Os Desafiantes chegaram ao quarto andar das Minas Heldret e, se ela esconde o que eles buscam, perigos não vão faltar. Leia, agora, mais um capítulo do diário da sereia druida, Helga Iris.
Foi só chegar no quarto andar que um braço metálico, simplesmente, puxou Edward para fora do elevador. Era outro golem, daqueles que a gente já tinha enfrentado antes. Stefan, ao meu lado, sacou sua pistola e atirou contra o golem metálico, com aquele famoso estouro que quase destruiu meus ouvidos.
Suavemente, Joseph começou a tocar seu alaúde élfico e nos sentimos mais leves e firmes para o desafio à frente. Kroll estava quase babando, em fúria, e desceu o machado sobre o construto, não apenas derrubando, mas também o eliminando por completo. Silêncio.
Stefan me pediu ajuda para investigar as ossadas que encontramos ao sair do elevador. Ossos largos, mas de comprimento menor. Claramente, de anões. Fuligem os cobria e cercava aquelas ossadas. Eles foram carbonizados.
Aproveitei para reacender meu lampião que, misteriosamente, apagou. Após minha explanação sobre os corpos queimados, K me perguntou se eu conseguira identificar algum feminino. Senti um aperto no peito. Ele procurava por sua mestre, Tallaka.
À frente, o buraco. Foi então que os meninos começaram uma interminável discussão sobre o que faríamos para atravessar, interrompida pelo que viria a seguir.
Stefan pediu ajuda ao bardo para abrir uma porta do lado esquerdo do corredor. Ele demorou um pouquinho, devia estar meio destreinado em suas perícias de abrir portas de pedra trancadas. Quando a porta finalmente se abriu, mais construtos se ativaram lá dentro.
Edward estava na dianteira. Com uma brisa esquisita, olhei para o meu lado direito e Stefan iniciava seu novo brinquedinho. Disse que estava ficando mais forte e poderoso e seu braço parecia muito veloz, tanto que ele mesmo se bateu bem na cara. Típico!
Mas, antes que o inventor atirasse, o construto avançou para Edward. Seus golpes, no entanto, só atingiram as paredes ao redor. Ao ver que a coisa poderia ficar difícil, o bardo começou a cantarolar e tocar o alaúde élfico. Eu também achei melhor começar a agir, quando outro construto avançou até o Edward e acertou um dos golpes.
Me ajoelhei bem ali, atrás dele e entre Joseph e Stefan, e supliquei a Allihanna pela sua proteção e seu auxílio no cuidado dos meus aliados. Assim, uma luz fluiu de mim deixando todo aquele chão iluminado pela consagração à deusa.
De onde eu estava, só ouvi e vi enormes pés de (mais) um guardião de rubi que espancou o Ed, que quase caiu aos meus pés. Kroll conseguiu entrar na sala, esbarrando, levemente, sua armadura contra o aço dos outros construtos. Apesar de bem ferido, Edward conseguiu ajustar a equipe para a batalha.
Por outro lado, Toshinori pareceu acordar de um transe lá no elevador ainda e queria trocar de lugar com Edward. Porém, ele não fez isso, mas abençoou Stefan – QUÊ?? – e me pediu para curar os feridos, principalmente o que já estava bem machucado.
Stefan pediu para que Ràthania fizesse uma ilusão e uma parede apareceu no lugar da porta, na frente de Edward. Mesmo já tendo feito, ela argumentou que não afetaria os construtos, porque eles não pensavam. Assim, a magia se desfez. Então, ele só se afastou, indo para o outro lado de Joseph, trocando de lugar com Toshinori. O paladino fechou os olhos, colocou uma de suas mãos no ombro de Edward e uma luz apareceu, curando alguns ferimentos em sua pele.
Joseph, além da música, começou a dançar também e, de repente, me senti mais forte, como se pudesse fazer qualquer coisa. Sentir que posso não é o mesmo que poder. Mas tentei de tudo. Tudo mesmo!
Ergui minhas mãos e as coloquei nas costas de Edward para curá-lo integralmente e vi todas as suas feridas se fecharem. Foi então que eu me lembrei de que, na minha bolsa, guardava uma bomba que não queria passar às mãos de Stefan, por ainda ter certo receio de ele nos atacar em vez dos inimigos. Não sei de onde surgiu essa ideia e a força para fazer isso, mas acendi e atirei a bomba para dentro da sala. Pelo menos, garanti qualquer dano aos inimigos, tentando não acertar no Kroll. Talvez, eu nunca mais faça algo parecido.
O estrondo foi forte, mas não abalou os construtos o tanto quanto eu esperava. Ouvi sons de passos e pancadas lá dentro. Provavelmente do guardião de rubi contra o Kroll. Mas ele não pareceu se abalar tanto, porque ouvi o brandir do machado do bárbaro e seus gritos de fúria. No entanto, ele achou melhor sair da sala. Ora vejam, se o bárbaro achou melhor sair… a gente não estava muito bem.
Enquanto isso, Edward, com seu escudo, bloqueou mais um golpe do construto de aço, pareceu fraquejar, mas permaneceu de pé. Gritou mais estratégias para a equipe e palavras de motivação. Foi o suficiente para que Toshinori entrasse na sala e, apesar de eu não conseguir ver o que ele fazia, ouvia o que devia ser seu bico de corvo batendo e amassando a lataria de algum dos inimigos.
Ficou bem claro o motivo para eu não querer que Stefan ficasse com as bombas no movimento seguinte dele. O STEFAN SABE SER BEM INSUPORTÁVEL. Ele sacou uma bomba que tinha guardado, acendeu e atirou. Sua destreza maravilhosa fez com que a bomba ricocheteasse no guardião de aço à porta e caísse bem entre o construto e Edward. Ou seja, fomos todos atingidos pelos estilhaços. Os inimigos e os aliados. Ou seríamos todos inimigos? Ninguém merece!
Felizmente, não nos ferimos gravemente. Apelei para aquele poder que fez com que minhas escamas me protegessem. Senti o impacto e respirei fundo, tentando não fulminar o inventor com os olhos. Ele fugiu quando viu o que fez. Pediu desculpas e foi em direção ao elevador. A namoradinha dele ainda comemorou por ele acertar um dos guardiões.
Enquanto isso, Joseph fez a arma do Kroll brilhar, o que fez abrir um sorriso macabro na cara do bárbaro, e ouvi mais barulhos do bico de corvo acertando os inimigos. Ignorando meu ódio, ergui meus braços novamente e fiz uma prece à minha deusa. Um vento acompanhado de luzes emanaram de mim, abençoando meus amigos. Me senti tão revigorada por poder fazer aquilo que tentei animá-los também com gritos de incentivo.
Apesar disso, eu sentia que não aguentaria invocar tantas magias em algum tempo, talvez, a deusa se cansasse um pouco de me atender, sei lá. Puxei da minha bolsa uma essência que me restauraria o vigor e as chances de sucesso.
Ainda bebia a essência quando vi, pelo canto do olho, o guardião de rubi e o de aço batendo no Edward. O de aço não foi bem-sucedido, felizmente, mas o outro machucou o nobre de verdade e ele caiu. Olhando para baixo, vi que ele sangrava consideravelmente. Ainda assim, ele gritou para que o paladino agisse.
Com certa dificuldade pelo espaço, Kroll entrou na sala mais uma vez e desceu seu machado brilhante sobre os guardiões de aço. Um deles, eu ouvi que caiu, mas o outro só apagou, mas ainda estava de pé. Pelo movimento e os barulhos dentro da sala, Toshinori também acertou bonito os construtos, porém, apanhou feio. Stefan voltou para o meu lado e atirou em algo lá dentro, quase me deixando surda outra vez, em menos de dois minutos.
Como sabia que os meninos estavam feridos, supliquei a Allihanna que nos socorresse com a cura dos ermos tão acima de nós. A magia fluiu de mim como uma luz dançante que tocou todos os meus aliados. E eu saí de onde estava, passando pelo Stefan e indo em direção ao elevador. Só ouvi o infeliz do guardião de rubi acertar Edward mais uma vez, mas, pelo menos, ele já não estava tão ferido.
Ouvia o brandir de armas, armaduras, escudos e aço batendo, sem saber exatamente o que acontecia. Ao meu lado, Stefan estava inquieto, ele queria começar a dançar. DOIDO. Dançando com suas armas, ele atirou contra o guardião de rubi que, pelo que entendi, tinha parado de funcionar com o golpe. Joseph imitou outra vez meus gestos, esfregou suas pequenas mãozinhas e curou Edward com magia.
Corri até o Kroll e o toquei. Alguns galhos e plantas pareceram surgir ao redor dele e sumiram em um brilho que o envolveu por completo e, apesar de ele errar um dos golpes, ele estava protegido. O golpe seguinte e a mordida feroz derrubaram o construto que restara. Ele sorriu para mim, dizendo que tinha derrubado o guardião de aço. Edward orientou Toshinori que bateu com seu bico de corvo na criatura.
Stefan, fazendo algo de útil, entrou na sala e, como se o próprio Nimb desviasse o tiro que ele ia errar, o inventor explodiu a cabeça do construto. Fez-se silêncio outra vez. K nos avisou que estávamos na oficina da Tallaka. Era hora de investigar.
Assista ao vídeo sobre essa parte da história no canal do Qual é a do RPG?: https://youtu.be/W-tHc5xPzhg
Continue aqui no Blog para saber o que acontece nos próximos capítulos desta jornada.
Até breve!
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