Personagens que valem ouro

O Qual é a das quintas? entrou no clima esportivo, às vésperas da XXXI Olimpíada de Verão, e traz para você alguns personagens que se esforçam para nos animar dia após dia a praticar esportes. Seja para defesa, seja por amor, muitos dos nossos personagens favoritos poderiam ganhar muitas medalhas olímpicas (SERÁ?).

Para começar, vale a pena pensar um pouco na história. Originalmente, os Jogos eram para homenagear aos deuses gregos. Durante muitos anos, o esporte era celebrado na Grécia, com competições entre atletas de cidades gregas. Nada melhor que o nosso atleta que era “zero” e virou herói para nos lembrar disso, não é?

Um esporte bem antigo, praticado há gerações e gerações, é o Tiro com Arco. E na categoria dos desenhos animados, habilidade é o que não falta. Por isso, selecionamos dois arqueiros que dão banho em qualquer um.

https://www.youtube.com/watch?v=Gp82ZXspIFI

O pugilismo também é um esporte bem antigo. Mas engana-se quem acha que ele ficou no passado. Dá uma olhada só:

Entre os clássicos, vale a pena citar quem entende tudo de natação. E esta moça está no auge da sua carreira. Ela tem a melhor resposta para tudo: “Continue a nadar”.

As artes marciais também estão sempre bem representadas nos Jogos. Apesar de não fazer parte da lista de esportes olímpicos, o Kung Fu é uma respeitada luta que atrai pessoas que querem praticar defesa pessoal.

Há alguns anos, houve uma tentativa de colocar o surfe como modalidade olímpica, mas não tiveram sucesso. Mesmo assim, nossos atletas das telonas se destacam pelo desempenho nas ondas.

Faltou falar de muitos esportes, sabemos. Mas, quem sabe, numa próxima oportunidade listamos mais. Se você lembrar algum, comente! E mesmo que esses grandes esportistas cinematográficos não tenham ido a uma Olimpíada, já ganharam muitos louros com nossos sorrisos (que fofo *-*).

Aline Gomes

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Os jornalistas que amamos (ou não) no cinema

No dia 1º de junho, é comemorado, no Brasil, o Dia da Imprensa. Pensando nisso, começamos a lembrar de grandes (ou péssimos) jornalistas que encontramos nos filmes. O Qual é a das quintas? preparou uma lista de personagens jornalistas, que trabalham em jornais e revistas, de filmes que adoramos (ou não).

Clark Kent e Lois Lane
Estamos acostumados a gostar mais deles nos quadrinhos, mas em alguns filmes, como os primeiros do Superman, mostram um pouco da personalidade dos dois. Ainda estamos tentando entender como ninguém percebe, ao menos no cinema, que Clark é o Superman.

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Peter Parker e John Jonah Jameson “JJJ”
O Clarim Diário também é muito mais conhecido no universo das HQs. Porém, a primeira trilogia de Homem-Aranha deu um destaque especial ao jornal. “JJJ”, dono e editor do Clarim, é o cara que quer ver os super-heróis sofrerem, e o Peter Parker é o cara que faz o Homem-Aranha aparecer.

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Andrea “Andy” Sachs e Miranda Priestly
A foca (novata) Andy Sachs se torna assistente da poderosa Miranda Priestly e vive uma louca aventura. O universo da revista Runway nunca viu tanta transformação, tanto na aparência da moça, quanto no comportamento da editora chefe.

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Jenna Rink
O mundo de Jenna Rink vira de cabeça para baixo quando ela vai dos 13 aos 30 (a idade do sucesso) num passe de mágica. Todos os seus maiores desejos viram realidade, inclusive ser jornalista na revista Poise, e na Sparkle também… o que é meio constrangedor.

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Spotlight
A equipe de jornalismo investigativo do The Boston Globe, Spotlight, entra de cabeça no caso do abuso de padres a crianças na região. Um drama que o Qual é a das quintas? já fez sua crítica.

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A lista não para por aí. O cinema gosta de colocar jornalistas como personagens de suas histórias. E nós amamos tudo isso. Manda mais que tá pouco!

Aline

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Batman vs Superman – Um filme de heróis diferente

Ao contrário do que muitos dizem, Batman vs Superman não é um lixo (sob qualquer hipótese). Não acredite neles! Veja com seus próprios olhos. Vou contar a vocês nesse post o que eu vi com meus próprios olhos (na minha primeira experiência numa sala XD) assistindo a Batman vs Superman: A Origem da Justiça.

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Esse filme não é da Marvel. É bom ressaltar isso porque as pessoas estão tão acostumadas a ver vários filmes da Marvel todos os dias e pensam que o modelo de filme de super-heróis tem que ser este, sem abrir um pouco o horizonte para o que é um filme de super-heróis. Não espere muita cor. O filme é escuro mesmo, é sombrio. E esse era o objetivo (que foi bem alcançado).

A história se passa após o mundo conhecer o Superman. Há, inclusive, cenas da batalha entre o herói e o General Zod, do filme predecessor: O Homem de Aço. E se você não viu esse filme, fique tranquilo, não é impossível entender. É bom ter visto, todavia. Nessa ocasião, as pessoas se perguntam se podem ou não conviver com o Superman na Terra, se é seguro. Afinal, em uma batalha, ele destruiu uma cidade (nisso sim parece um filme da Marvel).

Do outro lado está o Batman. Alguém que tem lembranças terríveis da infância e muitos pesadelos, envolvendo passado, presente e futuro. Ele crê que a melhor maneira de defender o mundo seja eliminar o “falso deus” de Metropolis.

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Além disso, temos Lex Luthor, um cara que quer ver o circo pegar fogo, literalmente. Na empresa deixada pelo seu pai (que não era um cara lá muito legal com ele, na visão dele), Luthor começa a pesquisar um meio para, não só destruir o Superman, mas para acabar com o mundo. Apesar de muitos acharem que o personagem não foi bem representado, porque parecia que ele estava tentando se tornar um Coringa, Lex tem uma personalidade forte e muito interessante.

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Esse encontro brilhante e sombrio, cheio de paredes quebradas e a consciência de não destruir outra vez a cidade é bem explosivo. O início de uma nova era de super-heróis está surgindo e Superman, Batman e Mulher Maravilha (ela está incrível!) estão ali para destruir um vilão em comum.

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A trilha sonora é fantástica. Talvez mais fantástica que o filme. Porque você sente mais emoção pela música que pelas cenas em si. Os efeitos e filtros do longa também são excelentes. Muita explosão, fogo pra todo lado e várias paredes e prédios quebrados.

A DC/Warner surpreendeu com tantas referências. E olha que o rei da referência é da empresa concorrente. Quando o filme termina, você ainda fica olhando para a tela, sentindo a emoção e tentando absorver tudo. A empresa já está planejando os próximos filmes, não só Esquadrão Suicida, que estreia este ano. Vendo com meus próprios olhos, a produção superou as minhas expectativas.

 

Aline Gomes

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Nossos malvados favoritos

Pela linha natural das coisas, no eixo narrativo, os mocinhos existem para serem amados e os vilões, para serem odiados. Mas, analisando os filmes que mais amamos, podemos perceber que não é bem assim que acontece. Você já percebeu o quanto as pessoas gostam de vilões e as vezes até deixam de lado o mocinho? Você pode estar incluso nesse grupo.

Comecemos com um clássico: Darth Vader. O Lorde Negro que simplesmente colocou medo em (quase) todos no Império é um dos personagens mais amados no mundo inteiro. Medo? Até que pode existir um pouquinho, mas ele é um ser, digamos, carismático. Vai dizer que em uma festa à fantasia você nunca quis ir de Vader?

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Pelo título deste post, eu sei que devemos falar do Gru. Ele é vilão. Mas é o vilão mocinho. Difícil entender. A questão é que há vilões que o desafiam. Mas eles também conquistam o coração da criançada e dos adultos também, com suas trapalhadas. Mas o Gru deixou de ser vilão. Ainda assim, ele sempre foi amado.

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O meu favorito é o Loki. Sim. O vilão que tem mais fangirls que o herói. Não há como não se apaixonar por ele, por piores que sejam seus planos de dominar o mundo. Creio que ele nem seja um vilão, mas é um personagem que cativa a todos com seu poder de persuasão e depois apanha para caramba, que só quer atrapalhar e brincar com a vida das pessoas.

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Caberia aqui, também, falar de Ultron, do Barbossa, do Coringa… Sim, você pode amar o Batman, mas o Coringa conquistou seu coração também. Em um post antigo eu me referi à Malévola: entre a mocinha e a vilã, exatamente porque ela faz essa ponte entre o nosso ódio pela bruxa que amaldiçoou a princesa e se tornou a mocinha que a galera se apaixonou fácil (afinal, é a Angelina Jolie que a interpreta).

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No fundo, no fundo, não importa o quanto a gente ame o mocinho, sempre haverá espaço para um vilão. Da mesma forma que há momentos que sentimos ódio do mocinho por n motivos, o vilão também nos conquista. Entenda, mocinho, não é nada contra você… Só há muito amor envolvido.

Aline Gomes

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Vingadores: Era de Ultron – A espera acabou

“Nada dura para sempre!” (Viúva Negra) – Bem que podia! Parece que faz tanto tempo que falamos sobre o primeiro trailer de Vingadores: Era de Ultron. Finalmente, a espera acabou e já podemos ir aos cinemas da vida assistir ao filme quantas vezes quisermos. Sucesso de bilheteria, também não era para menos, o filme é um dos mais esperados do ano. E o Qual é a das quintas? não podia ficar sem dar sua opinião sobre o longa.
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Surpresa é algo que define bem o filme. Afinal, ele superou expectativas. O longa mostra o lado humano dos heróis, exatamente o que o próprio Stan Lee disse que seus heróis deveriam ser. Falando no Lee, você sabe que ele sempre aparece nos filmes de um jeito bem legal… Se você não viu ainda Vingadores: Era de Ultron, prepare-se!

Aliás, o bom humor é o que não falta em todo o desenvolvimento da história. A Marvel está investindo nisso, e está investindo bem, porque o resultado é positivo. Ao longo das mais de 2 horas de filme você vai rir muitas vezes. Não pense que será pouco. Até o próprio Ultron é um dos que podem arrancar boas risadas suas.

O filme já começa com muita ação, batalha, aquilo que a gente espera ver numa produção como essa. E eles, mais uma vez destruíram uma cidade. Ficou bem claro que as ações de cada membro da equipe têm a ver e reflexos em todos. As escolhas não são apenas individuais. O próprio Capitão América fala que tudo que eles fizessem, seja lutar, seja morrer, eles fariam juntos.
Muita gente criou expectativas por causa do primeiro filme. Alguns acreditam que o primeiro tenha sido melhor que o segundo, outros que o segundo está bem melhor que o primeiro. A opinião da autora aqui, no caso, eu, é que o segundo filme está melhor que o primeiro. Mesmo sem o Loki. Desculpa, meninas, o Loki não aparece nesse filme.

No Brasil, só na primeira semana de exibição, a super produção Vingadores: Era de Ultron já tinha sido assistida por mais de 2 milhões de espectadores. Tem gente que já assistiu mais de uma vez (mais de duas… de três… quatro…). O longa tem classificação indicativa de 12 anos. Então não se esqueça de, ao levar crianças, ter em mãos a identificação e a segurança de que há um responsável por elas na sessão. Vá ao cinema! Leve a família, reúna os amigos, chame o(a) namorado(a) ou vá sozinho mesmo e delicie-se com uma produção que você não vai querer perder um segundo sequer.

Aline Gomes

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Heroes: Superpoderes na sua telinha

Você já sonhou que estava voando? Ou já imaginou como seria voltar no tempo ou ir de um lugar ao outro apenas com o poder da mente? E se pudesse prever o futuro ou não se machucar quando tentasse voar e caísse no chão? O Qual é a das Quintas? traz para você um pouco de um mundo onde há heróis e vilões com poderes excepcionais. O primeiro post sobre seriados de televisão do blog é sobre Heroes.

Em 25 de setembro de 2006, a NBC lançava Heroes, de Tim Kring. A série, que se tornou um fenômeno mundial, conta as histórias de personagens aparentemente comuns, mas que possuem habilidades especiais. Conforme a sequência se desenvolve, as histórias de vida dos personagens parecem se interligar e fazer parte de um todo que faria os seres superpoderosos escolherem entre salvar o mundo ou deixá-lo ser destruído.

Foram quatro temporadas cheias de mistério e situações que fazem o expectador se sentir preso na trama. A qualquer segundo tudo pode mudar, grandes revelações deixam no ar as personalidades confusas dos personagens. A série mostra o lado humano dos nossos heróis, que nem sempre querem ser mocinhos, ou que sempre há uma escolha entre fazer o bem ou fazer o mal. Sabendo que as atitudes que são tomadas agora se refletirão em acontecimentos futuros.

O seriado não deixa a desejar na área da comédia. Um japonês que pode atravessar tempo e espaço se mete em grandes encrencas em busca de ser um verdadeiro herói. Ele e seu fiel escudeiro, se podemos chamá-lo assim, atravessam o mundo para descobrir o que está acontecendo e salvar a líder de torcida de um serial killer, por um bem maior.

Essa grande produção rendeu prêmios e indicações para Emmys, Golden Globes e People’s Choice Awards, entre outros. Além disso, devido ao seu grande sucesso, o seriado desenvolveu experiências online para os fãs e até graphic novels. Aliás, os episódios são todos formulados com um ar de live-action, como se tudo tivesse saído de histórias em quadrinhos. Inclusive, a revistinha 9th Wonders teria sido feita por um dos personagens que podia ver o futuro e é mostrada diversas vezes ao longo da série.

Entretanto, em alguns momentos, os episódios passam a perder um pouco seu brilho. Houve uma greve de roteiristas em 2007, o que deixou a história meio perdida. Alvo de muitas críticas, o seriado não teve um final. Muitos dizem que terminar de assistir a quarta temporada é quase um sacrifício.

Uma informação extra, que foi desmentida muitas vezes, é o retorno do seriado para uma 5ª temporada, denominada Heroes Reborn. Em 22 de fevereiro de 2014, no entanto, foi lançado no YouTube um trailer de 20 segundos anunciando o retorno da série. Segundo a NBC, os personagens voltariam às telas agora em 2015 (durante o verão no Hemisfério Norte), numa infindável e épica batalha entre os poderes do bem e as forças do mal. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos!

Informações: www.nbc.com/heroes/isaacsloft

Direto do Olimpo – Percy Jackson e as aventuras de um semideus adolescente

Já pesou se, de repente, todos aqueles mitos que a gente ouve nas aulas de História ou Filosofia no colégio sobre deuses e heróis gregos fossem verdade? Ok. Vamos falar de ficção e de alguém que conseguiu transformar essas lendas em histórias reais e ganhar leitores pelo mundo inteiro. Estamos falando de ninguém menos que nosso informante do Acampamento Meio-Sangue, Rick Riordan. O Qual é a das quintas? de hoje fala sobre a série de livros do jovem semideus Percy Jackson e os Olimpianos (os tais deuses do Olimpo).

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Vamos refrescar a memória. Semideuses são, de acordo com os mitos, os filhos de deuses com mortais. Durante a História, vários semideuses (ou heróis) teriam realizado grandes feitos. Percy Jackson seria apenas mais um se não fosse o fato de ele ser filho de um dos três grandes, ou seja, ele é filho do deus dos mares, Poseidon que é irmão de Zeus e Hades. Além disso, há uma profecia que gira em torno da vida do garoto de apenas 12 anos. Então, de uma hora para a outra, tudo começa a fazer sentido na vida dele, ou não. Ele tem que aprender a derrotar monstros se quiser sobreviver. Não se trata apenas de viver sua própria vida como um adolescente normal, ele tem em suas mãos a missão de salvar o mundo como os grandes heróis da história.

Percy Jackson surgiu quando Rick Riordan descobriu que seu filho tinha TDAH e dislexia. Ele pedia para o pai contar histórias sobre mitologia grega – era uma matéria que ele ia bem na escola. E então lhe ocorreu “inesperadamente — como Atena da testa de Zeus” como deveriam se relacionar o mito dos heróis e o TDAH e a dislexia em Percy. O garoto tinha dificuldades para ler, mas não que visse pouco, ele via muito. E seus reflexos? Ele estaria sempre pronto para a batalha. Era assim que um semideus deveria ser. E depois de contar a história para o filho, ele pediu para que Rick escrevesse, ele tinha adorado a história. Por fim, nós também adoramos.*

Rick Riordan tem uma incrível capacidade de prender o leitor em seus livros do início até o final. E quando o livro acaba, esses mesmos leitores querem imediatamente começar o próximo livro. É praticamente impossível não ficar meio chateado até com o Rick por ele ter deixado a história acabar daquele jeito, nos forçando a começar a ler logo o próximo livro. A parte ruim é quando você não tem o próximo livro e começa a se “remoer” porque não sabe o que fazer da sua vida até começar o próximo. Isso soa meio dramático, mas é basicamente o que acontece com quem lê os livros dele.

Percy não está sozinho nos livros. Ele conta em detalhes todas as características dos seus amigos – e dos inimigos também. Além das aventuras e encrencas que um herói se envolve naturalmente, a parte pessoal da vida do garoto é bem explorada e se mistura o tempo inteiro com sua batalhas.

Um dos meus favoritos da série Percy Jackson e os Olimpianos – e aqui quem está falando é a autora desse post, apenas – é A Maldição do Titã. Bom, é difícil ter um favorito. Tentar provar que não é o ladrão de raios, fugir de sereias e monstros terríveis no mar de monstros, ter que percorrer um labirinto que muda o tempo inteiro sem enlouquecer e, enfim, lutar para que o mundo não seja destruído é fascinante. Na verdade, acho que o que me cativou foi a inserção de novos e fantásticos personagens em A Maldição do Titã, além de um conjunto de situações confusas que fazem você se colocar no lugar de Percy milhões de vezes.

Se você apenas viu os filmes, não perca mais tempo, leia os livros! E não há com o que se decepcionar. Você já deve ter ouvido que nem todos os filmes são fiéis à obra literária. Bom, Percy Jackson e o Ladrão de Raios tem uma história muito mais surpreendente no livro que no filme. Não que o filme seja ruim, não, o filme é bom! Particularmente, toda vez que passa na tevê eu quero assistir e eu tenho em casa para ver quando quiser. Apesar de não ter me apaixonado pelo filme Percy Jackson e o Mar de Monstros, ele é até um pouco mais fiel ao livro (um pouco), mas deixou a desejar. O que não acontece no livro.

O melhor em Percy Jackson é que Rick Riordan adora fazer seus leitores felizes. Não contente com o fim da série, ele criou outras séries e vêm outras por aí. A sequência de Percy Jackson e os Olimpianos é Percy Jackson e os Heróis do Olimpo que é cheia de surpresas e, apesar de ser bem diferente da outra, leva o leitor a uma nova perspectiva sobre os personagens (os já conhecidos e os novos). Recentemente, foi lançado o último livro da série: O Sangue do Olimpo. Eu ainda não li, mas quando ler, o Qual é a das quintas? terá um post todinho sobre Percy Jackson e os Heróis do Olimpo. Mal posso esperar. Se você ainda não leu, está esperando o que para começar?

* Para saber mais sobre o assunto, leia o livro Semideuses e Monstros. A introdução do livro é escrita por Rick Riordan.
** Foto da nova capa de Percy Jackson e o Ladrão de Raios (Intrínseca).

Especial Mês da Criança – “Mais uma vez, o dia foi salvo graças…”

A todos os nossos heróis. No mês das crianças, seria impossível não dedicarmos um espaço aos nosso heróis. A imaginação humana exige que os heróis existam para que haja esperança nos olhos das pessoas, como foi dada a definição do Homem-Aranha nos filmes O Espetacular Homem-Aranha (direção de Marc Webb). Nossas eternas crianças adoram heróis, desde os mitos, as HQs, os desenhos até os filmes e jogos. Que tal relembrar um pouquinho mais sobre as inspirações das crianças? (Daqui a pouco voltaremos a falar do herói aracnídeo)

Os heróis e os todos os seus grandes atos heroicos tiveram origem bem antiga. A Idade Heroica, conhecida exatamente pelos mitos dos heróis gregos, é recheada de história de semideuses, que não eram nem deuses e nem meros mortais. Eles surgiam, em grande parte, da união entre um deus do panteão grego e mortais, assim, adquirindo certas habilidades especiais de acordo com sua origem. Dessa forma, heróis como Perseu, Héracles (mais conhecido como Hércules – seu nome romano), Teseu, entre outros são sempre retratados derrotando monstros e salvando o dia. Tais histórias eram tão marcantes que sobreviveram séculos e séculos e, hoje, não faltam filmes sobre os atos heroicos dos semideuses, além das histórias sobre novos semideuses que surgiram, por exemplo, dos livros de Rick Riordan.

Muitos séculos se passaram e surgiram novos heróis, um tanto mais humanos. Histórias de reis e guerreiros que defendiam os reinos medievais se espalharam. Robin Hood, o fora da lei que roubava dos ricos para dar aos pobres, encantou gerações e gerações. Nada passava despercebido ao seu arco na Floresta de Sherwood. Além dele, também há Os Três Mosqueteiros (escrito por Alexandre Dumas), que defendiam a Coroa Francesa, se metem em grandes confusões, principalmente quando envolvem o Cardeal Richelieu e os ingleses, seus grandes inimigos. O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda inspiram até hoje pelas suas batalhas em defesa da Grã-Bretanha.

E então chegaram os quadrinhos. Em 1985, surgiu a primeira tirinha no jornal americano New York World com o personagem Yellow Kid, de Richard Outcault. Depois, vieram os animais como personagens, como o Mickey Mouse, do Walt Disney. Na década de 1930, começaram a surgir os primeiros agentes secretos e heróis, como Fantasma e Mandrake. Daí surgiu o Superman, o Batman, o Capitão América que chegaram para salvar suas cidades e defender o país (EUA) dos inimigos, no caso do Capitão, a história se desenrolava em torno da II Guerra Mundial e o inimigo era o próprio nazismo.

Daí para frente não pararam de surgir heróis. Cada um com um poder diferente, combatendo o crime e se envolvendo em lutas épicas com grandes vilões. Surgiram as ligas e equipes em que vários heróis se juntavam pelo bem comum, apesar das rixas entre eles mesmos. A Liga da Justiça e Os Vingadores apareceram assim, para combaterem inimigos que, sozinhos, nossos heróis não conseguiriam combater. Os X-Men chegaram com a ideia de que existiam alguns seres superdotados, com uma mutação genética. Eles deviam se proteger e proteger o mundo de ameaças.

As HQs influenciaram tanto, principalmente depois da década de 1960, com o Movimento Pop Art e produções de Roy Lichtenstein nos EUA, que até hoje podemos ver a estética dos quadrinhos em diversas situações, desde a moda até clipes musicais. Um exemplo disso é o Lyric Video do single do álbum Baptized (2013), do Daughtry, Waiting for Superman. Tanto a letra da música quanto as imagens parecem ter saído de histórias em quadrinhos.

Lembra do Homem-Aranha que citei no início do texto? Nossas eternas crianças parecem tê-lo eleito como um dos “heróis do mês”. Muitos narraram suas paixões pela história do herói, por ele ser um personagem totalmente humanizado. É um adolescente que não é lá dos mais populares (ele não é nem um pouco popular) e que tem seus instintos aguçados (instintos de aranha) após ser picado por uma aranha geneticamente modificada. Além de ter as atividades de um adolescente normal, ele é o Homem-Aranha nas horas vagas, salvando Nova York dos terríveis vilões que sismam em atacar a cidade ou até de criminosos que não deixam os cidadãos em paz.

Sem nome, por Guilher Lucas

O Homem-Aranha, adaptado por Guilherme Lucas

Outro herói que nossas eternas crianças lembraram foi o Goku, direto dos mangás para as telinhas e os jogos de Dragon Ball. Para eles, “o Guku é um dos melhores super-heróis dos últimos tempos, com relação aos desenhos” (Ana Souza defende o personagem). Ele simplesmente vence todo mundo.

Esse é, sem dúvida, um daqueles assuntos que ficaríamos horas e horas falando sem nos cansar. Porém, essa semana ficamos por aqui, enquanto nossos heróis salvam o mundo ao nosso redor. Não citei muitos heróis porque eles são MUITOS. Mas e seus heróis? Quem são eles? Acredito que há muitas pessoas, como eu e você, que vencem grandes batalhas e são verdadeiros heróis de nossos dias, mesmo sem uma máscara, uma capa e uma roupa colorida. As crianças, principalmente, esperam que nós sejamos heróis, basta dar asas à imaginação.