Épico e aquático – A traição

Será que os Desafiantes de Yuvalin são páreo para uma abominação rubi? E a ferramenta artefato? Eles não vão encontrar isso nunca? Descubra mais detalhes sobre a história nesse capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.


A coisa parecia estar muito mal para o nosso lado. O que quer que fosse a criatura que os meninos lá na frente estavam enfrentando, isso estava machucando meus aliados de verdade.

Edward, gritando, me convocou para cuidar dos ferimentos dele e do Stefan. Joseph saiu do meu lado e começou a tocar seu alaúde élfico, nos deixando mais inspirados a prosseguir. Então, avancei também e entrei na sala. Assim que vi aquele monstro à minha frente, fiz uma prece a Allihanna e aquela energia fluiu de mim tocando meus amigos, como se fossem os próprios dedos da deusa.

Depois que me afastei novamente e que aquela criatura tentou morder Edward, percebi que a cura não foi o suficiente e estendi minhas mãos na sua direção. Assim, um escudo translúcido se formou entre o monstro e Ed. Foi um reflexo para proteger nosso nobre.

Entre o som de armas, escudos e gritos, ouvi um estrondo, como se o monstro rubi tivesse caído sobre uma mesa de pedras. Edward comandava a batalha e gritou mais uma vez para que eu ajudasse como pudesse os feridos.

Os urros do monstro eram terríveis! E, ainda, eram misturados aos sons dos gritos dos meninos, e até da Ràthania incentivando o namorado. Entrei na sala e fiz, novamente, minhas preces e aqueles raios suaves saíram das minhas mãos para curar Edward e Kroll. Vi suas feridas se fecharem rapidamente, enquanto voltava para a porta da sala, saindo de tão perto da criatura medonha. Joseph repetiu seus gestos arcanos, me imitando, e me senti segura ao saber que ele ajudaria no momento necessário.

O monstro avançou sobre o Toshinori, para bater, morder e dilacerar, no entanto, em tempo, refiz a magia que protegeu Edward com um escudo translúcido. Não protegeu muito porque aquele monstro era extremamente forte. Mas foi o suficiente para que ele continuasse vivo.

Stefan pegou sua arma e atirou no monstro. Outro estrondo naquela saleta. A cada ataque nosso, a criatura urrava mais. Kroll pareceu hesitar um pouco, mas virou seu machado na abominação rubi. Por mais incrível que isso possa parecer, começou a jorrar sangue. No último lampejo de vida daquela criatura nas mãos de Kroll, ouvimos um “obrigado” em língua anã. Foi aquele monstro que falou isso? Fiquei chocada.

Toshinori teorizou para o K que, talvez, aquela criatura que agradeceu ser libertada fosse sua mestre, Tallaka. Noah foi cheirar o corpo morto, lambeu, e esperou que eu fosse até ela. Eu decidi, então, analisar bem detalhadamente o corpo do monstro. Stefan também estava analisando, mas para ele próprio, claro. Pelo menos, ele me ajudou.

Era uma combinação de anão, troll, construto. Uma abominação, realmente. Tallaka criou uma quimera, ela havia se perdido na sua busca por suas invenções com aço rubi.

Analisei também os ossos de um corpo que estava ao lado de um cofre. Era, finalmente, Tallaka, como pude perceber pela lógica. Ela deveria ter terminado de criar a criatura e perdeu o controle. A criadora foi morta pela sua própria criação.

K ficou arrasado, mas finalmente pôde descobrir o fim que sua mestra teve. Na medida do que é possível consolar um golem, nós tentamos. Ele agora estaria livre, mas estava perdido, precisava de um tempo sozinho. Então, ele e Joseph foram dar uma volta, alguma coisa sobre sentar próximos, olhando para o buraco.

Enquanto isso, ficamos na sala investigando o que havia lá. Como eu disse, havia um cofre e invoquei uma magia para tentar descobrir se havia alguma ameaça ou armadilha presente no objeto. Como não encontrei nada, nós o abrimos. Entretanto, nem sequer consegui ver o que tinha lá dentro. Eu simplesmente apaguei.

Não sei se era um jacaré ou crocodilo, mas ele sorria para mim. A primeira coisa que vi quando abri os olhos foi o Kroll o mais delicadamente possível para um bárbaro me acordando. Toshinori sacudia a cabeça, como que acordando também. Edward estava caminhando em direção ao Stefan adormecido. Nem Joseph, nem K e nem Ràthania estavam na sala. O cofre não estava vazio, mas a ferramenta artefato não estava lá.

Todos olhavam para mim procurando respostas. Stefan acordou, olhou tudo ao redor e começou a falar sobre sua querida Ràthania, que ela não era tão confiável como nós acreditávamos. Mas, como Joseph e K não estavam conosco, ele disse que precisávamos encontrá-lo primeiro. Foi quando ouvimos um grito com a voz metálica de K, xingando. Não preciso reproduzir o que ele gritou. Pelo menos, o havíamos encontrado.

Stefan, amarrado como estava, tentou correr em direção ao som. Todos corremos para ver o que tinha acontecido. K continuava xingando e gritando que Ràthania tinha jogado uma bola de fogo nele. Ele estava com um buraco chamuscado no peito.

Eu só estava correndo atrás de todo mundo. Não estava pensando. Tudo era muito distante: as vozes, as luzes. Minha cabeça parecia rodar. Meus sentidos não estavam no seu devido lugar. Todos estavam correndo, discutindo. Falando algo sobre a traição. Ràthania havia nos traído. A culpa era minha. Eu devia ter percebido e impedido. Era tudo o que passava pela minha cabeça.

Ràthania

O paladino se aproximou. Não ouvi direito o que ele falou, só que eu não deveria assumir a culpa. Ele tentou me animar, dizendo que eu era muito útil para o grupo. Entretanto, eu só repetia que eu deveria ter reparado e que ela poderia ter matado alguém. A culpa era minha.

Com os olhos longe, só acenava com a cabeça. Detive minha atenção em K quando ele falou que a última coisa que Ràthania disse foi “Que Nimb te role bons dados”. Stefan encontrou um papel no meio de suas coisas, mas ele amassou, só fechou os olhos e disse que queria “fazer aquela desgraçada sofrer”. Eu concordava, mas estava atônita demais para responder.

Isso me fez despertar um pouco do transe. Convidei K para se juntar a nós efetivamente, agora que ele não tinha mais a sua mestre. Foi quando percebi que ele estava minimamente consertado de suas queimaduras. Noah começou a se arrastar entre as pernas de K e ele ficou notavelmente feliz de ter uma nova família e nos abraçou.

Ele saiu, foi até a sala e retornou com os ossos de Tallaka. O golem fez uma reverência à maestria de Tallaka e a tudo o que ela significou para ele, depois jogou os ossos no buraco. Assim que ele fez isso, saímos das Minas Heldret. Passamos novamente por cima do buraco, encontramos Joseph na porta do elevador e, enquanto subíamos, decidimos ir, Edward e eu, dar a notícia a Ezequias. Os meninos iam procurar por informações de Ràthania.

Fomos para a Guilda dos Mineradores, mas ela estava fechada. Um dos guardas nos disse que Ezequias deveria estar na sua loja, a Minérios Maravilhosos. Era madrugada e a cidade que nunca dorme estava um pouco movimentada, alguns nos cumprimentaram, só que nós não conseguíamos sorrir com alegria.

Ezequias nos recebeu na loja, feliz, animado e querendo notícias. Mas as notícias não eram boas. Expliquei o que havia acontecido e conversamos por um tempo sobre a traição de Ràthania. Infiltrada, a doidinha teria roubado o que estávamos procurando. Se Stefan estava com raiva e triste, ele não estava nos planos dela.

Falamos também sobre K, que trouxemos para a superfície, e sobre Tallaka. Mais uma vez, falei que a culpa era minha. Ezequias ficou nervoso, desesperado porque não tinha, assim como eu, intuído sobre a ladra. Ainda conversamos sobre o pagamento. Alegamos que não cumprimos o combinado, mas ele insistiu como um presente, mesmo com Edward deixando claro que não queria. Nosso chefe agradeceu e estava pensativo sobre os próximos passos.

Recusamos a bebida que ele ofereceu e pedi desculpas mais uma vez. Ele começou a fazer seus planos e nos despedimos. Noah tentou me animar, mas eu estava sem rumo. Completamente perdida.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/50sAeFmyoi4

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Até breve!

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Épico e aquático – Finalmente, machuquei um inimigo

Os Desafiantes chegaram ao quarto andar das Minas Heldret e, se ela esconde o que eles buscam, perigos não vão faltar. Leia, agora, mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.


Foi só chegar no quarto andar que um braço metálico, simplesmente, puxou Edward para fora do elevador. Era outro golem, daqueles que a gente já tinha enfrentado antes. Stefan, ao meu lado, sacou sua pistola e atirou contra o golem metálico, com aquele famoso estouro que quase destruiu meus ouvidos.

Suavemente, Joseph começou a tocar seu alaúde élfico e nos sentimos mais leves e firmes para o desafio à frente. Kroll estava quase babando, em fúria, e desceu o machado sobre o construto, não apenas derrubando, mas também o eliminando por completo. Silêncio.

Stefan me pediu ajuda para investigar as ossadas que encontramos ao sair do elevador. Ossos largos, mas de comprimento menor. Claramente, de anões. Fuligem os cobria e cercava aquelas ossadas. Eles foram carbonizados.

Aproveitei para reacender meu lampião que, misteriosamente, apagou. Após minha explanação sobre os corpos queimados, K me perguntou se eu conseguira identificar algum feminino. Senti um aperto no peito. Ele procurava por sua mestre, Tallaka.

À frente, o buraco. Foi então que os meninos começaram uma interminável discussão sobre o que faríamos para atravessar, interrompida pelo que viria a seguir.

Stefan pediu ajuda ao bardo para abrir uma porta do lado esquerdo do corredor. Ele demorou um pouquinho, devia estar meio destreinado em suas perícias de abrir portas de pedra trancadas. Quando a porta finalmente se abriu, mais construtos se ativaram lá dentro.

Assim que Joseph abriu a porta

Edward estava na dianteira. Com uma brisa esquisita, olhei para o meu lado direito e Stefan iniciava seu novo brinquedinho. Disse que estava ficando mais forte e poderoso e seu braço parecia muito veloz, tanto que ele mesmo se bateu bem na cara. Típico!

Mas, antes que o inventor atirasse, o construto avançou para Edward. Seus golpes, no entanto, só atingiram as paredes ao redor. Ao ver que a coisa poderia ficar difícil, o bardo começou a cantarolar e tocar o alaúde élfico. Eu também achei melhor começar a agir, quando outro construto avançou até o Edward e acertou um dos golpes.

Me ajoelhei bem ali, atrás dele e entre Joseph e Stefan, e supliquei a Allihanna pela sua proteção e seu auxílio no cuidado dos meus aliados. Assim, uma luz fluiu de mim deixando todo aquele chão iluminado pela consagração à deusa.

De onde eu estava, só ouvi e vi enormes pés de (mais) um guardião de rubi que espancou o Ed, que quase caiu aos meus pés. Kroll conseguiu entrar na sala, esbarrando, levemente, sua armadura contra o aço dos outros construtos. Apesar de bem ferido, Edward conseguiu ajustar a equipe para a batalha.

Por outro lado, Toshinori pareceu acordar de um transe lá no elevador ainda e queria trocar de lugar com Edward. Porém, ele não fez isso, mas abençoou Stefan – QUÊ?? – e me pediu para curar os feridos, principalmente o que já estava bem machucado.

Stefan pediu para que Ràthania fizesse uma ilusão e uma parede apareceu no lugar da porta, na frente de Edward. Mesmo já tendo feito, ela argumentou que não afetaria os construtos, porque eles não pensavam. Assim, a magia se desfez. Então, ele só se afastou, indo para o outro lado de Joseph, trocando de lugar com Toshinori. O paladino fechou os olhos, colocou uma de suas mãos no ombro de Edward e uma luz apareceu, curando alguns ferimentos em sua pele.

Joseph, além da música, começou a dançar também e, de repente, me senti mais forte, como se pudesse fazer qualquer coisa. Sentir que posso não é o mesmo que poder. Mas tentei de tudo. Tudo mesmo!

Ergui minhas mãos e as coloquei nas costas de Edward para curá-lo integralmente e vi todas as suas feridas se fecharem. Foi então que eu me lembrei de que, na minha bolsa, guardava uma bomba que não queria passar às mãos de Stefan, por ainda ter certo receio de ele nos atacar em vez dos inimigos. Não sei de onde surgiu essa ideia e a força para fazer isso, mas acendi e atirei a bomba para dentro da sala. Pelo menos, garanti qualquer dano aos inimigos, tentando não acertar no Kroll. Talvez, eu nunca mais faça algo parecido.

Bomba neles!

O estrondo foi forte, mas não abalou os construtos o tanto quanto eu esperava. Ouvi sons de passos e pancadas lá dentro. Provavelmente do guardião de rubi contra o Kroll. Mas ele não pareceu se abalar tanto, porque ouvi o brandir do machado do bárbaro e seus gritos de fúria. No entanto, ele achou melhor sair da sala. Ora vejam, se o bárbaro achou melhor sair… a gente não estava muito bem.

Enquanto isso, Edward, com seu escudo, bloqueou mais um golpe do construto de aço, pareceu fraquejar, mas permaneceu de pé. Gritou mais estratégias para a equipe e palavras de motivação. Foi o suficiente para que Toshinori entrasse na sala e, apesar de eu não conseguir ver o que ele fazia, ouvia o que devia ser seu bico de corvo batendo e amassando a lataria de algum dos inimigos.

Ficou bem claro o motivo para eu não querer que Stefan ficasse com as bombas no movimento seguinte dele. O STEFAN SABE SER BEM INSUPORTÁVEL. Ele sacou uma bomba que tinha guardado, acendeu e atirou. Sua destreza maravilhosa fez com que a bomba ricocheteasse no guardião de aço à porta e caísse bem entre o construto e Edward. Ou seja, fomos todos atingidos pelos estilhaços. Os inimigos e os aliados. Ou seríamos todos inimigos? Ninguém merece!

Felizmente, não nos ferimos gravemente. Apelei para aquele poder que fez com que minhas escamas me protegessem. Senti o impacto e respirei fundo, tentando não fulminar o inventor com os olhos. Ele fugiu quando viu o que fez. Pediu desculpas e foi em direção ao elevador. A namoradinha dele ainda comemorou por ele acertar um dos guardiões.

Enquanto isso, Joseph fez a arma do Kroll brilhar, o que fez abrir um sorriso macabro na cara do bárbaro, e ouvi mais barulhos do bico de corvo acertando os inimigos. Ignorando meu ódio, ergui meus braços novamente e fiz uma prece à minha deusa. Um vento acompanhado de luzes emanaram de mim, abençoando meus amigos. Me senti tão revigorada por poder fazer aquilo que tentei animá-los também com gritos de incentivo.

Apesar disso, eu sentia que não aguentaria invocar tantas magias em algum tempo, talvez, a deusa se cansasse um pouco de me atender, sei lá. Puxei da minha bolsa uma essência que me restauraria o vigor e as chances de sucesso.

Ainda bebia a essência quando vi, pelo canto do olho, o guardião de rubi e o de aço batendo no Edward. O de aço não foi bem-sucedido, felizmente, mas o outro machucou o nobre de verdade e ele caiu. Olhando para baixo, vi que ele sangrava consideravelmente. Ainda assim, ele gritou para que o paladino agisse.

Com certa dificuldade pelo espaço, Kroll entrou na sala mais uma vez e desceu seu machado brilhante sobre os guardiões de aço. Um deles, eu ouvi que caiu, mas o outro só apagou, mas ainda estava de pé. Pelo movimento e os barulhos dentro da sala, Toshinori também acertou bonito os construtos, porém, apanhou feio. Stefan voltou para o meu lado e atirou em algo lá dentro, quase me deixando surda outra vez, em menos de dois minutos.

Como sabia que os meninos estavam feridos, supliquei a Allihanna que nos socorresse com a cura dos ermos tão acima de nós. A magia fluiu de mim como uma luz dançante que tocou todos os meus aliados. E eu saí de onde estava, passando pelo Stefan e indo em direção ao elevador. Só ouvi o infeliz do guardião de rubi acertar Edward mais uma vez, mas, pelo menos, ele já não estava tão ferido.

Ouvia o brandir de armas, armaduras, escudos e aço batendo, sem saber exatamente o que acontecia. Ao meu lado, Stefan estava inquieto, ele queria começar a dançar. DOIDO. Dançando com suas armas, ele atirou contra o guardião de rubi que, pelo que entendi, tinha parado de funcionar com o golpe. Joseph imitou outra vez meus gestos, esfregou suas pequenas mãozinhas e curou Edward com magia.

Corri até o Kroll e o toquei. Alguns galhos e plantas pareceram surgir ao redor dele e sumiram em um brilho que o envolveu por completo e, apesar de ele errar um dos golpes, ele estava protegido. O golpe seguinte e a mordida feroz derrubaram o construto que restara. Ele sorriu para mim, dizendo que tinha derrubado o guardião de aço. Edward orientou Toshinori que bateu com seu bico de corvo na criatura.

Stefan, fazendo algo de útil, entrou na sala e, como se o próprio Nimb desviasse o tiro que ele ia errar, o inventor explodiu a cabeça do construto. Fez-se silêncio outra vez. K nos avisou que estávamos na oficina da Tallaka. Era hora de investigar.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/W-tHc5xPzhg

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Até breve!

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Épico e aquático – Construtos e mais construtos

O terceiro andar das Minas Heldret esconde algo importante porque perigos não faltam. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.


Mas o gênio não soube explicar direito. Só disse que algum armeiro muito bom deve ter feito experiências com partes de trolls e aço rubi. Bom, isso parecia meio óbvio, mas ok.

Os meninos queriam arrancar as partes dos trolls mortos (o metal, claro, mas também a carne – não pergunte) e continuamos investigando as salas. Stefan encontrou alguns papéis escritos em língua anã e pôs-se a ler. Foi, então, que entendemos que as folhas eram um diário de uma anã sobre seus experimentos entre seres vivos e objetos forjados de aço rubi.

Resolvi investigar também para saber se havia alguma ameaça. Fiz uma prece a Allihanna e uma grande paz me invadiu. Entendi que nada realmente ameaçaria o grupo ali. Então, mais aliviada, usei magia para curar os meninos feridos. Minha conexão com a deusa estava forte e senti a energia fluindo de mim para Toshinori e Kroll apenas com um toque de minhas mãos.

Depois de estudar um pouco os trolls, Stefan analisou, sorrindo, o colar com o símbolo sagrado de Valkaria, soltando um “talvez”. Notei que, não apenas eu, mas o grupo inteiro esboçou uma expressão de alívio nos rostos. Seria um vislumbre de mudança no inventor para que, finalmente, ele abandonasse sua devoção ao Deus do Caos? Que Valkaria o conduza!

Isso nos deixou mais animados, apesar da luta que travamos momentos antes. Voltamos ao corredor de entrada do andar e retomamos nossa exploração do terceiro andar. Como a porta da esquerda ainda estava fechada, avançamos pelo lado direito.

Com uma nova prece a Allihanna, solfejando palavras de louvor e súplica, tentei detectar alguma ameaça do outro lado da porta. PAZ. Edward abriu-a e entramos. As luzes que, do lado de fora, eram azuis, ali eram vermelhas. Outras folhas do diário da anã estavam sobre a escrivaninha. Havia também um baú e uma mesa de construção, com metais e engrenagens.

Toshinori abriu o baú e encontramos alguns tibares de ouro lá dentro. O paladino olhou para Edward e perguntou se era assim que o nobre se sentia todo dia. Ele respondeu que o que achamos daria para pagar o café da manhã. (ES)Nob-r-es!

Stefan avistou uma porta cuja fechadura se parecia com a chave que ele havia encontrado recentemente, bem diferente. Ela tinha uma pirâmide na ponta e o buraco da fechadura se encaixava perfeitamente. Assim, ouvimos a porta se abrindo e, do outro lado, um construto de metal, que se ativou imediatamente.

Ouvimos o construto gritar pedindo para falar com Tallaka. Toshinori tentou interceder em nosso favor, dizendo que estávamos ali em paz. Por outro lado, aquele que estava bem na porta porque a abriu estava cantando que era um amendobobo. Independentemente do que aquilo significasse na mente do louco, eu sabia que Stefan estava, mais uma vez, confuso e que precisava de ajuda para voltar ao normal. Logo quando a gente tinha que agir em paz com o construto.

O Stefan sabe ser bem insuportável.

Supliquei para que o Kroll saísse da frente para que eu conseguisse ao menos tocar o inventor para tirá-lo desse transe. Edward e Toshinori estavam negociando com o construto. Ele, chamado de K, estava fazendo várias perguntas sobre o que tinha acontecido, sobre a guerra dos anões, em que ano estávamos. Edward entregou o diário que encontramos para o golem.

K, o golem

Enquanto isso, puxado pela camisa para o meu lado, eu coloquei minhas mãos sobre a cabeça do inventor, ainda cantando e balbuciando frases incompreensíveis. Seus olhos se desanuviaram quando eu impus-lhe as mãos. Ele piscou algumas vezes e entrou na conversa com o golem.

Diante de tantas perguntas de K, eu disse que estávamos ali para investigar as minas e encontrar um artefato. Também disse que nós poderíamos ajudá-lo e que, se ele quisesse, também nos ajudaria, já que ele conhecia melhor as minas melhor que nós. Ele aceitou e nós tínhamos um aliado dali para frente, pelo menos nas Minas Heldret.

Tallaka era a anã inventora, auxiliada por K. Ele deixou escapar que ela usava um artefato diferente para moldar o aço rubi e fazer os experimentos. Bom, era isso que procurávamos e por causa disso que estávamos explorando a caverna. Ele só não sabia que havia algo do outro lado do corredor, como se só tivesse sido construído depois de ele ser desativado. O que era estranho.

Edward tentou abrir a tal porta do lado esquerdo do corredor de entrada do andar, mas havia uma resistência. E ele e Stefan perceberam que algo pesado estava travando a porta. Assim, convocamos o mais forte do grupo, no caso o crocodilo, para que ele abrisse a porta.

De onde eu estava, não conseguia ver o que tinha lá dentro, só ouvi barulhos e uma leve iluminação vermelha. Os sons não eram amigáveis. Algo se ativou lá dentro. Quando vi Stefan sacando e acendendo uma bomba, entendi que a coisa estava ficando feia. Pelo menos, ele estava atirando contra o que deveria ser um inimigo e não contra os amigos.

O barulho foi ensurdecedor, mas, diferentemente do segundo andar, nada caiu sobre as nossas cabeças com o estrondo da bomba. O que quer que fosse nosso inimigo, atacou quem estava mais próximo, o bárbaro, que só ficou atordoado com a surpresa do ataque e apanhou bastante. Eu precisava curá-lo. Então, avancei para o lado Kroll e fiz uma prece a Allihanna. Magia fluiu de mim para curá-lo, mas não adiantou muito.

Só tive tempo de alertar o grupo sobre 3 golens de aço rubi que eu consegui ver na sala e uma das criaturas já bateu no Kroll. Joseph começou a tocar e cantar para, com sua magia, nos ajudar naquele momento. Foi então que uma das criaturas avançou e pisou em cima do Kroll e, simplesmente, tentou me bater. Desviei de um golpe mas o outro ia me atingir, quando enrijeci meu corpo e como que uma capa protetora surgiu sobre a minha pele. Ele até me acertou, mas só deixou um leve arranhão.

Toshinori pediu que todos saíssem do caminho naquele corredor para que ele pudesse ir para cima dos golens. Edward também gritou para que fizéssemos isso, só assim o paladino poderia fazer o que ele faz de melhor.

Stefan acendeu outra bomba e jogou dentro da sala. Só consegui ver um dos construtos, de fato, sofrendo, mas, ainda assim, ele avançou pelo corredor, como se eu não estivesse no caminho. Mas ele não bateu em mim, e sim, no bardo. Foi uma grande pancada e ele caiu.

Apesar de Kroll estar respirando e não estar sangrando, ainda estava caído e machucado. Outro golem avançou, mas Edward tentou bloquear com seu escudo, mas, ainda assim, se feriu um pouco.

Vi, então, que não eram 3, eram 4 construtos. Além disso, as forças já se esvaíam de nós, o que sentimos quando nem todos podiam mais usar magia. Estávamos com sérios problemas.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/_cqjsy_IleE?si=N8sKpQvNQhcxyHe_

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Épico e aquático – Dia de fogo

Ser um aventureiro é estar à beira da morte várias vezes a qualquer momento. E a Helga tem é história para contar neste post. Confira…

Épico e aquático – 3 grandes problemas vermelhos

Os Desafiantes estão diante de uma nova ameaça e vão ter trabalho pela frente. Confira esse novo capítulo do diário da Helga.


Trolls vermelhos com enxertos de aço rubi. Era tudo o que a gente precisava, claro! 3 grandes problemas vermelhos.

Joseph já começou a tocar seu alaúde élfico e uma sensação positiva tomou conta do ambiente, apesar do que estávamos prestes a enfrentar. Stefan já se antecipou e, finalmente, fez algo útil: atirou em um dos trolls, o que estava ao nosso lado.

Mas os que estavam próximos ao Toshinori e ao Edward já começaram a bater e a tentar dilacerar os meninos. Além disso, começaram a avançar sobre o restante de nós.

O nobre Edward estava bem machucado. Cambaleando, ele gritou para que batêssemos em retirada e veio para perto de onde eu estava, ao lado da porta da sala. O bárbaro obedeceu imediatamente: agarrou o bardo e saiu correndo com ele pelo corredor para longe da sala.

Com sua cabeça quente, Toshinori já derrubou um dos trolls e esbravejou contra ele também. Ele saiu correndo também pelo corredor e ativou sua aura azul e já consegui sentir um pouco mais de energia para resistir ao que viria pela frente.

Foi só o tempo de o paladino passar e o troll ao nosso lado acertou Edward e Stefan e o nobre caiu. Imediatamente fiz uma prece a Allihanna e senti a magia de cura fluir de mim  em direção ao Edward. Quando tive certeza de que foi suficiente, saí correndo também para onde estava o resto do grupo.

Só ouvi mais um tiro do Stefan atrás enquanto corria. Quando cheguei ao lado de Joseph, ele tinha conjurado suas magias para deixar a arma do Kroll brilhando. DO JEITO QUE ELE GOSTA.

Stefan também correu para o meu lado e a briga entre os trolls e Toshinori, no meio do corredor, e Edward era bem audível. Me virei no instante que ouvi um ataque e vi que Ed seria golpeado. Levantei as mãos e lancei sobre ele uma espécie de escudo mágico, como um toque divino de Allihanna.

Vi que Joseph fez a mesma coisa quando ele viu que o troll ia tentar com o outro braço um ataque em Edward. O bardo está aprendendo a copiar as magias que eu faço. Isso pode ajudar bastante a gente, como ajudou naquele momento com Ed, que não tomou nenhum dano dos golpes do troll. Depois disso, o nobre também veio correndo para o meu lado na outra sala, do outro lado do corredor.

O bárbaro não se aguentou, claro, e correu novamente pelo corredor para tentar atingir o troll com seu machado de guerra. Ele conseguiu, aparentemente. Só ouvi os sons de cortes, Dia de Megalokk.

Foi o suficiente para que Toshinori só desse o golpe final com seu bico de corvo. Não vi muita coisa, obviamente, porque eram os três mais altos e fortes do grupo que estavam no corredor na minha frente. Só ouvia os gritos de ordens do paladino, os barulhos de batalha e armas brandindo.

No desespero, eu tentei consagrar a área onde estávamos para que a magia de cura fosse mais efetiva. O que eu não contava era que nós ainda estávamos sobre o símbolo de Khalmyr, logo atrás, na sala onde tínhamos cumprido o desafio. Foi uma medida desesperada e impensada. Não deu certo e a iluminação da magia não durou nem 10 segundos e se enfraqueceu até apagar.

Daí eu tomei um susto com o Stefan ao meu lado, simplesmente, atirando com sua arma na direção do troll que estava do outro lado do corredor. Olhei bem atravessada para ele, com cara de quem estava meio surda pelo barulho e não gostou nada disso. O Stefan sabe ser bem insuportável. Mas eu fiquei aliviada quando olhei para o Joseph e não tinha sido ele o alvo.

Joseph completou a fileira que fizemos da sala de Heredrimm pelo corredor até a entrada da outra sala. Acho que ele conjurou alguma magia sobre o Kroll. Mas o bárbaro apanhou e caiu com um estrondo. Edward ao meu lado bradava ordens de combate aos meninos e nos incentivava a continuar. Com uma luz azul, acredito que o Kroll tenha sido estabilizado pelo Toshinori, que continuava batendo na criatura.

O troll sobressalente estava resistindo e eu ouvi mais gritos. O paladino caiu e eu precisei escolher quem curar primeiro. Precisei conjurar a magia de cura e com devoção redobrada a fim de alcançar o Kroll que estava a quase 5 metros de distância de mim.

Não consegui curar Toshinori, mas percebi que Joseph me observava. Ele recitou palavras arcanas e a mesma luz que emanou de mim até o Kroll, também saiu de Joseph até o paladino. Stefan atirou mais uma vez, mas acho que ele não acertou.

Foi quando, de repente, o troll veio em nossa direção pelo corredor, como se não tivesse ninguém no caminho. A criatura entrou na sala com o símbolo de Khalmyr e tentou bater em mim e no Edward, mas ela não me acertou e houve tempo para que eu protegesse, ainda, o nobre com um escudo divino, como antes.

Nesse momento, eu não via mais nada, apenas ouvia gritos e sons de armas. Os meninos estavam de pé e nos defendendo. No entanto, no meio de todos os gritos, consegui discernir o som do bárbaro descendo seu machado sobre uma criatura que não sobreviveu ao golpe.

Fiz mais uma prece a Allihanna e abençoei os desafiantes de Yuvalin que, imediatamente, foram tocados por aquela luz que saiu das minhas mãos. Minha esperança era que meus amigos se sentissem mais fortes e capazes. Acho que consegui porque Stefan acertou uma bala no troll e Joseph deixou a criatura fascinada por ele, perdendo momentaneamente suas feições e ações hostis.

Foi quando eu reparei que a ferida que o Stefan tinha acabado de fazer na criatura simplesmente se fechou. Era só o que faltava.

Joseph queria que todos se preparassem para atacar, se recuperando enquanto a criatura estava fascinada, no entanto, Kroll estava um pouco furioso por toda aquela luta não ter acabado ainda. Ele veio correndo e desferiu golpes e mordidas. O paladino aproveitou a oportunidade para enfiar o bico de corvo no inimigo. Parecia uma coreografia entre os dois e eles, juntos, eliminaram o último troll.

Com o fim do combate, ficamos um tempo olhando para tudo em silêncio para tentar entender que tipo de criaturas eram aquelas e o que tinha acabado de acontecer. Todos os olhos se voltaram para Stefan. Ele seria muito mais insuportável se começasse a explicar, com certeza, e eu já me preparei para ouvir.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?https://youtu.be/ZGGGhkr38yM?si=CCD7he3nl66t-T2C

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