Épico e aquático – Consolamos um galanteador

Em sequência à missão de entregar a encomendo do “Senhor P.” para a sra. Ártemis, muita coisa pode acontecer, inclusive, servir de terapeuta.

Confira a segunda parte dessa aventura.


Perguntamos a muitos anões até descobrir de qual o “Senhor P.” falou para Joseph. Isso colocou a missão em risco, óbvio, porque acabamos dizendo que tínhamos uma encomenda para Ártemis, ou seja, algo valioso.

Tudo isso, graças a Joseph que não prestou atenção ao que o “Senhor P.” havia dito. Nos custou bem caro, aliás.

Sem Stefan, ficamos ainda mais vulneráveis nas ruas que de tarde pareciam mais tranquilas. Eu coloquei o envelope que recebemos dentro da roupa, para pelo menos não ficar tão evidente o que tínhamos recebido.

Fomos cercados por bandidos. Eles queriam dinheiro e a gente só queria passar em paz. Então, Toshinori tentou negociar. Eu usei magia para enroscar galhos de plantas nas pernas e braços dos bandidos e os que viram saíram correndo. O bardo parecia meio perdido, mas Noah não estava tão a fim de paz: ele sacou a espada e destroçou alguns.

Só depois que eu tomei uma paulada na cabeça e nas costas é que Toshinori resolveu parar de negociar e partir para a briga. Tudo o que consegui fazer depois do golpe foi encontrar uma rua e chamar o pessoal para sair por ela.

Corremos do ataque, não sem antes eu perder logo uns 11 tibares. E, quando finalmente conseguimos chegar à loja de Ártemis, ela já estava fechada. Mas foi então que encontramos Stefan, que nos levou para jantar na casa do seu senhorio, o sr. Drrrun. Pelo menos isso esse cara fez pelo grupo.

Chegamos à casa e fomos muito bem recebidos pelo anão e sua esposa que já foi uma aventureira e feiticeira. A filha deles é adorável, cheia de energia e muitas perguntas.

Durante o jantar, contamos um pouco sobre nossa jornada antes de entrarmos para a guilda e, finalmente, comecei a entender algumas coisas sobre meus companheiros.

Só Joseph que estava estranho e silencioso, parece que ficou com raiva de Stefan não ter contribuído com a missão. Até Noah estava mais falante que Joseph. Tive que, inclusive, mandar Noah parar de falar demais.

Bom, eu também estava chateada com Stefan, mas não podia culpar a família do sr. Drrrun por isso. O problema era o Stefan. Aliás, ele contou coisas à mesa que começaram a fazer sentido, como sua devoção ao deus do caos e seus sumiços. Muito suspeito.

Enquanto tomava chá com a anfitriã, a garotinha teve um princípio de convulsão e eu me prontifiquei a curá-la, mas a mãe não quis. Com suas magias já tinha amenizado os sintomas e a garota adormeceu.

Fomos convidados para dormir ali na oficina que fica embaixo da casa do sr. Drrrun, onde Stefan tem se refugiado. Mas eu precisei recusar, apesar de toda hospitalidade, para voltar ao campo e me recuperar do dia ao ar livre.

De manhã, fomos à loja de Ártemis para finalizar a missão. Ártemis abriu o envelope na nossa frente e disse que não tinha nada a ver com a história. Aquilo nada mais era que um homem apaixonado, que ela já havia mandado parar de cortejá-la. Ela devolveu a pedra que devia valer cerca de 500 tibares.

Fomos até a guilda, atrás do “Senhor P.”, Peter, filho do Presidente da Guilda, mas ele não estava lá.

Decidimos, então, voltar ao parque Normandia para encontrar o “Senhor P.”, que disse que estaria lá esperando a resposta e com o restante do pagamento – foi uma das únicas coisas que a gente entendeu do bardo.

Dessa vez, eu mesma fui falar com ele, para evitar problemas maiores. Peter ficou arrasado quando eu disse que era melhor ele desistir de tentar conquistar Ártemis, e nós o consolamos e ajudamos a se sentir melhor. Stefan tentou fazer o “Senhor P.” me dar a pedra, como se eu pudesse ser galanteada por ele. Posso com isso?

Eu recusei, mas me coloquei à disposição dele para novos serviços, então, acho que arrumamos um possível aliado nobre para futuros favores. Ele, ainda, pagou 50 a mais que o combinado.

Depois, fomos a guilda em mais uma jornada de discutir nossa próxima missão.


O que será que vem por aí?

Continue ligada/ligado aqui no blog para mais aventuras da Helga Iris, a sereia druida, e os Desafiantes de Yuvalin (também conhecidos como Os TDAH de Yuvalin).

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG

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Épico e aquático – O primeiro dia da Helga

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Épico e aquático – Acho que temos um problema na missão

Muitas emoções cercam essa última missão que a sereia druida, Helga Iris, junto com os Desafiantes de Yuvalin, precisaram enfrentar. São tantas que vai ser necessário mais que um post para contar. Veja só o que rolou.


Naquela mesma noite, depois de quase morrer com um golpe de um constructo, ser curada por Toshinori, protegida por Noah e perceber que apareceram escamas na pele ao canalizar magia, voltei para a floresta pensativa. Ao que tudo indica, Toshinori e Stefan já entenderam que sou uma sereia, por isso e por minhas respostas evasivas.

Depois de me despedir de todos na guilda e combinar o encontro do dia seguinte para a nova missão, fui até o rio, mesmo não sendo aquele rio mais limpo que gosta, e mergulhei. É indescritível como me senti renovada. Naquela hora, não pensei em mais nada, só curti a experiência.

No entanto, depois de alguns minutos nadando, comecei a pensar na equipe e em como poderia ser mais proveitoso se eu fosse mais franca com todos eles. Esse começo não foi dos melhores.

Enquanto refletia, encontrei um velho conhecido, o Rei Joss, regente dos rios das redondezas, e pedi seus conselhos.

Voltei à superfície decidida a recomeçar: me reapresentar à equipe, mesmo com medo de revelar minha origem e sofrer represálias. Se meu objetivo era ser uma aventureira e guerreira, precisava agir com mais coragem agora. E, assim, adormeci, olhando para as estrelas e sonhando com as possibilidades que aquela decisão traria.

Despertei com o nascer do sol. Ao olhar para debaixo de uma árvore próxima ao lago, reparei que havia uma mesa posta e, ao me aproximar, vi o símbolo de Allihanna, o que, com certeza, foi um sinal de aprovação para minha decisão na noite anterior. Quando esse pensamento passava pela minha cabeça, os alimentos simplesmente surgiram sobre a mesa, magicamente. A natureza me presenteou com um café da manhã reforçado.

Símbolo da deusa Allihanna

Antes de sair ao encontro da equipe, voltei à água para tomar coragem e saí sorrindo, mais que quando tive sucesso nas missões anteriores. Não esconderia mais da equipe minha forma sereia, se isso significava ter mais coesão e sucesso na minha missão como aventureira.

Quando nos reunimos, verifiquei se alguém poderia ouvir e comecei a falar. Toshinori até elogiou minha decisão e coragem, mais porque ele sempre fala bastante mesmo, Stefan mudou de assunto para a missão e o restante ficou quieto. Bom, pelo menos fiz minha parte. No final do dia, acabei descobrindo mais sobre cada um de qualquer forma.

A reunião foi uma completa confusão, cada um querendo fazer uma coisa diferente. Por fim, decidimos ir até o solicitante, “Senhor P”, e decidir o que fazer depois. O problema foi que quem foi falar com o “Senhor P” foi Joseph, que não prestou atenção a uma palavra sequer do que ele falou e não passou nada direito para nós. A única coisa que entendemos foi para quem entregar a encomenda: Ártemis.

Depois disso, Stefan apenas se dignou a ir para a oficina do sr. Drrrun e deixou a equipe sozinha para decidir e resolver a missão. Não entendo esse cara.

Fomos até a sra. Ártemis na sua loja e ela não sabia de encomenda nenhuma. Comecei a desconfiar que algo ia dar muito errado, outra vez. Saímos da loja e fomos investigar um caminho entre o porto e a loja, para estarmos seguros quando estivéssemos com a encomenda.

E, então, quando já eram umas 19h, chegamos ao porto. E foi quanto me dei conta do erro que foi ter deixado o bardo ir receber as informações do solicitante. Ele simplesmente não lembrava nem o nome do anão que deveríamos procurar.


Quer entender melhor o que está acontecendo e como essa missão termina? Aguarde até o próximo post aqui no blog.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG

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Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

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Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 2

Ficou na curiosidade no último post, né? Sim! Agora, você vai descobrir como essa história continua depois que a Helga Iris, a sereia druida do grupo Desafiantes de Yuvalin, consegue sair do quase coma (SERÁ?). Mas antes, se você não faz ideia do que estamos falando, leia antes: Senti uma força tomando todo o meu…

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 2

Ficou na curiosidade no último post, né? Sim! Agora, você vai descobrir como essa história continua depois que a Helga Iris, a sereia druida do grupo Desafiantes de Yuvalin, consegue sair do quase coma (SERÁ?).

Mas antes, se você não faz ideia do que estamos falando, leia antes:


Senti uma força tomando todo o meu corpo e abri os olhos. Pelo que entendi, foi Toshinori quem me curou. Nesse momento, a batalha estava insana (a prova de que todos da equipe precisam estar vivos e cooperando para a coisa toda não degringolar).

Ao meu lado estava Noah, o trog, tentando controlar uma das estátuas, mas sofrendo bastante. Então, me levantei e, com um certo esforço, consegui usar magia para curá-lo. Esse esforço me custou algo muito caro: minha identidade sereia.

Enquanto canalizava magia para ajudar Noah, minhas escamas começaram a aparecer e, pelo visto, todos perceberam. Mas não me arrependo! Noah precisava de mim. E ele me ajudou. Então, criei uma capa protetora para ele com magia.

Ainda consegui criar uma capa protetora também para Toshinori e curei. Depois disso, e de várias tentativas frustradas de tiro de Stefan, Noah aplicou um golpe mortal na última estátua e a batalha acabou.

Silêncio.

Decidimos investigar o local. Tentar entender o porquê de aqueles construtos estarem ali é importante, porque, com certeza, seria algo precioso. E era. Antes, aço-rubi, mas agora, uma porta encantada nos separava do que quer que fosse. E não conseguimos abrir.

Convenci a equipe a sair logo da mina e respirar. Todos precisávamos descansar e eu precisava MUITO de um banho e uma noite de céu estrelado.

Mas antes de sairmos, como minha pele ainda tinha escamas e eu estava cansada demais para arrumar isso, Stefan insinuou que eu era um tipo de peixe. Após um breve diálogo com o contramestre da mina Haldor, acredito que tanto Stefan quanto Toshinori tenham descoberto a verdade. Mas eu desconversei.

Haldor nos levou à taverna Pombo de Ouro onde, adivinhe, Joseph e Toshinori arrumaram confusão com um sujeito muito mal encarado. Pelo menos, me alimentei e tomei duas doses de hidromel pagas pelo próprio Haldor.

Voltando para a guilda, dividimos nosso pagamento entre os cinco e decidimos nossa próxima missão, que já será amanhã ao meio-dia. Vamos nos encontrar às 8h na guilda para os detalhes. Quero ver com eles se dividimos uma essência de mana, já que sou eu que apago o incêndio da equipe usando magia.

Tudo o que eu quero é um banho de rio e um céu estrelado para dormir bem.


Continue acompanhando a aventura de Helga aqui no blog!

Até breve!

P.S.: Já ouviu o episódio do Qual é a dos podcasts? em que falamos sobre o filme Dungeons & Dragons e explicamos mais sobre RPG? Ouça agora mesmo!

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 1

Depois de uma breve pausa, Helga Iris volta a escrever em seu diário de aventureira da Guilda dos Mineradores de Yuvalin, em Arton. Não sabe do que eu estou falando? Leia os links a seguir:

Vamos à primeira parte do resumo da aventura mais recente.


Foi um dia memorável – apesar de eu ter um branco de uma parte dele.

Como a equipe combinou de começar a missão apenas às 17h na Mineradora Heldret, eu aproveitei para relaxar. Comi o que a natureza me concedeu, deitei na grama e olhei para o céu, meditei e organizei minha mente para a missão.

Imaginei (e foi certeiro) que precisaria usar bastante magia essa noite.

O mais estranho (por que não dizer bizarro?) foi eu ter aproveitado para nadar bastante e ser eu mesma por tantas horas e, sabe-se lá como, eu tive um princípio de afogamento. Você já viu uma sereia se afogar? Pois bem, Dia de Nimb, o deus do Caos.

Passado o susto, voltei a me preparar para a missão e, no horário combinado, encontrei a equipe e fomos até as minas.

Fomos recebidos pelo contramestre Haldor que nos levou para um passeio pelos trilhos acima da cidade. Não sei se eu externei minha euforia com isso, mas me sentia uma criança. A paisagem era incrível e o vento gelado no rosto me fez esquecer qualquer problema naquele dia.

Até entrar na mina.

Entramos e, antes que eu pudesse examinar a situação, Toshinori, o paladino, pisou em uma pedra solta que ativou quatro constructos enormes. Estátuas controladas por magia, que, soubemos depois, estavam protegendo algo precioso.

Da batalha mesmo eu me lembro de já começar consagrando o lugar porque vi que a coisa ia ficar feia. E, então, muita coisa deu errado.

Basicamente, todos se feriram gravemente por uma das estátuas – EU INCLUSIVE. Antes de eu apagar, me lembro de ter curado Stefan, o inventor, e, logo em seguida, ele ser ferido gravemente outra vez.

Joseph, o bardo, tentou fascinar as estátuas e até conseguiu, mas não por muito tempo. Foi quando ela veio para cima de mim e eu apaguei por um tempo.

CONTINUA


No próximo post, você lerá a parte 2. Não perca!

Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu estou falando leia os posts anteriores sobre o assunto: Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG e Épico e aquático – O primeiro dia da Helga).

Para você se ambientar melhor, veja o mapa da cidade de Yuvalin, que é onde estamos.


Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Parece insano pensar que esse bando de doidos, totalmente estranhos uns aos outros, tenha se tornado uma equipe eficaz nas missões.

Pois nos tornamos. Ainda temos nossas diferenças, como uma total desconfiança do Stephan depois de ele ter atirado no Joseph e me obrigado a usar o bordão para bater na mamãe glop. Mas eu propus dar um voto de confiança, justamente para ver se a primeira impressão seria só uma impressão mesmo.

E deu certo.

Joseph e Toshinori dão em cima de todas as mulheres que aparecem. É insano. Precisei interceder quando falamos com a Chef Rizzelena, enquanto tentávamos entender a missão que ela solicitou, porque os dois queriam conquistá-la. É de revirar os olhos.

Além de maluco, o Stephan até que manda bem em combate. Tomei um susto quando ele sacou um mosquete duplo pra usar contra aqueles bichinhos. Bom era nossa missão levar a cauda deles para a chef, mas não precisava de tamanha violência, ainda mais com armamento proibido.

Entreguei os animais a Allihanna e retirei a cauda com as minhas unhas. Fui até muito bem elogiada pela chef que nos recompensou muito bem.

Mas essa foi a terceira missão em 3 dias. Antes disso, fomos ajudar um jovem brilhante (e lindo – não acredito que estou escrevendo isso), Goro Okazaki, na forja de uma espada especial, parecia magia.

Não toquei na espada – Allihanna me livre de tocar em metal, mas auxiliei com todos os cálculos e orientações possíveis, todos os conhecimentos que adquiri tanto no meu antigo povoado, como no meio das sereias.

Goro também me elogiou pelos meus conhecimentos e inteligência (enrubesci).

Enquanto estávamos focados na forja, um grupo de arruaceiros tentou roubá-lo. Óbvio que não permitimos. Como uma equipe (olha só), continuamos fabricando a espada e, ainda, colocamos os arruaceiros para correr.

Estamos nos preparando para a próxima missão e, agora, me sinto plenamente revigorada (depois daquele desastre que foi a primeira missão).

Ainda não contei a ninguém sobre ser uma sereia. Estou me controlando para não usar encantamentos e convencer a todos a fazer o que quero. Mas consegui convencer o Noah, o trog caladão, a ir para a taverna conosco. Foi um momento que relaxei e usei os encantos com ele.

Por enquanto, estou conhecendo melhor os componentes da equipe, antes de mostrar quem sou de verdade. Poucas criaturas conseguem enxergar a sereia em mim, inclusive aquele cara chato que é o minotauro que está sempre me cantando. Eu o ignoro.

Estou ansiosa para o que teremos pela frente. Por enquanto, sucesso.


Continue acompanhando o blog para ver mais aventuras da Helga e dos Desafiantes de Yuvalin.

Até a próxima!

Épico e aquático – O primeiro dia da Helga

Aceitei o desafio de jogar RPG e, se você não leu ainda o primeiro texto sobre isso, clica aqui. Neste segundo post da série, vou trazer o diário da Helga do primeiro dia de missão.

Em resumo, para entrar na guilda de aventureiros, era necessário cumprir uma missão em grupo: encontrar o que estava perturbando a ordem na Forja dos Mineradores. Os mineradores que conseguiam sair da forja principal vivos, relatavam muitas feridas, como que por ácido.

Vamos ao relato da Helga Iris, a seria druida que interpreto nessa mesa.


O dia que eu morri

Esse foi o PIOR dia da minha vida. E eu espero que tenha sido mesmo.

Era para ter sido um dos melhores, porque eu, finalmente, entrei para a guilda.

Como sempre, tive que tentar suprimir o medo de falhar, minha mestra me daria um grande castigo por ter esse medo.

Por causa do medo, criei uma barreira de contato com qualquer pessoa, desconfiava de todos e de tudo. Além disso, tenho certeza que fui ríspida com o pessoal da equipe e da própria guilda.

Foi sem querer. Mas eu preciso ser forte e mostrar a que vim.

Foi bem ruim receber comentários apenas por ser uma sereia, sendo que ninguém observa que posso, sim, ser uma aventureira e contribuir para as missões com minhas aptidões e magias.

Allihanna que me perdoe, mas eu estava a ponto de pegar a arma de fogo daquele louco do inventor, que se virou contra a própria equipe, para abrir um buraco na cabeça dele. Ele acertou o pescoço do bardo e não fez nada pra ajudar contra a glob.

E foi aí que, num ato de desespero, fiz a única coisa que eu poderia tentar fazer: bater na mamãe glob com o bordão. Mas, como eu já disse, quando as coisas ficam pessoais, as chances de errar são infinitamente maiores que acertar.

E então eu morri. Ou quase. Não sei exatamente o que aconteceu, mas Allihanna me abençoou e eu voltei. Fui carregada para fora pelo restante da equipe e descobri que o doido tinha parado de atacar a gente para atacar o monstro.

Finalmente, entrei para a guilda e, agora, tentando respirar com dificuldade e me recuperar, preciso tentar resolver as coisas com a equipe, desse jeito que foi hoje, a gente morre na próxima missão, com certeza.


Tudo o que eu quero é um banho e uma boa noite de sono perto do rio.

Continue acompanhando aqui as cenas dos próximos capítulos!

Até breve.

Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG

Aceitei o desafio de jogar, pela primeira vez, um jogo de RPG. Além de ser um desejo antigo, essa ideia também faz parte de um projeto pessoal nos meus estudos de storytelling (se você quiser saber mais sobre isso, sugiro assistir ao vídeo).

Esse post, então, inicia o meu relato dessas experiências, contando não só como está sendo pra mim, mas também sobre a história em si, que eu já estou gostando bastante.

Antes de qualquer coisa, estou jogando Tormenta20, um jogo de fantasia épica. Olha só essa introdução para entender um pouco:

Arton. Mundo de problemas, pensam uns. Mundo de desafios, dizem outros. Desafios que convidam a serem vencidos.
Os puristas avançam em sua cruzada de ódio. A sinistra nação de Aslothia ergue hordas de mortos-vivos. Os cruéis finntroll caçam escravos para seu império subterrâneo. A Tormenta instala-se no próprio Panteão, ameaçando devorar tudo e todos.
As forças militares do Reinado podem pouco contra tais ameaças. Para sobreviver, este mundo precisa de heróis. Aventureiros. Em cada pessoa existe a semente de um campeão épico. Reunidos em uma equipe imbatível, eles cruzam masmorras, reinos, até mundos, rumo à derrota do mal.

E, agora, eu vou contar para você um pouco sobre o pano de fundo da minha personagem, a Helga Iris.

Helga Iris
Imagem criada pelo nosso mestre Thiago Rangel

Helga Iris cresceu na comunidade isolada Villent onde aprendeu, desde criança, a esconder sua identidade sereia e, com sua mestra, Silena, a cuidar e aprender com a natureza, reverenciando a deusa Allihanna, e preparando elixires capazes de curar qualquer tipo de maldição ou doença.

A sereia não conheceu os pais ou outras sereias e tritões até um evento que mudou radicalmente sua visão de mundo e a tornou uma guerreira pronta para grandes aventuras.

Em busca de descobrir mais sobre sua origem, Helga fez uma viagem para a tribo mais próxima, que divisava com um grande rio.

A sereia fez uma excursão pela região e, ao se aproximar do rio, ouviu um grupo que falava sobre cuidar que os humanos não soubessem que eles eram sereias/tritões. Com o susto que tomou ao ouvir aquela informação, escorregou do seu esconderijo e foi vista pelo grupo.

Em uma longa conversa, ela se identificou como sereia e os demais explicaram a ela como ela pode ter se perdido da família, se apresentando como a própria família dela.

No entanto, um perigo surgiu – e era exatamente sobre o que eles discutiam quando ela chegou -: o pai dela, o antigo líder da tribo, tinha sido aprisionado em sono profundo pois havia desenvolvido uma poção que transformaria homens em animais, o que tornaria as sereias e os tritões senhores sobre a terra seca próxima a mares e rios, porém a prisão dele estava enfraquecendo.

Eles levaram Helga para conhecer a prisão e eles viram quando a sala começou a ceder e toda a água que ajudava a aprisioná-lo em magia do sono a vazar. Imediatamente soou um alarme e uma parte do grupo foi enviada para tirar os humanos da área e a outra, deter o pai de Helga e estabilizar a prisão. O medo era apenas de que os humanos os identificassem como sereias e tritões.

E foi para apoiar na retirada dos humanos da região que Helga recebeu sua arma, um bordão.

Depois desse episódio, Helga passou um tempo com seus irmãos até receber um chamado para uma nova aventura, em que pode mostrar para sua família sereia que pode ser uma guerreira honrada em terra seca.


E aí? Preparado para as aventuras?

Aguarde os próximos posts aqui do blog para saber mais sobre como essa história vai ficar.

Personagens que valem ouro

O Qual é a das quintas? entrou no clima esportivo, às vésperas da XXXI Olimpíada de Verão, e traz para você alguns personagens que se esforçam para nos animar dia após dia a praticar esportes. Seja para defesa, seja por amor, muitos dos nossos personagens favoritos poderiam ganhar muitas medalhas olímpicas (SERÁ?).

Para começar, vale a pena pensar um pouco na história. Originalmente, os Jogos eram para homenagear aos deuses gregos. Durante muitos anos, o esporte era celebrado na Grécia, com competições entre atletas de cidades gregas. Nada melhor que o nosso atleta que era “zero” e virou herói para nos lembrar disso, não é?

Um esporte bem antigo, praticado há gerações e gerações, é o Tiro com Arco. E na categoria dos desenhos animados, habilidade é o que não falta. Por isso, selecionamos dois arqueiros que dão banho em qualquer um.

O pugilismo também é um esporte bem antigo. Mas engana-se quem acha que ele ficou no passado. Dá uma olhada só:

Entre os clássicos, vale a pena citar quem entende tudo de natação. E esta moça está no auge da sua carreira. Ela tem a melhor resposta para tudo: “Continue a nadar”.

As artes marciais também estão sempre bem representadas nos Jogos. Apesar de não fazer parte da lista de esportes olímpicos, o Kung Fu é uma respeitada luta que atrai pessoas que querem praticar defesa pessoal.

Há alguns anos, houve uma tentativa de colocar o surfe como modalidade olímpica, mas não tiveram sucesso. Mesmo assim, nossos atletas das telonas se destacam pelo desempenho nas ondas.

Faltou falar de muitos esportes, sabemos. Mas, quem sabe, numa próxima oportunidade listamos mais. Se você lembrar algum, comente! E mesmo que esses grandes esportistas cinematográficos não tenham ido a uma Olimpíada, já ganharam muitos louros com nossos sorrisos (que fofo *-*).

Aline Gomes

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Especial: Setembro dos Games – Jogos de batalha

No último post, o Especial: Setembro dos Games II – Jogos de tabuleiro, tratamos dos saudosos jogos que não exigem tecnologias avançadas para jogar e a galera se diverte em grupo. Neste post, queremos falar de um tipo de jogo que abre um leque de possibilidades: o de batalha. Está preparado para mais um momento nostalgia?

Quando penso em batalha, lembro de The Age of Empires. Faz sentido para você? Creio que boa parte dos jogos que jogamos, no PC ou nos videogames, em dupla ou em grupo, são uma espécie de batalha. Entretanto, quando eu era criança, apesar de só querer jogar Age of Empires só para construir coisas (The Sims pra quê?), eu via meu irmão travar batalhas imperiais nesse jogo.

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Antes dele, eu conheci batalha naval, e assim voltamos aos jogos de tabuleiro. Acho que nunca venci uma partida de batalha naval. Outro jogo legal de batalha em tabuleiro no mesmo esquema é o Combate. Ele segue a mesma linha do batalha naval, mas, ao invés de ser na água com navios, você tem que acertar os grandes do exército em terra. Particularmente, era um dos meus favoritos. Aí depois veio o War

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Com a evolução dos videogames, a coisa ficou mais emocionante. Os gráficos cada vez mais realísticos e a possibilidade de você usar um joystick com formato de arma tornaram as coisas um pouco mais interessante. A geração de jogos como Tomb Raider, CS, GTA, God of War, entre outros, possibilitou aos gamers a chance de fazer suas próprias missões sem depender de uma equipe ou exército para batalhar. E então vieram os jogos de guerra: Medal of Honor, Metal Slug (se classifica como batalha?), Battlefield, SWAT 4 e você pode listar mais todos os jogos que você já jogou e tem vontade de jogar.

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Só de escrever esse post já deu uma vontade infinita de voltar a jogar esses jogos. Por favor, traz um videogame para mim! Haha’ Aproveita essa quinta-feira e sua vida para jogar seus jogos favoritos de batalha. Esses jogos ensinam estratégia, trabalham reflexos e persistência. E depois dizem que fazem mal.

Aline Gomes

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Especial: Setembro dos Games II – Jogos de tabuleiro

Antes da revolução tecnológica alcançar os terráqueos, nós é que inventávamos os jogos. Alguns jogos são jogados ainda. É triste pensar que geralmente só jogamos esses jogos (que muito provavelmente os avós dos nossos avós inventaram) quando não temos internet. Estou falando de jogos que aproximam pessoas e estimulam a inteligência dos jogadores: Os jogos de tabuleiro, ou os jogos de grupos. No Especial: Mês da Criança, falei sobre a Hora da brincadeira, em que citei alguns dos jogos listados a seguir.

Na minha infância, minha alegria nas noites de férias não era ver novela, BBB ou qualquer outra coisa a não ser jogar partidas e mais partidas de CanCan. Um jogo de cartas muito semelhante ao Uno, que ganhou mais jogadores e admiradores alguns poucos anos atrás. É um jogo para a família e os amigos, então, a gente se juntava para passar de verdade um tempo junto.

Tudo bem, esse não era um jogo de tabuleiro. Mas jogos como Damas, Ludo, Xadrez, Trilha, Resta Um, Jogo da Vida, Banco Imobiliário, Perfil, Imagem & Ação foram substituídos aos poucos por outros jogos que exigiam energia elétrica ou de bateria.

Damas, Trilha e Resta Um exigem concentração, assim como Xadrez, apesar de que xadrez é um jogo que lida mais com a parte matemática da cabeça. Ludo já é um pouco de sorte. Para quem não conhece, Ludo é um jogo que você tem que colocar os bonequinhos ou torres todas no centro do tabuleiro, depois de dar uma volta nele e tentar ser esmagado por alguém. (Eu adoro esse jogo.) Ah o Pega-Varetas. Motivo de discórdia sempre. Assim como CanCan e Uno, esse não é um jogo de tabuleiro, é um jogo de mesa. é um passatempo ótimo para pessoas que tremem muito.
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Há também os jogos novos que fizeram a galera voltar aos tabuleiros como o War. Em meio às mais diversas versões do jogo, não elejo uma melhor, pois todas são bem viciantes. Você começa às 7 da noite e termina – uma única partida – às 5 da manhã. Você une e separa as pessoas ao mesmo tempo com o jogo. A briga já começa quando eu quero o vermelho e outra pessoa também. Assim como os demais jogos de tabuleiro, War exige que você tenha atenção, estratégias e sorte, ou você terá que voltar 10 casa… ou perder a vez (pera…?).

Um outro jogo fantástico e que você pode jogar de diversas formas é o Scrabble, que nada mais é que um Palavras Cruzadas. Só que existe a versão para mesa, com um tabuleiro, fora das revistinhas. Você tira as letras por sorteio e tem que formar palavras e somar pontos. Você pode fazer um bingo no jogo, pode fazer em idiomas diferentes, pode fazer inclusive uma espécia de adedanha. Não falta é diversão e você ainda se diverte aprendendo.
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Se você chega em um lugar com seus amigos e todos não largam o celular, é hora de repensar certas coisas. Pois, que espécie de amizade é essa que mesmo perto continua distante? O que eu quero dizer é que vale a pena largar um pouco o celular e jogar um jogo desses. Por que? Porque nós construíamos amizades muito mais sólidas brincando juntos do que hoje, quando só mexemos no celular o tempo inteiro.
Aline Gomes
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