Spotlight – O Jornalismo Investigativo revelado no cinema

A história do cinema mundial conta com excelentes filmes sobre jornalistas, ou o jornalismo em si. Baseado em fatos, Spotlight: Segredos Revelados, creio eu, faz parte dessa lista. O Qual é a das quintas? tem a honra de comentar neste post o filme ganhador do Oscar 2016 de Melhor Filme, assim como já comentamos o Oscar 2016 de Melhor Animação (que chique!).

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Vamos esclarecer. Nem todo drama tem choro, certo? Porque muita gente “julga pela capa” quando citamos o gênero de um filme. Spotlight é um drama que te faz chorar (não é regra, mas pode acontecer), não por alguma cena triste, de alguém que morre, ou algo parecido. Spotlight: Segredos Revelados te faz chorar de raiva.

Raiva? Por que? Bom, eu estudo Jornalismo, já entendo mais ou menos o que é ser jornalista. Em casos como o da equipe de investigação Spotlight, é muito difícil não criar uma revolta, pelo menos interna, diante de tantas descobertas terríveis.

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Sendo jornalista ou não, ao assistir ao longa, você se vê no lugar de cada um daqueles personagens. Parece que você faz parte da equipe e também tem que correr contra o tempo para evitar mais casos de moléstia contra crianças. Tudo colabora, inclusive, durante o filme, para esse tipo de sentimento. A trilha sonora, por exemplo, típica de dramas, está lá, você quase não percebe, mas dá vida aos seus sentimentos de espectador.

Um filme baseado em fatos é ligeiramente mais complicado que uma ficção. Em uma ficção, o desafio é tornar tudo real ou irreal demais. Já nas não-ficções, o desafio é não virar fantasia demais. Bom, a Spotlight estava lá, investigando, saiu no jornal. Essa é a primeira não-ficção que o Qual é a das quintas comenta. Como autora, nunca gostei muito de não-ficções porque simplesmente não queria chorar com uma história triste. Nesse caso específico, não foi fácil segurar as lágrimas, dados motivos acima citados.

Se valeu o Oscar? Creio que sim. O roteiro é bom, envolvente. A escolha dos atores também foi boa. Acho que a explosão do personagem de Mark Ruffalo deve ter deixado muita gente preocupada… vai que ele vira o Hulk ali.

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Vale entender o dia a dia de uma equipe de investigação em um jornal, os impedimentos, a dificuldade das vítimas entenderem o que é prioridade no jornalismo nacional e a de se entender com quem não quer comentar, geralmente autoridades envolvidas.

Como futura jornalista, senti orgulho da profissão que escolhi. Da luta que é ver justiça sendo feita e ser personagem principal nisso.

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Aline Gomes

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Os Goonies – 30 anos de aventura

O Qual é a das quintas? já falou várias vezes sobre livros que viraram filmes e filmes que viraram livros. O que trazemos neste post é pura nostalgia para quem viveu os anos 80. Mas, como tem muita gente que nem sonhava em nascer (o filme tem mais de 30 anos) e, por incrível que pareça, nunca ouviu falar em Os Goonies. O filme virou livro recentemente e eu li. Se você não viu ou leu nada sobre o filme, sua chance de conhecer o clássico é agora. E se você já viu ou leu ou os dois, relembre essa história fantástica.

A pré-adolescência é uma fase bem dramática. Ainda mais se você tem um grupo de amigos, clã, gangue… essas coisas. Mikey, Dado, Bocão e o Gordo são aquele típico grupo de amigos que não se desgrudam por nada (nem pela morte à vista). Confusão é o que não falta quando esses engenhosos meninos estão juntos.

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O enredo envolve mistério, muita aventura, injustiça, quedas em buracos, assassinatos, confissões de pecados, respiração em bombinhas de asma, falas em espanhol… coisas que os clássicos da década de 80 souberam explorar muito bem.

Entre livro e filme? Pouca diferença tem. Afinal, o livro nada mais é que o roteiro adaptado para leitura. O narrador é o próprio Mikey que conta tudo de acordo com o que vê, cheio de gírias e um linguajar bem simples e fácil de entender. Das diferenças: como o livro é o roteiro adaptado, algumas cenas editadas ou cortadas do filme original estão no livro e não no filme. Tem uma cena inclusive que no filme você percebe que está faltando alguma coisa (depois que você vê o filme tipo umas 3 ou 4 ou 10 vezes).

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Sem muitos efeitos especiais, o filme encanta mesmo pela simpatia, pela simplicidade, pela comédia. Não é um filme cansativo. Muito pelo contrário, você fica em frente à tela sem nem perceber o tempo passando. Medo? Na verdade, você não sente medo. Percebe um suspense em torno do “monstro”. Mas logo desaparece quando você começa a conviver virtualmente com o Sloth.

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Vale a pena ler? Vale. É uma leitura que, assim como o filme, não cansa. Você tem vontade de ler, ler e ler… Quando percebe que está acabando você reduz a velocidade para não acabar tão rápido. Vale a pena ver? MUITO. Tipo, veja sempre, com a família toda. Convide aquela pessoa que adora filmes assim e que você ama ouvir a risada para sentar ao seu lado. Você vai se sentir muito mais feliz.

Aline Gomes

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A Força Despertou… Você já pôde sentir?

É até difícil escrever sobre Star Wars: O Despertar da Força. Como eu costumo escrever aqui no Qual é a das quintas? sobre os filmes, já fico pensando, no decorrer do filme, as palavras que vou usar nos meus textos. E Star Wars não foi diferente. Mas conforme as letrinhas foram subindo (e o cinema que eu fui fez todo mundo ver até o final dos créditos), as palavras foram sumindo. Vamos tentar…

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Pra começar, surpresa. Um monte de onomatopeias, tipo “uau”, definiriam bem esse filme. Como os trailers deixaram um monte de incógnitas e coisas que faziam nossa mente divagar, tudo o que aconteceu no longa é surpreendente. Inclusive, naquela cena… Brincadeira! NADA DE SPOILERS AQUI! Se você vai com a visão de que vai ser bom, eu te digo: é melhor.

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Eu quase chorei já logo que apareceu a primeira tela. Cara, sente só a emoção percorrer todo o seu corpo e quase explodir sua cabeça. Aplausos e gritos estiveram presentes em toda a sessão (acho que em todas as sessões – pelo menos no Brasil). Não tem como não vibrar em cada cena.

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O filme é cheio de referências. Mas antes que você imagine isso, apesar de ser da Disney, não… não é a Marvel. Estamos diante de um clássico, com uma história boa e com efeitos especiais infinitamente melhores que na década de 1990.

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Dá pra chorar? Dá. Flui quase tão naturalmente quanto rir nas (muitas) cenas engraçadas. Dá pra fazer “awnt” também, em vários momentos. Você entra na trama de um jeito que não parece que você é um mero espectador.

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Sobre a trilha sonora… Bom, você sabe. A emoção da coisa está nela. Afinal, John Williams sabe como ninguém como fazer você viver a história só pela música. Se você fechar os olhos, você já se imagina dentro de um caça atirando nas naves da Primeira Ordem. Não se trata só de música, todos os efeitos sonoros criam uma atmosfera intransponível, ou seja, nem que você queria, sua mãe fale, seu cachorro lata, você conseguirá se desvencilhar do filme.

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Quero ver de novo, e de novo e de novo. É uma experiência que eu super indico. Se você não assistiu aos últimos episódios, pode não entender muito (na verdade, quase nada). Mas veja! Veja todos! Veja a evolução de cada personagem. De gente que não precisa falar uma única palavra quando aparece e ser aplaudido de pé. Que a força esteja com você!

Aline Gomes

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Dia Internacional da Música – Nós adoramos musicais!

O Dia Internacional da Música foi instituído pelo International Music Council em 1975, no dia 1º de outubro. Pensando nisso, o Qual é a das quintas?, que adora falar sobre música, resolveu fazer um post sobre a música no cinema. Sim, já falamos sobre esse assunto antes (Leia: O som das grandes histórias), mas hoje vamos falar especificamente de musicais.

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Nós crescemos assistindo a musicais. Animações são, em sua maioria, musicais. Os desenhos da Disney são os mais conhecidos e fantásticos já criados no mundo. Quem não fica feliz, nostálgico e até emocionado ouvindo “Hakuna Matata”, “Um Mundo Ideal”, “Amigo, estou aqui”, “Somente o necessário”, entre tantas outras músicas, em conjunto com as imagens fantasiosas e as histórias dos nossos personagens favoritos? Depois da Disney, a Fox e a DreamWorks também entraram nesse universo, cantando “Foi no Mês de Dezembro” (Anastasia) e “Um Rango Legal” (A Era do Gelo 2).

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Fora das animações, conhecemos A Noviça Rebelde e Mary Poppins, com Julie Andrews. Musicais em que aprendemos e sentimos a naturalidade como a música flui das ações e cenas. São histórias que envolvem gerações com frases cantadas (com ou sem sentido). E te desafio a cantar “Supercalifragilisticexpialidocious” energicamente, junto com os personagens. Que mundo fantástico.

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Musicais que são sucesso na Broadway também se destacam nas telonas. Les Misérables (Os Miseráveis) é um exemplo inquestionável de uma grande e fabulosa adaptação de musical. Nele você pode mergulhar na história e na História. A música não é só uma aliada, ela conta e conta a história com uma emoção que mal cabe no ator/cantor.

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Você tem um musical favorito? Conta para a gente. Nós adoramos musicais! Acredito que o musical tem um poder de, além de fazer a história ser muito mais atraente, ensinar e traduzir a história de uma forma naturalmente mais fácil de entender.

Aline Gomes

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Como salvar o mundo do tamanho de um inseto?

Que tal um superherói do tamanho de um inseto? E se ele, na verdade, só fosse super no tamanho? Ah bom… Ele é super no coração também. Scott Lang não é lá o típico cara que nasceu para ser herói, mas o Qual é a das quintas? vai dar uma moral para ele depois de ter conferido cada detalhe no cinema do filme sobre ele.
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Com referências que fariam Steve Rogers dar cambalhotas, o Homem-Formiga é aquele filme que te faz rir (a maior parte do tempo) e até chorar. Creio que esse é um dos segredos de um bom filme. Ele já começa com saudosos personagens e também conta com tudo do mais recente na Marvel, inclusive a tecnologia que Hank Pym jamais deixaria nas mãos de um Stark.

Scott é, ou melhor era, um ladrão. Um ladrão que não queria mais ser ladrão para ser uma outra pessoa para sua família. Mesmo assim, era um ladrão dos bons. E foi isso que o garantiu em uma missão ultra secreta que coloca a segurança do mundo em questão, impedir o projeto do Doutor Cross. Com esse projeto, a Jaqueta Amarela, a humanidade entraria em colapso. Felizmente, Pym e sua filha Hope deixam que o Homem-Formiga ressurja em Scott Lang.

Muita emoção, acompanhada de uma trilha sonora fantástica, fazem os espectadores rirem até chorar. É claro que essa não é a maior produção da ano, mas foi uma excelente aposta. Os fãs do Homem-Formiga nas HQs e dos heróis da empresa, em geral, têm grandes surpresas nesse filme e, com certeza, vão entender várias referências.

Homem-Formiga é um filme para toda a família. Tem mensagens que vão além do lance de ser herói e tal. Os minutos passam e a gente não percebe. Vale a pena se aventurar entre as formigas “adestradas” que ajudam a salvar o mundo.

Aline Gomes
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Vingadores: Era de Ultron – A espera acabou

“Nada dura para sempre!” (Viúva Negra) – Bem que podia! Parece que faz tanto tempo que falamos sobre o primeiro trailer de Vingadores: Era de Ultron. Finalmente, a espera acabou e já podemos ir aos cinemas da vida assistir ao filme quantas vezes quisermos. Sucesso de bilheteria, também não era para menos, o filme é um dos mais esperados do ano. E o Qual é a das quintas? não podia ficar sem dar sua opinião sobre o longa.
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Surpresa é algo que define bem o filme. Afinal, ele superou expectativas. O longa mostra o lado humano dos heróis, exatamente o que o próprio Stan Lee disse que seus heróis deveriam ser. Falando no Lee, você sabe que ele sempre aparece nos filmes de um jeito bem legal… Se você não viu ainda Vingadores: Era de Ultron, prepare-se!

Aliás, o bom humor é o que não falta em todo o desenvolvimento da história. A Marvel está investindo nisso, e está investindo bem, porque o resultado é positivo. Ao longo das mais de 2 horas de filme você vai rir muitas vezes. Não pense que será pouco. Até o próprio Ultron é um dos que podem arrancar boas risadas suas.

O filme já começa com muita ação, batalha, aquilo que a gente espera ver numa produção como essa. E eles, mais uma vez destruíram uma cidade. Ficou bem claro que as ações de cada membro da equipe têm a ver e reflexos em todos. As escolhas não são apenas individuais. O próprio Capitão América fala que tudo que eles fizessem, seja lutar, seja morrer, eles fariam juntos.
Muita gente criou expectativas por causa do primeiro filme. Alguns acreditam que o primeiro tenha sido melhor que o segundo, outros que o segundo está bem melhor que o primeiro. A opinião da autora aqui, no caso, eu, é que o segundo filme está melhor que o primeiro. Mesmo sem o Loki. Desculpa, meninas, o Loki não aparece nesse filme.

No Brasil, só na primeira semana de exibição, a super produção Vingadores: Era de Ultron já tinha sido assistida por mais de 2 milhões de espectadores. Tem gente que já assistiu mais de uma vez (mais de duas… de três… quatro…). O longa tem classificação indicativa de 12 anos. Então não se esqueça de, ao levar crianças, ter em mãos a identificação e a segurança de que há um responsável por elas na sessão. Vá ao cinema! Leve a família, reúna os amigos, chame o(a) namorado(a) ou vá sozinho mesmo e delicie-se com uma produção que você não vai querer perder um segundo sequer.

Aline Gomes

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The Boxtrolls – uma animação fora da caixinha

Foi-se o tempo em que animações se destinavam unicamente ao público infantil. Na verdade, por meio da simplicidade que os desenhos transmitem, as mensagens atingem a todas as faixas etárias. The Boxtrolls é uma dessas animações capazes de mexer com as nossas emoções de forma simples e trazer mensagens e lições grandiosas.

Todas as noites, os boxtrolls saem dos bueiros para as ruas, a fim de encontrar peças que ninguém mais quer ou não usa. São relógios, engrenagens, lâmpadas, geralmente encontrados nos becos de Cheesebridge. Porém, suas atividades no “mundo do alto” estão ameaçadas, quando um homem, dominado pela ambição de poder sentar-se à mesa dos comedores de queijo (os de chapéu branco), resolve exterminar da cidade todos os boxtrolls.

As caixinhas são suas roupas. Sua casa é no subterrâneo. Sua linguagem é bem particular. Entretanto, há, entre eles, um menino. Um menino que tentará com todas as forças defender sua família, os boxtrolls.

O filme traz conceitos altamente relevantes para os indivíduos e toda a sociedade. A defesa da família, do carinho, do cuidado com quem se ama. Assim como em Scooby-Doo, há a ideia de que os monstros, na verdade, são os humanos, Eggs (Ovo, o menino) fala claramente isso quando defende os boxtrolls, chamados até então de monstros. Eles nunca foram monstros, só tentavam sobreviver enquanto todos tentavam matá-los ou inventavam mentiras absurdas sobre eles.

Uma animação que vale a pena assistir, sem dúvida. É engraçado, é empolgante, ensina. Um trabalho muito bem feito que merece nossa atenção.

Aline Gomes

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Golpe duplo: uma aula de trapaça

Não é qualquer filme que surpreende o espectador. Nem qualquer um que te prende até o final. Mas há aqueles que te levam a se aventurar, mesmo com situações absolutamente clichês. Sabe aquele filme para ver com os amigos ou com seu amor? Esse filme pode ser Golpe Duplo, ou Focus, que o Qual é a das quintas? fez questão de conferir e dar sua opinião.

Os personagens principais do filme são ladrões. Mas não qualquer tipo deles. São ladrões profissionais, que ganham mesmo a vida com o que conseguem roubando com classe e elegância – e por que não dizer, tamanha naturalidade? Will Smith é Nick. Ele e sua equipe se reúnem de tempos em tempos para, digamos, uns servicinhos. Quando uma garota, Jess (Margot Robbie), se junta à equipe, as coisas parecem mudar um pouco para o golpista.

O enredo é absolutamente sensual e até mesmo romântico. Apesar de fazer apologia ao crime, com os roubos imperceptíveis pelas vítimas, não há uso de armamento. As histórias que eles (os personagens) acabam inventando para se dar bem são as mais cabeludas possíveis. Principalmente quando há muita grana envolvida (o que é normalmente sempre).

Além de a história ser um pouco clichê, outra questão me fez levantar as sobrancelhas: a dublagem do personagem de Rodrigo Santoro, Garriga. A atuação me surpreendeu, mas a dublagem é falha e não natural, parece realmente que nem é o personagem que está falando em alguns momentos.

O filme, com direção de John Requa e Glenn Ficarra e que bateu outras estreias logo na primeira semana, merece, sim, elogios. É uma ótima produção e os números da bilheteria estão aí para comprovar. É comédia, é romance, é drama e, claro, muita trapaça.

Aline Gomes

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Os contos de fada se misturam em Caminhos da Floresta

Para todo desejo há pelo menos uma consequência. Quem vai ao cinema assistir Caminhos da Floresta se depara com essa situação. Imagine, em um único filme, vários contos de fada que se confundem e estão intimamente ligados. O Qual é a das Quintas? dessa semana comenta o musical.

O filme começa apresentando os desejos dos personagens. Todos querem algo e, por um certo motivo, esse desejo não é tão fácil de ser realizado. Porém, para que, finalmente, seus desejos sejam realizados, faz-se necessário passar pela floresta. O destino de todos, primeiramente desconhecidos, se entrelaça ali dentro.

Os famosos contos de fada parecem não corresponder com as histórias que estamos acostumados a ler e ouvir. Como tudo é mágico, muita coisa não faz o menor sentido. Entretanto, algumas situações bem clichês tornam o longa, por vezes, desinteressante.

As vozes dos personagens criam a trama através da música. Suas dúvidas, seus desejos, seus diálogos se desenvolvem por meio de canções que embalam o espectador e ficam fácil na cabeça indo e voltando depois que sai da sala de cinema. Uma dessas vozes inesquecíveis é a de Meryl Streep, que interpreta a bruxa amaldiçoada.

O longa deixa a desejar em vários pontos no desenvolvimento da história. Mas é uma boa produção que, se você gosta de musicais e tem curiosidade para saber o que fizeram com os contos de fada, talvez valha a pena assistir.