Uma curiosidade sobre As Crônicas de Nárnia que você nem imaginava

Olá, eu sou João Rosa.

Você deve me conhecer por tabela caso tenha visto alguns dos quadrinhos do Alfredo, o óbvio. Eu dominei esse blog a força para falar sobre algo que amo: a sequência de livros de C.S. Lewis conhecida como As Crônicas de Nárnia.

Se você esteve fora do planeta nos últimos 72 anos, então, você nunca ouviu falar sobre esses livros, por isso vou te dar um breve – breve mesmo, pois são 8 livros – resumo.

Nárnia é um país em uma realidade paralela e lá crianças aleatórias da nossa terra, ou não, vivem diversos tipos de aventuras e um leão (Aslam, o deus de Nárnia) as ensina através dessas aventuras lições valiosas.

Entre 2005 e 2010, foram lançados 3 filmes baseados nos livros (eu, particularmente, amei cada um deles), mas, como qualquer adaptação hollywoodiana, eles não são muito fiéis. E, para quem já leu os livros, isso é meio decepcionante. Mas não se esmoreça, caro leitor, pois no próximo parágrafo sua alegria poderá retornar.

A BBC criou uma pequena série baseada em quatro livros: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa, O Príncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada e A Cadeira de Prata. Eu tive a honra de assistir e achei incrível o nível de fidelidade da obra, ela foi levada a sério. O desenvolvimento dos personagens é espetacular e a trama soube adaptar bem o livro sem estragar a experiência.

Obviamente, não darei spoilers sobre a série, já que sei que você, caro leitor, está louco para saber como assistir. Todas estão disponíveis no YouTube para seu deleite.

Um grande abraço e até logo, é óbvio.

João Rosa

O estranho mestre doutor da Baker Street

Esqueça tudo o que você já aprendeu até hoje! Para cair de cabeça nesse universo completamente novo da Marvel no cinema, você precisa aprender a alcançar ideias novas, místicas e até mágicas. O Qual é a das quintas? conta para você neste post algumas das impressões da superprodução marveliana, Doutor Estranho.

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Antes de qualquer coisa, devo dizer que nossa preocupação neste post não será com a história dos quadrinhos. As observações a seguir não estão relacionadas à história original, apenas ao filme.

Doutor Estranho – Acredito que o papel principal tenha caído como uma luva para Benedict Cumberbatch. Quem está acostumado a vê-lo interpretando o “investigador amador” da Baker Street 221b pode perceber inúmeras referências (me digam que isso não é coisa da minha cabeça), basta ter alguma atenção. Foi uma boa escolha. Cheguei a imaginar Martin Freeman entrando em cena (na verdade, acho que ele apareceu no filme errado da Marvel), ou o Mestre Doutor Strange começar a ver detalhes minuciosos de tudo à la Sherlock Holmes.

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Os efeitos especiais são magníficos,se você tem a oportunidade de ver em um 3D de boa qualidade, ou num IMAX (melhor ainda), por favor, veja. A equipe do filme explorou muito bem o que podemos chamar de psicodelismo. Tudo se encaixa muito bem, inclusive a trilha sonora que, posso dizer, é mais interessante que muitos outros filmes da Marvel (excetuando-se, é claro, Guardiões da Galáxia).

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Ainda tive o privilégio de rever algumas cenas, pois no cinema onde assisti ao filme teve queda de energia (duas vezes). Particularmente, uma delas é bem interessante, quando Strange conhece sua Capa Vermelha. A primeira impressão sobre a personagem foi: é o Tapete Mágico do Aladdin.

O filme é bom, pode não ser o melhor da série, mas, sem dúvida, é um dos melhores. Vale a pena gastar algumas horinhas (e um dinheirinho) para assistir ao filme. E não se esqueça das cenas pós-crédito! A Marvel adora (nós também). Um dia vão acabar fazendo um filme só com as cenas pós-crédito, mas isso é papo para outro post.

Aline Gomes

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Uma leitura sobre Dirk Gently, o detetive

Os livros de Douglas Adams são bem interessantes. Ele tem um jeito narrativo bem específico que faz você ler e reler até ter a certeza de que leu aquilo mesmo. O Qual é a das quintas? fez um post sobre a Trilogia de Cinco do Mochileiro das Galáxias, “Meu outro carro também é um Porshe” e outras improbabilidades infinitas, em que essa ideia também é comentada. Mas neste post vamos falar sobre outro livro igualmente peculiar de Adams: Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently.

A ideia do livro surgiu enquanto Douglas Adams roteirizava episódios para Doctor Who. Sim, se você não sabia disso, acabamos de informar que alguns episódios de uma das maiores séries já feitas foram escritos pelo próprio Adams. Ele escrevia para a série quando algumas características de Dirk Gently afloraram e ele resolveu escrever o livro.

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No começo da leitura, eu me perguntei várias vezes: “por que ele falando disso?”. Creio que improbabilidades infinitas fizeram parte da vida do autor inúmeras vezes e isso se refletiu em seus livros. Só depois de algum tempo lendo é que você faz aquele facepalm e diz “ah… era isso”, como na maior parte dos livros dele.

A seriedade como é narrada a história é uma espécie de cama para toda a ironia que Douglas Adams coloca no livro. Desde os mais ordinários costumes ingleses até a possibilidade de existência de vida fora da Terra, de máquinas do tempo e de fantasmas. Há momentos na narrativa, porém, que você, mais uma vez, se pergunta: “ele disse isso mesmo?” e daí você relê duas ou três páginas e responde: “é, ele disse isso”.

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Gently é um sujeito bem egocêntrico, com um jeito próprio para solucionar casos misteriosos e extorquir uma bela grana de senhoras indefesas após a perda de seus gatinhos. Um caso, entretanto, chamou muito a sua atenção: a morte de um empresário, Gordon Way, e o estranho comportamento do namorado da irmã do morto. Após descobrir detalhes da história de Richard MacDuff, por meios próprios de investigação, ele parte para solucionar um caso de algo extremamente misterioso e complexo.

Agência de Investigações Holísticas Dirk Gently é uma comédia inteligente, cheia de aventura, humor, suspense e ironia. O livro ganhou um seriado de 4 episódios na BBC, entre 2010 e 2012, com o ator Stephen Mangan. A genialidade de Douglas Adams está impressa nesse livro também e vale muito a leitura. A obra é de fácil acesso, a linguagem é fácil, mas é necessária uma dose de “entender as referências” e entender das ironias marcantes de Adams.

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Aline Gomes

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