Qual é a das quintas? entrevista: Igor Pires

Durante a 9ª Festa Literária Internacional de Maricá, que você pode ler sobre minhas experiências clicando no link do post aqui, tive a incrível oportunidade de conversar com vários autores. Entre eles, bati um papo com Igor Pires, autor de Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente e Todas as coisas que eu te escreveria se pudesse, sobre sua vida e sua obra.

Você vai conferir um resumo aqui, mas já aviso logo que essa entrevista já está disponível na íntegra no Qual é a dos podcasts?.

Igor Pires, autor

Aline Gomes – Qual é a das quintas?
Qual é a sua maior inspiração para escrever?

Igor Pires
Eu acho que minha maior inspiração são as pessoas. Sou apaixonado por pessoas. E isso é muito engraçado, porque eu amo, por exemplo, ir pros lugares e conversar com pessoas desconhecidas e perguntar da vida, da história da pessoa, o que as motiva, sabe? E acho que eu sempre tive esse senso e esse instinto de querer conhecer mais as pessoas. É muito sobre mim, mas também é muito sobre a experiência humana que é estar nesse mundo, sentindo muitas coisas e vivendo muitas coisas. Eu acho que, obviamente, a história da minha família, dos meus pais, das pessoas ao meu redor, do que eu observo de suas vidas, acaba se tornando fonte de inspiração pra mim, pra eu escrever o meu trabalho. Mas eu acho que tudo me inspira.

Aline Gomes – Qual é a das quintas?

Como você vê o seu público interagindo com a sua obra? Você é um influenciador. Várias pessoas, eu imagino, que devam admirar o seu trabalho e também interagir com você. Como é essa troca que você tem com as pessoas?

Igor Pires

Escrever um livro é um processo bastante solitário, porque é um lugar onde você tem que mergulhar em você mesmo muitas e muitas vezes, e, às vezes, são mergulhos muito profundos. Você acaba, às vezes, perdendo de vista o mundo ao seu redor. Eu acho que a pandemia também trouxe esse aspecto de fazer com que as pessoas fiquem cada vez mais em casa, às vezes mais reclusas. Quando eu fui pra Bienal e quando eu saio para fazer eventos que eu vejo que as pessoas estão lá e que as pessoas, realmente, vêm me ver, elas querem um autógrafo, elas querem conversar, eu fico espantado. Porque é você sair de um lugar de solidão para ir a um lugar onde muitas pessoas sentem a mesma coisa que você. Óbvio, não sentem a mesma coisa, mas sentem a mesma sensação. Isso me enche de orgulho. Eu escrevo porque eu tento curar o mundo, mas eu não consigo. Mas se eu mudar a vida de uma pessoa, acho que eu estou mudando o mundo.

Aline Gomes – Qual é a das quintas?

Como é pra você estar num evento como a Flim?

Igor Pires

Eu acho que é minha primeira Feira Literária Internacional e eu me senti muito honrado. Sei que, às vezes, eu duvido um pouco do meu trabalho. Então, percebi que as pessoas pensam em mim, gostam do meu trabalho. Eu acho que é sempre uma realização pessoal, uma realização profissional. E eu estou amando. Estou sendo super bem tratado. As meninas disseram que tem bastante gente pra me ver, não pra me ver, mas pra acompanhar a mesa. E acho que é um baita privilégio.

Aline Gomes – Qual é a das quintas?

E é um prazer estar conversando aqui com você! Que conselho que você daria para as pessoas, tanto que te leem, quanto as que querem continuar seguindo seu trabalho, continuar fazendo o seu próprio trabalho, continuar sonhando e vivendo as emoções que você expõe, todos esses temas que realmente são importantes serem tratados e que, muitas vezes, não é dado o devido valor?

Igor Pires

Vou dar um conselho que eu acho que é não só pra quem quer escrever, quem quer entrar nesse mercado, mas pra vida. Caminha que seus caminhos se abrem. Eu falo: “escreva, comece”. Porque a gente está sempre assim “é tarde para começar”. Comece agora! Caminhe, dê o primeiro passo. Acho que é isso.

Sobre o autor

De acordo com sua assessoria, Igor Pires possui uma coletânea de seis livros e, com mais de 1 milhão de exemplares vendidos e considerado o autor mais lido em 2020, sua publicação mais recente é Este é um corpo que cai mas continua dançando, que figura entre os mais vendidos de ficção no Brasil.

Igor Pires é escritor, publicitário e criador do projeto Textos cruéis demais para serem lidos rapidamente. Começou escrevendo textos para a internet ainda na adolescência e, nos últimos anos, criou uma comunidade fervorosa de leitores amantes da poesia e da literatura jovem. Nascido e criado na periferia de Guarulhos, se formou em Publicidade e Propaganda, onde descobriu sua paixão pela comunicação e pelas redes sociais.

Primeiro final de semana da Flim 2024 entrega experiências memoráveis

Gosto muito de uma frase que li esses dias, tanto que coloquei no meu site profissional e nos marcadores de livros que levei para a Flim: “Imaginamos o que não existe para criar o que sonhamos” (autor desconhecido). A 9ª Festa Literária Internacional de Maricá me trouxe para esse lugar de sonhar e imaginar, e não podia ser diferente quando o homenageado era ninguém mais e ninguém menos que Ziraldo.

“Ziraldo era um especialista em infância (…) e o maior artista plástico do Brasil” (Aroeira).

Ziraldo, homenageado da Festa

Infelizmente, só consegui participar mesmo do primeiro final de semana da Festa, mas trago aqui algumas das minhas descobertas e um (nem tão) breve resumo de como foi a experiência.

Para quem não conhece, a Flim é produzida pela Prefeitura de Maricá, é totalmente gratuita e com incentivos das secretarias de Educação e Cultura. Os alunos da rede pública e de programas, como o Passaporte Universitário, recebem vouchers para comprar livros. Além disso, outras secretarias municipais participam com instrução e serviços aos munícipes e visitantes.

A programação deste ano trouxe nomes excepcionais e eu tive a oportunidade, também, de conversar com algumas autoras moradoras de Maricá. A Laura Costa, por exemplo, foi secretária de educação na década de 1990 e trouxe Ziraldo para a Bienal do Livro na cidade. Para ela, que escreveu dois livros, o evento é uma ótima oportunidade para difundir a leitura na população, uma vez que Maricá não possui livrarias, apenas bibliotecas públicas nas escolas.

Essas autoras me contaram sobre o sonho de escrever, como chegaram a publicar e, além disso, as temáticas que envolvem seus trabalhos, sempre trazendo a importância de falar sobre assuntos que precisam ser mais difundidos, inclusive, na infância. Joselene Negra Black fala em poesias, contos e crônicas sobre inclusão e representatividade da mulher, do negro e TEA. Ana Luísa Magalhães estava extremamente feliz por participar da Flim e ofertar seus livros de poesia sobre mulheres e para mulheres, e um infantil que é inspirado em sua própria filha.

Luciana Pinheiro, Liliane Mesquita e Danielle Viana me contaram sobre suas lindas trajetórias no mundo da escrita, tendo o estar na Flim vendendo seus livros a realização de um sonho. Elas abordam em suas produções a fome, a pobreza, o abuso sexual infantil, educação parental e dicas para viver nos dias atuais.

A autora Andreia Prestes esteve em uma roda de conversa junto com o professor e doutor Celso Vasconcellos, quando falaram sobre a importância de resgatar a memória familiar e identidade coletiva. Dentre os assuntos tratados no encontro, destaco a necessidade de manter a memória da população acesa e a apresentação para a criança e o jovem daquilo que ainda não é difundido, a abertura para todos os temas. Andreia, por exemplo, é autora do livro infantil “Era uma vez um quintal”, em que conta sobre João Massena Melo, seu avô, que, um dia, saiu de casa para uma reunião e desapareceu durante a ditadura militar.

Andreia Prestes, José de Abreu e Celso Vasconcellos

Paulinho Moska e Lenine estiveram no palco do Papo Flim, conversando com Maurício Pacheco. Eles falaram sobre como a música tem o poder de contar histórias e como a poesia e as regionalidades são protagonistas dos seus trabalhos. Os dois destacaram a importância de ir além da rima pela própria rima, entregando sentido às letras e à musicalidade. Não preciso nem falar dos shows de Sandra Sá e Lenine que foram incríveis no palco, não é?

A linda homenagem a Ziraldo contou com uma roda de conversa que trouxe outros grandes nomes do chargismo e desenho brasileiros: Aroeira e Miguel Paiva. Adriana Lins (sobrinha e presidente do Instituto Ziraldo), conversou com os cartunistas e Laura Costa sobre a influência do homenageado em suas obras e eles contaram várias histórias divertidas e emocionantes sobre seu relacionamento com o escritor. Miguel e Aroeira, por exemplo, levavam seus desenhos para a avaliação de Ziraldo, que amava trabalhar em grupo e, basicamente, inventou o design gráfico no Brasil.

“Da mesma forma como a gente não se esquece de Shakespeare, (…) não vamos nos esquecer de Ziraldo” (Aroeira).

Laura Costa, Adriana Lins, Miguel Paiva e Aroeira

Confesso que eu fiquei tão maravilhada durante a roda de conversa entre Igor Pires, Thalita Rebouças, Felipe Fagundes, Andressa Santos e Tuca Andrada que nem consegui anotar nada. Meus olhos brilhavam! O bate-papo super leve e descontraído revelou como os autores se relacionam com a escrita e com o público, além de ressaltar a relevância dos temas tratados por eles nos contextos familiares e da adolescência e juventude. Em breve, vou contar para vocês sobre a entrevista exclusiva que fiz com Igor Pires.

Igor Pires, Andressa Santos, Felipe Fagundes, Thalita Rebouças e Tuca Andrada

A Festa Literária Internacional de Maricá continua até dia 10 de novembro, na Orla do Parque Nanci, com a presença de Roberta Sá, Vanessa da Mata, MV Bill, Geraldo Azevedo e muitos outros grandes nomes.

Se eu pudesse resumir meu primeiro final de semana de Flim, seria exatamente isso: desejo renovado por ler mais e me dedicar mais à escrita. Claro que foi super cansativo, mas extremamente recompensador. Foi uma oportunidade ímpar de estar próxima a pessoas que amam ler e escrever e que foram resgatadas pelo poder que a palavra tem.

Épico e aquático – Acho que temos um problema na missão

Muitas emoções cercam essa última missão que a sereia druida, Helga Iris, junto com os Desafiantes de Yuvalin, precisaram enfrentar. São tantas que vai ser necessário mais que um post para contar. Veja só o que rolou.


Naquela mesma noite, depois de quase morrer com um golpe de um constructo, ser curada por Toshinori, protegida por Noah e perceber que apareceram escamas na pele ao canalizar magia, voltei para a floresta pensativa. Ao que tudo indica, Toshinori e Stefan já entenderam que sou uma sereia, por isso e por minhas respostas evasivas.

Depois de me despedir de todos na guilda e combinar o encontro do dia seguinte para a nova missão, fui até o rio, mesmo não sendo aquele rio mais limpo que gosta, e mergulhei. É indescritível como me senti renovada. Naquela hora, não pensei em mais nada, só curti a experiência.

No entanto, depois de alguns minutos nadando, comecei a pensar na equipe e em como poderia ser mais proveitoso se eu fosse mais franca com todos eles. Esse começo não foi dos melhores.

Enquanto refletia, encontrei um velho conhecido, o Rei Joss, regente dos rios das redondezas, e pedi seus conselhos.

Voltei à superfície decidida a recomeçar: me reapresentar à equipe, mesmo com medo de revelar minha origem e sofrer represálias. Se meu objetivo era ser uma aventureira e guerreira, precisava agir com mais coragem agora. E, assim, adormeci, olhando para as estrelas e sonhando com as possibilidades que aquela decisão traria.

Despertei com o nascer do sol. Ao olhar para debaixo de uma árvore próxima ao lago, reparei que havia uma mesa posta e, ao me aproximar, vi o símbolo de Allihanna, o que, com certeza, foi um sinal de aprovação para minha decisão na noite anterior. Quando esse pensamento passava pela minha cabeça, os alimentos simplesmente surgiram sobre a mesa, magicamente. A natureza me presenteou com um café da manhã reforçado.

Símbolo da deusa Allihanna

Antes de sair ao encontro da equipe, voltei à água para tomar coragem e saí sorrindo, mais que quando tive sucesso nas missões anteriores. Não esconderia mais da equipe minha forma sereia, se isso significava ter mais coesão e sucesso na minha missão como aventureira.

Quando nos reunimos, verifiquei se alguém poderia ouvir e comecei a falar. Toshinori até elogiou minha decisão e coragem, mais porque ele sempre fala bastante mesmo, Stefan mudou de assunto para a missão e o restante ficou quieto. Bom, pelo menos fiz minha parte. No final do dia, acabei descobrindo mais sobre cada um de qualquer forma.

A reunião foi uma completa confusão, cada um querendo fazer uma coisa diferente. Por fim, decidimos ir até o solicitante, “Senhor P”, e decidir o que fazer depois. O problema foi que quem foi falar com o “Senhor P” foi Joseph, que não prestou atenção a uma palavra sequer do que ele falou e não passou nada direito para nós. A única coisa que entendemos foi para quem entregar a encomenda: Ártemis.

Depois disso, Stefan apenas se dignou a ir para a oficina do sr. Drrrun e deixou a equipe sozinha para decidir e resolver a missão. Não entendo esse cara.

Fomos até a sra. Ártemis na sua loja e ela não sabia de encomenda nenhuma. Comecei a desconfiar que algo ia dar muito errado, outra vez. Saímos da loja e fomos investigar um caminho entre o porto e a loja, para estarmos seguros quando estivéssemos com a encomenda.

E, então, quando já eram umas 19h, chegamos ao porto. E foi quanto me dei conta do erro que foi ter deixado o bardo ir receber as informações do solicitante. Ele simplesmente não lembrava nem o nome do anão que deveríamos procurar.


Quer entender melhor o que está acontecendo e como essa missão termina? Aguarde até o próximo post aqui no blog.

Até breve!

Saiba mais sobre a Helga nos posts abaixo:

Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG

Aceitei o desafio de jogar, pela primeira vez, um jogo de RPG. Além de ser um desejo antigo, essa ideia também faz parte de um projeto pessoal nos meus estudos de storytelling (se você quiser saber mais sobre isso, sugiro assistir ao vídeo). Esse post, então, inicia o meu relato dessas experiências, contando não só…

Épico e aquático – O primeiro dia da Helga

Aceitei o desafio de jogar RPG e, se você não leu ainda o primeiro texto sobre isso, clica aqui. Neste segundo post da série, vou trazer o diário da Helga do primeiro dia de missão. Em resumo, para entrar na guilda de aventureiros, era necessário cumprir uma missão em grupo: encontrar o que estava perturbando…

Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu estou falando leia os posts anteriores sobre o assunto: Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG e Épico e aquático – O primeiro dia da Helga). Para você se ambientar melhor, veja o mapa da…

Épico e aquático – Tudo deu errado, conforme o esperado – Parte 2

Ficou na curiosidade no último post, né? Sim! Agora, você vai descobrir como essa história continua depois que a Helga Iris, a sereia druida do grupo Desafiantes de Yuvalin, consegue sair do quase coma (SERÁ?). Mas antes, se você não faz ideia do que estamos falando, leia antes: Senti uma força tomando todo o meu…

Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Vamo a mais uma edição do diário de Helga Iris, a sereia druida (se você não sabe do que eu estou falando leia os posts anteriores sobre o assunto: Épico e aquático – Sou uma sereia num RPG e Épico e aquático – O primeiro dia da Helga).

Para você se ambientar melhor, veja o mapa da cidade de Yuvalin, que é onde estamos.


Épico e aquático – Não é que viramos uma equipe?

Parece insano pensar que esse bando de doidos, totalmente estranhos uns aos outros, tenha se tornado uma equipe eficaz nas missões.

Pois nos tornamos. Ainda temos nossas diferenças, como uma total desconfiança do Stephan depois de ele ter atirado no Joseph e me obrigado a usar o bordão para bater na mamãe glop. Mas eu propus dar um voto de confiança, justamente para ver se a primeira impressão seria só uma impressão mesmo.

E deu certo.

Joseph e Toshinori dão em cima de todas as mulheres que aparecem. É insano. Precisei interceder quando falamos com a Chef Rizzelena, enquanto tentávamos entender a missão que ela solicitou, porque os dois queriam conquistá-la. É de revirar os olhos.

Além de maluco, o Stephan até que manda bem em combate. Tomei um susto quando ele sacou um mosquete duplo pra usar contra aqueles bichinhos. Bom era nossa missão levar a cauda deles para a chef, mas não precisava de tamanha violência, ainda mais com armamento proibido.

Entreguei os animais a Allihanna e retirei a cauda com as minhas unhas. Fui até muito bem elogiada pela chef que nos recompensou muito bem.

Mas essa foi a terceira missão em 3 dias. Antes disso, fomos ajudar um jovem brilhante (e lindo – não acredito que estou escrevendo isso), Goro Okazaki, na forja de uma espada especial, parecia magia.

Não toquei na espada – Allihanna me livre de tocar em metal, mas auxiliei com todos os cálculos e orientações possíveis, todos os conhecimentos que adquiri tanto no meu antigo povoado, como no meio das sereias.

Goro também me elogiou pelos meus conhecimentos e inteligência (enrubesci).

Enquanto estávamos focados na forja, um grupo de arruaceiros tentou roubá-lo. Óbvio que não permitimos. Como uma equipe (olha só), continuamos fabricando a espada e, ainda, colocamos os arruaceiros para correr.

Estamos nos preparando para a próxima missão e, agora, me sinto plenamente revigorada (depois daquele desastre que foi a primeira missão).

Ainda não contei a ninguém sobre ser uma sereia. Estou me controlando para não usar encantamentos e convencer a todos a fazer o que quero. Mas consegui convencer o Noah, o trog caladão, a ir para a taverna conosco. Foi um momento que relaxei e usei os encantos com ele.

Por enquanto, estou conhecendo melhor os componentes da equipe, antes de mostrar quem sou de verdade. Poucas criaturas conseguem enxergar a sereia em mim, inclusive aquele cara chato que é o minotauro que está sempre me cantando. Eu o ignoro.

Estou ansiosa para o que teremos pela frente. Por enquanto, sucesso.


Continue acompanhando o blog para ver mais aventuras da Helga e dos Desafiantes de Yuvalin.

Até a próxima!

A experiência de ler usando os sentidos

Dica do Qual é a das quintas?

Para ler, aparentemente, só precisaríamos de um dos cinco sentidos: a visão. Mas a experiência da leitura pode ficar muito mais rica se a gente puder imergir por completo na história.

Quando eu era mais nova, me lembro de ler livros, como A ilha do tesouro e Robinson Crusoe, sentada no tapete do meu quarto e ao som de ondas que colocava no computador (não existia Spotify).

Experiências assim me faziam quase que engolir os livros, pois ficava completamente imersa na história.

Anos depois, descobri as malinhas do Turista Literário, quando ganhei uma em um sorteio (sem merchan, pessoal). O livro era As mil noites (E. K. Johnston) e, dentro da caixa, vinham outros itens para cada um dos sentidos: uma playlist no Spotify, um sal, um kit de incenso, um pergaminho e ainda vinha uma squeeze.

As mil noites

Foi uma leitura intensa e muito prazerosa!

Nunca consegui me tornar assinante do Turista Literário, mas recomendo as experiências na hora da leitura.

Você pode escolher playlists que se adequem ao tema do livro, preparar um café ou itens que te lembrem da história e se inspirar com os itens que podem fazer parte da experiência.

Pratique isso e depois me conta como foi a experiência.

Até breve!

Aline Gomes

Como não esperar pelo fim do mundo (de Krypton)

A curiosidade para saber o que aconteceu ao planeta Krypton que fez com que Kal-El viesse para a Terra me fez ficar anos querendo comprar e ler Os últimos dias de Krypton. Agora que eu fiz isso, conto para você minhas impressões sobre o livro.

Kevin J. Anderson é quem faz a narrativa detalhada de uma das versões do que aconteceu ao planeta natal do Superman. Há algumas versões do que teria acontecido a Krypton em quadrinhos, animações e filmes diversos e essa segue uma linha que eu ainda não tinha visto.

O livro traz uma jornada no período de um ano dos irmãos cientistas Jor-El (pai de Kal-El) e Zor-El, filhos de Yar-El, desde as descobertas da possibilidade de o sol vermelho Rao entrar em supernova e de haver uma instabilidade no núcleo do planeta, até a iminente extinção de Krypton.

As aventuras, desventuras e tragédias que acontecem possuem muitos detalhes e um tom sarcástico que me conquistaram. A narrativa é em terceira pessoa, mas acontece sob o ponto de vista de um personagem por vez, o que contribui para tornar a emoção da leitura muito mais consistente.

A impressão que tive, e a forma como contei minha leitura no Skoob, foi de alguém desesperado para um final feliz depois de tantas situações complicadas – mesmo sabendo como seria o final.

O livro fornece uma crítica à política e à sociedade burocrata, que desvaloriza o trabalho científico e que também, por outro lado, também cria monstros com o discurso de fazer maldades em prol do bem maior.

Esse foi um dos melhores livros que já li! Super recomendo.

Até breve!

Aline Gomes

Uma curiosidade sobre As Crônicas de Nárnia que você nem imaginava

Olá, eu sou João Rosa.

Você deve me conhecer por tabela caso tenha visto alguns dos quadrinhos do Alfredo, o óbvio. Eu dominei esse blog a força para falar sobre algo que amo: a sequência de livros de C.S. Lewis conhecida como As Crônicas de Nárnia.

Se você esteve fora do planeta nos últimos 72 anos, então, você nunca ouviu falar sobre esses livros, por isso vou te dar um breve – breve mesmo, pois são 8 livros – resumo.

Nárnia é um país em uma realidade paralela e lá crianças aleatórias da nossa terra, ou não, vivem diversos tipos de aventuras e um leão (Aslam, o deus de Nárnia) as ensina através dessas aventuras lições valiosas.

Entre 2005 e 2010, foram lançados 3 filmes baseados nos livros (eu, particularmente, amei cada um deles), mas, como qualquer adaptação hollywoodiana, eles não são muito fiéis. E, para quem já leu os livros, isso é meio decepcionante. Mas não se esmoreça, caro leitor, pois no próximo parágrafo sua alegria poderá retornar.

A BBC criou uma pequena série baseada em quatro livros: O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa, O Príncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada e A Cadeira de Prata. Eu tive a honra de assistir e achei incrível o nível de fidelidade da obra, ela foi levada a sério. O desenvolvimento dos personagens é espetacular e a trama soube adaptar bem o livro sem estragar a experiência.

Obviamente, não darei spoilers sobre a série, já que sei que você, caro leitor, está louco para saber como assistir. Todas estão disponíveis no YouTube para seu deleite.

Um grande abraço e até logo, é óbvio.

João Rosa

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 3

Para concluir nossa saga pelas Fronteiras do Universo, viemos falar neste post sobre o terceiro livro: A Luneta Âmbar. Para você que chegou agora aqui, sugerimos que leia a parte 1 e a parte 2.

O maior livro da saga começa um pouco confuso e menos empolgante que os outros dois. Claro que a história em si está em um ponto confuso, com muita coisa acontecendo, muitos personagens e cenários novos. Depois de um determinado ponto da história é que volta a dar aquela empolgação característica dos outros livros.

Como clímax da história, este livro faz tudo se chocar e também fazer sentido. E então surgem aqueles momentos em que você fecha o livro e fica pensando em tudo o que leu com aquela cara de “não acredito”.

O item fundamental do terceiro livro é a luneta, responsável por permitir que alguém veja o , ou matéria escura ou os espectros. Somente as pessoas de alguns universos são capazes de enxergar a olho nu. A dra. Mary Malone, uma cientista do mundo de Will, consegue ver por meio dessa luneta e isso ajuda a solucionar grande parte dos mistérios de toda a trama.

Em relação à saga completa, o livro é fundamental e eu simplesmente AMEI tudo e super recomendo!!

Já quanto à série His Dark Materials, eu também recomendo muitíssimo! Ela tem o mesmo tom do livro que, apesar de ter crianças como personagens principais, não é uma historinha infantil.

Olha essa abertura linda!!

Como uma adaptação, a série mostra alguns detalhes bem como eu imaginei. No entanto, também faz modificações nem tanto sutis, mas que não alteram em essência a história. O que mais me chamou a atenção foi tratar a história do mundo de Will concomitantemente ao que acontece no de Lyra, dando a ideia de que realmente acontecem ao mesmo tempo, sem a separação em Livro I e Livro II.

Chegamos, então, ao fim da nossa crítica à saga Fronteiras do Universo, uma história que vale ser visitada e revisitada por toda a fantasia, intrigas e emoções que ela proporciona.

Até a próxima!

Aline Gomes

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 2

A bússola de ouro, conhecida principalmente por Aletiômetro, levou Lyra a novas aventuras no segundo livro da saga Fronteiras do Universo. Pensei melhor e acredito que o livro dois mereça um post exclusivo e é sobre ele que eu vou escrever aqui.

Se você não leu o post sobre o primeiro livro, clique no link a seguir: Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 1.

Em A Faca Sutil, segundo livro da série, temos a inclusão de um personagem muito importante: Will. Ele pertence a um universo diferente do de Lyra e não possui um daemon. Ele atravessa uma janela entre os mundos e conhece sua parceira de aventuras, enquanto fugia de uma situação complicada com a polícia para proteger a mãe e com o objetivo de procurar pelo pai.

O item que não poderia faltar na jornada entre esses mundos, em questão no livro, é uma lâmina especial e extremamente afiada, que causa medo a quem sabe sobre seus poderes. Ela é responsável por abrir as janelas entre os universos. E eu não vou te contar como ela entra na história e as consequências dela.

Nesse livro, você passa a se importar com mais personagens e a sofrer suas dores. Os momentos que narram a história de Will, principalmente, trazem essa sensação para o leitor.

A amizade dos dois protagonistas é linda e cristalina. Um não iria a qualquer lugar sem o outro e, com o Aletiômetro de Lyra e a Faca em posse de Will, ambos entendem que há missões que um deve ajudar o outro a cumprir.

Tudo isso enquanto os mundos estão a beira de uma guerra!

O segundo livro é a história com mais momentos “NÃO PODE SER!”. E também a que eu mais gostei, por ser empolgante e chocante, além de nos ofertar o primeiro contato efetivamente com outros universos.

No próximo post (agora sim), vamos tratar do terceiro livro da saga e da série da HBO (His Dark Materials). Não deixe de acompanhar o blog para mais detalhes!

Até breve!

Aline Gomes

Saga Fronteiras do Universo é incrível! Saiba o porquê – parte 1

Se você pudesse viajar entre universos, quais itens não poderia faltar na sua jornada? O box de livros Fronteiras do Universo é perfeito para você que – assim como eu – ama fantasia, aventura, mistério e ficção-científica. Vamos conversar sobre ele neste e no próximo post.

Você, possivelmente, já ouviu falar ou, até mesmo, já assistiu ao filme A Bússola de Ouro. Esse filme é uma adaptação do primeiro livro da série Fronteiras do Universo (Philip Pullman, 1995) para a sétima arte. Há também uma série da HBO inspirada nos livros: His Dark Materials, que vamos falar mais um pouco depois.

O primeiro livro – Bússola de Ouro – é uma aventura fantástica, cheia de mistério. No universo de Lyra, os humanos possuem daemons, que são a própria alma em forma de animal. Ela e Pantalaimon (ou simplesmente Pan) são incluídos em uma busca para salvar seu amigo Roger e outras crianças que desapareceram.

A orientação que eles recebem é de confiar em poucas pessoas, ou até mesmo em ninguém, e, diante de tantas informações confusas e perigos enfrentados, eles passam a entender cada vez menos o mundo dos adultos. Com a língua afiada, Lyra conta histórias para se sair bem, assim, viajando e fazendo novos amigos. Ela sonha em conhecer o Norte, os ursos de armadura e as luzes do norte (também conhecidas como aurora boreal).

Cada um dos títulos dos livros é um item importante nas histórias. A bússola de ouro é um item que mostra a verdade, é misterioso sobre seu funcionamento e extremamente importante. Todo mundo quer colocar as mãos nela e Lyra tenta guardar o item com o maior cuidado, pois é um grande companheiro.

Na próxima parte desse post, que sai semana que vem, vamos comentar o segundo e o terceiro livros e também sobre a série. Fique de olho aqui no blog Qual é a das Quintas?!

Até lá!

Aline Gomes