O gato do sofá saiu de casa

Meu erro foi não ter levado uma lasanha ou pizza para o cinema! QUE POSER! Garfield – Fora de Casa é mais um clássico memorável, cheio de referências e muita fome. Apesar de tardia, essa crítica é para encorajar você que ainda não assistiu ao longa correr para o cinema (ou streaming, quando ele já tiver saído de cartaz).

Cartaz Garfield

A mais nova animação de um dos gatos mais divertidos dos quadrinhos, dirigida por Mark Dindal, traz muita risada e emoção. A história é envolvente, com personagens novos e os já amados vivendo uma aventura que parece ter saído de algum livro policial.

Garfield (Chris Pratt) e Odie (Gregg Berger e Harvey Guillén) se veem em apuros dignos de uma segunda-feira quando Jinx (Hannah Waddingham) os sequestra para atrair a atenção de Vic (Samuel L. Jackson), pai desaparecido do gato laranja. O que ela quer? Tem cara de vingança, cheiro de vingança, som de vingança, mas ela diz que não é vingança.

Para desespero de Jon (Nicholas Hoult), pai, filho e o cachorro saem em busca de pagar a dívida de Vic (que, por sinal, é beeeeeeeem grande): eles deveriam roubar leite da Fazenda Lactose, lugar que tem um passado para Jinx e Vic. Eles se veem, então, diante de um desafio considerável, principalmente quando falamos de um gato como Garfield, um gato doméstico acostumado aos maiores luxos que um humano pode conceder.

Uma das frases mais icônicas do filme, em relação a este blog, pelo menos, foi quando o Garfield fala que, se estava dando tudo errado, deveria ser segunda-feira, e outro responde que, na verdade, era uma quinta-feira. Qual é a das quintas?

Além de um elenco de peso, toda a equipe da produção é premiadíssima. A combinação dos fatores faz com que o filme tenha referências super atuais, um humor muito mais contextualizado com a realidade e, além disso, uma quebra de quarta parede notável. A própria animação é uma arte, trazendo um show de ambientação, iluminação, figurino, explosões e um 3D belíssimo.

Olha que fofuuuura essa carinha…

É comédia, ação, drama, é sobre família e para toda a família. De segunda a sexta, esse é um filme sexta-feira à noite, com certeza! Vale a pena dedicar minutos de vida cercado de pizza e lasanha e doces para assistir a Garfield – Fora de Casa.

Histórias e curiosidades de um herói Invencível

“É um pássaro? É um avião?” Não, é o Invencível que parece ser bem vencível. Sucesso nas HQs, o super-herói foi para o streaming em março de 2021 e, rapidamente, já houve o anúncio da renovação para mais duas temporadas pela Amazon Prime Video.

A primeira HQ de Invencível foi lançada em 2003, pela Image Comics, com as histórias escritas por Robert Kirkman e ilustrações de Cory Walker e Ryan Ottley. É interessante acompanhar o desenvolvimento dos personagens e da própria forma como os quadrinhos melhoraram ao longo dos anos. São 144 edições com uma história que faz você querer ler mais e mais e mais.

A princípio, o enredo parece algo comum de super-heróis, trazendo as mazelas de um adolescente, filho de um extraterrestre, que descobre seus poderes e tem a oportunidade de fazer a diferença no mundo ou só curtir a vantagem de poder voar, entre outras coisas. Mas com grandes poderes, vêm grandes… não, pera!

Mark Grayson, apaixonado por quadrinhos, filho do viltrumita e herói mundial Omni-Man, se torna o Invencível e apanha bastante para conseguir o que quer (literalmente). Ele mostra a humanidade por trás dos heróis, muitas vezes ignorada em diversas outras histórias em quadrinhos.

Muitos heróis, muitos vilões, multiverso, guerras entre povos de outros planetas. Invencível pode ser a mistura de tudo o que você já viu relacionado a isso, mas com um toque curioso, divertido, irreverente. Você pode mudar do ódio para o amor a um mesmo personagem em um virar de página.

A narrativa das HQs é envolvente e sangrenta, o que também foi passado para o seriado animado. Em ambas as versões, não há a menor questão de suavizar partes de corpos perdidos, sangue para todos os lados e algumas cenas picantes.

A primeira temporada, no entanto, apresentou os personagens de uma forma diferente da HQ. Até aí, tudo bem, normal. Mas ela também acelerou várias partes da história, fazendo com que situações totalmente desconexas da história original coexistissem. Uma das expectativas para as próximas temporadas é (se) como vão alinhar a história.

Curiosidades sobre os quadrinhos e a série animada:
– A logo da Image Comics é a mesma do herói principal e está no seu uniforme
– Cada abertura da série (8 episódios) traz um pouco mais de sangue para o nome do personagem

– A dublagem original inclui grandes nomes, como J.K. Simmons, Steven Yeun, Sandra Oh, Mark Hamill, Zachary Quinto, Ezra Miller e muitos outros
– O nome do personagem Allen, o Alien, é uma piada interna
– Na série, o personagem Damien Darkblood é um grande detetive, mas nas HQs ele é uma piada
– O símbolo da Atom Eve é um átomo e não um desenho antifeminista

– Personagens como Amber e William são apresentados de forma diferente na série e nas HQs
– Cada vez que o Cecil Stedman se transporta, o Governo Americano gasta milhões
– Nas HQs rolam uns crossovers bem interessantes
– Invencível recebeu o Golden Issue Award de Melhor Série Animada de 2021 pela ComicBook.com
– Você pode ler os quadrinhos ouvindo a playlist no Spotify com a trilha sonora da primeira temporada: Invincible [Season 1]: Official Playlist

Se você tem estômago para ler e assistir, não vai se arrepender. Me conte suas impressões após a leitura e ao assistir à série também. Ambos valem super a pena. Cheguei no final triste porque queria mais.

Até mais, pessoal!

Aline Gomes