Meu melhor amigo me passou uma lista de filmes que nunca vi e pediu uma crítica aqui (ele disse para eu escrever isso para vocês) e, a partir de hoje, você verá alguns posts aqui no Qual é a das Quintas? sobre filmes que, provavelmente, você já viu – ou não.
O primeiro filme dessa lista (enorme) é Rush – No limite da emoção (2013), sob a direção de Ron Howard, que está disponível na Netflix (https://www.netflix.com/watch/70253165?source=35).
O filme é uma espécie de biografia de dois grandes corredores de Fórmula 1, o austríaco Niki Lauda (Daniel Brühl) e o britânico James Hunt (Chris Hemsworth). Ambientado na década de 1970, a narrativa conta a jornada dos dois da Fórmula 3 até o sucesso que ambos fazem na principal categoria de automobilismo.
Com características bem distintas um do outro, Lauda é cauteloso e inteligente, conhecendo o carro e tornando-o melhor, se orgulhando por saber que é o melhor. Enquanto isso, Hunt é bom corredor e vive a vida, curtindo, com mulheres, festas e bebidas. A rivalidade que nasce entre os dois começa ainda quando eles disputam na Fórmula 3 e, pela sua cautela, Niki Lauda perde para James Hunt.
A mudança de categoria vem quando Lauda pega um empréstimo e compra seu espaço na Fórmula 1, seguido por Hunt, que não aceitaria perder. Niki se destaca por seu desempenho justamente porque entende o que o carro precisa ter e o que ele precisa fazer dentro e fora das pistas. Por outro lado, James tem problemas com a equipe e com seu desempenho, apesar de, gradualmente, melhorar e avançar.
Apesar de estar cumprindo com o combinado de assistir aos filmes da lista, esse me chama a atenção para a emoção da corrida em si, que eu sou fã desde criança. Meus jogos favoritos sempre envolviam corridas de carros e, até hoje, amo assistir a diversas modalidades automobilísticas.
O filme fala sobre superação e visão. O constraste do estilo de vida dos corredores e a força que cada um tem para perseguir sonhos e se desafiar no dia a dia impulsionam a narrativa para que você salte de um “será que esse filme é legal?” para “uau preciso de um lencinho”.
São 2 horas empolgantes, que parecem passar a mais de 200km/h. Há cenas um pouco pesadas que, admito, não consegui ver. Mas também apresenta uma realidade um pouco distante do glamour que pensamos ter nos campeonatos de Fórmula 1, principalmente em relação a quão inseguro é o esporte – estamos falando da década de 1970, quando aconteciam acidentes graves em praticamente todas as corridas.
Primeiro filme da lista: check! Só eu que não havia visto ou você também está nessa?
Até a próxima!
Aline Gomes
