Filmes que você precisa assistir – Parte 3: Ilha do medo

O que você considera um filme de terror? A primeira reação que tive quando fui apresentada à lista de filmes que ainda não tinha assistido e olhei o nome Ilha do Medo (2010) foi “Eu não vou ver isso porque não assisto a filmes de terror”. Ainda bem que eu assisti ao filme. Não apenas assisti ao filme uma única vez, mas duas.

Ilha do Medo (Martin Scorsese) não é um daqueles filmes de terror, terror, sabe? (Acho que você entende o que quero dizer). Ele tem um clima de tensão, com uma sonoplastia muito marcante e jogos de luzes e enquadramentos que criam uma atmosfera propícia para você ficar preso na narrativa do começo ao final, mesmo com medo.

A história faz você criar zilhões de teorias conspiratórias sobre o que pode realmente estar acontecendo, mas você é surpreendido a cada nova verdade – ou mentira – contada no filme. E, mesmo assistindo pela segunda vez, fiquei refletindo se era isso mesmo.

Esses jogos de câmera, luzes e cenas que mencionei completam a atuação brilhante dos atores e fornecem detalhes que você não percebe até entender tudo, lá no final do filme. Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley e Michelle Williams entregam TUDO!

Devo confessar que, em uma única semana, assistir a dois filmes em que o DiCaprio sonha com a mulher morta todas as noites foi too much, por isso tive que dar um tempo entre A origem (filme que você pode ler a crítica aqui) e Ilha do Medo e assistir de novo ao segundo.

Não vou dar detalhes da história, porque qualquer coisa que eu escrever aqui pode ser um big spoiler. Mas ela é a adaptação de um livro e se passa pouco após a II Guerra Mundial, na década de 1950, quando dois detetives vão investigar o desaparecimento de uma assassina em uma prisão para pacientes psiquiátricos. O agente federal Teddy Daniels (DiCaprio) precisa lidar com a investigação e com seus próprios medos e conflitos internos para conseguir sair vivo da ilha.

Esse filme mudou um pouco minha perspectiva de filmes de terror/suspense, apesar de eu ter fechado os olhos em alguns momentos – ou deixado semi-abertos.

Já assistiu? Conta pra mim o que achou.

Até a próxima!

Aline Gomes

Filmes que você precisa assistir – Parte 2: A origem

Para dar sequência à lista de filmes que eu não vi, compulsoriamente sugerida pelo meu melhor amigo, o post desta semana é sobre A origem (2010), disponível na HBO Max. Esse é um daqueles filmes que fazem sua cabeça explodir em mil pedacinhos e pensar “Mano do céu, que filme! Quero ver de novo!”

Foi exatamente o que eu pensei quando terminei, tanto pela história envolvente e as possibilidades que o filme cria, como o tema em si. Particularmente, o mistério do que acontece na mente humana, ainda mais em um sonho, é um assunto que sempre despertou minha curiosidade.

Isso me lembrou de alguns livros que li há um tempo, inclusive um do Doutor Estranho, escrito por Devin Grayson: Sina dos Sonhos (em breve, conto um pouquinho sobre ele por aqui).

Para situar você na história: existe uma técnica usada, através de um aparelho, para que as pessoas tenham sonhos coletivos. Cobb (Leonardo DiCarpio)e Arthur (Joseph Gordon-Levitt) utilizam essa técnica para extrair informações, sempre que solicitados. Eles fazem isso com toda uma estrutura para que a pessoa de quem eles tentam extrair a informação não perceba que está abrindo seus pensamentos mais profundos para eles. Através dos sonhos, ficaria mais fácil acessar partes mais profundas da mente. O que complica a história é que partes profundas nem sempre podem ser controladas pelos participantes conscientes no sonho.

Cobb quer voltar para casa e ver os filhos, mas ele está proibido de voltar para o seu país. Um novo serviço pode ser a chave que abrirá as portas para isso acontecer. No entanto, esse é um trabalho bem delicado, pois não se trata de extração de informações, e sim de inserção. A grande questão da inserção é como a pessoa recebe e processa as informações enquanto sonha.

A equipe, formada também por Ariadne (Elliot Page), Eames (Tom Hardy), Yusuf (Dileep Rao) e Saito (Ken Watanabe), cria um grande plano e se aventura a ir no mais profundo dos sonhos para inserir uma informação na mente de Fischer (Cillian Murphy) que pode mudar o mundo dos negócios na vida real.

Essa é uma aventura e tanto, cheia de reviravoltas e complicações previsíveis e não previsíveis. Com muito talento e atenção aos detalhes, o filme se desenvolve ao redor de dramas familiares e faz a gente se perguntar pela própria realidade conhecida.

Esse já entrou no meu top 10, com toda certeza!

Já assistiu? Conta pra mim o que achou.

Até a próxima!

Aline Gomes