A todos os nossos heróis. No mês das crianças, seria impossível não dedicarmos um espaço aos nosso heróis. A imaginação humana exige que os heróis existam para que haja esperança nos olhos das pessoas, como foi dada a definição do Homem-Aranha nos filmes O Espetacular Homem-Aranha (direção de Marc Webb). Nossas eternas crianças adoram heróis, desde os mitos, as HQs, os desenhos até os filmes e jogos. Que tal relembrar um pouquinho mais sobre as inspirações das crianças? (Daqui a pouco voltaremos a falar do herói aracnídeo)
Os heróis e os todos os seus grandes atos heroicos tiveram origem bem antiga. A Idade Heroica, conhecida exatamente pelos mitos dos heróis gregos, é recheada de história de semideuses, que não eram nem deuses e nem meros mortais. Eles surgiam, em grande parte, da união entre um deus do panteão grego e mortais, assim, adquirindo certas habilidades especiais de acordo com sua origem. Dessa forma, heróis como Perseu, Héracles (mais conhecido como Hércules – seu nome romano), Teseu, entre outros são sempre retratados derrotando monstros e salvando o dia. Tais histórias eram tão marcantes que sobreviveram séculos e séculos e, hoje, não faltam filmes sobre os atos heroicos dos semideuses, além das histórias sobre novos semideuses que surgiram, por exemplo, dos livros de Rick Riordan.
Muitos séculos se passaram e surgiram novos heróis, um tanto mais humanos. Histórias de reis e guerreiros que defendiam os reinos medievais se espalharam. Robin Hood, o fora da lei que roubava dos ricos para dar aos pobres, encantou gerações e gerações. Nada passava despercebido ao seu arco na Floresta de Sherwood. Além dele, também há Os Três Mosqueteiros (escrito por Alexandre Dumas), que defendiam a Coroa Francesa, se metem em grandes confusões, principalmente quando envolvem o Cardeal Richelieu e os ingleses, seus grandes inimigos. O Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda inspiram até hoje pelas suas batalhas em defesa da Grã-Bretanha.
E então chegaram os quadrinhos. Em 1985, surgiu a primeira tirinha no jornal americano New York World com o personagem Yellow Kid, de Richard Outcault. Depois, vieram os animais como personagens, como o Mickey Mouse, do Walt Disney. Na década de 1930, começaram a surgir os primeiros agentes secretos e heróis, como Fantasma e Mandrake. Daí surgiu o Superman, o Batman, o Capitão América que chegaram para salvar suas cidades e defender o país (EUA) dos inimigos, no caso do Capitão, a história se desenrolava em torno da II Guerra Mundial e o inimigo era o próprio nazismo.
Daí para frente não pararam de surgir heróis. Cada um com um poder diferente, combatendo o crime e se envolvendo em lutas épicas com grandes vilões. Surgiram as ligas e equipes em que vários heróis se juntavam pelo bem comum, apesar das rixas entre eles mesmos. A Liga da Justiça e Os Vingadores apareceram assim, para combaterem inimigos que, sozinhos, nossos heróis não conseguiriam combater. Os X-Men chegaram com a ideia de que existiam alguns seres superdotados, com uma mutação genética. Eles deviam se proteger e proteger o mundo de ameaças.
As HQs influenciaram tanto, principalmente depois da década de 1960, com o Movimento Pop Art e produções de Roy Lichtenstein nos EUA, que até hoje podemos ver a estética dos quadrinhos em diversas situações, desde a moda até clipes musicais. Um exemplo disso é o Lyric Video do single do álbum Baptized (2013), do Daughtry, Waiting for Superman. Tanto a letra da música quanto as imagens parecem ter saído de histórias em quadrinhos.
Lembra do Homem-Aranha que citei no início do texto? Nossas eternas crianças parecem tê-lo eleito como um dos “heróis do mês”. Muitos narraram suas paixões pela história do herói, por ele ser um personagem totalmente humanizado. É um adolescente que não é lá dos mais populares (ele não é nem um pouco popular) e que tem seus instintos aguçados (instintos de aranha) após ser picado por uma aranha geneticamente modificada. Além de ter as atividades de um adolescente normal, ele é o Homem-Aranha nas horas vagas, salvando Nova York dos terríveis vilões que sismam em atacar a cidade ou até de criminosos que não deixam os cidadãos em paz.

O Homem-Aranha, adaptado por Guilherme Lucas
Outro herói que nossas eternas crianças lembraram foi o Goku, direto dos mangás para as telinhas e os jogos de Dragon Ball. Para eles, “o Guku é um dos melhores super-heróis dos últimos tempos, com relação aos desenhos” (Ana Souza defende o personagem). Ele simplesmente vence todo mundo.
Esse é, sem dúvida, um daqueles assuntos que ficaríamos horas e horas falando sem nos cansar. Porém, essa semana ficamos por aqui, enquanto nossos heróis salvam o mundo ao nosso redor. Não citei muitos heróis porque eles são MUITOS. Mas e seus heróis? Quem são eles? Acredito que há muitas pessoas, como eu e você, que vencem grandes batalhas e são verdadeiros heróis de nossos dias, mesmo sem uma máscara, uma capa e uma roupa colorida. As crianças, principalmente, esperam que nós sejamos heróis, basta dar asas à imaginação.