Épico e aquático – Ludibriados e encantados

Tudo está para mudar – como o tempo todo – na vida dos aventureiros conhecidos como Desafiantes de Yuvalin. Confira mais um capítulo do diário da sereia druida Helga Iris e seus companheiros em mais uma empreitada.


Perguntei ao Kroll se ele conhecia esse tal E.H. e, com pouquíssimas palavras que não inspiraram muita confiança, decidimos ir até à Minérios Maravilhosos. Mas, antes de nos dirigirmos até lá, Stefan deu a ideia de pararmos para comer e, naquele instante, realmente senti fome.

Saindo da Guilda, quase esbarramos com um sujeito mal-encarado com um grande símbolo de Arsenal, o novo deus da Guerra, em sua armadura: um martelo de guerra e uma espada longa cruzados sobre um escudo. Ótimo jeito de começar uma missão, com alguém torcendo a cara para nós e quase vomitando ao ver o moreau.

Depois de um macarrão de Yuvalin na taverna Pombo de Ouro, seguimos em direção à Minérios Maravilhosos no distrito da Bigorna. No caminho, encontramos um casal de anões muito divertidos. Com acuidade da sabedoria concedida por meio de muita meditação e conexão com a natureza, percebi que havia algo de muito errado neles.

Grilax e Vrilax

Eles traziam um carrinho abarrotado de cacarecos – e cada vez que eles falavam seus nomes (Grilax e Vrilax), eles faziam um coração com as mãos. Meus companheiros encheram os olhos ao pensar em tudo o que poderiam adquirir do casal.

Joseph conseguiu um alaúde élfico, por meio de uma troca de uma das bombinhas do Stefan. Toshinori negociou um bico de corvo novo em troca de alguns itens antigos. Tudo o que o casal vendia, eles diziam, já pertenceu a alguém muito nobre e a grandes aventureiros.

Enquanto Joseph tentava negociar três bálsamos restauradores, Stefan interferiu a favor de Joseph (porque ele percebeu o quanto seria um péssimo negócio, finalmente). Ele perguntou a Kroll se ele não queria uma arma brilhante, já que ele tinha gostado de ver a arma dele brilhar na última missão. Eles ofereceram tinta fosforescente e, enquanto Joseph começava a analisar a tinta, acreditando ser mágica, o casal começa a se beijar e, simplesmente, se despede e vai embora.

Graças aos deuses! Menos um problema na minha vida! Toshinori não entende o porquê de eu ter dito isso e começa a testar o seu bico de corvo no ar, a ponta simplesmente se solta. É uma haste normal. O alaúde élfico do Joseph era um alaúde normal e, pior ainda, desafinado. Kroll fica triste perguntando “Então a arma não brilha?”. Finalmente, Stefan interferiu nesse momento e nos lembrou da missão.

Fomos à loja Minérios Maravilhosos. Uma loja simples e pequena, aparentemente. Entramos, Stefan, Toshinori e eu, e eu pedi que os outros ficassem do lado de fora, porque a loja era pequena demais para todo mundo. Com muitos itens e minerais espalhados pela loja, vimos uma porta no fundo e um sinete, que eu toquei. Como ninguém saiu para nos ver, Stefan deu um grito e eu perguntei se ele não gostaria de ir lá dentro. Antes que ele pudesse ir, saiu um cara com cabelos vermelhos e desgrenhados, com lentes sobre os olhos e muitos itens nos bolsos.

Ninguém mais, ninguém menos que Ezequias Heldret, conselheiro da Guilda. Dizendo ser pesquisador e interessado em destruir a tempestade rubra e querendo eliminar o que infectava a cidade, perguntou pelo seu guarda-costas, que eu entendi se tratar de Kroll. Chamei os meninos que estavam do lado de fora e ele saudou amistosamente Kroll.

Ezequias Heldret

A missão envolvia um plano para protegê-lo de Rodford Vahrim, o presidente da Guilda. Diante de todos os rumores do envolvimento dele na supremacia purista e muitas outras coisas, inclusive afastar Ezequias do Conselho, ele bolou um plano para atrair a atenção de Rodford, alegando ter documentos contra ele e ameaçando tornar público. Assim, ele pretendia que nós o protegêssemos dos capangas do seu inimigo e deixássemos um como garantia de uma troca interessante.

Foi quando entrou um guerreiro de cabelos vermelhos e escamas no pescoço, o que me deixou extremamente curiosa. Edward Branalon, de Bielefeld, filho de Thomas Branalon, o guerreiro. Muito interessante ele. Bem educado, bonito, interessante. Fiquei impactada e, por alguns instantes, esqueci o que estavam fazendo ali.

Edward Branalon

Meus devaneios foram quebrados quando Ezequias explicou seu plano de anunciar uma viagem à capital para tratar de assuntos importantes, o que levaria os capangas de Rodford atrás para atacar e matar Ezequias, inclusive aquele sujeito que usava pele de lobo que encontramos na taverna uma vez.

Em troca disso, obviamente Stefan perguntou pela recompensa, ele nos daria itens além de tibares. Joseph ganhou um alaúde élfico de verdade, transformando seu rosto triste em olhos brilhando. Toshinori ganharia também um bico de corvo de verdade. Kroll ganhou um machado de adamante. Eu ganhei um ostensório santificado canalizador com um símbolo de Allihanna gravado. Edward já tinha ganhado um presente também. Stefan ganhou munição de adamante em uma caixinha.

Combinamos de deixar Edward de guarda naquela noite e, no dia seguinte nos encontraríamos e faríamos a guarda de Ezequias no seu anúncio no Parque Normandia, às 16h.

Fui me preparar para a missão descansando no meu lugar favorito da cidade, fora dela, no campo. Vou cedo à loja de Ezequias para conferir se tudo foi tranquilo durante à noite, com Edward de guarda.

Há um ritual que eu faço todas as noites, desde que cheguei a Yuvalin: enquanto deixo a cidade, lanço sementes à beira do rio que leva para além dos muros. São sementes que os animais me trazem pela manhã e eu carrego na bolsa.

Não parece muito e sei que a maior parte dessas sementes não germinará. Mas o ar de Yuvalin é pesado e poluído, bem como seus rios. E o que eu faço pode contribuir minimamente com alguma mudança nesse sentido.

Do lado de fora, sozinha, eu realmente me conecto com quem sou. A árvore sob a qual me deito todas as noites está próxima à água e eu sinto fluir a natureza por todo meu corpo nesses momentos que passo ali.

Longe de tudo. Longe de todos. Só eu e a natureza.


Aguarde o próximo episódio do diário da Helga para descobrir como a equipe vai lidar com a missão.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

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Épico e aquático – Sigam as aranhas!

Tem mais aranha no Blog Qual é a das quintas? essa semana! Além de uma resenha sobre o novo filme (Viagem animada através do AranhaVerso), você confere agora mais uma parte do diário da Helga Iris, sereia, druida e membro dos Desafiantes de Yuvalin.


Stefan sabe ser insuportável. Cada hora, esse cara faz uma gracinha diferente. Dessa vez, foi no relatório para a Guilda sobre a Taverna Fim do Mundo. Uma das coisas que notamos na taverna é que ela nunca servia comida e ele disse que comemos uma comida muito boa.

Primeiro erro, porque, se a Guilda sabe o que acontece lá, não acreditaria que comemos alguma coisa. Precisei intervir no relatório e pedir para que ele tirasse essa parte. Toshinori apoiou.

Além disso, Stefan tem a grande audácia de se considerar o melhor investigador do mundo e colocou isso no relatório (não exatamente com essas palavras, mas sim). Ainda disse que eu chamo muito a atenção por aí.

Apresentamos o relatório ao Galyx. Ele aceitou e se colocou como um possível parceiro, caso precisássemos. Foi aí que eu precisei reconhecer que Stefan até que é um bom negociante: ele já pediu logo um adiantamento de uma garantia, conseguindo uma caixa com duas bombas, vinte tibares e uma balinha (meio suspeita).

Saímos de lá para voltar à Guilda e entregar o relatório. Quando chegamos, Toshinori estava tentando recrutar novos aventureiros para a equipe e Stefan e eu entramos na sala da oficial Helena. Ela estava de saída, mas recebeu o relatório, pôs sobre uma pilha de papel e nos dirigiu à palavra para apresentar um crocodilo.

Bom, ele não é um crocodilo, mas meu coração disparou, confesso. Acabamos de perder Noah, que era um trog. De repente, aparece um moreau meio crocodilo na minha frente. Ela disse que ele simplesmente apareceu ali, com ordens superiores para se juntar aos Desafiantes de Yuvalin.

Estranho? Sim. Mas começamos a conversar com Kroll e o recebemos na equipe. Nem preciso dizer o quanto eu fiquei feliz em ter alguém da raça dele no grupo. Eu sou meio peixe, então, ter um meio crocodilo, é ótimo.

Ele costumava caçar e dormir na floresta. Bônus para ele! Encontramos Toshinori e Joseph no salão principal e apresentamos Kroll. Eles também pareceram tomar um susto, mas deram boas-vindas ao novato. Toshinori me olhou com curiosidade pelo meu entusiasmo com Kroll ter chegado na equipe. Acho que eu exagerei mesmo ao me disponibilizar para apresentar o lugar onde costumo dormir.

Aproveitamos para escolher a missão que cumpriríamos no dia seguinte e decidimos comemorar a chegada do novato na Taverna Foice e Martelo. Enquanto nos acomodávamos, Stefan e eu ouvimos uma conversa sobre o presidente da Guilda, o pai do Peter, Rodford Vahrim, ter sido o responsável por colocar o Mestre Himmerzan como chefe da Forja, além dos já conhecidos rumores de que Himmerzan fosse purista.

Toshinori se empolgou um pouco e resolveu começar um campeonato de quem virava mais cervejas. Vexatório. Stefan e eu acompanhamos de longe, Joseph desapareceu, mas Toshinori e Kroll ficaram bem loucos, nem consegui apresentar nada a Kroll fora da cidade.

Felizmente, todos os membros da equipe se encontraram no horário de sempre na Guilda para seguir para a missão. Fomos bem longe, aliás. Chegamos a uma portinha no meio do nada e conhecemos o boticário Rafu, na Poções Promissoras. Ele é bem animado e fala cantando e batendo em seu tamborete preso à cintura.

Nós informamos o motivo de estarmos ali e ele, rapidamente, fechou a loja e nos levou até a floresta, onde encontraríamos aranhas gigantes. Sim, aranhas gigantes são a fonte para extrair o que era necessário para produzir suas poções.

Antes de as aranhas aparecerem

E encontramos as aranhas quando Toshinori ficou preso em uma teia gigante. Kroll já partiu pra cima, pra tirar Toshinori de lá. Eu, pra variar, tive que curar a galera que estava tomando muito dano com o ácido cuspido pela aranha. Eu, inclusive. E, então, Toshinori conseguiu matar a primeira aranha.

Eu tentei deter a outra e consegui fazer ela perder os movimentos por um tempo com magia. Acabei me prendendo a uma teia. Joseph inspirou as armas do pessoal e, depois de eu precisar curá-lo, óbvio, num disparo certeiro, Stefan fez a parte dele, com cara de insuportável, mas fez. Rafu ficou radiante quando conseguiu extrair o que precisava das aranhas gigantes. Kroll me ajudou a sair da teia e retornamos para a cidade.

Levamos o relatório da missão para a Guilda e a oficial Helena nos esperava. Com a cara mais indecifrável ela falou que leu nosso relatório sobre a Taverna Fim do Mundo e que precisava das nossas insígnias. Eu entrei em choque. Mas tirei a insígnia e entreguei.

Qual não foi minha surpresa quando ela nos entregou novas insígnias, de coríndon.

Agora, sim, somos aventureiros reconhecidos e podemos fazer missões mais interessantes. Uma pena Noah não estar conosco, ele ficaria imensamente feliz.

Antes que saíssemos da Guilda, um jovem hynne veio correndo e, esbaforido, nos entregou um bilhete. Não deu nem tempo de agradecer, ele já havia saído correndo da mesma forma que entrou. Eu li para todos: “Desafiantes de Yuvalin, vocês foram notados. Compareçam à loja Minérios Maravilhosos no Distrito da Bigorna. E.H.”

Não sei quem é esse E.H., mas Kroll teve uma leve reação de espanto ao ouvir a sigla. Suspeito, mas fazer o quê? Vamos descobrir o que isso significa. Parei para escrever meu diário enquanto ainda decidimos o que fazer com esse bilhete.


Aguarde o próximo episódio do diário da Helga para descobrir como a equipe vai lidar com as novidades.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Consolamos um galanteador

Em sequência à missão de entregar a encomendo do “Senhor P.” para a sra. Ártemis, muita coisa pode acontecer, inclusive, servir de terapeuta. Confira a segunda parte dessa aventura. Perguntamos…

Viagem animada através do AranhaVerso

Se tem uma expectativa que não me decepciona, na real, é com as produções de Homem-Aranha. Através do AranhaVerso é mais uma realidade multiversalmente incrível.

Miles Morales retorna para continuar sendo o amigo da vizinhança enquanto precisa lidar com a ida próxima para a faculdade e seu relacionamento com os pais. Além disso, tanto Miles, em seu universo, como Gwen Stacy, no dela, sentem muita falta de terem um ao outro.

Afinal, a vida de um aranha é solitária. Ter outro aranha para falar sobre os assuntos em comum faz bastante diferença.

Gwen e Miles enfrentam alguns dos mesmo dilemas: isolamento, a falta de amigos, segredos que não podem contar para pais policiais, vilões (ênfase em “vilões”), entre outros. E, então, eles resolvem dar um jeitinho.

E vivem uma aventura empolgante e emocionante.

Eu não chorei, porque, meus amigos sabem, eu não sou muito de chorar no cinema. Mas não é nem um pouco impossível chorar assistindo ao filme.

A trama do multiverso não é, assim, uma grande novidade, mas a animação explora isso com genialidade de diversas formas. Principalmente, por meio de traçados e colorações diferentes.

A animação em si é um personagem do filme. É preciso apreciá-la. As emoções da história são contadas, inclusive, pelas mudanças de cores, traços, balões e movimentos.

Por uma parte considerável do filme, você pode ficar apontando para a tela e falando “Caramba! É o Homem-Aranha do universo tal”, ou “É aquele da animação X”, ou “A cena do outro filme”… Aproveite esses momentos.

Piadas e bom-humor premiam o filme, afinal, é um filme do Homem-Aranha, não faz sentido você passar horas vendo algo sem rir um pouquinho. Então, aproveite as excelentes piadas contadas.

Como se não bastasse isso tudo, a trilha sonora dá um show à parte e contribui para que você fique preso à cadeira do cinema do começo ao final do filme, sem nem lembrar que tem um celular.

No entanto, infelizmente acaba. No caso dessa história, ela só vai acabar no próximo filme. A produção encerra essa parte da trama de forma magnífica, porque me deixou ao mesmo tempo estarrecida, empolgada e com raiva. Principalmente com a última palavra que aparece antes das letrinhas subirem: CONTINUA.

OBS.: Você pode ser trouxa como eu e esperar pelas cenas pós-crédito e só esperar mesmo, sendo trouxa, porque, pelo menos no cinema que eu fui, elas não existiram.

Com certeza vamos falar mais sobre o AranhaVerso por aqui. Continue conosco!

Até breve!

Épico e aquático – Já não sei mais o que estamos fazendo

Em comemoração ao Dia da Toalha, também conhecido como Dia do Orgulho Nerd, o diário da Helga tem mais um episódio lançado (feito inédito aqui no Qual é a das quintas?!).

Depois dos últimos acontecimentos, era hora de seguir em frente, mas a sereia druida, Helga Iris, parece ainda não entender bem o que está acontecendo, perdida em pensamentos sobre Noah.

Confira o relato dela sobre a missão.


Nos encontramos no horário de sempre na Guilda. Sem o Noah tudo parece estranho. Mas seguimos em direção à tal taverna, longe de tudo, onde deveríamos investigar itens proibidos no reino. Taverna Fim do Mundo, no Distrito da Bigorna. A suspeita era de que lá fosse um ponto de venda de pólvora e armas e bombas.

O local era bem esquisitinho. Caindo aos pedaços e só vendia bebidas, nunca comida. O pessoal tentou se misturar e eu fui dar uma volta para conhecer o ambiente. Como todos olhavam para mim de um jeito estranho, resolvi me aproximar do balcão para uma conversa casual. Quem sabe conseguiria alguma coisa com isso.

Enquanto conversava com os goblins no balcão, o chefe do lugar entrou no salão e veio até onde eu estava e, como Stefan estava por perto, já se juntou logo à conversa. O dono da taverna, sujeito meio mal-encarado, goblin, todo vermelho, queria saber o que aventureiros da Guilda estavam fazendo ali e nos propôs um acordo.

Aparentemente, a própria Guilda mantém em segurança e sigilo o comércio ilegal dos itens proibidos, como uma troca de favores. Bom, nós precisávamos conversar sobre a proposta e pedimos um momento em grupo para isso.

Nossa negociação com o Príncipe da Pólvora Galyx

Nos sentamos a uma mesa e começamos a discutir o que fazer. Todos tinham absoluta certeza de que aquele lugar era estranho e que, com uma investigação um pouco mais apurada, era possível compreender que era sim um lugar que, a qualquer pequena faísca, tudo iria pelos ares.

Toshinori foi enfático quanto às injustiças que a Guilda já vinha cometendo e que seria melhor realmente fingir que tudo estava limpo na taverna. Stefan também disse que o relatório deveria ser favorável ao estabelecimento, para não termos problema.

Mal havíamos começado essa discussão quando o anfitrião chegou à mesa para perguntar sobre o resultado da conversa. Observei que as saídas estavam bloqueadas, logo, não seria uma negociação tão amigável assim.

Stefan convenceu o Galyx, (também conhecido por ali como Príncipe da Pólvora Galyx) de que daria um relatório favorável sobre a taverna à Guilda e tudo continuaria como está. Combinamos de voltar com o relatório para ele analisar antes de entregarmos à Guilda. Então, ao sairmos da taverna, combinamos de todos analisarmos o relatório antes de entregar para revisão do senhor Galyx.

Depois disso, seguiríamos para a Guilda, para entregar o relatório da missão, buscar uma nova e, quem sabe, encontrar mais um ou dois membros para a equipe.

Nunca mais teremos Noah lutando ao nosso lado, apesar de poder senti-lo comigo. Mas fará bem à equipe ter mais pessoas para ajudar.


Será que a equipe terá novos participantes? Como será o desenrolar desse relatório para a Guilda?

Aguarde o próximo episódio do diário da Helga sobre os Desafiantes de Yuvalin.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – A Noah, com carinho

Essa é a homenagem que a sereia druida, Helga Iris, deixou em seu diário para o nobre e honrado Noah. A missão foi para um caminho sem volta e todos sentiram, a seu modo, essa dor.

Confira tudo o que aconteceu pelos olhos entre lágrimas de Helga na última missão dos Desafiantes de Yuvalin.


Como é possível conhecer, amar e perder alguém em tão pouco tempo?

Ele se foi!

É impossível acreditar que ele não estará conosco no nosso encontro na Guilda pela manhã.

Mesmo caladão, era bem visível o esforço que ele fazia para cuidar da equipe com sua força samurai e nos proteger. E eu sei bem o quanto ele me protegeu e cuidou de mim, especialmente.

Noah, o trog samurai caladão

Noah nos deixou da forma mais terrível: sucumbiu em um ataque zumbi. Para me proteger, ele se colocou entre mim e a turba.

E a missão falhou. Esse foi um dia para se esquecer. Mas, em honra e memória a Noah, o trog e bravo aprendiz de samurai, quero me lembrar de como ele foi valente.

Ele mesmo nos levou a escolher a missão,  depois de sairmos do Parque Normandia naquele dia e irmos para a Guilda. Depois, fomos conhecer a Adina Astor, uma hynne de cabelo castanho bagunçado, com óculos enormes e que gosta bastante de falar, na Astor Cartografia e Geologia.

A missão parecia simples: escoltar Adina e sua máquina de análise de solo para um lugar chamado Tarrafet que, de acordo com a história, seria assombrado por mortos-vivos por causa de uma maldita espada. Não era história, os antigos moradores da cidade eram realmente mortos-vivos.

A viagem foi longa e confesso que foi até divertido ver Stefan pagando por não ter participado da última missão ao passar a viagem inteira ouvindo a Adina falar sem parar. Ele estava com uma cara tão incrivelmente mal-humorada. Só conseguia pensar: bem-feito!

Mas meus olhos estavam no rio. Por praticamente todo o caminho estávamos ladeados por um rio e eu queria muito nadar. Tanto que, chegando em um local de descanso, a primeira coisa que fiz foi pular e nadar. Não sei o quanto meus companheiros repararam nisso, afinal, eles sabem que sou uma sereia.

Quando Adina começou a trabalhar com a máquina pela manhã, o barulho foi o suficiente para atrair várias turbas de mortos-vivos. Estávamos muito distantes uns dos outros e nossa ação não surtia muito efeito.

Foi então que, num ato de coragem e fúria, Noah se colocou à frente e foi completamente destruído. Ali, na minha frente. Eu me enfureci com isso e controlei as plantas para imobilizar os zumbis, mas era tarde demais… Noah não estava mais lá.

Os mortos-vivos atacaram a máquina de Adina e ela explodiu. Então, ela fugiu e não havia mais qualquer motivo para continuar ali.

Nós fugimos. Eu pulei na água e nadei até a carroça da Adina. Toshinori estava muito ferido, mas todo o restante dos Desafiantes de Yuvalin estava voltando para casa.

Abatidos, Toshinori fez um discurso, como sempre, Joseph chorava calado. Stefan e eu estávamos quietos, pensativos. Até Adina não estava tão falante (principalmente depois que eu gritei para ela calar a boca).

Stefan levantou sua arma em direção à cabeça de Adina, que conduzia a carroça. Quando percebi, me coloquei entre a arma e o alvo e tentei persuadir Stefan a não fazer o que quer que ele estivesse pensando. Toshinori também puxou a arma para si e, aparentemente, Stefan mudou de ideia.

Depois de descansarmos em silêncio, prosseguimos viagem até Yuvalin. Adina nos pagou, apesar de não termos concluído a missão.

Decidimos, então, prestar uma homenagem a Noah, indo até a Kanpeki Espadas Especiais, lugar onde ele com certeza ficaria feliz outra vez.

Conversei com Goro Okazaki, assistente de Hatori Muramune, a quem ajudamos em uma missão, e expliquei o que tinha acontecido. Prontamente, ele e o senhor Muramune entenderam nosso pedido e nos levaram a uma sala com um altar a Lin-Wu, deus a quem Noah era devoto. Havia uma espada sobre o altar e Goro jogou ervas sobre ela.

Os discursos foram lindos, mas não consigo lembrar, apenas me lembro de um rápido vislumbre de Noah ajoelhando-se com a espada empunhada e feliz. Como um samurai que sempre quis ser.

Depois dessa singela homenagem, fomos à Guilda buscar mais uma missão. Stefan estava estranhamente mais amigável e solícito, devia ser pelo momento triste, mas ajudou com os rituais fúnebres e se dispôs a nos ajudar com a compra de um item que nos ajudaria na missão seguinte. Além de dizer, sabiamente, que precisávamos seguir, como aventureiros, como Noah gostaria que fosse.

Decidimos dar mais dois dias de luto e descanso para a equipe e, cada um, foi viver este momento como achou melhor. Eu fui para o leito do rio, como sempre, e conversei com o Rei Joss sobre o ocorrido. Ele me consolou pela perda e aconselhou a seguir em frente.

Passei esses dois dias meditando, prestando homenagens e tentando, de alguma forma, manter-me conectada a Noah. Sei que ele continuará comigo, na minha mente e no meu coração, como ele gostaria, se tivesse tido tempo para isso.


1 minuto de silêncio pelo trog caladão.

O que será que vem por aí agora, sem Noah?

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Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Consolamos um galanteador

Em sequência à missão de entregar a encomendo do “Senhor P.” para a sra. Ártemis, muita coisa pode acontecer, inclusive, servir de terapeuta.

Confira a segunda parte dessa aventura.


Perguntamos a muitos anões até descobrir de qual o “Senhor P.” falou para Joseph. Isso colocou a missão em risco, óbvio, porque acabamos dizendo que tínhamos uma encomenda para Ártemis, ou seja, algo valioso.

Tudo isso, graças a Joseph que não prestou atenção ao que o “Senhor P.” havia dito. Nos custou bem caro, aliás.

Sem Stefan, ficamos ainda mais vulneráveis nas ruas que de tarde pareciam mais tranquilas. Eu coloquei o envelope que recebemos dentro da roupa, para pelo menos não ficar tão evidente o que tínhamos recebido.

Fomos cercados por bandidos. Eles queriam dinheiro e a gente só queria passar em paz. Então, Toshinori tentou negociar. Eu usei magia para enroscar galhos de plantas nas pernas e braços dos bandidos e os que viram saíram correndo. O bardo parecia meio perdido, mas Noah não estava tão a fim de paz: ele sacou a espada e destroçou alguns.

Só depois que eu tomei uma paulada na cabeça e nas costas é que Toshinori resolveu parar de negociar e partir para a briga. Tudo o que consegui fazer depois do golpe foi encontrar uma rua e chamar o pessoal para sair por ela.

Corremos do ataque, não sem antes eu perder logo uns 11 tibares. E, quando finalmente conseguimos chegar à loja de Ártemis, ela já estava fechada. Mas foi então que encontramos Stefan, que nos levou para jantar na casa do seu senhorio, o sr. Drrrun. Pelo menos isso esse cara fez pelo grupo.

Chegamos à casa e fomos muito bem recebidos pelo anão e sua esposa que já foi uma aventureira e feiticeira. A filha deles é adorável, cheia de energia e muitas perguntas.

Durante o jantar, contamos um pouco sobre nossa jornada antes de entrarmos para a guilda e, finalmente, comecei a entender algumas coisas sobre meus companheiros.

Só Joseph que estava estranho e silencioso, parece que ficou com raiva de Stefan não ter contribuído com a missão. Até Noah estava mais falante que Joseph. Tive que, inclusive, mandar Noah parar de falar demais.

Bom, eu também estava chateada com Stefan, mas não podia culpar a família do sr. Drrrun por isso. O problema era o Stefan. Aliás, ele contou coisas à mesa que começaram a fazer sentido, como sua devoção ao deus do caos e seus sumiços. Muito suspeito.

Enquanto tomava chá com a anfitriã, a garotinha teve um princípio de convulsão e eu me prontifiquei a curá-la, mas a mãe não quis. Com suas magias já tinha amenizado os sintomas e a garota adormeceu.

Fomos convidados para dormir ali na oficina que fica embaixo da casa do sr. Drrrun, onde Stefan tem se refugiado. Mas eu precisei recusar, apesar de toda hospitalidade, para voltar ao campo e me recuperar do dia ao ar livre.

De manhã, fomos à loja de Ártemis para finalizar a missão. Ártemis abriu o envelope na nossa frente e disse que não tinha nada a ver com a história. Aquilo nada mais era que um homem apaixonado, que ela já havia mandado parar de cortejá-la. Ela devolveu a pedra que devia valer cerca de 500 tibares.

Fomos até a guilda, atrás do “Senhor P.”, Peter, filho do Presidente da Guilda, mas ele não estava lá.

Decidimos, então, voltar ao parque Normandia para encontrar o “Senhor P.”, que disse que estaria lá esperando a resposta e com o restante do pagamento – foi uma das únicas coisas que a gente entendeu do bardo.

Dessa vez, eu mesma fui falar com ele, para evitar problemas maiores. Peter ficou arrasado quando eu disse que era melhor ele desistir de tentar conquistar Ártemis, e nós o consolamos e ajudamos a se sentir melhor. Stefan tentou fazer o “Senhor P.” me dar a pedra, como se eu pudesse ser galanteada por ele. Posso com isso?

Eu recusei, mas me coloquei à disposição dele para novos serviços, então, acho que arrumamos um possível aliado nobre para futuros favores. Ele, ainda, pagou 50 a mais que o combinado.

Depois, fomos a guilda em mais uma jornada de discutir nossa próxima missão.


O que será que vem por aí?

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Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

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Épico e aquático – O primeiro dia da Helga

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Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 2

Ficou na curiosidade no último post, né? Sim! Agora, você vai descobrir como essa história continua depois que a Helga Iris, a sereia druida do grupo Desafiantes de Yuvalin, consegue sair do quase coma (SERÁ?).

Mas antes, se você não faz ideia do que estamos falando, leia antes:


Senti uma força tomando todo o meu corpo e abri os olhos. Pelo que entendi, foi Toshinori quem me curou. Nesse momento, a batalha estava insana (a prova de que todos da equipe precisam estar vivos e cooperando para a coisa toda não degringolar).

Ao meu lado estava Noah, o trog, tentando controlar uma das estátuas, mas sofrendo bastante. Então, me levantei e, com um certo esforço, consegui usar magia para curá-lo. Esse esforço me custou algo muito caro: minha identidade sereia.

Enquanto canalizava magia para ajudar Noah, minhas escamas começaram a aparecer e, pelo visto, todos perceberam. Mas não me arrependo! Noah precisava de mim. E ele me ajudou. Então, criei uma capa protetora para ele com magia.

Ainda consegui criar uma capa protetora também para Toshinori e curei. Depois disso, e de várias tentativas frustradas de tiro de Stefan, Noah aplicou um golpe mortal na última estátua e a batalha acabou.

Silêncio.

Decidimos investigar o local. Tentar entender o porquê de aqueles construtos estarem ali é importante, porque, com certeza, seria algo precioso. E era. Antes, aço-rubi, mas agora, uma porta encantada nos separava do que quer que fosse. E não conseguimos abrir.

Convenci a equipe a sair logo da mina e respirar. Todos precisávamos descansar e eu precisava MUITO de um banho e uma noite de céu estrelado.

Mas antes de sairmos, como minha pele ainda tinha escamas e eu estava cansada demais para arrumar isso, Stefan insinuou que eu era um tipo de peixe. Após um breve diálogo com o contramestre da mina Haldor, acredito que tanto Stefan quanto Toshinori tenham descoberto a verdade. Mas eu desconversei.

Haldor nos levou à taverna Pombo de Ouro onde, adivinhe, Joseph e Toshinori arrumaram confusão com um sujeito muito mal encarado. Pelo menos, me alimentei e tomei duas doses de hidromel pagas pelo próprio Haldor.

Voltando para a guilda, dividimos nosso pagamento entre os cinco e decidimos nossa próxima missão, que já será amanhã ao meio-dia. Vamos nos encontrar às 8h na guilda para os detalhes. Quero ver com eles se dividimos uma essência de mana, já que sou eu que apago o incêndio da equipe usando magia.

Tudo o que eu quero é um banho de rio e um céu estrelado para dormir bem.


Continue acompanhando a aventura de Helga aqui no blog!

Até breve!

P.S.: Já ouviu o episódio do Qual é a dos podcasts? em que falamos sobre o filme Dungeons & Dragons e explicamos mais sobre RPG? Ouça agora mesmo!

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 1

Depois de uma breve pausa, Helga Iris volta a escrever em seu diário de aventureira da Guilda dos Mineradores de Yuvalin, em Arton. Não sabe do que eu estou falando? Leia os links a seguir:

Vamos à primeira parte do resumo da aventura mais recente.


Foi um dia memorável – apesar de eu ter um branco de uma parte dele.

Como a equipe combinou de começar a missão apenas às 17h na Mineradora Heldret, eu aproveitei para relaxar. Comi o que a natureza me concedeu, deitei na grama e olhei para o céu, meditei e organizei minha mente para a missão.

Imaginei (e foi certeiro) que precisaria usar bastante magia essa noite.

O mais estranho (por que não dizer bizarro?) foi eu ter aproveitado para nadar bastante e ser eu mesma por tantas horas e, sabe-se lá como, eu tive um princípio de afogamento. Você já viu uma sereia se afogar? Pois bem, Dia de Nimb, o deus do Caos.

Passado o susto, voltei a me preparar para a missão e, no horário combinado, encontrei a equipe e fomos até as minas.

Fomos recebidos pelo contramestre Haldor que nos levou para um passeio pelos trilhos acima da cidade. Não sei se eu externei minha euforia com isso, mas me sentia uma criança. A paisagem era incrível e o vento gelado no rosto me fez esquecer qualquer problema naquele dia.

Até entrar na mina.

Entramos e, antes que eu pudesse examinar a situação, Toshinori, o paladino, pisou em uma pedra solta que ativou quatro constructos enormes. Estátuas controladas por magia, que, soubemos depois, estavam protegendo algo precioso.

Da batalha mesmo eu me lembro de já começar consagrando o lugar porque vi que a coisa ia ficar feia. E, então, muita coisa deu errado.

Basicamente, todos se feriram gravemente por uma das estátuas – EU INCLUSIVE. Antes de eu apagar, me lembro de ter curado Stefan, o inventor, e, logo em seguida, ele ser ferido gravemente outra vez.

Joseph, o bardo, tentou fascinar as estátuas e até conseguiu, mas não por muito tempo. Foi quando ela veio para cima de mim e eu apaguei por um tempo.

CONTINUA


No próximo post, você lerá a parte 2. Não perca!

Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu estou falando leia os posts anteriores sobre o assunto: Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG e Épico e aquático – O primeiro dia da Helga).

Para você se ambientar melhor, veja o mapa da cidade de Yuvalin, que é onde estamos.


Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Parece insano pensar que esse bando de doidos, totalmente estranhos uns aos outros, tenha se tornado uma equipe eficaz nas missões.

Pois nos tornamos. Ainda temos nossas diferenças, como uma total desconfiança do Stephan depois de ele ter atirado no Joseph e me obrigado a usar o bordão para bater na mamãe glop. Mas eu propus dar um voto de confiança, justamente para ver se a primeira impressão seria só uma impressão mesmo.

E deu certo.

Joseph e Toshinori dão em cima de todas as mulheres que aparecem. É insano. Precisei interceder quando falamos com a Chef Rizzelena, enquanto tentávamos entender a missão que ela solicitou, porque os dois queriam conquistá-la. É de revirar os olhos.

Além de maluco, o Stephan até que manda bem em combate. Tomei um susto quando ele sacou um mosquete duplo pra usar contra aqueles bichinhos. Bom era nossa missão levar a cauda deles para a chef, mas não precisava de tamanha violência, ainda mais com armamento proibido.

Entreguei os animais a Allihanna e retirei a cauda com as minhas unhas. Fui até muito bem elogiada pela chef que nos recompensou muito bem.

Mas essa foi a terceira missão em 3 dias. Antes disso, fomos ajudar um jovem brilhante (e lindo – não acredito que estou escrevendo isso), Goro Okazaki, na forja de uma espada especial, parecia magia.

Não toquei na espada – Allihanna me livre de tocar em metal, mas auxiliei com todos os cálculos e orientações possíveis, todos os conhecimentos que adquiri tanto no meu antigo povoado, como no meio das sereias.

Goro também me elogiou pelos meus conhecimentos e inteligência (enrubesci).

Enquanto estávamos focados na forja, um grupo de arruaceiros tentou roubá-lo. Óbvio que não permitimos. Como uma equipe (olha só), continuamos fabricando a espada e, ainda, colocamos os arruaceiros para correr.

Estamos nos preparando para a próxima missão e, agora, me sinto plenamente revigorada (depois daquele desastre que foi a primeira missão).

Ainda não contei a ninguém sobre ser uma sereia. Estou me controlando para não usar encantamentos e convencer a todos a fazer o que quero. Mas consegui convencer o Noah, o trog caladão, a ir para a taverna conosco. Foi um momento que relaxei e usei os encantos com ele.

Por enquanto, estou conhecendo melhor os componentes da equipe, antes de mostrar quem sou de verdade. Poucas criaturas conseguem enxergar a sereia em mim, inclusive aquele cara chato que é o minotauro que está sempre me cantando. Eu o ignoro.

Estou ansiosa para o que teremos pela frente. Por enquanto, sucesso.


Continue acompanhando o blog para ver mais aventuras da Helga e dos Desafiantes de Yuvalin.

Até a próxima!

Épico e aquático – O primeiro dia da Helga

Aceitei o desafio de jogar RPG e, se você não leu ainda o primeiro texto sobre isso, clica aqui. Neste segundo post da série, vou trazer o diário da Helga do primeiro dia de missão.

Em resumo, para entrar na guilda de aventureiros, era necessário cumprir uma missão em grupo: encontrar o que estava perturbando a ordem na Forja dos Mineradores. Os mineradores que conseguiam sair da forja principal vivos, relatavam muitas feridas, como que por ácido.

Vamos ao relato da Helga Iris, a seria druida que interpreto nessa mesa.


O dia que eu morri

Esse foi o PIOR dia da minha vida. E eu espero que tenha sido mesmo.

Era para ter sido um dos melhores, porque eu, finalmente, entrei para a guilda.

Como sempre, tive que tentar suprimir o medo de falhar, minha mestra me daria um grande castigo por ter esse medo.

Por causa do medo, criei uma barreira de contato com qualquer pessoa, desconfiava de todos e de tudo. Além disso, tenho certeza que fui ríspida com o pessoal da equipe e da própria guilda.

Foi sem querer. Mas eu preciso ser forte e mostrar a que vim.

Foi bem ruim receber comentários apenas por ser uma sereia, sendo que ninguém observa que posso, sim, ser uma aventureira e contribuir para as missões com minhas aptidões e magias.

Allihanna que me perdoe, mas eu estava a ponto de pegar a arma de fogo daquele louco do inventor, que se virou contra a própria equipe, para abrir um buraco na cabeça dele. Ele acertou o pescoço do bardo e não fez nada pra ajudar contra a glob.

E foi aí que, num ato de desespero, fiz a única coisa que eu poderia tentar fazer: bater na mamãe glob com o bordão. Mas, como eu já disse, quando as coisas ficam pessoais, as chances de errar são infinitamente maiores que acertar.

E então eu morri. Ou quase. Não sei exatamente o que aconteceu, mas Allihanna me abençoou e eu voltei. Fui carregada para fora pelo restante da equipe e descobri que o doido tinha parado de atacar a gente para atacar o monstro.

Finalmente, entrei para a guilda e, agora, tentando respirar com dificuldade e me recuperar, preciso tentar resolver as coisas com a equipe, desse jeito que foi hoje, a gente morre na próxima missão, com certeza.


Tudo o que eu quero é um banho e uma boa noite de sono perto do rio.

Continue acompanhando aqui as cenas dos próximos capítulos!

Até breve.