Épico e aquático – Uma nova aventura

Ezequias tem uma nova missão para os Desafiantes de Yuvalin e algo totalmente diferente e, provavelmente, perigoso está diante de Helga.


Ezequias disse que sabia o que estava fazendo nos enviando para o leilão, já tirando uma carta de crédito em branco da gaveta e colocando em minhas mãos. Estremeci igual a um bambu movido pelo vento. Ainda perguntei se ele tinha certeza do que estava fazendo. Ele respondeu que confiava na nossa capacidade de negociação.

Agradeci a confiança e disse que essa missão seria uma questão de honra. E de honra, eu agora estava um pouco mais por dentro. Só precisávamos planejar toda a viagem. O que demandou uma grande negociação entre os Desafiantes de Yuvalin, porque alguns queriam passar pela Supremacia Purista. Fora de cogitação!

Ezequias sugeriu descermos até Selentine, porque teria um comerciante da cidade que nos daria uma carona pelo rio. Dali, partiríamos para Valkaria e, de lá, para Wynlla e, pelo mar, chegaríamos a Aslothia. Eu gostei muito da ideia, porque teríamos bastante água pelo caminho e seria menos fácil sermos abatidos no caminho.

A discussão era sobre como sair de Yuvalin e chegar a Aslavi

A namorada do Kroll… digo, Leah, barbaramente rasgou o mapa que Ezequias tinha colocado sobre a mesa, de Aslothia até os Ermos Púrpuras, alegando que estariam perto de casa. Mas esse era um caminho que seria maior.

Finalmente, consegui convencer a equipe a fazer o trajeto mais rápido e menos perigoso, que também foi o que o Ezequias sugeriu. A leoa parecia que ia me comer com os olhos, mas eu estava serena e decidida. Ela também quase quebrou o braço bom do inventor – não fiquei desesperada por isso.

Stefan queria passar pela Supremacia Purista para saber mais sobre o seu passado e ir até à Caverna do Saber, dedicada a Tanna-Toh (Deusa do Conhecimento). Entretanto, decidimos ir pelo caminho mais rápido e voltarmos, talvez, por onde fosse mais interessante. Inclusive, atender o desejo dos bárbaros de fazer um favor ao mundo eliminando alguns puristas.

Depois de roteiro resolvido, precisava dar a notícia a quem dividia a vida comigo. Saí da Guilda direto para a Kanpeki, para conversar com o Goro. Edward também tinha algo a tratar com ele e, então, seguimos juntos até a loja.

Eu não gosto de atrapalhar o serviço do Goro, mas não poderia deixar para depois, então, o chamei para seu escritório. Quando falei sobre a viagem a Aslothia, ele arregalou os olhos de espanto, pois era nada mais e nada menos que a terra dos mortos. Expliquei que era uma missão do Ezequias e me comprometi a escrever para ele sempre que conseguisse.

Meu coração estava dolorido. Porque eu estaria longe não só do Goro, mas da Noah também. Sim! Ela deveria ganhar os filhotinhos nos próximos dias e o próprio Goro falou que seria um risco para ela e para nós seguir viagem assim. Mais uma vez, ele me desejou boa sorte e pediu que eu apenas retornasse para ele.

Me abraçou, me beijou e eu já quase vertia lágrimas. Desde que começamos a namorar e eu passei a ficar mais tempo em sua companhia, sabia que chegaria o momento em que precisaria ir para mais longe e para uma aventura mais perigosa. Mas era uma separação que eu confesso não estar preparada.

“Que Lin-Wu te acompanhe! E Allihanna nunca te deixe!”, Goro me disse. Também prometi trazer souvenirs para ele. Coitado do Edward pediu a um Goro triste marcar suas costas com o símbolo de mais três deuses. Fiquei na oficina até o final do expediente e fomos para casa – já que a viagem seria no dia seguinte.

Foi uma despedida doce, cheia de carinho e urgência. Jantamos juntos, à meia luz. Conversei com a Noah sobre o que aconteceria no dia seguinte e que ela ficaria em casa para ter um parto tranquilo. Ela não queria desgrudar de mim um instante, mas sossegou depois que Goro e eu fizemos carinho nela até que ela adormecesse.

Já nós dois… bom, também fizemos carinho um no outro até dormir. Acho que foi a nossa melhor noite juntos. Era tanto amor que não cabia na gente! Só queríamos que o tempo parasse e pudéssemos permanecer para sempre naquele momento.

Mas o dia da partida chegou e, para não se sentir tão sozinha, Noah foi fazer companhia a Goro na Kanpeki. Seria bom, disse ele, para que eu estivesse sempre nas suas lembranças. Como meu trajeto era para o outro lado da cidade, me despedi, finalmente, deles, na porta de casa. Aquele abraço que, acho, durou muitos minutos.

Devo ter regado várias plantas no caminho para o Porto Vahrim, onde encontrei os Desafiantes de Yuvalin. Nossa carona era um tal de Vitrúvio, um golem de vidro muito engraçado, ou metido a piadista. Informamos que éramos os enviados de Ezequias. Entrei no navio e deixei as minhas coisas em uma cabine, porém, pretendia passar parte da viagem na água. Descer o Rio Panteão seria um grande prazer.

Logo nas primeiras horas de viagem, Joseph resolveu cantar no convés e os marujos o acompanhavam. Enquanto isso, eu estava na água, brincando e cantando com os peixes, mas era muito mais uma respiração deles me acompanhando do que cantando propriamente dito.

Para minha tristeza (e raiva), o inventor quis testar como seria me chamar para o navio, em caso de necessidade. Então, ele atirou para o alto, fazendo um estrondo e espantando todos os animais. Eu pulei para o barco e dei um tapa na cara dele. O Stefan sabe ser bem insuportável!

No entanto, ele não foi o único insuportável. Toshinori e eu travamos algumas ofensas sobre a forma como ele acreditava que deveria me chamar. A tripulação achou que ia sair briga de verdade. Por fim, pedi que fossem mais criteriosos quando fossem me chamar. Assim, voltei para a água. Como sereia e não peixe, precisava retornar ao navio volta e meia para restabelecer minha temperatura corporal, me alimentar e tudo o mais humano que eu deveria fazer. Até porque as águas do Rio Panteão são extremamente geladas.

Viagem pelo Rio Panteão

Em uma das vezes que estava no convés, avistamos a Fortaleza de Destrukto, uma paisagem bem tamuraniana. Enquanto o capitão do navio discorria sobre a história da Fortaleza e falava sobre o sumo-sacerdote do antigo Deus da Guerra, meus pensamentos foram longe. Me recordei de sua filha, a sumo-sacerdotisa de Allihanna, que dispunha de algo que eu realmente almejava, como líder e aventureira.

Fiquei bastante tempo pensando sobre isso. Um artefato criado pela própria Deusa que concede algumas bênçãos especiais. Lisandra da Galrasia, porém, não é apenas a arquidruida suprema de Allihanna — é a mais poderosa entre todos os sumo-sacerdotes. Ela merece ter a Coroa de Allihanna. Por que eu mereceria ter?

O Rio Panteão naquela altura já é bem largo e o pôr do sol, apesar de gélido, foi impressionante. Aquela tarde e início de noite era um culto à minha deusa e celebrei a beleza do mundo natural e o encontro de Allihanna com Oceano. A natureza é o maior altar para cultuá-la. Entreguei nossa missão em suas mãos, louvando sua bondade em todos os momentos comigo ao longo da minha vida.

Mais tarde, tive algum tempo para ir aos meus aposentos e escrever. Escrevi no meu diário e também uma carta para Silena e outra para Goro. Não cheguei a concluir a carta para meu namorado, pois um estrondo muito forte sacudiu todo o barco.


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Até breve!

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Épico e aquático – Corredor da morte

“Impossível dar errado”, disse Stefan, mas tudo pode ir por água abaixo na companhia dos Desafiantes de Yuvalin. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris, tentando fazer com que seus aliados continuem, ao menos, vivos.


O Stefan viu algo dentro daquela sala, mas a explicação dele não fez o menor sentido. Só a Ràthania parecia estar extremamente empolgada com o que quer que tivesse lá dentro. Apesar de não ser convincente, ele disse que confiava na namorada.

Eles falavam sobre um golem completamente de aço-rubi. Isso parecia divertido. “Impossível dar errado”, disse Stefan. Imediatamente, pedi que Ràthania avançasse junto com Stefan para chegar perto do tal golem. Ela puxou ele pelo braço, mas os meninos decidiram que o Kroll deveria ir à frente e nos posicionamos estrategicamente.

Antes de a equipe avançar, fiz uma prece a Allihanna e me abaixei, tocando o chão. Um fluxo de energia e luz emanou de mim e toda aquela área foi consagrada à minha deusa. Assim, sempre que usasse magia para curar meus aliados, o poder de Allihanna seria total e eles seriam contemplados com um toque de vida.

Eu não via o que se passava na sala, apenas ouvia. Joseph estava ao meu lado e Stefan à minha frente. De onde eu estava, via enfileirados Edward, Toshinori e Kroll. O nobre foi o primeiro a avançar. Naquele instante, ouvimos barulhos ensurdecedores. O construto deveria ter se ativado com a entrada do Edward na sala.

Eu confiei na ação de Edward, que ele faria um trabalho liderando o combate. Só ouvia os sons desse combate. A criatura batendo e os meninos apanhando e eles também tentando bater.

Apesar de não conseguir ver Edward e Toshinori muito bem, ouvi quando o construto atingiu Edward e que ele não conseguiria se defender com o escudo. Ergui minhas mãos e uma energia mística saiu delas em direção ao Ed, imediatamente, formando um escudo místico sobre ele no momento que o inimigo despejava sobre ele o segundo ataque. Mesmo assim, percebi que ele caiu ferido no chão.

De uma forma muito inteligente para o nosso bárbaro, Kroll puxou Edward da frente dos golens para o meu lado. O nobre estava bem ferido, sangrando, deitado. Fiz uma prece a Allihanna e a magia fluiu de mim para ele quando toquei com as minhas mãos na sua testa. Ele respirou profundamente e, apesar de continuar deitado e sangrando, vi algumas das suas feridas se fecharem.

Joseph deve ter visto a gravidade da situação, pois sua melodia ao alaúde élfico se tornou urgente e decidida. Enquanto ele tocava, percebi que, não apenas eu, mas todos nós nos sentíamos mais fortes e mais capazes.

Toshinori se muniu de tudo o que ele podia e atacou com seu bico de corvo. Ouvi um barulho forte do encontrão da arma com o aço-rubi. Ele deu um passo para trás e chegou mais para perto de todos nós, pedindo que eu tentasse ao máximo proteger a todos na equipe, principalmente aqueles que estivessem no combate.

O doido do Stefan correu para dentro da sala, mas voltou, felizmente, ileso. Difícil defender esse cara com ele fazendo tanta loucura. Não percebi se ele fez algo lá, só sei que foi rápido. Eu estava preocupada com Edward que cuspiu sangue do meu lado e tentou se levantar com certa dificuldade. Ainda assim, ele conseguiu gritar algumas ordens para o restante dos combatentes da equipe.

De repente, aquele bichão apareceu no final do corredor e eu vi o tamanho do golem. O paladino tentou bater com sua arma, mas apenas ouvimos um clangor estridente, não pareceu ter efeito algum sobre a criatura.

Golem de aço-rubi

Toquei nas costas de Toshinori e conjurei um escudo daquele, como uma aura de luz que o envolveu. Queria que ele tivesse um pouco mais de proteção por ficar bem na frente de batalha. Eu estava me sentindo mais próxima da minha deusa e apenas saí de perto de onde a luta seria mais quente, pra que eu conseguisse dar o suporte necessário à equipe.

Acho que o Joseph pensou igual, porque veio para o meu lado. Ainda preciso perguntar a ele sobre ele ter sempre as mesmas ideias que eu, sendo que a gente nem tem uma ligação assim tão forte.

Dessa vez, ouvi um barulhão com Toshinori batendo e derrubando o construto no chão. O que me distraiu desse golpe foi a Ràthania reclamando com o namorado que o inventor deu uma poção ao paladino. Ele respondeu que ele daria algo especial a ela mais tarde. Como o Stefan sabe ser bem insuportável!

Kroll trocou de lugar com Stefan, tentou bater e morder, mas não conseguiu. Acho que o Toshinori estava impressionado com o fato de Stefan ter ajudado e acabou atrapalhando o bárbaro a fazer o que ele sabe fazer de melhor.

Edward tentava ajudar como podia, liderando o combate com ordens bem sincronizadas com os movimentos dos combatentes. Porém, enquanto isso, a criatura também continuava atacando e bateu no paladino, que se feriu consideravelmente. Ele caiu de joelhos, as garras do construto puxaram ele e rasgaram sua armadura e sua pele. Seus gritos cessaram quando Toshinori caiu no chão, sem movimentos.

Juntei minhas mãos em uma oração fervorosa, as levantei e algo como um vento leve soprou ao meu redor, levando a luz da magia até cada um dos meus aliados. Todos eles foram envolvidos por essa luz e vi algumas feridas se fechando, Toshinori se levantando e até Edward ganhar mais cor.

O bardo, além de ser tocado pela minha magia, fez seus gestos arcanos para continuar curando os feridos na sala. Toshinori atravessou a criatura com seu bico de corvo e derrubou o golem.

Depois de Toshinori vir para mais perto de nós no final da sala, pedindo para que Edward trocasse de lugar com ele, Stefan sacou uma bomba e aquele barulho ensurdecedor me distraiu do que quer que tenha acontecido nos segundos seguintes.

Tudo o que eu sei é que aquele construto parou de funcionar, destruído, e que havia mais alguma criatura. Edward, revigorado, avançou em direção àquela criatura que rugia e que batia e rasgava.

Saí de onde estava e repeti aquele movimento, que foi seguido daquele vento vindo de lugar nenhum e levando luz de raios divinos para curar meus aliados. Joseph seguiu mais para frente também e começou a cantar e tocar, o que paralisou a criatura. Percebi que era um troll (MAIS UM TROLL NESSA MINA) e ele estava completamente fascinado pelo bardo tocando.

Não sei qual foi o objetivo, mas Toshinori, simplesmente, passou pelo troll e foi pra outra sala. O pior é que o Stefan resolveu fazer a mesma coisa. Mas eu fiquei impressionada por ter sido o paladino quem teve a ideia.

Kroll parecia só estar de saco cheio de toda aquela batalha, porque ele continuava lutando com ainda mais ferocidade. Mesmo de onde eu estava, não conseguia ver nada além do Kroll, apenas ouvia os golpes, defesas com escudo e gritos.

Kroll, brilhando em batalha

O que quer que tenha acontecido no corredor lá em cima, foi uma gritaria danada, parecia que Edward e Stefan não se entendiam (para variar um pouco). O troll veio correndo para cima de mim, passando por todos no caminho, como se fosse uma nuvem e não uma criatura enorme. Eu fiz o mesmo movimento dele, mas para o lado contrário, ocupando o lugar onde ela estava. Fiquei do lado do construto destruído. Do outro lado, estava Stefan estirado no chão e Ràthania gritando e chorando perto dele.

Uma luz muito forte, conjurada por Joseph, brilhou na sala de onde eu saí. Mas não parece ter surtido qualquer efeito. Foi quando Toshinori veio com uma cara de poucos amigos da outra sala para ficar no lugar de Joseph, que fugiu correndo quando a magia deu errado.

Finalmente, Kroll finalizou o serviço. Suas feições ficaram até mais leves, se é que isso é possível. A luta acabou.

Silêncio.


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Até breve!

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Épico e aquático – Construtos e mais construtos

O terceiro andar das Minas Heldret esconde algo importante porque perigos não faltam. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.


Mas o gênio não soube explicar direito. Só disse que algum armeiro muito bom deve ter feito experiências com partes de trolls e aço rubi. Bom, isso parecia meio óbvio, mas ok.

Os meninos queriam arrancar as partes dos trolls mortos (o metal, claro, mas também a carne – não pergunte) e continuamos investigando as salas. Stefan encontrou alguns papéis escritos em língua anã e pôs-se a ler. Foi, então, que entendemos que as folhas eram um diário de uma anã sobre seus experimentos entre seres vivos e objetos forjados de aço rubi.

Resolvi investigar também para saber se havia alguma ameaça. Fiz uma prece a Allihanna e uma grande paz me invadiu. Entendi que nada realmente ameaçaria o grupo ali. Então, mais aliviada, usei magia para curar os meninos feridos. Minha conexão com a deusa estava forte e senti a energia fluindo de mim para Toshinori e Kroll apenas com um toque de minhas mãos.

Depois de estudar um pouco os trolls, Stefan analisou, sorrindo, o colar com o símbolo sagrado de Valkaria, soltando um “talvez”. Notei que, não apenas eu, mas o grupo inteiro esboçou uma expressão de alívio nos rostos. Seria um vislumbre de mudança no inventor para que, finalmente, ele abandonasse sua devoção ao Deus do Caos? Que Valkaria o conduza!

Isso nos deixou mais animados, apesar da luta que travamos momentos antes. Voltamos ao corredor de entrada do andar e retomamos nossa exploração do terceiro andar. Como a porta da esquerda ainda estava fechada, avançamos pelo lado direito.

Com uma nova prece a Allihanna, solfejando palavras de louvor e súplica, tentei detectar alguma ameaça do outro lado da porta. PAZ. Edward abriu-a e entramos. As luzes que, do lado de fora, eram azuis, ali eram vermelhas. Outras folhas do diário da anã estavam sobre a escrivaninha. Havia também um baú e uma mesa de construção, com metais e engrenagens.

Toshinori abriu o baú e encontramos alguns tibares de ouro lá dentro. O paladino olhou para Edward e perguntou se era assim que o nobre se sentia todo dia. Ele respondeu que o que achamos daria para pagar o café da manhã. (ES)Nob-r-es!

Stefan avistou uma porta cuja fechadura se parecia com a chave que ele havia encontrado recentemente, bem diferente. Ela tinha uma pirâmide na ponta e o buraco da fechadura se encaixava perfeitamente. Assim, ouvimos a porta se abrindo e, do outro lado, um construto de metal, que se ativou imediatamente.

Ouvimos o construto gritar pedindo para falar com Tallaka. Toshinori tentou interceder em nosso favor, dizendo que estávamos ali em paz. Por outro lado, aquele que estava bem na porta porque a abriu estava cantando que era um amendobobo. Independentemente do que aquilo significasse na mente do louco, eu sabia que Stefan estava, mais uma vez, confuso e que precisava de ajuda para voltar ao normal. Logo quando a gente tinha que agir em paz com o construto.

O Stefan sabe ser bem insuportável.

Supliquei para que o Kroll saísse da frente para que eu conseguisse ao menos tocar o inventor para tirá-lo desse transe. Edward e Toshinori estavam negociando com o construto. Ele, chamado de K, estava fazendo várias perguntas sobre o que tinha acontecido, sobre a guerra dos anões, em que ano estávamos. Edward entregou o diário que encontramos para o golem.

K, o golem

Enquanto isso, puxado pela camisa para o meu lado, eu coloquei minhas mãos sobre a cabeça do inventor, ainda cantando e balbuciando frases incompreensíveis. Seus olhos se desanuviaram quando eu impus-lhe as mãos. Ele piscou algumas vezes e entrou na conversa com o golem.

Diante de tantas perguntas de K, eu disse que estávamos ali para investigar as minas e encontrar um artefato. Também disse que nós poderíamos ajudá-lo e que, se ele quisesse, também nos ajudaria, já que ele conhecia melhor as minas melhor que nós. Ele aceitou e nós tínhamos um aliado dali para frente, pelo menos nas Minas Heldret.

Tallaka era a anã inventora, auxiliada por K. Ele deixou escapar que ela usava um artefato diferente para moldar o aço rubi e fazer os experimentos. Bom, era isso que procurávamos e por causa disso que estávamos explorando a caverna. Ele só não sabia que havia algo do outro lado do corredor, como se só tivesse sido construído depois de ele ser desativado. O que era estranho.

Edward tentou abrir a tal porta do lado esquerdo do corredor de entrada do andar, mas havia uma resistência. E ele e Stefan perceberam que algo pesado estava travando a porta. Assim, convocamos o mais forte do grupo, no caso o crocodilo, para que ele abrisse a porta.

De onde eu estava, não conseguia ver o que tinha lá dentro, só ouvi barulhos e uma leve iluminação vermelha. Os sons não eram amigáveis. Algo se ativou lá dentro. Quando vi Stefan sacando e acendendo uma bomba, entendi que a coisa estava ficando feia. Pelo menos, ele estava atirando contra o que deveria ser um inimigo e não contra os amigos.

O barulho foi ensurdecedor, mas, diferentemente do segundo andar, nada caiu sobre as nossas cabeças com o estrondo da bomba. O que quer que fosse nosso inimigo, atacou quem estava mais próximo, o bárbaro, que só ficou atordoado com a surpresa do ataque e apanhou bastante. Eu precisava curá-lo. Então, avancei para o lado Kroll e fiz uma prece a Allihanna. Magia fluiu de mim para curá-lo, mas não adiantou muito.

Só tive tempo de alertar o grupo sobre 3 golens de aço rubi que eu consegui ver na sala e uma das criaturas já bateu no Kroll. Joseph começou a tocar e cantar para, com sua magia, nos ajudar naquele momento. Foi então que uma das criaturas avançou e pisou em cima do Kroll e, simplesmente, tentou me bater. Desviei de um golpe mas o outro ia me atingir, quando enrijeci meu corpo e como que uma capa protetora surgiu sobre a minha pele. Ele até me acertou, mas só deixou um leve arranhão.

Toshinori pediu que todos saíssem do caminho naquele corredor para que ele pudesse ir para cima dos golens. Edward também gritou para que fizéssemos isso, só assim o paladino poderia fazer o que ele faz de melhor.

Stefan acendeu outra bomba e jogou dentro da sala. Só consegui ver um dos construtos, de fato, sofrendo, mas, ainda assim, ele avançou pelo corredor, como se eu não estivesse no caminho. Mas ele não bateu em mim, e sim, no bardo. Foi uma grande pancada e ele caiu.

Apesar de Kroll estar respirando e não estar sangrando, ainda estava caído e machucado. Outro golem avançou, mas Edward tentou bloquear com seu escudo, mas, ainda assim, se feriu um pouco.

Vi, então, que não eram 3, eram 4 construtos. Além disso, as forças já se esvaíam de nós, o que sentimos quando nem todos podiam mais usar magia. Estávamos com sérios problemas.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/_cqjsy_IleE?si=N8sKpQvNQhcxyHe_

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Épico e aquático – Dia de fogo

Ser um aventureiro é estar à beira da morte várias vezes a qualquer momento. E a Helga tem é história para contar neste post. Confira…

Épico e aquático – Nada pode estragar meu dia

Depois de tanta emoção envolvida no dia da Helga, é hora de continuar a missão. Confira como se saem os Desafiantes de Yuvalin depois que a vida começa a voltar ao normal.


Eu estava nas nuvens. Acordar naquela manhã foi belo ao lado do Goro. Allihanna me abençoou de uma forma que eu não imaginava ser possível. Mas acordar depois daquela noite também me deixou um pouco feroz. Sim, eu queria mais. E Goro não me negou isso.

Mas precisávamos ir para as nossas atividades. Então, tomamos juntos um breve café da manhã na casa do Goro e saímos: ele para a reconstrução da Kanpeki e eu para o Parque Normandia, onde encontraria a equipe.

Com os Desafiantes, passamos pelos estábulos, que foram pouquíssimo afetados pela tempestade, e nos encaminhamos para as Minas Heldret. Entramos no elevador, puxamos a alavanca e começamos a descer. À medida que descia, aquela sensação de claustrofobia aumentava e eu precisava me manter focada na missão e em Allihanna, para não enlouquecer.

Percebi que algumas pedras estavam meio desalinhadas e o elevador deu uma arranhada. Deveria ser o segundo andar que explodiu. E, então, chegamos ao terceiro andar, recebidos por um brilho azulado nas paredes. O chão era ladrilhado e bem acabado, diferentemente dos demais andares por onde passamos. As luzes azuis eram produzidas por cristais.

Bem à nossa frente tinha uma porta. Stefan tomou a dianteira e começou a analisar a porta. Me aproximei e notei uma porta aberta do lado direito. E havia um corredor do outro lado. Eu estava logo atrás do Stefan quando decidimos que ele deveria abrir a porta de pedra à frente. Imediatamente, vimos um construto, que despertou e assumiu posição de luta, se aproximando de nós. Minha noite foi boa demais para eu ficar mal com isso, nada me abalaria hoje.

Construto encontrado no terceiro andar

Saí da direção do construto o mais rápido possível porque, sabe como é, luta não é o meu forte. Então, ele atacou o primeiro que viu: Edward. Naquele momento, eu olhei para o lado e vi os olhos do Stefan começarem a ficar daquele jeito que é um prenúncio de algo bem ruim.

Mas agora não! Nada podia estragar meu dia hoje! Apesar de todo o caos que foi a Tempestade Rubra em Yuvalin, Allihanna me abençoou, talvez, pelo trabalho que fizemos em favor do povo, e eu consegui curar Stefan. Coloquei minhas mãos sobre ele e ele saiu daquele estado de maluco.

Kroll parecia estar feliz. Megalokk estava no comando. Ele acertou o autômato o suficiente para que já começasse a sair alguns raios elétricos. Stefan atirou, mas a bala só ricocheteou. Pelo menos estava lutando contra o alvo certo.

Joseph tocou alguns acordes com seu alaúde élfico e deu para notar que ficamos bem mais concentrados e inspirados. Ficou claro quando Toshinori derrubou o construto e enfiou o bico de corvo diretamente no núcleo dos circuitos. Tínhamos certeza de que o autômato não se mexeria mais.

O inventor, obviamente, se abaixou e começou a analisar detalhadamente o construto. Ele teria sido ativado quando a porta abriu. Toshinori sugeriu, então, que algo interessante não estaria mais protegido agora.

Foi quando eu olhei mais atentamente para Edward e reparei que ele estava fraco e ferido. Evoquei uma canção de cura, afinal, aquele dia estava pedindo mais canções, e o toque mágico que saiu das minhas mãos sobre suas costas cobriu suas feridas e curou-as imediatamente. Notei também que Joseph estava observando e que repetiu o gesto com as mãos sobre Edward, restaurando-lhe o que faltava de fôlego. Ele agradeceu.

O mais perto de um agradecimento que recebi do Stefan por tê-lo tirado de seu transe foi ele dizer que gostou do toque diferente que recebeu das minhas mãos. Limitei-me a responder que era um segredo meu e que a noite tinha sido boa.

Antes de seguirmos em frente, Stefan seguiu rapidamente pelo corredor da esquerda para analisar outra porta que havia lá. Mas Toshinori insistiu em seguir por onde estava o autômato. Então, Edward e Toshinori entraram primeiro, porque, segundo eles, caso acontecesse algo, nós não estaríamos todos apertados em um corredor estreito.

Antes de abrir a porta no final do corredor, Ed tentou ler o que estava escrito nela, mas Stefan (o que sabe ser bem insuportável), leu primeiro: Heredrimm. Na língua dos anões, aquele que foi o líder do Panteão, o Deus da Justiça, Khalmyr.

Eu estava muito longe, praticamente de volta ao elevador, então não via quase nada. Só ouvi um barulho como se algo estivesse se fechando e Edward gritou para que entrássemos logo. Conseguimos entrar a tempo apenas 4: Ed, Joseph, Stefan e eu. E uma placa, como se fosse uma outra porta, se fechou atrás de nós. No chão, havia desenhado uma grande balança, símbolo de Khalmyr.

Símbolo de Khalmyr

Do outro lado, havia uma porta trancada, mas sem fechadura. Todos começamos a investigar como sair dali, analisar o que tinha acontecido. Era como se a porta que se fechou tivesse nos dado uma chance para algo. O piso também tinha algo de diferente, alguns afundavam quando passávamos.

O inventor matou a charada e nos orientou a cada um se posicionar em uma ponta do desenho, com dois de cada lado da sala. Imediatamente, a porta começou a se abrir novamente.

E, então, veio o discurso de explicação do grande gênio, nos orientando a fazer uma fila e andarmos em linha reta até a outra porta que se destravou quando nos posicionamos. Mas não aconteceu como o inventor previu e nada se fechou atrás de nós quando Toshinori e Kroll entraram na sala.

Edward abriu a porta do outro lado da sala. Virou-se para nós e avisou sobre corpos de trolls que estavam lá presos. Se eram corpos, poderíamos avançar. Mas, antes que eu entrasse na sala, olhando apenas através da porta, vi que o troll vermelho próximo a Toshinori, simplesmente, abriu os olhos.


Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/ZGGGhkr38yM?si=CCD7he3nl66t-T2C

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Épico e aquático – Duelo vermelho

Muita coisa em jogo agora. Os Desafiantes de Yuvalin precisam defender a cidade da tempestade rubra.


O papel de Joseph no combate era vital. Alaúde contra violino. Ele já começou desafiando o bardo da Tormenta ao contar detalhes sobre seu envolvimento com Micalatéia, a irmã de Hermanoteu. Joseph revelou diante de todos ter engravidado a moça e desaparecido em seguida. Imagino que ela não deve ter sido a única.

Hermanoteu teria se desesperado ao perder a irmã, que morreu no parto do filho de Joseph, mas disse ter encontrado em Aharadak uma nova chance. Ele se tornou um sacerdote do Deus da Tormenta. A coisa só piorava.

Hermanoteu

Eles começaram a duelar e Joseph fez um solo bem mais interessante. Tentei começar consagrando nossa área para que eu pudesse colaborar, mas com todos aqueles olhos (símbolo sagrado de Aharadak) marcados nas peles, roupas e em pingentes, a magia de Allihanna se desfez instantaneamente. A natureza pura da minha deusa não poderia estar em um ambiente tão corrompido.

Mal tive tempo para reagir e comecei a sentir a chuva de sangue causando estragos na minha pele. Além disso, os cultistas começaram a avançar sobre mim e aqueles gritos me enlouqueciam. Um dos corrompidos degolou um refém na minha frente e foi uma cena tão terrível que eu me senti um lixo completo no meio daquele combate.

Kroll estava furioso e, com o machado, dilacerou uns cinco. Toshinori se juntou a mim e a sua aura sagrada e suas palavras animadoras nos deixou mais dispostos a resistir à corrupção da Tormenta. O que quer que Stefan tenha feito também deu certo e Edward gritou palavras de incentivo para nós e para os reféns, como uma torcida, e de intimidação contra os asseclas. O Trovão da Tormenta puxou suas espadas em chamas e dilacerou outros corrompidos. Quase saía faísca do violino, mas Joseph continuava tocando poderosamente seu alaúde.

Eu continuei sendo inútil para a equipe e para a cidade. Como me envergonho do meu papel nessa batalha!

Enquanto tentava desviar dos cultistas, puxei algumas raízes e galhos da praça para tentar segurá-los, mas isso não foi o suficiente para que toda aquela turba avançasse e outros cidadãos não fossem degolados na minha frente.

Eu estava tonta, não via nada direito. Kroll, Toshinori e Trovão continuavam arrasando os cultistas ao nosso redor e Stefan subiu em um telhado, atirando e matando mais alguns. Edward berrava ordens contra os inimigos.

Eu estava desesperada. Não sabia mais o que fazer. Finalmente, ergui minhas mãos e magia fluiu de mim sobre os mortos-vivos na área e os matei. Matei bem matado. Eles não voltaram mais. Finalmente, fiz algo útil.

Além de matar novamente os mortos-vivos, ainda, curei meus amigos que estavam feridos naquele banho de sangue e corrupção. Os cultistas não apenas nos machucavam com suas carapaças e garras, mas também tentavam nos enlouquecer com seus gritos, com aquela aparência absurda e matando os cidadãos de Yuvalin na nossa frente para nos intimidar ainda mais.

Os meninos continuavam batendo e apanhando, já sem muitas forças, mas permaneciam bravamente contra os corrompidos ao nosso redor. Enquanto isso, a música era praticamente ensurdecedora e Joseph parecia fazer sua melhor apresentação. Ele brilhava! E seu alaúde também emitia uma luz. Era visível que Hermanoteu já começava a sucumbir diante da atuação do nosso bardo.

Isso chamou a minha atenção por tempo demais, porque, logo depois, falhei novamente tentando conjurar uma magia que não funcionou. Parecia que os mortos-vivos sobressalentes iam morrer de novo, no entanto, minha magia de consagração não conseguiu se sustentar. Eles, então, continuaram, mesmo se arrastando no chão, tentando me atacar.

Parecia até que Allihanna queria me abandonar depois de eu tentar canalizar magia com tantos símbolos de Aharadak por perto. O que me salvou foi Trovão. Ele conseguiu falar com as plantas e elas se enroscaram nos símbolos e os esconderam ou arrancaram. Assim, finalmente, toquei o chão e ele emanou um brilho, consagrando a nossa área e matando alguns mortos-vivos.

Toshinori me ajudou nesse momento, me incentivando a continuar porque estava funcionando finalmente. Stefan também tentou ajudar – ACREDITE – mas ele estava muito longe e os gritos ferozes dos nossos inimigos e a música me impediram de ouvir.

Foi então que Joseph conseguiu! Ele começou a tocar uma melodia e as notas ganharam forma física e machucaram bastante Hermanoteu, que caiu fraco demais para reagir. Se arrastando em direção ao nosso bardo, o tal sacerdote de Aharadak foi abandonado por seu deus e não aguentou dizer mais do que 10 palavras. E morreu.

Os asseclas ficaram desesperados e começaram a correr como formigas quando chega a chuva. Os meninos não deixaram, obviamente. De repente, o palco se desfez. A chuva de sangue também parou e o tempo abriu. Então, começamos a analisar os estragos.

Era avassalador ver quantas pessoas mortas ao nosso redor. Tanta gente foi afetada na cidade. Nós andávamos e eu chorava. Encontramos Cassia próxima ao corpo de Cassandra e, quando ela nos viu, começou a convulsionar. Imediatamente, corremos Joseph e eu ao encontro dela e ajudamos a aplacar suas convulsões com técnica e magia. Quando ela parou de tremer, de seus olhos vertiam lágrimas.

Assim como ela, toda a cidade cantava uma canção em uníssono: o choro.


Continue aqui no Blog para saber o que acontece nos próximos capítulos desta jornada.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Acho que temos um problema na missão

Muitas emoções cercam essa última missão que a sereia druida, Helga Iris, junto com os Desafiantes de Yuvalin, precisaram enfrentar. São tantas que vai ser necessário mais que um post para contar. Veja só o que rolou.


Naquela mesma noite, depois de quase morrer com um golpe de um constructo, ser curada por Toshinori, protegida por Noah e perceber que apareceram escamas na pele ao canalizar magia, voltei para a floresta pensativa. Ao que tudo indica, Toshinori e Stefan já entenderam que sou uma sereia, por isso e por minhas respostas evasivas.

Depois de me despedir de todos na guilda e combinar o encontro do dia seguinte para a nova missão, fui até o rio, mesmo não sendo aquele rio mais limpo que gosta, e mergulhei. É indescritível como me senti renovada. Naquela hora, não pensei em mais nada, só curti a experiência.

No entanto, depois de alguns minutos nadando, comecei a pensar na equipe e em como poderia ser mais proveitoso se eu fosse mais franca com todos eles. Esse começo não foi dos melhores.

Enquanto refletia, encontrei um velho conhecido, o Rei Joss, regente dos rios das redondezas, e pedi seus conselhos.

Voltei à superfície decidida a recomeçar: me reapresentar à equipe, mesmo com medo de revelar minha origem e sofrer represálias. Se meu objetivo era ser uma aventureira e guerreira, precisava agir com mais coragem agora. E, assim, adormeci, olhando para as estrelas e sonhando com as possibilidades que aquela decisão traria.

Despertei com o nascer do sol. Ao olhar para debaixo de uma árvore próxima ao lago, reparei que havia uma mesa posta e, ao me aproximar, vi o símbolo de Allihanna, o que, com certeza, foi um sinal de aprovação para minha decisão na noite anterior. Quando esse pensamento passava pela minha cabeça, os alimentos simplesmente surgiram sobre a mesa, magicamente. A natureza me presenteou com um café da manhã reforçado.

Símbolo da deusa Allihanna

Antes de sair ao encontro da equipe, voltei à água para tomar coragem e saí sorrindo, mais que quando tive sucesso nas missões anteriores. Não esconderia mais da equipe minha forma sereia, se isso significava ter mais coesão e sucesso na minha missão como aventureira.

Quando nos reunimos, verifiquei se alguém poderia ouvir e comecei a falar. Toshinori até elogiou minha decisão e coragem, mais porque ele sempre fala bastante mesmo, Stefan mudou de assunto para a missão e o restante ficou quieto. Bom, pelo menos fiz minha parte. No final do dia, acabei descobrindo mais sobre cada um de qualquer forma.

A reunião foi uma completa confusão, cada um querendo fazer uma coisa diferente. Por fim, decidimos ir até o solicitante, “Senhor P”, e decidir o que fazer depois. O problema foi que quem foi falar com o “Senhor P” foi Joseph, que não prestou atenção a uma palavra sequer do que ele falou e não passou nada direito para nós. A única coisa que entendemos foi para quem entregar a encomenda: Ártemis.

Depois disso, Stefan apenas se dignou a ir para a oficina do sr. Drrrun e deixou a equipe sozinha para decidir e resolver a missão. Não entendo esse cara.

Fomos até a sra. Ártemis na sua loja e ela não sabia de encomenda nenhuma. Comecei a desconfiar que algo ia dar muito errado, outra vez. Saímos da loja e fomos investigar um caminho entre o porto e a loja, para estarmos seguros quando estivéssemos com a encomenda.

E, então, quando já eram umas 19h, chegamos ao porto. E foi quanto me dei conta do erro que foi ter deixado o bardo ir receber as informações do solicitante. Ele simplesmente não lembrava nem o nome do anão que deveríamos procurar.


Quer entender melhor o que está acontecendo e como essa missão termina? Aguarde até o próximo post aqui no blog.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG

Aceitei o desafio de jogar, pela primeira vez, um jogo de RPG. Além de ser um desejo antigo, essa ideia também faz parte de um projeto pessoal nos meus estudos de storytelling (se você quiser saber mais sobre isso, sugiro assistir ao vídeo). Esse post, então, inicia o meu relato dessas experiências, contando não só…

Épico e aquático – O primeiro dia da Helga

Aceitei o desafio de jogar RPG e, se você não leu ainda o primeiro texto sobre isso, clica aqui. Neste segundo post da série, vou trazer o diário da Helga do primeiro dia de missão. Em resumo, para entrar na guilda de aventureiros, era necessário cumprir uma missão em grupo: encontrar o que estava perturbando…

Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu estou falando leia os posts anteriores sobre o assunto: Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG e Épico e aquático – O primeiro dia da Helga). Para você se ambientar melhor, veja o mapa da…

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 2

Ficou na curiosidade no último post, né? Sim! Agora, você vai descobrir como essa história continua depois que a Helga Iris, a sereia druida do grupo Desafiantes de Yuvalin, consegue sair do quase coma (SERÁ?). Mas antes, se você não faz ideia do que estamos falando, leia antes: Senti uma força tomando todo o meu…

Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu estou falando leia os posts anteriores sobre o assunto: Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG e Épico e aquático – O primeiro dia da Helga).

Para você se ambientar melhor, veja o mapa da cidade de Yuvalin, que é onde estamos.


Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Parece insano pensar que esse bando de doidos, totalmente estranhos uns aos outros, tenha se tornado uma equipe eficaz nas missões.

Pois nos tornamos. Ainda temos nossas diferenças, como uma total desconfiança do Stephan depois de ele ter atirado no Joseph e me obrigado a usar o bordão para bater na mamãe glop. Mas eu propus dar um voto de confiança, justamente para ver se a primeira impressão seria só uma impressão mesmo.

E deu certo.

Joseph e Toshinori dão em cima de todas as mulheres que aparecem. É insano. Precisei interceder quando falamos com a Chef Rizzelena, enquanto tentávamos entender a missão que ela solicitou, porque os dois queriam conquistá-la. É de revirar os olhos.

Além de maluco, o Stephan até que manda bem em combate. Tomei um susto quando ele sacou um mosquete duplo pra usar contra aqueles bichinhos. Bom era nossa missão levar a cauda deles para a chef, mas não precisava de tamanha violência, ainda mais com armamento proibido.

Entreguei os animais a Allihanna e retirei a cauda com as minhas unhas. Fui até muito bem elogiada pela chef que nos recompensou muito bem.

Mas essa foi a terceira missão em 3 dias. Antes disso, fomos ajudar um jovem brilhante (e lindo – não acredito que estou escrevendo isso), Goro Okazaki, na forja de uma espada especial, parecia magia.

Não toquei na espada – Allihanna me livre de tocar em metal, mas auxiliei com todos os cálculos e orientações possíveis, todos os conhecimentos que adquiri tanto no meu antigo povoado, como no meio das sereias.

Goro também me elogiou pelos meus conhecimentos e inteligência (enrubesci).

Enquanto estávamos focados na forja, um grupo de arruaceiros tentou roubá-lo. Óbvio que não permitimos. Como uma equipe (olha só), continuamos fabricando a espada e, ainda, colocamos os arruaceiros para correr.

Estamos nos preparando para a próxima missão e, agora, me sinto plenamente revigorada (depois daquele desastre que foi a primeira missão).

Ainda não contei a ninguém sobre ser uma sereia. Estou me controlando para não usar encantamentos e convencer a todos a fazer o que quero. Mas consegui convencer o Noah, o trog caladão, a ir para a taverna conosco. Foi um momento que relaxei e usei os encantos com ele.

Por enquanto, estou conhecendo melhor os componentes da equipe, antes de mostrar quem sou de verdade. Poucas criaturas conseguem enxergar a sereia em mim, inclusive aquele cara chato que é o minotauro que está sempre me cantando. Eu o ignoro.

Estou ansiosa para o que teremos pela frente. Por enquanto, sucesso.


Continue acompanhando o blog para ver mais aventuras da Helga e dos Desafiantes de Yuvalin.

Até a próxima!