Tudo menos Os Cavaleiros do Zodíaco

Jão Rosa no comando outra vez.

O filme trata de tudo, menos Os Cavaleiros do Zodíaco, já que a primeira cena é bem fiel ao filme e nome de alguns dos personagens. Se está procurando uma adaptação do anime que tanto gostava de assistir quando criança, ESQUEÇA! Isso aqui deveria ser considerado crime.

Em alguns momentos do filme eu me perguntava por que eu tinha parado para assistir aquilo. Os diálogos são totalmente expositivos (uma criança de 3 anos consegue entender tudo), o protagonista é whatever, aliás, nem ele entendeu o motivo de estar nessa história toda (eu entendi, ele é gado, igualzinho no anime), o Sean Bean faz exatamente o que ele faz em todos os filmes (spoiler) e a Saory é chata igualzinho (ela aparece no filme).

A história

Em um mundo fantástico onde pessoas de armadura possuem poderes além do normal, um jovem se vê na incumbência de proteger uma antiga deusa grega, que ele não liga, de perigos que ele não se importa só porque sim.

Os Cavaleiros do Zodíaco

Pois bem…

Você deve estar se perguntando “Bah, pelo menos o CGI é bom, né?”. Rapaz, se você gosta de algo no nível de Matrix 2, vai amar, tem uns bonecão mal renderizados, umas lutas sem pé nem cabeça com personagem voando sem motivo algum além de desafiar as leis da física.

O que me deixou mais desencantado é o fato de tentarem criar uma história totalmente diferente sem nem ao menos se darem ao trabalho de criar boas relações entre os personagens. Nenhum deles tem uma motivação real que faça sentido para uma sequência.

A falta de urgência no filme tira a melhor cartada que o filme poderia ter. No filme O Senhor dos Anéis, a história é passada na velocidade da luz, para dar a quem assiste uma ideia de ˜Se não resolverem logo o problema, todos morrem˜, diferente do livro que há mais calma nos protagonistas. Porém, aqui o protagonista tem tempo de ser levado para o outro lado do mundo para ser treinado enquanto os vilões já fazem suas vilanzices.

Esse filme é a prova de que Einstein estava certo, o tempo é totalmente relativo já que o filme custou para acabar, já que, nem mesmo com um elenco de peso, esse filme me deixou menos bored. Merece uma nota segunda de manhã.

Rebel Moon e o filme sem fogo

Sim, sou eu de novo, Jão Rosa, criador do Alfredo, O Óbvio. Vim trazer mais filmes ruins para vocês assistirem quando estiverem em um encontro com alguém que não gostam.

Assistir a Rebel Moon foi uma das melhores – piores – experiências que já tive. O diretor Zack Snyder queria escrever um filme de Star Wars, mas ganhou um sonoro “não” dos produtores, então ele resolveu se juntar com a Netflix e criar o próprio, porém faltou uma coisinha boba: MOTIVAÇÃO.

Um filme com as conexões mais desconexas, personagens cativantes que não cativam e storytelling pobre deixam claro que o antigo manda-chuva da DC não sabe o que é escrever uma boa história.

Rebel Moon

O resumo

Uma aldeia de agricultores em um pequeno planeta é invadida pelo império intergalático e recebem a incumbência de entregar a maior parte de sua colheita ou todos perecerão. Para proteger esse grupo de simples pessoas, um dos aldeões é, na verdade, uma antiga guerreira, que junta um grupo de foras da lei para defender o povo que a acolheu.

Pois bem… 

Nesse cosmos, somos apresentados à protagonista que tem um passado obscuro e misterioso, que será descoberto ao longo da história… Nah, ela vai contar tudo numa boa em dois encontros na lareira, e é isso. Passado de alguém? Deixa, os personagens vão te contar tudo da forma mais explanatória possível.

Não há uma profundidade nas relações, nem no momento em que os personagens são chamados para a missão, nem depois, quando vão vivendo as aventuras juntos.

O vilão é apenas mais um vilão malvado, que faz malvadezas sem nada de novo para acrescentar. Temos mais referências ao Naz—mo, porém sem nada que acrescente ou motive essa referência.

A fotografia é linda, porém, os maneirismos de Snyder, o fizeram priorizar tanto os momentos épicos, que uma simples areia caindo, uma briga de bar ou um cara escorregando em uma banana eram dignos de câmera lenta.

Por esse motivo, esse filme merece uma nota terça-feira à tarde.

Mágico como o chocolate Wonka

Venha comigo e você estará em um mundo de pura imaginação! Essa não é só a letra de uma das músicas principais do soundtrack de Wonka (2023), mas também é algo que define muito o filme: IMAGINAÇÃO.

De forma leve, o longa entrega um tipo de composição que eu, particularmente, sentia saudade de ver no cinema. Sim, eu cansei um pouco da fórmula mágica de super-heróis que dominou as telonas nos últimos anos. Wonka me fez voltar para antes de tudo isso, para quando eu era criança.

Sob a direção de Paul King e estrelado por Timothée Chalamet (Willy Wonka), o filme traz uma história prévia à que conhecemos de A Fantástica Fábrica de Chocolate. No entanto, não é relacionado ao filme de Tim Burton, com Johnny Depp no papel principal, mas ao de 1971, do diretor Mel Stuart e o Willy de Gene Wilder.

Trata-se de um musical que, às vezes, casa com a história, mas às vezes não. Entretanto, as músicas são empolgantes e do tipo que ficam presas na sua cabeça. Também te levam a querer dançar um pouco.

Com um leve toque steampunk no visual, Wonka é o melhor chocolateiro do mundo e carrega sua fábrica portátil para todos os lados. Porém, precisa enfrentar muito mais desafios do que esperava para fazer seus chocolates e se tornar famoso e rico com a venda deles.

Isso acontece porque ele é inocente demais e não enxerga a maldade no mundo. Sua inteligência e resiliência o levam, mesmo assim, junto com seus novos amigos, a não desistir de seu sonho.

Essa inocência torna o filme algo leve e divertido para toda a família, exatamente do tipo que eu sentia falta há tantos anos. Me trouxe um sentimento nostálgico, de surpresa. Me levou para o tempo que eu parava à tarde para assistir à fita de vídeo da Mary Poppins.

O filme é sobre família, sonho, magia e emoção. Você vê magia em tudo e se surpreende com a naturalidade com que as coisas simplesmente acontecem em cena.

Não digo que a atuação seja impecável, mas todo esse sentimento te faz esquecer que são atores interpretando personagens na telona. Você entra na história, encontra referência, ri, se emociona e torce para que tudo dê certo, afinal, ele vai ter uma fábrica, não é?

Os personagens em si são muito simples e fáceis de entender e gostar ou desgostar. Apesar disso, você não consegue desgostar totalmente daqueles que seriam os vilões da história. O casting é sensacional e você pode ter certeza de que vai se divertir só de vê-los na tela.

Minha nota, em dias da semana, é sexta-feira à tarde, depois de fazer os deveres de casa e sentar para assistir a uma fita de vídeo que aqueça o coração.

Conta para mim o que achou do filme. Já viu?

Aline Gomes

Uma animação genialmente elementar, meu caro (sem spoilers)

Elementos é um filme genial. Como basicamente toda produção da Pixar, a animação ultrapassou – em muito – todas as minhas expectativas e se configurou, para mim, um dos melhores romances desde há bastante tempo.

Sim, romance. É uma história sobre isso. E parte da genialidade está no fato de não ser nem dramático demais e nem supérfluo, o filme encontrou o equilíbrio perfeito que permite que, tanto crianças quanto adultos se divirtam – muito – e se apaixonem pela história e pelos personagens.

Esse equilíbrio é fundamental para manter o espectador interessado na história do começo até o final. Não é nada tão bobinho assim! Muito pelo contrário, há cenas que – certeza – apenas adultos entendem.

O longa é empolgante pela sua animação e extremamente divertido. A dublagem brasileira é essencial para criar um clima de comédia contextualizada, com várias piadas que a gente vai entender e rir muito.

Os personagens são carismáticos e, mais uma vez, contextualizados com a própria essência e interação dos elementos: água, terra, ar e fogo. Inclusive, há uma brilhante crítica social desenhada em vários diálogos e cenários do filme.

Enquanto isso, as motivações de cada personagem não deixam a desejar em absoluto. Tudo é muito bem desenvolvido e trabalhado dentro dos 144 minutos de exibição, o que desperta emoções diferentes e abundantes nos espectadores. É muito, muito fácil ir do choro ao riso – e vice-versa – em poucos segundos.

A trilha sonora abrilhanta a aventura, sendo essencial para criar essas emoções diversas. Outro fator fundamental no despertar das emoções é a própria animação e coloração.

A Pixar é mestre em fazer personagens que, teoricamente, não teriam qualquer tipo de emoção serem retratados em momentos de pura alegria, ou tristeza, ou raiva, enfim. Como falamos no post O que faz a Pixar ir ao infinito e além. E as cores servem para traduzir de forma criativa essas emoções.

Personagens fogo são bem esquentadinhos e explosivos. Já os baseados no elemento terra são bem calmos e tranquilos. Personagens ar são representados como nuvens, que ora estão na mais plena paz e ora estão turbulentos como uma tempestade. E a água é extremamente sensível a qualquer sentimento, quase sempre chorando, seja de alegria ou de tristeza.

Além disso, o filme é educativo, porque se utiliza das possibilidades dos elementos não só para contar uma história bonita, mas para explicar questões do dia a dia, como a criação de produtos comuns – desde o vidro até câmaras de ar.

Os detalhes são mais que meros detalhes nesse filme. O enredo, a animação, os personagens, as piadas e a trilha sonora contribuem para um grande sucesso que, infelizmente, sofre com as disputas mesquinhas do estúdio com a Disney. Não se deixe levar pelos discursos sem sentido, esse é um filme genial.

Convido você, leitor do Qual é a das quintas? a se aventurar neste novo mundo elementar, se divertir, chorar e se apaixonar, como eu me apaixonei. Garanto que você não vai se arrepender.

(Texto escrito a 4 mãos, porque isso era elementar)

Viagem animada através do AranhaVerso

Se tem uma expectativa que não me decepciona, na real, é com as produções de Homem-Aranha. Através do AranhaVerso é mais uma realidade multiversalmente incrível.

Miles Morales retorna para continuar sendo o amigo da vizinhança enquanto precisa lidar com a ida próxima para a faculdade e seu relacionamento com os pais. Além disso, tanto Miles, em seu universo, como Gwen Stacy, no dela, sentem muita falta de terem um ao outro.

Afinal, a vida de um aranha é solitária. Ter outro aranha para falar sobre os assuntos em comum faz bastante diferença.

Gwen e Miles enfrentam alguns dos mesmo dilemas: isolamento, a falta de amigos, segredos que não podem contar para pais policiais, vilões (ênfase em “vilões”), entre outros. E, então, eles resolvem dar um jeitinho.

E vivem uma aventura empolgante e emocionante.

Eu não chorei, porque, meus amigos sabem, eu não sou muito de chorar no cinema. Mas não é nem um pouco impossível chorar assistindo ao filme.

A trama do multiverso não é, assim, uma grande novidade, mas a animação explora isso com genialidade de diversas formas. Principalmente, por meio de traçados e colorações diferentes.

A animação em si é um personagem do filme. É preciso apreciá-la. As emoções da história são contadas, inclusive, pelas mudanças de cores, traços, balões e movimentos.

Por uma parte considerável do filme, você pode ficar apontando para a tela e falando “Caramba! É o Homem-Aranha do universo tal”, ou “É aquele da animação X”, ou “A cena do outro filme”… Aproveite esses momentos.

Piadas e bom-humor premiam o filme, afinal, é um filme do Homem-Aranha, não faz sentido você passar horas vendo algo sem rir um pouquinho. Então, aproveite as excelentes piadas contadas.

Como se não bastasse isso tudo, a trilha sonora dá um show à parte e contribui para que você fique preso à cadeira do cinema do começo ao final do filme, sem nem lembrar que tem um celular.

No entanto, infelizmente acaba. No caso dessa história, ela só vai acabar no próximo filme. A produção encerra essa parte da trama de forma magnífica, porque me deixou ao mesmo tempo estarrecida, empolgada e com raiva. Principalmente com a última palavra que aparece antes das letrinhas subirem: CONTINUA.

OBS.: Você pode ser trouxa como eu e esperar pelas cenas pós-crédito e só esperar mesmo, sendo trouxa, porque, pelo menos no cinema que eu fui, elas não existiram.

Com certeza vamos falar mais sobre o AranhaVerso por aqui. Continue conosco!

Até breve!

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 2

Ficou na curiosidade no último post, né? Sim! Agora, você vai descobrir como essa história continua depois que a Helga Iris, a sereia druida do grupo Desafiantes de Yuvalin, consegue sair do quase coma (SERÁ?).

Mas antes, se você não faz ideia do que estamos falando, leia antes:


Senti uma força tomando todo o meu corpo e abri os olhos. Pelo que entendi, foi Toshinori quem me curou. Nesse momento, a batalha estava insana (a prova de que todos da equipe precisam estar vivos e cooperando para a coisa toda não degringolar).

Ao meu lado estava Noah, o trog, tentando controlar uma das estátuas, mas sofrendo bastante. Então, me levantei e, com um certo esforço, consegui usar magia para curá-lo. Esse esforço me custou algo muito caro: minha identidade sereia.

Enquanto canalizava magia para ajudar Noah, minhas escamas começaram a aparecer e, pelo visto, todos perceberam. Mas não me arrependo! Noah precisava de mim. E ele me ajudou. Então, criei uma capa protetora para ele com magia.

Ainda consegui criar uma capa protetora também para Toshinori e curei. Depois disso, e de várias tentativas frustradas de tiro de Stefan, Noah aplicou um golpe mortal na última estátua e a batalha acabou.

Silêncio.

Decidimos investigar o local. Tentar entender o porquê de aqueles construtos estarem ali é importante, porque, com certeza, seria algo precioso. E era. Antes, aço-rubi, mas agora, uma porta encantada nos separava do que quer que fosse. E não conseguimos abrir.

Convenci a equipe a sair logo da mina e respirar. Todos precisávamos descansar e eu precisava MUITO de um banho e uma noite de céu estrelado.

Mas antes de sairmos, como minha pele ainda tinha escamas e eu estava cansada demais para arrumar isso, Stefan insinuou que eu era um tipo de peixe. Após um breve diálogo com o contramestre da mina Haldor, acredito que tanto Stefan quanto Toshinori tenham descoberto a verdade. Mas eu desconversei.

Haldor nos levou à taverna Pombo de Ouro onde, adivinhe, Joseph e Toshinori arrumaram confusão com um sujeito muito mal encarado. Pelo menos, me alimentei e tomei duas doses de hidromel pagas pelo próprio Haldor.

Voltando para a guilda, dividimos nosso pagamento entre os cinco e decidimos nossa próxima missão, que já será amanhã ao meio-dia. Vamos nos encontrar às 8h na guilda para os detalhes. Quero ver com eles se dividimos uma essência de mana, já que sou eu que apago o incêndio da equipe usando magia.

Tudo o que eu quero é um banho de rio e um céu estrelado para dormir bem.


Continue acompanhando a aventura de Helga aqui no blog!

Até breve!

P.S.: Já ouviu o episódio do Qual é a dos podcasts? em que falamos sobre o filme Dungeons & Dragons e explicamos mais sobre RPG? Ouça agora mesmo!

O carisma que a Disney não achou, a Netflix aproveitou

Escrito por João Rosa

Como disse na parte 1 desta crítica, houve duas versões do filme do boneco de madeira em 2022, se você não leu, clique aqui e depois volte. Lembrando que a análise que farei a seguir se trata apenas dos filmes lançados ano passado, ou seja, as versões antigas não serão levadas em conta, já que um filme precisa ser total e não precisar de explicações póstumas, ou ele fugirá da sua proposta. Esta análise contém spoilers, nada que estrague a trama, mas tem.

Imagine perder a sua mulher e posteriormente seu filho de forma trágica, esse é o passado trágico do personagem Gepeto, porém a perdida direção de Robert Zemeckis não faz o espectador perceber que realmente houve uma perda ali e torna uma das mais belas histórias de amor e carinho em apenas mais uma aventura em que Gepeto parece ter sérios problemas com a realidade.

Na versão da Netflix, o diretor Guilhermo Del Toro focou em uma ideia mais realista, os personagens vivem os horrores e o filme começa mostrando um início trágico para o criador do Pinocchio e te faz até mesmo entender cada uma das suas decisões, até mesmo quando ele é rude com seu filho e quando cai em si.

O personagem principal sofreu também com esse problema, ele se transformou em – literalmente? – um boneco de madeira que apenas concorda com tudo, e essa passada de pano que a Disney faz para o protagonista tira totalmente o peso das suas decisões e no final a valiosa lição que ele deveria aprender nem é tão valiosa, já que ele já é bom, só “influenciável”.

Em compensação, o Pinocchio da Netflix já mostrou que de bom garoto ele não tinha – quase – nada, resmungão, reclamão e outros adjetivos que terminam em ‘ão’, ele foi aprendendo com seus erros e tentou até mesmo consertar (ok, isso criou outros problemas, porque ele é um boneco de madeira e não o Einstein) e quando ele chega ao final de sua história você vê que o personagem evoluiu em sua trajetória e é gostoso ver isso.

A falta de carisma dos personagens, somado à falta de criatividade ao fazer mais do mesmo, se transformou numa bomba relógio que a Disney se recusou a desativar por medo de inovar. O que será dos futuros projetos da produtora?

Siga esse blog para ficar por dentro das próximas produções.

Até breve!

Pinocchio é a prova que falta de inovação pode ser fatal

Escrito por João Rosa

Em 1940, a Disney viu o gigantesco sucesso que foi a Branca de Neve e decidiu repetir o seu feito contando a história do boneco de madeira, o filme – obviamente – foi um sucesso de bilheteria e somou a 2 oscars por canção original (Sabe aquela música que sempre toca na abertura de todos os filmes da Disney? Então, essa música) e melhor trilha sonora.

Porém não estamos mais em 1940, contar a mesma história do mesmo jeito apenas com uma roupagem atual (CGI) só tem tornado as belas histórias da Disney mais enfadonhas. E esse medo de inovar foi um tiro no pé da produtora que foi parar no Framboesa de Ouro até mesmo com Tom Hanks (um dos atores mais premiados do mundo) como pior ator, além do prejuízo gigantesco do filme que nem ao menos se pagou.

A contra-ponto deste fracasso de bilheteria e críticas, a Netflix despretensiosamente lançou no mesmo ano a sua versão do boneco/menino de madeira. Ela saiu do formato – Cansado – de CGI e usou a centenária técnica de stopmotion, apenas isso já fugiu da ideia das outras mil versões já existentes do Pinocchio. A direção trouxe algumas inovações e uma carga dramática que envolve e prende o público para querer ver mais sobre a gigantesca aventura dos personagens.

Já repararam que muitas vezes você assiste a um filme ruim, mas o carisma dos personagens te faz querer ver até o final? Isso é um outro ponto que faz a diferença entre essas duas versões ser tão grotesca e falarei na parte 2, semana que vem, fiquem ligados!

Uma curiosidade sobre As Crônicas de Nárnia que você nem imaginava

Olá, eu sou João Rosa.

Você deve me conhecer por tabela caso tenha visto alguns dos quadrinhos do Alfredo, o óbvio. Eu dominei esse blog a força para falar sobre algo que amo: a sequência de livros de C.S. Lewis conhecida como As Crônicas de Nárnia.

Se você esteve fora do planeta nos últimos 72 anos, então, você nunca ouviu falar sobre esses livros, por isso vou te dar um breve – breve mesmo, pois são 8 livros – resumo.

Nárnia é um país em uma realidade paralela e lá crianças aleatórias da nossa terra, ou não, vivem diversos tipos de aventuras e um leão (Aslam, o deus de Nárnia) as ensina através dessas aventuras lições valiosas.

Entre 2005 e 2010, foram lançados 3 filmes baseados nos livros (eu, particularmente, amei cada um deles), mas, como qualquer adaptação hollywoodiana, eles não são muito fiéis. E, para quem já leu os livros, isso é meio decepcionante. Mas não se esmoreça, caro leitor, pois no próximo parágrafo sua alegria poderá retornar.

A BBC criou uma pequena série baseada em quatro livros: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa, O Príncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada e A Cadeira de Prata. Eu tive a honra de assistir e achei incrível o nível de fidelidade da obra, ela foi levada a sério. O desenvolvimento dos personagens é espetacular e a trama soube adaptar bem o livro sem estragar a experiência.

Obviamente, não darei spoilers sobre a série, já que sei que você, caro leitor, está louco para saber como assistir. Todas estão disponíveis no YouTube para seu deleite.

Um grande abraço e até logo, é óbvio.

João Rosa

O multiverso estranho e bem louco

Posso definir minha experiência com Doutor Estranho no Multiverso da Loucura como uma grande surpresa boa. Esse post não contém spoilers, mas te dá duas opções: querer muito assistir ou querer assistir só pra ver qual é. Em todo caso, assistir ao filme é a melhor opção.

A Marvel inaugurou um novo tempo para suas histórias, tanto no cinema como nas séries. Os personagens têm profundidade, com histórias que fazem você querer mais e mais. Além disso, aquela fórmula mágica de muitas cores e risadas, característica dos filmes do MCU, parece ter ficado para trás.

Doutor Estranho 2, conta histórias mais profundas dos personagens, que você encontra em determinadas HQs (e naquele livro que eu falei no último post que um dia vou escrever sobre ele), tem seu lado mais sombrio e sangrento. Sim, a Marvel não está mais escondendo os sanguinhos (Cavaleiro da Lua está aí para provar isso).

O filme tem, inclusive, algumas cenas mais pesadas nesse sentido. Sam Raimi explorou bem esse lado e trouxe uma pegada até mais de suspense para o filme, com vários sustinhos em diversos momentos.

O longa é recheado de referências – das que fariam o Capitão América dar saltos de emoção (em todos os universos). Algumas delas arrancam sorrisos, lágrimas e até gritos.

Mas lembre-se: não é o Homem-Aranha: Sem volta pra casa, por isso, não espere vibrar ou chorar com algumas cenas. Isso é só um aviso, porque muita gente pode acreditar agora que esse filme está na mesma pegada que o do miranha, mas não está.

A trilha sonora me chamou a atenção, foi bem planejada e encaixa muito bem em tudo. Há uma cena que deixa isso muito claro (mas não vou dizer qual é… vai lá no cinema e assiste).

Com relação aos efeitos, bom, é um filme do Doutor Estranho, cheio de magia e muitos universos envolvidos, os efeitos precisam ser, no mínimo, razoáveis. E eles são realmente bons. Vá ver em IMAX, se puder.

A Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) mostra a que veio nesse filme, com uma motivação bem consistente (perfeita para o fim de semana de Dia das Mães). O retrato que é feito de Strange (Benedict Cumberbatch) mostra um cara cheio de erros, medos e uma paixão por Christine (Rachel McAdams) que precisa controlar para proteger o multiverso. América (Xochitl Gomez) tem uma excelente apresentação como personagem e também é trabalhada para você crescer junto com ela em cena.

Sem mais detalhes ou delongas, você pode conferir o ponto de vista (sem spoilers) do canal Apenas JR:

E também pode me contar nos comentários o que achou do filme.

Dica para encerrar esse post: façam terapia.

Até a próxima!

Aline Gomes