeta, até a iminente extinção de Krypton.

As aventuras, desventuras e tragédias que acontecem possuem muitos detalhes e um tom sarcástico que me conquistaram. A narrativa é em terceira pessoa, mas acontece sob o ponto de vista de um personagem por vez, o que contribui para tornar a emoção da leitura muito mais consistente.

A impressão que tive, e a forma como contei minha leitura no Skoob, foi de alguém desesperado para um final feliz depois de tantas situações complicadas – mesmo sabendo como seria o final.

O livro fornece uma crítica à política e à sociedade burocrata, que desvaloriza o trabalho científico e que também, por outro lado, também cria monstros com o discurso de fazer maldades em prol do bem maior.

Esse foi um dos melhores livros que já li! Super recomendo.

Até breve!

Aline Gomes

Uma curiosidade sobre As Crônicas de Nárnia que você nem imaginava

Olá, eu sou João Rosa.

Você deve me conhecer por tabela caso tenha visto alguns dos quadrinhos do Alfredo, o óbvio. Eu dominei esse blog a força para falar sobre algo que amo: a sequência de livros de C.S. Lewis conhecida como As Crônicas de Nárnia.

Se você esteve fora do planeta nos últimos 72 anos, então, você nunca ouviu falar sobre esses livros, por isso vou te dar um breve – breve mesmo, pois são 8 livros – resumo.

Nárnia é um país em uma realidade paralela e lá crianças aleatórias da nossa terra, ou não, vivem diversos tipos de aventuras e um leão (Aslam, o deus de Nárnia) as ensina através dessas aventuras lições valiosas.

Entre 2005 e 2010, foram lançados 3 filmes baseados nos livros (eu, particularmente, amei cada um deles), mas, como qualquer adaptação hollywoodiana, eles não são muito fiéis. E, para quem já leu os livros, isso é meio decepcionante. Mas não se esmoreça, caro leitor, pois no próximo parágrafo sua alegria poderá retornar.

A BBC criou uma pequena série baseada em quatro livros: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa, O Príncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada e A Cadeira de Prata. Eu tive a honra de assistir e achei incrível o nível de fidelidade da obra, ela foi levada a sério. O desenvolvimento dos personagens é espetacular e a trama soube adaptar bem o livro sem estragar a experiência.

Obviamente, não darei spoilers sobre a série, já que sei que você, caro leitor, está louco para saber como assistir. Todas estão disponíveis no YouTube para seu deleite.

Um grande abraço e até logo, é óbvio.

João Rosa

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 3

Para concluir nossa saga pelas Fronteiras do Universo, viemos falar neste post sobre o terceiro livro: A Luneta Âmbar. Para você que chegou agora aqui, sugerimos que leia a parte 1 e a parte 2.

O maior livro da saga começa um pouco confuso e menos empolgante que os outros dois. Claro que a história em si está em um ponto confuso, com muita coisa acontecendo, muitos personagens e cenários novos. Depois de um determinado ponto da história é que volta a dar aquela empolgação característica dos outros livros.

Como clímax da história, este livro faz tudo se chocar e também fazer sentido. E então surgem aqueles momentos em que você fecha o livro e fica pensando em tudo o que leu com aquela cara de “não acredito”.

O item fundamental do terceiro livro é a luneta, responsável por permitir que alguém veja o , ou matéria escura ou os espectros. Somente as pessoas de alguns universos são capazes de enxergar a olho nu. A dra. Mary Malone, uma cientista do mundo de Will, consegue ver por meio dessa luneta e isso ajuda a solucionar grande parte dos mistérios de toda a trama.

Em relação à saga completa, o livro é fundamental e eu simplesmente AMEI tudo e super recomendo!!

Já quanto à série His Dark Materials, eu também recomendo muitíssimo! Ela tem o mesmo tom do livro que, apesar de ter crianças como personagens principais, não é uma historinha infantil.

Olha essa abertura linda!!

Como uma adaptação, a série mostra alguns detalhes bem como eu imaginei. No entanto, também faz modificações nem tanto sutis, mas que não alteram em essência a história. O que mais me chamou a atenção foi tratar a história do mundo de Will concomitantemente ao que acontece no de Lyra, dando a ideia de que realmente acontecem ao mesmo tempo, sem a separação em Livro I e Livro II.

Chegamos, então, ao fim da nossa crítica à saga Fronteiras do Universo, uma história que vale ser visitada e revisitada por toda a fantasia, intrigas e emoções que ela proporciona.

Até a próxima!

Aline Gomes

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 2

A bússola de ouro, conhecida principalmente por Aletiômetro, levou Lyra a novas aventuras no segundo livro da saga Fronteiras do Universo. Pensei melhor e acredito que o livro dois mereça um post exclusivo e é sobre ele que eu vou escrever aqui.

Se você não leu o post sobre o primeiro livro, clique no link a seguir: Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 1.

Em A Faca Sutil, segundo livro da série, temos a inclusão de um personagem muito importante: Will. Ele pertence a um universo diferente do de Lyra e não possui um daemon. Ele atravessa uma janela entre os mundos e conhece sua parceira de aventuras, enquanto fugia de uma situação complicada com a polícia para proteger a mãe e com o objetivo de procurar pelo pai.

O item que não poderia faltar na jornada entre esses mundos, em questão no livro, é uma lâmina especial e extremamente afiada, que causa medo a quem sabe sobre seus poderes. Ela é responsável por abrir as janelas entre os universos. E eu não vou te contar como ela entra na história e as consequências dela.

Nesse livro, você passa a se importar com mais personagens e a sofrer suas dores. Os momentos que narram a história de Will, principalmente, trazem essa sensação para o leitor.

A amizade dos dois protagonistas é linda e cristalina. Um não iria a qualquer lugar sem o outro e, com o Aletiômetro de Lyra e a Faca em posse de Will, ambos entendem que há missões que um deve ajudar o outro a cumprir.

Tudo isso enquanto os mundos estão a beira de uma guerra!

O segundo livro é a história com mais momentos “NÃO PODE SER!”. E também a que eu mais gostei, por ser empolgante e chocante, além de nos ofertar o primeiro contato efetivamente com outros universos.

No próximo post (agora sim), vamos tratar do terceiro livro da saga e da série da HBO (His Dark Materials). Não deixe de acompanhar o blog para mais detalhes!

Até breve!

Aline Gomes

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 1

Se você pudesse viajar entre universos, quais itens não poderia faltar na sua jornada? O box de livros Fronteiras do Universo é perfeito para você que – assim como eu – ama fantasia, aventura, mistério e ficção-científica. Vamos conversar sobre ele neste e no próximo post.

Você, possivelmente, já ouviu falar ou, até mesmo, já assistiu ao filme A Bússola de Ouro. Esse filme é uma adaptação do primeiro livro da série Fronteiras do Universo (Philip Pullman, 1995) para a sétima arte. Há também uma série da HBO inspirada nos livros: His Dark Materials, que vamos falar mais um pouco depois.

O primeiro livro – Bússola de Ouro – é uma aventura fantástica, cheia de mistério. No universo de Lyra, os humanos possuem daemons, que são a própria alma em forma de animal. Ela e Pantalaimon (ou simplesmente Pan) são incluídos em uma busca para salvar seu amigo Roger e outras crianças que desapareceram.

A orientação que eles recebem é de confiar em poucas pessoas, ou até mesmo em ninguém, e, diante de tantas informações confusas e perigos enfrentados, eles passam a entender cada vez menos o mundo dos adultos. Com a língua afiada, Lyra conta histórias para se sair bem, assim, viajando e fazendo novos amigos. Ela sonha em conhecer o Norte, os ursos de armadura e as luzes do norte (também conhecidas como aurora boreal).

Cada um dos títulos dos livros é um item importante nas histórias. A bússola de ouro é um item que mostra a verdade, é misterioso sobre seu funcionamento e extremamente importante. Todo mundo quer colocar as mãos nela e Lyra tenta guardar o item com o maior cuidado, pois é um grande companheiro.

Na próxima parte desse post, que sai semana que vem, vamos comentar o segundo e o terceiro livros e também sobre a série. Fique de olho aqui no blog Qual é a das Quintas?!

Até lá!

Aline Gomes

O filme Persuasão pouco persuasivo

A adaptação do clássico de Jane Austen para a Netflix passou a semana inteira nos Top 10 e, como fã de Persuasão, vou comentar minhas impressões sobre o filme.

A primeira coisa que você precisa ter em mente é que é uma adaptação. Provavelmente, o filme da BBC (1995), que também é uma adaptação, transmite ao expectador algo muito mais clássico e a cara dos livros de Jane Austen (óbvio, porque é a BBC). Já a versão da Netflix traz uma pegada mais moderna e no mesmo estilo de Enola Holmes, que parece ser uma tendência no serviço de streaming.

A quebra da quarta parede me causou estranheza, justamente porque eu esperava uma adaptação mais clássica. O filme se propõe a ser mais leve e moderno, até mesmo um pouco cômico, diante da tragédia romântica de Anne Elliot (Dakota Johnson) e Wentworth (Cosmo Jarvis). O que deixou o filme com mais cara de drama adolescente que de um clássico de Jane Austen.

Li muitas críticas falando sobre a falta de química entre o casal principal e, na verdade, acredito que ficou faltando um desenvolvimento para um clímax, algo que fizesse com que eu realmente ansiasse pelo relacionamento dos dois. Talvez, eu só tivesse ansiado por isso porque amo o livro e criei a expectativa, mas o filme não chegou lá.

Por outro lado, a fotografia do filme é excelente e os jogos de câmera induzem na percepção de questões sociais e na ambientação da sociedade da época. Além disso, em diversos momentos, percebi que havia imaginado as cenas do livro como nas locações e no desenvolvimento da cena em si.

A experiência dessa adaptação para algo menos clássico e fiel pode ser bem rica para uma noite de sábado, se você curte esse tipo de filme. Vale ressaltar que não é o melhor filme do ano, mas não é por isso que você precisa deixar de assistir.

Me deu vontade de reler o livro e ficar mais com a impressão que tenho dele.

Você é fã de Austen? Se assistiu ao filme, me conta o que achou?

Até breve!

Aline Gomes