Os Goonies – 30 anos de aventura

O Qual é a das quintas? já falou várias vezes sobre livros que viraram filmes e filmes que viraram livros. O que trazemos neste post é pura nostalgia para quem viveu os anos 80. Mas, como tem muita gente que nem sonhava em nascer (o filme tem mais de 30 anos) e, por incrível que pareça, nunca ouviu falar em Os Goonies. O filme virou livro recentemente e eu li. Se você não viu ou leu nada sobre o filme, sua chance de conhecer o clássico é agora. E se você já viu ou leu ou os dois, relembre essa história fantástica.

A pré-adolescência é uma fase bem dramática. Ainda mais se você tem um grupo de amigos, clã, gangue… essas coisas. Mikey, Dado, Bocão e o Gordo são aquele típico grupo de amigos que não se desgrudam por nada (nem pela morte à vista). Confusão é o que não falta quando esses engenhosos meninos estão juntos.

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O enredo envolve mistério, muita aventura, injustiça, quedas em buracos, assassinatos, confissões de pecados, respiração em bombinhas de asma, falas em espanhol… coisas que os clássicos da década de 80 souberam explorar muito bem.

Entre livro e filme? Pouca diferença tem. Afinal, o livro nada mais é que o roteiro adaptado para leitura. O narrador é o próprio Mikey que conta tudo de acordo com o que vê, cheio de gírias e um linguajar bem simples e fácil de entender. Das diferenças: como o livro é o roteiro adaptado, algumas cenas editadas ou cortadas do filme original estão no livro e não no filme. Tem uma cena inclusive que no filme você percebe que está faltando alguma coisa (depois que você vê o filme tipo umas 3 ou 4 ou 10 vezes).

Os Goonies

Sem muitos efeitos especiais, o filme encanta mesmo pela simpatia, pela simplicidade, pela comédia. Não é um filme cansativo. Muito pelo contrário, você fica em frente à tela sem nem perceber o tempo passando. Medo? Na verdade, você não sente medo. Percebe um suspense em torno do “monstro”. Mas logo desaparece quando você começa a conviver virtualmente com o Sloth.

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Vale a pena ler? Vale. É uma leitura que, assim como o filme, não cansa. Você tem vontade de ler, ler e ler… Quando percebe que está acabando você reduz a velocidade para não acabar tão rápido. Vale a pena ver? MUITO. Tipo, veja sempre, com a família toda. Convide aquela pessoa que adora filmes assim e que você ama ouvir a risada para sentar ao seu lado. Você vai se sentir muito mais feliz.

Aline Gomes

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Diário de um livro

Se o seu livro pudesse escrever um diário, contando tudo o que você e ele fizeram juntos, como isso seria? Livros são seres inanimados, não têm vida. Mas e se ele pudesse contar as memórias que viveu ao seu lado. Uma experiência que o Qual é a das quintas? traz neste post é o Diário de um livro. É o descobrimento do mundo por um livro que pode estar em suas mãos agora. A vida de um leitor na visão do seu livro.

“Querido diário,

Hoje saí da prateleira. Meu leitor me colocou em uma mochila e saímos de casa. Sei que saímos por causa do movimento e porque quando eu saí da bolsa, nós estávamos em um lugar diferente. Os humanos chamam esse lugar de estação de trem. Fiquei muito feliz de conhecer esse lugar. Me senti muito chique nas mãos do meu leitor, todos olhavam para mim. Alguns olhavam por cima dos ombros do meu leitor… eu devo ser muito importante.

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Depois de passear no trem (vi tantos lugares diferentes), meu leitor me fechou. Passei o resto do dia fechado, dentro daquela mochila. Quando vi, já estávamos em casa. Não sei se meu leitor gosta muito de mim. Passei a maior parte do tempo fechado hoje. Mas quando eu pensei que ele ia me deixar de vez, passei algumas horas com ele no finzinho da noite, já na cama. Rimos muito. Troquei de posição na mão dele várias vezes. Depois de várias horas juntos, nós fomos dormir.

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Quando acordei, meu leitor não estava em casa. Acho que ele me esqueceu. Devia estar muito ocupado com outras coisas. Ontem, eu o vi mexendo em um aparelhinho pequeno boa parte do dia. Volta e meia ele parava de me ler para mexer naquilo. Deve ser muito interessante. Só encontrei meu leitor tarde da noite. Ele folheou algumas das minhas páginas, parecia estar procurando algo e me fechou outra vez.

No terceiro dia com o leitor, nós passamos o dia inteiro juntos. Fomos à praia. Nunca tinha ido. Ficamos em uma cobertura top. Ele cuida muito bem de mim: imagina que ele limpou as mãos todas as vezes que íamos nos divertir juntos. Achei que ele fosse me trocar por aquele lugar lindo, mas eu parecia mais interessante. Me sinto importante agora. Acredita que eu ouvi ele e várias outras pessoas conversando sobre mim? Ele fez vários comentários, todo mundo quis ver como eu era.

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E meu último dia com o meu leitor chegou. Ficamos tão pouco tempo juntos. Ele gosta muito de mim, eu sei. Mas eu já voltei para a estante. Vivemos momentos muito legais. Quando ele foi se despedir de mim, eu vi que os olhos dele se encheram de lágrimas, mas ele sorriu. Fico tão feliz porque o fiz feliz. Foi uma viagem e tanto. Espero que todos os meus amigos tenham a mesma sorte que eu. E que ele também adore passear com eles. Mas o que eu mais quero é que ele nunca se esqueça de mim.

Livro.”

Aline Gomes

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Atlantis é finalmente encontrada em ficção científica

Reza a lenda que existia uma ilha linda, com um clima agradável e uma civilização muito avançada. Mas, pelas mais diversas teorias supostas, ela teria afundado para sempre, levando sua beleza e cultura. Cada um tem um pouquinho para explicar sobre a lenda de Atlantis (ou Atlântida). Mas o Qual é a das quintas?, neste post, vai falar tratar de uma ficção científica que mais poderia ser a versão real de tudo o que aconteceu a essa ilha.

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O autor David Gibbins é conhecido pelas suas obras de ficção científica. Sua abordagem é tão profunda e rica em detalhes que o leitor se sente parte da história e sofre e vence junto com os personagens. Em seu livro Atlantis (2005), Jack Howard é o personagem que dá vida à história. Ele é a emoção do livro e vai atrás, equipado e munido de todo suporte para sua pesquisa da misteriosa ilha desaparecida, depois de alguém descobrir uma pista sobre ela. Toda a aventura, a emoção, a paixão e o ódio vividos pelos personagem são emoções vividas pelo leitor.

Finalmente descobriram a localização da terra desaparecida. Não só descobriram a localização, mas foram até lá, num mergulho, para vivenciar uma experiência que causa inveja. Ele e dois colegas conseguem ver cada detalhe da ilha, da sua civilização e supõem teorias que nos levam a acreditar que realmente seja verdade (e por que não seria?). Além disso, Aslam (não o leão bonzinho) é um terrorista nuclear que quer acabar com todos os planos legais da galera que está na missão de desvendar o mistério atlântico.

Não posso te dar mais detalhes sobre a história. É melhor você ler. Como leitora, é um dos melhores livros que já li. Prova que só não li tão rápido porque queria saborear cada parte da história (poderia comer o livro em, no máximo, 2 dias). Nunca foi tão fácil e legal entender uma das teorias sobres a famosa ilha desaparecida de Atlântida.

Aline Gomes

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Uma nova esperança nas mãos dos leitores

Se o Lorde Negro causa medo na tela do cinema ou da TV, imagina quem lê o livro escrito pelo próprio George Lucas. Há um livro (grande por sinal) que reúne os 3 episódios da primeira trilogia de Star Wars. Eu li o Episódio IV: Uma Nova Esperança e vou falar sobre ele neste post.

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Primeira coisa: quem vê o filme e depois lê o livro fica naquela expectativa de sentir as mesmas emoções que o filme passa. Isso não só com Star Wars, mas com qualquer filme. A maior loucura de todas foi eu ter visto O Senhor dos Anéis antes de ter lido o livro. Mas o interessante em Star Wars: Uma Nova Esperança é que o livro é baseado justamente no roteiro do filme, o que traz uma maior fidelidade à história. Sim, o livro foi feito depois do filme.

Apesar disso, não sei se a vida agitada ou qualquer outra coisa, mas eu levei muito tempo para ler o livro. Começava a ler e dava sono. Mais uma vez, não sei se a culpa é do livro ou se eu realmente estava cansada quando começava a ler. Obs.: não leia para dormir! Leia o post que fiz sobre a leitura: Lendo melhor em 5 passos. Quando eu estava lendo, era realmente empolgante, as batalhas, os olhares apaixonados e inocentes de Luke Skywalker e o jeitão despojado de Han Solo, além da firmeza da mandachuva Leia.

Há momentos que, de fato, você se sente dentro do filme. Você sente o calor de Tatooine, sob os dois sóis. Dói ver tantos soldados abatidos na guerra. Bom, é um livro para quem gosta de aventuras do gênero e, é claro, quem é fã de Star Wars. Ainda não li os outros dois episódios da trilogia, mas assim que terminar de ler, venho dar minha opinião.

Aline Gomes

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