Rebel Moon e o filme sem fogo

Sim, sou eu de novo, Jão Rosa, criador do Alfredo, O Óbvio. Vim trazer mais filmes ruins para vocês assistirem quando estiverem em um encontro com alguém que não gostam.

Assistir a Rebel Moon foi uma das melhores – piores – experiências que já tive. O diretor Zack Snyder queria escrever um filme de Star Wars, mas ganhou um sonoro “não” dos produtores, então ele resolveu se juntar com a Netflix e criar o próprio, porém faltou uma coisinha boba: MOTIVAÇÃO.

Um filme com as conexões mais desconexas, personagens cativantes que não cativam e storytelling pobre deixam claro que o antigo manda-chuva da DC não sabe o que é escrever uma boa história.

Rebel Moon

O resumo

Uma aldeia de agricultores em um pequeno planeta é invadida pelo império intergalático e recebem a incumbência de entregar a maior parte de sua colheita ou todos perecerão. Para proteger esse grupo de simples pessoas, um dos aldeões é, na verdade, uma antiga guerreira, que junta um grupo de foras da lei para defender o povo que a acolheu.

Pois bem… 

Nesse cosmos, somos apresentados à protagonista que tem um passado obscuro e misterioso, que será descoberto ao longo da história… Nah, ela vai contar tudo numa boa em dois encontros na lareira, e é isso. Passado de alguém? Deixa, os personagens vão te contar tudo da forma mais explanatória possível.

Não há uma profundidade nas relações, nem no momento em que os personagens são chamados para a missão, nem depois, quando vão vivendo as aventuras juntos.

O vilão é apenas mais um vilão malvado, que faz malvadezas sem nada de novo para acrescentar. Temos mais referências ao Naz—mo, porém sem nada que acrescente ou motive essa referência.

A fotografia é linda, porém, os maneirismos de Snyder, o fizeram priorizar tanto os momentos épicos, que uma simples areia caindo, uma briga de bar ou um cara escorregando em uma banana eram dignos de câmera lenta.

Por esse motivo, esse filme merece uma nota terça-feira à tarde.

Como não esperar pelo fim do mundo (de Krypton)

A curiosidade para saber o que aconteceu ao planeta Krypton que fez com que Kal-El viesse para a Terra me fez ficar anos querendo comprar e ler Os últimos dias de Krypton. Agora que eu fiz isso, conto para você minhas impressões sobre o livro.

Kevin J. Anderson é quem faz a narrativa detalhada de uma das versões do que aconteceu ao planeta natal do Superman. Há algumas versões do que teria acontecido a Krypton em quadrinhos, animações e filmes diversos e essa segue uma linha que eu ainda não tinha visto.

O livro traz uma jornada no período de um ano dos irmãos cientistas Jor-El (pai de Kal-El) e Zor-El, filhos de Yar-El, desde as descobertas da possibilidade de o sol vermelho Rao entrar em supernova e de haver uma instabilidade no núcleo do planeta, até a iminente extinção de Krypton.

As aventuras, desventuras e tragédias que acontecem possuem muitos detalhes e um tom sarcástico que me conquistaram. A narrativa é em terceira pessoa, mas acontece sob o ponto de vista de um personagem por vez, o que contribui para tornar a emoção da leitura muito mais consistente.

A impressão que tive, e a forma como contei minha leitura no Skoob, foi de alguém desesperado para um final feliz depois de tantas situações complicadas – mesmo sabendo como seria o final.

O livro fornece uma crítica à política e à sociedade burocrata, que desvaloriza o trabalho científico e que também, por outro lado, também cria monstros com o discurso de fazer maldades em prol do bem maior.

Esse foi um dos melhores livros que já li! Super recomendo.

Até breve!

Aline Gomes

Batman vs Superman – Um filme de heróis diferente

Ao contrário do que muitos dizem, Batman vs Superman não é um lixo (sob qualquer hipótese). Não acredite neles! Veja com seus próprios olhos. Vou contar a vocês nesse post o que eu vi com meus próprios olhos (na minha primeira experiência numa sala XD) assistindo a Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

12604843_1689120998029435_9117282266174526129_o

Esse filme não é da Marvel. É bom ressaltar isso porque as pessoas estão tão acostumadas a ver vários filmes da Marvel todos os dias e pensam que o modelo de filme de super-heróis tem que ser este, sem abrir um pouco o horizonte para o que é um filme de super-heróis. Não espere muita cor. O filme é escuro mesmo, é sombrio. E esse era o objetivo (que foi bem alcançado).

A história se passa após o mundo conhecer o Superman. Há, inclusive, cenas da batalha entre o herói e o General Zod, do filme predecessor: O Homem de Aço. E se você não viu esse filme, fique tranquilo, não é impossível entender. É bom ter visto, todavia. Nessa ocasião, as pessoas se perguntam se podem ou não conviver com o Superman na Terra, se é seguro. Afinal, em uma batalha, ele destruiu uma cidade (nisso sim parece um filme da Marvel).

Do outro lado está o Batman. Alguém que tem lembranças terríveis da infância e muitos pesadelos, envolvendo passado, presente e futuro. Ele crê que a melhor maneira de defender o mundo seja eliminar o “falso deus” de Metropolis.

batman-vs-superman-leak-trailer-361867

Além disso, temos Lex Luthor, um cara que quer ver o circo pegar fogo, literalmente. Na empresa deixada pelo seu pai (que não era um cara lá muito legal com ele, na visão dele), Luthor começa a pesquisar um meio para, não só destruir o Superman, mas para acabar com o mundo. Apesar de muitos acharem que o personagem não foi bem representado, porque parecia que ele estava tentando se tornar um Coringa, Lex tem uma personalidade forte e muito interessante.

430416

Esse encontro brilhante e sombrio, cheio de paredes quebradas e a consciência de não destruir outra vez a cidade é bem explosivo. O início de uma nova era de super-heróis está surgindo e Superman, Batman e Mulher Maravilha (ela está incrível!) estão ali para destruir um vilão em comum.

maxresdefault

A trilha sonora é fantástica. Talvez mais fantástica que o filme. Porque você sente mais emoção pela música que pelas cenas em si. Os efeitos e filtros do longa também são excelentes. Muita explosão, fogo pra todo lado e várias paredes e prédios quebrados.

A DC/Warner surpreendeu com tantas referências. E olha que o rei da referência é da empresa concorrente. Quando o filme termina, você ainda fica olhando para a tela, sentindo a emoção e tentando absorver tudo. A empresa já está planejando os próximos filmes, não só Esquadrão Suicida, que estreia este ano. Vendo com meus próprios olhos, a produção superou as minhas expectativas.

 

Aline Gomes

Conheça nossa página no Facebook: facebook.com/qualeadasquintas